Tag: Coletivos

  • Instituto Além dos Olhos amplia ações em Fortaleza com apoio da Fundação Abrinq

    Instituto Além dos Olhos amplia ações em Fortaleza com apoio da Fundação Abrinq

    Desde o início de 2024, o Instituto Além dos Olhos, localizado no bairro Barroso, em Fortaleza – CE, passou a fazer parte do Projeto Coletivos, uma iniciativa da Fundação Abrinq voltada ao fortalecimento de grupos periféricos que atuam com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Com o apoio recebido, o coletivo ampliou significativamente suas atividades e conseguiu fortalecer sua estrutura institucional.

    “Quando começamos essa parceria com a Fundação Abrinq, a gente só tinha duas modalidades, que eram o vôlei e o jiu-jitsu. Hoje já tem a capoeira, tem balé, conseguimos colocar mais atividades relacionadas ao clube do livro – que a gente tem uma biblioteca também dentro do instituto –, as nossas aulas de educação ambiental, enfim”, conta Ruth Lima, integrante do coletivo.

    Além das novas atividades, a parceria também tem ajudado a profissionalizar a gestão do coletivo, que agora consegue pagar uma pequena ajuda de custo aos professores, que são voluntários, mas recebem um valor para ajudar nas contas do final do mês. “O aporte financeiro veio como esse respiro, porque a gente nunca tinha tido um patrocinador, um apoiador direto, recorrente, como está sendo a Fundação Abrinq. Então conseguimos respirar mais em relação a pagar contador, coworking, para a gente ter o nosso endereço fiscal.”

    Hoje, mais de 180 crianças e adolescentes participam das atividades. No início da parceria, eram cerca de 90. “A nossa instituição está conseguindo dar passos cada vez mais largos. Eu até sinto que a gente nem está mais caminhando, a gente está quase correndo, de tanta coisa que estamos conseguindo realizar nesse período de parceria.”

    Persistência e reconhecimento

    A participação no Projeto Coletivos só aconteceu na segunda tentativa. Em 2023, o Instituto Além dos Olhos se inscreveu no edital vigente, mas não foi selecionado. Ainda assim, o coletivo manteve o acompanhamento das ações da Fundação Abrinq e se preparou para uma nova oportunidade.

    “A gente se inscreveu, foi chamado para a entrevista, mas infelizmente o polo de Fortaleza não foi escolhido – foi escolhido o polo de Salvador, na época. Ficamos muito tristes, mas eu sabia que, quando abrisse novamente, a gente ia se inscrever, e que se fosse a nossa vez, iríamos conseguir”, relembra Ruth.

    A integrante conta que, no edital do ano seguinte, o seu coletivo foi um dos primeiros a se inscrever. “Já estávamos aguardando, porque a gente começou a acompanhar o Instagram da Fundação Abrinq, para acompanhar as ações, os editais que a Fundação Abrinq lança, e estávamos esperando o edital do Projeto Coletivos. Então, quando lançou, foi a primeira coisa que a gente fez: se inscreveu e ficou aguardando.”

    Quando o resultado positivo chegou, veio acompanhado de alívio e felicidade. “Foi um misto de emoções, porque a gente nunca tinha tido um apoiador, um patrocínio direto no instituto, então foi um alívio mesmo, um respiro, e uma confirmação de que o trabalho que a gente tem desenvolvido é um trabalho certo, é um trabalho sério, e a Fundação Abrinq acredita em nós e nos apoia.”

    Ação de Páscoa do Instituto Além dos Olhos

    Acesso à cultura e ações comunitárias

    Com o apoio recebido, o coletivo conseguiu ampliar não só as atividades regulares, mas também a participação das crianças em espaços culturais da cidade. “Este ano, estamos conseguindo abrir mais e, depois de amanhã, as crianças já vão de novo visitar o Museu da Fotografia, porque como temos muitas crianças, nem todas conseguem ir ao mesmo passeio”, afirma Ruth.

