Tag: Abuso sexual infantil

  • Crianças e adolescentes criam cartilha sobre violência sexual infantil

    Crianças e adolescentes criam cartilha sobre violência sexual infantil

    O Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é marcado, todo os anos, no dia 18 de maio para conscientizar as pessoas sobre a violência sexual infantil. Com a proximidade da data neste ano, o Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS), uma organização manauara conveniada ao Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, realizou um evento sobre o tema.

    O Seminário Fazendo Acontecer aconteceu na última sexta-feira (5) na Escola Estadual Liberalina Weill, localizada no bairro Santo Antônio, em Manaus – AM, e contou com duas mesas de discussão no período da manhã. A primeira, retratou a Exploração Sexual: Pior Forma de Trabalho Infantil, ao passo que a segunda tinha como tema As Violências Intrafamiliares Praticadas Contra Crianças e Adolescentes. Já ao longo da tarde, foram realizadas oficinas sobre violência doméstica, a importância das emoções, gênero e sexualidade, planejamento familiar, cultura de paz e trabalho infantil. 

    O evento marcou o lançamento da cartilha Contos da Meninada, uma publicação com relatos verídicos de crianças e adolescentes atendidos pelo IACAS dentro do projeto Fazendo Acontecer, que combate a violência doméstica e sexual. A cartilha conta com poemas, desenhos e mensagens produzidas pelas próprias crianças e adolescentes. 

    Ao deixar a criação do conteúdo para as crianças e os adolescentes da organização, a publicação se apresenta como uma oportunidade para a compreensão do problema sob a perspectiva de quem o sofre. Em muitos casos, a vítima de abuso sexual infantil não fala sobre a sua violação por medo ou vergonha, sendo a cartilha um incentivo para que isso não ocorra.

    “A cartilha traz o relato de crianças que, ao longo das nossas oficinas, entenderam o que é a violência e identificaram as que já sofreram em casa. Falar de abuso e exploração sexual hoje no Brasil é uma necessidade urgente, mas é preciso ser falado também de criança para criança, de adolescente para adolescente”, complementa Amanda Ferreira, coordenadora geral do IACAS.

    A organização ainda foi convidada para participar de um evento do governo em Brasília – DF no dia 18 de maio, para apresentar a cartilha. O material também será divulgado pela campanha Pode Ser Abuso, da Fundação Abrinq, deste ano, que você pode acompanhar pelo site www.podeserabuso.org.br.

    Projeto Fazendo Acontecer

    O Projeto Fazendo Acontecer, do Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio, faz parte do Ciclo 2021-2023 do Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, no qual recebe, mensalmente, o assessoramento técnico e financeiro da instituição.

    A iniciativa aborda o eixo de combate à violência doméstica e sexual e atende 120 adolescentes de 08 a 18 anos, ofertando oficinas pedagógicas sobre a temática da violência, assembleias e fóruns para debate e incentivo do protagonismo infanto-juvenil, além de atendimento e acompanhamento psicossocial dos atendidos e seus familiares.

    Os repasses financeiros e o apoio técnico oferecido pela Fundação Abrinq têm o objetivo de qualificar o atendimento da organização para que combata com maior efetividade a violência sexual infantil em sua região, o que inclui a própria criação da cartilha Contos da Meninada.

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  • Crescer sem violência é abordado em reunião da Rede Nossas Crianças

    Crescer sem violência é abordado em reunião da Rede Nossas Crianças

    No dia 8 de maio, a Fundação Abrinq realizou, das 9h às 13h, um treinamento sobre crescer sem violência, ministrado pela mobilizadora de redes do Canal Futura, Vanessa Pipinis, para diversos integrantes de organizações da sociedade civil. 

    A ação, que ocorreu durante o encontro da Rede Nossas Crianças*, previsto para este ano, abordou temas voltados para o abuso e à exploração sexual infantil. 

    Com o auxílio de materiais impressos e audiovisuais como Que abuso é esse?, Que exploração é essa? e Que corpo é esse?, o momento proporcionou um aprendizado significativo para as organizações presentes, que puderam sair do encontro com uma bagagem de conhecimento extra sobre o assunto. 

