Tag: Adolescente

  • Projeto reconhecido pela Fundação Abrinq reduz em 25% a gravidez na adolescência em bairro de Vitória (ES)

    Projeto reconhecido pela Fundação Abrinq reduz em 25% a gravidez na adolescência em bairro de Vitória (ES)

    Idealizado e protagonizado pela psicóloga Alana Pereira Rodrigues e pela assistente social Denise Bussú Lima, desde 2015, o Projeto Direto ao Ponto tem levado orientações sobre saúde, sexo e sexualidade aos adolescentes de escolas assistidas pela Unidade de Saúde da Família Grande Vitória, que atende os bairros de Inhanguetá, Estrelinha, Universitário e Grande Vitória, um dos territórios mais vulneráveis de Vitória (ES).

    O Projeto surgiu da iniciativa desenvolvida por Alana e Denise, ao trabalharem em uma escola do território com uma caixa de perguntas anônimas que variavam desde aspectos de higiene básica e íntima, passando por preocupações, efeitos da puberdade, menstruação, métodos de prevenção de IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e gravidez. Ao invés de levarem uma palestra de maneira hierarquizada e utilizando termos técnicos, que não pertenciam ao cotidiano dos adolescentes, as profissionais decidiram atuar com a educação popular, diferenciada e mais próxima aos munícipes. 

    “Além de toda a orientação, o Projeto também tem uma faceta de proteção, pois em muitos casos vimos que a violência sexual estava presente no dia-a-dia dos jovens”, afirma Denise Bussú, assistente social do Projeto.

    A estratégia bem-sucedida foi replicada e ampliada para as turmas do 8º e 9º ano do ensino fundamental de mais duas escolas da capital capixaba. A partir de 2017, o Projeto passou a atender mais de 400 adolescentes em três escolas do território e deu início a uma ação chamada Rolezinho: um sábado aberto exclusivamente aos adolescentes na Unidade de Saúde da Família Grande Vitória. No Rolezinho, os adolescentes têm uma manhã de acesso a consultas médica e de enfermagem, atendimento odontológico, vacinas, dispensa de medicamentos, exames preventivos, testes rápidos de gravidez e sífilis, aferição de pressão, avaliação antropométrica, orientações sobre os efeitos do tabagismo, cortes de cabelo, oficinas de maquiagem, grafite e de tranças e turbantes, além de rodas de conversa com outros meninos e meninas.

     

    Alana e Denise

     

    “Quando a Fundação Abrinq abriu as portas para participarmos dos seminários, pudemos conversar com outras pessoas sobre os assuntos e, assim, fomos crescendo junto com o Projeto”, completa Denise.

    A boa prática foi descoberta e reconhecida pela Fundação Abrinq em 2018, por meio do Programa Prefeito Amigo da Criança (PPAC). A iniciativa garante a prioridade absoluta do direito dos adolescentes à saúde e apresenta resultados expressivos, tanto em termos de redução na gravidez na adolescência, como na promoção de uma relação de mais respeito e cuidado ao próprio corpo pelos adolescentes. Atualmente, a Fundação apoia o Projeto com suporte técnico, além de contribuir para sua disseminação e ampliação.

    “Com o estudo dos números do Projeto chegou-se à conclusão que a adolescente que passa pelo Direto ao Ponto tem quatro vezes menos chances de engravidar de forma não intencional do que a garota que não passa”, revela Alana Rodrigues, psicóloga do Direto ao Ponto. 

    Os resultados da gestão municipal de Vitória alcançados pelo Projeto têm sido expressivos. No município de Vitória (ES), de 2016 a 2017, a prevalência de gravidez na adolescência foi reduzida em 4,77%. No território atendido pela Unidade de Saúde da Família Grande Vitória, onde é realizado, a redução foi de 25%, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Dentre as 212 adolescentes que participaram do Projeto em 2016, apenas 2 engravidaram (prevalência de 0,95%), enquanto que as 815 adolescentes que não foram atendidas pela iniciativa, a prevalência de gravidez chegou a 4,17%. Em 2018, o Direto ao Ponto firmou uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, expandindo sua atuação junto ao Programa Projovem e o serviço de acolhimento institucional do município. 