    A comemoração da Páscoa também foi um marco do primeiro semestre, em parceria com estudantes da Uniasselvi. “Foram 100 crianças beneficiadas no dia dessa atividade e, fora essa atividade de comemoração, que foi em relação à Páscoa, a gente tenta também, a cada mês, em alguma data comemorativa, trazer esse momento de festividade para as crianças, com momentos de brincadeira, de lazer, de todo mundo estar junto e receber guloseimas.”

    Inscrições abertas para o novo edital

    O Projeto Coletivos está com inscrições abertas até 31 de agosto para selecionar novos coletivos periféricos que atuam com crianças e adolescentes. Podem se inscrever grupos das regiões Norte e Sudeste, com exceção dos estados do Pará e do Rio de Janeiro. Os coletivos selecionados contarão com apoio financeiro, acompanhamento técnico e acesso a formações ao longo de 22 meses.

    As inscrições devem ser feitas pelo site edital.fadc.org.br/coletivos, onde também é possível consultar o regulamento completo e tirar dúvidas sobre o processo seletivo. Se o seu coletivo atua em territórios periféricos com foco em crianças e adolescentes, esta pode ser a oportunidade de fortalecer e ampliar ainda mais o impacto das suas ações.

  • Coletivos parceiros realizam ações de impacto com apoio da Fundação Abrinq

    Coletivos parceiros realizam ações de impacto com apoio da Fundação Abrinq

    Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para o Edital Coletivos 2026–2027, iniciativa da Fundação Abrinq voltada ao fortalecimento de grupos periféricos que atuam com crianças e adolescentes em territórios de vulnerabilidade social. Com apoio técnico, financeiro e institucional, o projeto contribui para que coletivos ampliem sua atuação e promovam ações que fazem a diferença no dia a dia de meninas e meninos em diversas regiões do Brasil.

    Podem se inscrever nesta edição coletivos das regiões Norte e Sudeste, com exceção dos estados do Pará e do Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site edital.fadc.org.br/coletivos. No mesmo endereço, também estão disponíveis o regulamento completo, orientações detalhadas e respostas para dúvidas frequentes.

    “Participar do Projeto Coletivos é muito importante porque, financeiramente, a gente consegue ter uma ação muito mais eficiente dentro de periferias, pelo menos falando do ponto de um coletivo que é itinerante. Além disso, é muito importante para ter um alcance muito maior, de mais crianças, de mais jovens, dentro das atividades. Isso também permite conseguir ter uma articulação maior com outros coletivos, porque, afinal de contas, quando a gente tem mais esse incentivo, consegue ter mais atividades e, consequentemente, consegue abraçar não só mais crianças, mas mais coletivos que também atuam junto à infância e à juventude”, explica João Victor Feio, do Sarau em Movimento, grupo que já foi conveniado ao projeto.

    Ações que transformam realidades

    Com o apoio da Fundação Abrinq, os coletivos parceiros realizaram, ao longo do ano, diversas ações com foco no desenvolvimento integral, na cultura, na educação e na proteção de crianças e adolescentes. Confira alguns exemplos:

    Coletivo Megê

    • Promoveu o evento Conexão Periférica, com grafite, música, dança, oficinas, batalha de rima e outras atividades artísticas, fortalecendo os vínculos comunitários no território.

    Barramar

    • Realizou o batizado de cordas das crianças e dos adolescentes junto a outros núcleos da Associação Zumbi Capoeira, além da Ação de Páscoa, com brincadeiras e doações em parceria com coletivos locais.

    Instituto Além dos Olhos

    • Levou crianças ao Museu da Imagem e do Som em parceria com a Biblioteca Viva e promoveu a Páscoa Solidária, com brincadeiras, pinturas, kits e lanches.

    Biblioteca Comunitária Sabiá

    • Organizou um bloquinho de carnaval com o apoio do projeto e, posteriormente, levou crianças a uma apresentação teatral sobre educação ambiental, encerrada com uma roda de capoeira.

    Chibé

    • Realizou o Laboratório de Arte e Meio Ambiente, com condução da artista visual Yasmin Souza, estimulando o pensamento crítico das crianças sobre a preservação ambiental.