    “A cada encontro é um conhecimento novo, uma descoberta, é uma maneira de direcionamento novo de como agir nessas situações. É sempre um aprendizado”, conta Ilma de Lima, professora de Educação Infantil na Associação Família São Geraldo. 

    O treinamento iniciou com a apresentação sobre o tema e o Canal, que trabalha o tema em sua programação, e logo depois foi realizada a primeira oficina. Os participantes se dividiram em 5 grupos e após receberem algumas fotos, dividiram suas opiniões e conceitos a respeito das imagens, que abordavam desde a erotização precoce de meninas até o consentimento da sociedade, no aspecto cultural, para uma violência, por diversas vezes, banalizada, como o casamento infantil. 

    Cada grupo apresentou sua visão e em seguida debateram como poderiam contornar o assunto nas organizações, quando a temática abordada se torna real na vida das crianças.  

    “Esse tema é muito importante e relevante para as organizações, porque em nosso dia a dia temos conhecimento que existem esses abusos com nossas crianças. Então é importante essas reuniões para que haja um apoio e uma maneira de tratar isso, até mesmo com os familiares”, explica Ilma. 

    A apresentação seguiu com exemplos de como abordar a educação sexual com as crianças e com as famílias, ensinando para todos que estavam presentes que o problema não é toque na hora dar banho ou o beijo na criança, o abuso acontece quando há uma erotização nesses gestos. 

    “A gente tem visto um crescimento expressivo de denúncias, de identificação de casos de abuso sexual e é muito importante levarmos esses conhecimentos para crianças e adolescentes, para que esse público consiga se proteger, saiba o que é um carinho afetuoso e um carinho abusivo e também para a gente identificar os ciclos de violência como sociedade e interrompê-los o quanto antes”, ressalta Vanessa Pipini.

    “Quando a criança ou o adolescente conhece o próprio corpo, sabe identificar o que é um toque ou abuso, um toque cuidadoso ou um toque abusivo e sabe para quem pedir ajuda, sabe qual é o adulto que pode ajudá-lo, esse adolescente ou criança vai revelar o caso”, completa a mobilizadora. 

    A ação finalizou com a exibição de alguns desenhos sobre o assunto e com o esclarecimento de dúvidas levantadas durante o encontro.

    Crescer sem violência é abordado em reunião da Rede Nossas Crianças

    * A Rede Nossas Crianças, criada em 1999 pelas primeiras organizações conveniadas ao Programa Nossas Crianças, tem como objetivo mobilizar organizações da sociedade civil de atendimento direto para que influenciem políticas na área da infância e adolescência e desenvolvam ações transformadoras relacionadas à situação de vulnerabilidade social.  
     

  • Alguns segredos deixam marcas para a vida toda!

    Alguns segredos deixam marcas para a vida toda!

    Todos os dias cerca de 40* crianças e adolescentes sofrem abuso sexual no Brasil. Este número pode ser bem maior ao considerar que muitos casos permanecem em segredo.

    Para mobilizar a sociedade sobre o assunto, a Fundação Abrinq lança, hoje, a campanha Pode Ser Abuso, que visa conscientizar a população sobre o alarmante cenário da violência sexual contra crianças e adolescentes e sensibilizá-la para as consequências da violação que, na maioria das vezes, permanecem durante a vida toda.

    A iniciativa tem como objetivo quebrar o silêncio que perpetua o assunto, mostrando que alguns segredos não devem ser guardados.

    Com materiais de orientação e mobilização, a ação leva para diversos locais os principais sinais que a criança e o adolescente podem apresentar em possíveis casos de abuso sexual infantil, orientando a sociedade a identificá-los e denunciá-los. 

    Independentemente da frequência o abuso sexual infantil deixa marcas para a vida toda. Participe da campanha e quebre este silêncio! 

    Saiba mais em www.podeserabuso.org.br e compartilhe os materiais da campanha com a hashtag #PODESERABUSO. Acesse aqui para fazer o download.

    Fonte: Disque Direitos Humanos (2017).