    Em 2019, o Projeto tem como objetivo ampliar o escopo dos atendimentos nas escolas do ensino fundamental, passando a também atender adolescentes de uma escola do ensino médio próximo da Unidade Básica de Saúde. 

  • Fundação Abrinq lança a 6ª edição do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil

    Fundação Abrinq lança a 6ª edição do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil

    Nesta quarta-feira (22/05) foi lançada a sexta edição do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil. Editada no formato de um livro de bolso, o material é uma fotografia da população de 0 a 19 anos no Brasil. O estudo reúne 31 indicadores sociais relacionados a crianças e adolescentes, como população, pobreza, mortalidades, gravidez na adolescência, cobertura de creche, trabalho infantil e violências. Na publicação, esses indicadores estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global do qual o Brasil é signatário para a promoção de desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável até 2030.

    “Espero que esta edição do Cenário da Infância e Adolescência – 2019 seja um instrumento para a incidência política pela garantia e promoção de direitos da infância e da adolescência”, destaca Carlos Tilkian, presidente da Fundação Abrinq.

    Em 2018, estimava-se que o Brasil tinha 68,8 milhões de crianças e adolescentes entre zero e 19 anos de idade, e quase dois em cada cinco dos residentes do país nessa faixa etária se concentravam na Região Sudeste. Em uma análise regional, por outro lado, a Região Norte é a que apresentava a maior proporção de crianças e adolescentes, superando 41% de sua população. Aproximadamente 63,5 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza no Brasil, sendo que, deste total, 26,8 milhões se encontram em situação de extrema pobreza, vivendo com até ¼ do salário mínimo, per capta.

    Ao considerarmos a faixa de 0 a 14 anos, há no país 9,4 milhões de crianças e adolescentes vivendo em situação domiciliar de extrema pobreza (renda per capita mensal inferior ou igual a um quarto de salário-mínimo) e 10,6 milhões em situação de pobreza (renda per capita mensal de mais de um quarto até meio salário-mínimo). Esses dados integram a edição 2019 do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, divulgado pela Fundação Abrinq.

    “Acreditamos que crianças e adolescentes devem ser foco prioritário das políticas, de redução da pobreza e das desigualdades sociais, buscando a promoção de uma sociedade mais justa e pacífica”, afirma Carlos Tilkian.

    Conheça os principais indicadores do retrato da criança e do adolescente no Brasil: – 47,8% de crianças de 0 a 14 anos vivem em situação de pobreza. – 16,4% das adolescentes são mães antes dos 19 anos. – 70% das crianças de zero a três anos não tem vaga em creches. – 2,5 milhões de crianças e adolescentes até 17 anos trabalham. – 11,7 mil crianças e adolescentes foram vítimas de homicídios em 2017.

    O Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil – 2019 está disponível para download aqui. Também é possível consultar o Cenário da Infância e pesquisar sobre temas e indicadores relacionados às crianças e adolescentes de todo o Brasil por meio do Observatório da Criança e do Adolescente.

    Assista ao webinar de lançamento da publicação: 

  • Prêmio Criança 2018 dá voz a quem faz a diferença

    Prêmio Criança 2018 dá voz a quem faz a diferença

    O dia 13 de dezembro começou cedo para a Fundação Abrinq. Foi dia de testar todos os equipamentos e realizar os últimos ajustes da premiação que aconteceu na mesma noite. A cada dois anos, o Prêmio Criança reconhece iniciativas inovadoras direcionadas à Primeira Infância (da gestação até os 6 anos de idade), com foco no direito à educação, proteção e saúde, realizadas por organizações da sociedade civil e empresas.

    O evento, realizado no Hotel Renaissance, iniciou às 19h e em poucos minutos o local já estava cheio. Aos poucos, as pessoas presentes foram se acomodando para o início das homenagens.