    Autonomia ZN

    • Desenvolveu uma atividade educativa inspirada no Projeto Morrinho, ensinando o conceito de Cidade Esponja às crianças com base na realidade do território.

    Crianças de coletivo apoiado pela Fundação Abrinq participam de oficina de artesanato

    Sarau em Movimento

    • Reuniu crianças do Abrigo Liberdade para apresentações artísticas com técnicas de malabarismo e fogo, encantando o público com a participação da artista Jéssica.

    Cia Mirabólica

    • Apresentou uma peça com o tema Contadeira, histórias e brincadeiras para as crianças de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), promovendo interação e estímulo à imaginação.

    RPG & Cultura

    • Ofereceu uma oficina de culinária voltada à produção de ovos de Páscoa, envolvendo crianças, adolescentes e seus familiares.

    Uno Brasil e Abadá Jabaquara

    • Organizaram, juntos, uma aula de capoeira com demonstrações e participação ativa das crianças no aprendizado dos movimentos e da música.

    Associação dos Rimadores

    • Promoveu uma atividade com oficina de libras e apresentação de beatbox feita por uma artista mirim, garantindo acessibilidade e protagonismo infantil.

    Saberes em Ação

    • Lançou o evento Esporte na rua do meu bairro, com aulas de diferentes modalidades conduzidas por voluntários, promovendo lazer e movimento.

    Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió

    • Levou crianças à XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, garantindo acesso à leitura, brincadeiras e cultura.

    “Uma grande dificuldade que a gente tinha é que antes a gente só conseguia fazer uma ou duas visitas, no máximo, ao ano com as crianças, porque sempre temos que pagar o transporte, a alimentação deles, e ficava muito caro. Como a gente não tinha recurso, era muito difícil”, explica Ruth Lima, do Instituto Além dos Olhos, sobre as mudanças positivas proporcionadas pela parceria com a Fundação Abrinq.

    Inscreva seu coletivo

    Se você faz parte de um coletivo que atua em periferias urbanas e tem como foco crianças e adolescentes, essa é a oportunidade de fortalecer sua iniciativa com apoio da Fundação Abrinq. Não perca o prazo: as inscrições vão até 31 de agosto.

    Acesse edital.fadc.org.br/coletivos e saiba como participar.

  • O que são coletivos periféricos e por que eles são importantes para crianças e adolescentes

    O que são coletivos periféricos e por que eles são importantes para crianças e adolescentes

    Coletivos periféricos são grupos formados por moradores de regiões urbanas em situação de vulnerabilidade, geralmente das periferias das grandes cidades, que se organizam para promover ações sociais, culturais e educativas em seus territórios. Esses coletivos podem ser formais (com CNPJ) ou informais, e costumam atuar com poucos recursos, mas com forte vínculo com a comunidade local.

    Esses grupos desenvolvem projetos em áreas como Educação, Cultura, Esporte, Saúde, Meio ambiente e Cidadania, muitas vezes com foco especial em crianças e adolescentes. Eles oferecem oficinas, atividades educativas, rodas de conversa, eventos comunitários e ações de acolhimento, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários e contribuindo para a proteção dos direitos das crianças.

    A atuação dos coletivos periféricos é importante porque eles estão presentes diretamente nos territórios e conhecem de perto os desafios enfrentados pela população local. Em muitas regiões, esses grupos preenchem lacunas deixadas pelo poder público, oferecendo alternativas para combater a evasão escolar, o trabalho infantil, a violência e outras violações de direitos.

    Ao proporcionar espaços seguros e atividades de formação, os coletivos ajudam a garantir o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Além disso, muitos desses projetos são desenvolvidos por crianças e adolescentes da própria comunidade, o que fortalece a identidade local e inspira outras lideranças.

    Projeto Coletivos da Fundação Abrinq

    A Fundação Abrinq reconhece o papel dos coletivos periféricos e, desde 2021, desenvolve o Projeto Coletivos, que apoia técnica e financeiramente iniciativas locais que atuam com crianças e adolescentes em áreas urbanas vulneráveis.

