Tag: clima

  • Jogos sobre mudanças climáticas e biodiversidade ganham espaço nas ações da Fundação Abrinq

    Jogos sobre mudanças climáticas e biodiversidade ganham espaço nas ações da Fundação Abrinq

    Jogos voltados a temas como mudanças climáticas, biodiversidade, florestas e preservação ambiental passaram a fazer parte das atividades de educação para o clima da Fundação Abrinq. Os materiais foram doados pelas fabricantes Asmodee e NIG, e já estão sendo usados nas oficinas realizadas pela Fundação Abrinq, além de serem entregues a escolas e organizações que participam das formações.

    A iniciativa integra o Programa Emergência Humanitária e se soma a outras ferramentas já utilizadas nas oficinas, como o Mural do Clima, voltado a educadores, e o Clima em Jogo, que atende educadores e estudantes. Com os novos jogos, a proposta é aproximar o debate sobre o clima da realidade de crianças e adolescentes, usando a dinâmica do jogo para falar de assuntos que fazem parte do presente deles.

    Confira abaixo os jogos doados

    A Asmodee doou 30 unidades de cada um dos seguintes títulos:

    • Earth
    • Daybreak
    • Forest Shuffle
    • 50 Árvores
    • 50 Animais Marinhos

    A NIG contribuiu com 18 unidades do jogo Cidade Limpa.

    As primeiras entregas

    A primeira escola a receber o material foi a Escola Estadual Professora Antonieta Di Lascio Ozeki, em Cotia – SP. A Fundação Abrinq realizou formações com 30 professores do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio e atividades com 301 estudantes do 6º ao 9º ano. Com os educadores, o destaque foi o Mural do Clima, que propõe organizar cartas sobre temas como efeito estufa, industrialização e derretimento de geleiras em uma sequência de causa e consequência. Com os estudantes, os jogos foram a porta de entrada para conversar sobre reciclagem, aquecimento global, preservação ambiental e biodiversidade. A escola ficou com 5 unidades do Clima em Jogo, desenvolvido pela Fundação Abrinq, e 6 do Cidade Limpa, doadas pela empresa NIG, para continuar usando o material ao longo do ano letivo.

    Na Escola Municipal de Educação Infantil Patrícia Galvão, a oficina com educadores aconteceu nos dias 23 e 24 de setembro, com o Mural do Clima. A escola recebeu duas unidades do Cidade Limpa, uma do 50 Árvores e uma do 50 Animais Marinhos.

    “Os momentos promovidos pelos formadores da Fundação Abrinq foram incrivelmente leves e divertidos, apesar de um tema tão tenso como as mudanças climáticas. Os jogos doados para nossa escola têm circulado entre as turmas, com cada educadora utilizando e adaptando para a realidade de cada turma”, relata Caio Ferraro, vice-diretor da escola.

    No dia 25 de setembro, foi a vez dos educadores do Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) Paulo VI, em uma oficina que combinou o Mural do Clima e a apresentação dos jogos. O centro recebeu uma unidade de cada um dos seguintes títulos: Cidade Limpa, Forest Shuffle, 50 Árvores, 50 Animais Marinhos, Daybreak e Earth.

    O Coletivo RPG & Cultura, parceiro da Fundação no desenvolvimento do Clima em Jogo, também foi contemplado, com uma unidade do Cidade Limpa e duas unidades de cada um dos demais jogos: Forest Shuffle, 50 Árvores, 50 Animais Marinhos, Daybreak e Earth.

    Agradecimento às empresas

    A Fundação Abrinq agradece às empresas Asmodee e NIG pela generosidade e pela confiança no trabalho da organização. Ao levar os jogos para escolas, centros de convivência e coletivos, as duas empresas ajudam a criar espaços em que crianças, adolescentes e educadores podem aprender, conversar e se envolver com o cuidado com o planeta.

  • Fundação Abrinq apoia o Festival Yellow Zone em Belém – PA

    Fundação Abrinq apoia o Festival Yellow Zone em Belém – PA

    De 01 a 15 de setembro, Belém – PA é palco do Festival Yellow Zone, uma iniciativa que busca descentralizar o debate climático e promover um legado sustentável para as comunidades periféricas da região. O evento é promovido pela Coalizão COP das Baixadas e conta com o apoio da Fundação Abrinq e da Confederação Nacional da Indústria.

    Nesta edição, o Festival inaugura as primeiras Yellow Zones, com a criação de Centros de Informações Turísticas e Comunitárias nas comunidades da Vila da Barca e Jurunas, além de diversas atividades autogeridas por moradores das periferias da região metropolitana de Belém. Com a presença de coletivos locais, a ação busca empoderar a população por meio de iniciativas culturais e ambientais, integrando as vozes da periferia ao debate climático global.

    Um dos principais diferenciais desta edição é a participação de quatro coletivos periféricos apoiados pela Fundação Abrinq em Belém: o Coletivo Comissão Solidária Vila da Barca, o Coletivo Futuro Brilhante, o Coletivo Chibé e o Coletivo Sarau em Movimento. 

    O conceito de Yellow Zone surge como uma resposta à estrutura tradicional da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) que, até então, divide-se entre a Blue Zone (focada em negociações oficiais) e a Green Zone (dedicada ao engajamento público). A proposta da Yellow Zone é inovadora, trazendo as comunidades periféricas para o protagonismo em ações culturais e ambientais, com o objetivo de descentralizar e democratizar o debate sobre as mudanças climáticas.

    Na quinta-feira (5), a Vila da Barca foi palco da inauguração da primeira Yellow Zone, em um evento que também celebrou o Dia da Amazônia com uma série de atividades voltadas para a comunidade. A programação incluiu a exibição de um documentário que retratou a vida local, além de oficinas formativas e um percurso social conduzido por lideranças comunitárias. O evento contou ainda com a presença de DJs e artistas da região.

    Yellow Zone

    De acordo com Suane Melo, voluntária no Coletivo Comissão Solidária Vila da Barca, “trata-se de um espaço de pertencimento para que a comunidade conheça o processo da COP 30. A Fundação Abrinq foi fundamental para tudo isso acontecer, com o apoio, a logística financeira, para melhorarmos nossa sede e para que o evento acontecesse aqui, na beira do rio, na baía do Guajará”.

    Já para Vanessa Mendonça, do coletivo Sarau em Movimento, “para nós, é muito importante estar neste festival, que é um movimento cultural e artístico em defesa da Amazônia. Estamos aqui para defender nosso território e para reverberar nossas vozes periféricas no debate climático, rumo à COP 30”.

    No bairro do Jurunas, o festival teve início em 31 de agosto com o 2º Encontro Literário do Jurunas, destacando mostras de cinema, oficinas de roteiro audiovisual, poesia, música e debates sobre temas como conectividade e segurança alimentar.

    A realização do Festival Yellow Zone se mostra importante diante do anúncio de Belém como sede da COP 30, em 2025. Este evento já prepara o terreno, conectando as necessidades e vozes da periferia à agenda climática. A ideia é que ele tenha uma periodicidade regular, para contribuir com a continuidade das ações e o engajamento das comunidades.