    Ansiosas, se surpreenderam quando a mestre de cerimônias subiu ao palco. Era esperado o jornalista Felipe Andreoli, que devido à forte chuva não conseguiu chegar a tempo da apresentação. Com isso, o evento foi comandado por sua esposa, a apresentadora Rafaella Brites, que logo cativou o público. “Foi tão bom para mim estar aqui, ver essas pessoas, ver o trabalho que elas fazem. Foi uma ótima surpresa”, comentou a apresentadora, que em seguida revelou os vencedores do Prêmio Criança 2018.

    Com suspense, foi aberto o envelope que constava o nome do primeiro vencedor. Lá estava o Projeto Quem é o Autor?, iniciativa da Piraporiando Editora e Produtora Cultural, que incentiva a leitura por meio da contação de histórias e oferece formações aos profissionais das salas de leitura, bibliotecas e escolas.

    “É uma emoção muito grande receber o prêmio, pois sabemos quantos projetos lindos existem no Brasil! Como eu costumo viajar muito com os projetos de leitura, descubro muita coisa bacana, então, realmente é uma honra representar tantos outros projetos que acontecem no país. A Fundação tem um trabalho muito especializado e respeitado, focado na infância, sabe do que fala, portanto, é gratificante saber que uma instituição tão importante reconhece o nosso trabalho”, diz Janine Rodrigues, representante da Piraporiando Editora e Produtora Cultural.

    Em seguida o segundo nome foi revelado: Famílias Acolhedoras do Instituto Fazendo História. A iniciativa promove formações e realiza acompanhamentos individuais e em grupos para famílias temporárias das crianças atendidas pela organização.

    “A iniciativa é uma política pública executada pelo Instituto, que trabalha justamente com a Primeiríssima Infância, crianças de 0 a 3 anos. Em nosso entendimento, não deveriam existir crianças dessa faixa etária em serviços institucionais, pois elas perdem muito do seu desenvolvimento quando estão em uma instituição. Então, encontramos uma forma da comunidade acolhê-las em suas casas e garantir um desenvolvimento saudável no período em que elas precisam estar longe de suas famílias”, afirma Isabel Sampaio, representante do Instituto Fazendo História.

    “Para nós receber esse prêmio é incrível! A Fundação Abrinq tem um reconhecimento absurdo e lutamos para transformar essa política em uma política bastante difundida no Brasil, pois ainda existe preconceito em relação a ela. Temos certeza que o prêmio fará toda a diferença nesse processo”, ressalta.

    O terceiro vencedor anunciado foi o Programa Gestação Segura da Pratti Donaduzzi. A ação oferece cursos e atividades voltadas à saúde física e emocional de gestantes e parturientes (que se encontra em trabalho de parto ou acabou de dar à luz), bem como incentiva a prática do parto normal.

    “É com muita satisfação e alegria que estou aqui recebendo essa gratificação, homenagem e reconhecimento enquanto empresa, e isso é muito bom. O Programa Gestação Segura já tem mais de 13 anos. Por ele já passaram mais de 2 mil gestantes, então, foram 2 mil vidas que vimos nascer, acompanhamos e cuidamos para que todos os nascimentos tivessem qualidade de vida”, declara Maria Rita Pozzebon, supervisora da área de responsabilidade social da Prati Donaduzzi.

    “Desenvolver um projeto de responsabilidade social é muito fácil, mas mantê-lo por mais de 13 anos com êxito é, no mínimo, desafiador. Vimos hoje como essa forma de reconhecimento pelo programa é maravilhosa. A palavra que eu diria hoje é gratidão”, completa.

    No quarto envelope constava o nome do Projeto Primeiros passos: Saúde e Nutrição em Berçários do Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, que incentiva ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida de crianças com até dois anos de idade, além de estimular o aleitamento materno.