    O projeto busca fortalecer a atuação de coletivos que já desenvolvem atividades de impacto social, oferecendo consultorias, capacitações e recursos financeiros para ampliar suas ações. A iniciativa tem como foco projetos que promovem a defesa dos direitos da infância e adolescência, com resultados concretos no território.

    Edital aberto para apoio a coletivos periféricos

    A Fundação Abrinq está com edital aberto para selecionar novos coletivos periféricos que queiram participar do Projeto Coletivos no ciclo 2026-2027. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto de 2025, às 23h59, no site: https://edital.fadc.org.br/coletivos.

    Podem se inscrever coletivos formais ou informais que atuem com crianças e adolescentes em territórios urbanos vulneráveis, com pelo menos um ano de atuação. Este ciclo é exclusivo para as regiões Norte e Sudeste do Brasil. Os coletivos selecionados receberão apoio durante 22 meses, incluindo repasses financeiros mensais de R$ 1.100 a R$ 2.200, apoio técnico, capacitações e participação em redes de colaboração.
     

  • Crianças revitalizam espaço de convivência em Porto Alegre com apoio da Fundação Abrinq

    Crianças revitalizam espaço de convivência em Porto Alegre com apoio da Fundação Abrinq

    Um espaço antes abandonado ganhou nova vida pelas mãos e ideias das próprias crianças da Vila Pedreira, zona sul de Porto Alegre – RS. Ao longo de um ano e meio, os pequenos participantes do coletivo A Pezito, parceiro da Fundação Abrinq, atuaram para transformar um terreno ocioso em um local de brincadeiras, encontros e natureza.

    O resultado foi a Pracinha da Pedreira, projeto realizado em parceria com o coletivo A Pezito e a Associação de Moradores Força Maior da Pedreira, a partir do apoio financeiro da Fundação Abrinq. “Foi uma conquista para nós, porque as outras pracinhas são muito, muito longe”, explica Luan, de 12 anos.

    A ação teve como objetivo principal consolidar um espaço seguro e inclusivo para o brincar e o convívio comunitário. Desde o início, as crianças foram protagonistas, mapeando o território, identificando demandas da vizinhança, visitando outras praças da cidade para ampliar o repertório e até entrevistando os moradores para ouvir seus desejos.

    apezito

    Todo esse processo alimentou a criação conjunta do projeto, que resultou na definição das intervenções: brinquedos, mobiliário urbano e elementos naturais. “Eu lembro que, quando a gente estava construindo a pracinha, a gente fez uma atividade de desenhar, de fazer como que ela ia ser”, rememora Milena, de 6 anos.

    O espaço foi pensado para favorecer a autonomia, o vínculo com a natureza e o protagonismo infantil, e contou com materiais que foram, em grande parte, reaproveitados de mobiliários antigos doados pela Prefeitura de Porto Alegre, garantindo sustentabilidade à intervenção. “Antes era tudo mato, tudo pedra. Um monte de cocô de cachorro. Mas agora tem trepa-trepa, tem escorrega, tem bebedouro para tomar água, tem areia, tem banco, tem escalada”, conta Joaquim, de 7 anos.

    Já Sophia, de 11 anos, resume: “A gente resolveu fazer neste lugar porque tem uma escada e dá para ver direitinho o pôr do sol, a vila toda. Fica bem bonito este lugar. Foi com muito amor e carinho”. Assim, a Pracinha da Pedreira mostrou como a escuta ativa das crianças pode gerar transformações reais no território.

    Edital Coletivos 2026-2027

    Com objetivo de apoiar mais coletivos periféricos e dar oportunidades para que realizem ações em benefício de crianças e adolescentes, como no caso do coletivo A Pezito, a Fundação Abrinq está com um edital de parceria aberto até às 23h59 do dia 31 de agosto de 2025. Os coletivos selecionados receberão apoio técnico, administrativo e financeiro da Fundação Abrinq por 22 meses.