    “A nossa iniciativa trabalha com 55 instituições carentes de Porto Alegre, fazendo doação de alimentos e dando assistência na parte nutricional e de saúde das crianças. Além disso, capacitamos os profissionais que atuam dentro dessas instituições. Para nós é muito importante ganhar o prêmio, pois é o primeiro prêmio nacional que recebemos e participamos. Por isso, é ainda mais especial”, comenta Evelyn Carvalho, representante do Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul.

    A última vencedora da noite foi a Estratégias em Advocacy: Todos pela Infância. A iniciativa da Casa Pequeno Davi dialoga com o poder público visando o fortalecimento e ampliação das políticas públicas, com o objetivo de melhorar os serviços oferecidos na Comunidade da Ilha do Bispo, localizada em João Pessoa (PB).

    “Ser vencedora é uma satisfação muito grande, porque é o resultado de uma experiência que está sendo bem-sucedida lá no município. E nos anima, porque sabemos que estamos no caminho certo”, conta Cristiane Freire, representante da Casa Pequeno Davi.

    “A gente sai de João Pessoa e toma essa dimensão nacional. É muito importante porque abre os olhos de outras pessoas para conhecer o trabalho que a Casa Pequeno Davi desenvolve. Esse papel da Fundação Abrinq de reconhecer é superimportante. Reconhecer é um ato de extrema importância para nós. Só temos a agradecer”, finaliza.

    A Dra. Adriana Suely de Oliveira Melo, profissional com destaque na área da saúde pública de gestantes e bebês também foi homenageada na ocasião.

    Após anunciar os vencedores, o evento prosseguiu com a apresentação da cantora Paula Lima e da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis, regida pelo maestro Paulo Eduardo de Mello. O momento animou a todos que estavam presentes.

    “São tantos trabalhos que a Fundação Abrinq desenvolve a tantos anos, que passam uma energia boa e finalizam com esses objetivos, é uma coisa que emociona e não tem como deixar de se envolver”, relata Paulo.

    Para Rafa Brites, o evento é de extrema importância por dar voz às organizações com atuações locais:

    “Eu achei muito legal que a Fundação Abrinq não falou dela. Foi um prêmio muito generoso porque ela está dando voz para os outros, para os homenageados. Foi dia de celebrar as outras iniciativas. O nosso dia a dia acaba em contato com tantas atrocidades que acontecem no nosso País, que quando as pessoas param para celebrar o outro lado, o lado das pessoas que estão tentando fazer a diferença e não esperam alguém fazer, têm força de vontade e dedicam suas vidas, traz esperança para as outras”, explica.

    “É desesperador quando olhamos para o macro de tantas coisas que devem ser feitas, mas quando pegamos projeto por projeto e vemos aquele microambiente, dentro daquela comunidade, daquela empresa ou família, percebemos que é uma revolução. De poucas e poucas revoluções locais nós podemos sim transformar o nosso país”, completa a apresentadora.

    A cantora Paula Lima destacou o trabalho da Fundação como algo transformador na vida das pessoas. “Hoje, mais do que nunca, temos que ter compaixão e empatia para pensar no outro. A Fundação nasceu com essa essência e acho que as pessoas precisam mais de apoio e ajuda para continuar. O trabalho da Fundação transforma as vidas das crianças e adolescentes e isso faz toda a diferença”.

    Confira todas as iniciativas finalistas do Prêmio Criança 2018:

    · Atendimento à criança com deficiência visual na Primeira Infância: Alicerces para toda vida, desenvolvimento para toda a sociedade — Laramara: Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual;

    · Estratégias em Advocacy: Todos pela Infância — Casa Pequeno Davi;

    · Famílias Acolhedoras — Instituto Fazendo História;

    · Gerar & Proteger — Rima Insdustrial S/A;

    · Programa Gestação Segura — ´Prati Donaduzzi Ltda;

    · Projeto Primeiros Passos: Saúde e Nutrição em Berçários — Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul;

    · Quem é o autor? — Editora e Produtora Cultural Piraporiando;

    Veja as fotos do evento aqui.