    Não perca! Acesse o site do edital, leia o regulamento e faça a sua inscrição.

  • Fundação Abrinq apoia coletivo Macacos Vive e promove encontro regional no Rio de Janeiro

    Fundação Abrinq apoia coletivo Macacos Vive e promove encontro regional no Rio de Janeiro

    Recentemente, a Fundação Abrinq esteve presente em importantes eventos que fortalecem a atuação de coletivos periféricos na defesa dos direitos e da cidadania de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro. Por meio do Projeto Coletivos, a instituição tem buscado apoiar essas iniciativas, proporcionando trocas valiosas e ampliando sua atuação com novos conhecimentos e práticas.

    Um dos momentos marcantes foi a inauguração da sede do coletivo Macacos Vive, que passou por uma reforma e contou com o apoio da Fundação Abrinq. O coletivo, que atua em prol da valorização e proteção da comunidade local, agora conta com um espaço físico para expandir suas atividades e fortalecer sua rede de apoio.

    “O apoio da Fundação Abrinq foi muito importante para dar continuidade na reforma do espaço. Talvez, sem o apoio, não estaríamos inaugurando agora e não conseguiríamos promover o tanto de atividades e de coisas que planejamos”, relata Thalita Frank, voluntária do Coletivo Macacos Vive. 

    Além disso, a Fundação Abrinq também promoveu o Encontro Regional com Coletivos do polo do Rio de Janeiro, onde representantes dos coletivos conveniados puderam trocar experiências, compartilhar desafios e definir o tema da publicação que será lançada no final do ano. Essa publicação tem como objetivo disseminar boas práticas, fortalecer a articulação entre os coletivos e ampliar o impacto de suas ações.

    Estes são apenas alguns exemplos de como a Fundação Abrinq busca impulsionar o trabalho de coletivos periféricos que atuam diretamente na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. As ações do Projeto Coletivos visam não apenas fortalecer esses grupos, mas também permitir que a Fundação Abrinq absorva novos aprendizados e amplie suas estratégias de atuação.

    Apoie iniciativas como esta. Torne-se um doador clicando aqui e ajude a transformar vidas de crianças e adolescentes em todo o Brasil!

  • Saiba quais serão os coletivos apoiados pela Fundação Abrinq em 2025-2026

    Saiba quais serão os coletivos apoiados pela Fundação Abrinq em 2025-2026

    A Fundação Abrinq acaba de divulgar os 14 coletivos periféricos que serão seus parceiros entre 2025 e 2026. Com isso, durante 22 meses, os grupos selecionados poderão contar com o apoio técnico da organização, receberão mensalmente um repasse financeiro e participarão de encontros para compartilharem experiências.

    As ações previstas fazem parte do Projeto Coletivos, que busca fortalecer coletivos periféricos que promovem os direitos e a cidadania de crianças e adolescentes. Desde 2022, quando teve início, a iniciativa já conveniou mais de 30 grupos de todas as regiões do País.

    Para Victor Graça, o projeto é importante porque dá oportunidades para grupos que normalmente têm dificuldades para conseguir apoio externo. “Os coletivos são constituídos mais informalmente. Muitos não têm um CNPJ, por exemplo, ou meios de prestar contas, o que pode impedir o acesso a editais públicos. Nós viemos para preencher essa lacuna”, explica.

    Para este ciclo, puderam se inscrever os coletivos periféricos atuantes nas regiões metropolitanas das capitais dos seguintes estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul: Sergipe, Ceará, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiânia, Paraná e Santa Catarina.

    Após um longo e criterioso processo de seleção, a Fundação Abrinq lista abaixo os coletivos selecionados no edital:

    Cuiabá – MT

    Curitiba – PR

    Fortaleza – CE

  • Veja como Rafael encontrou apoio para vencer o bullying

    Veja como Rafael encontrou apoio para vencer o bullying

    Rafael*, ou Rafa, como prefere ser chamado, tem 12 anos e mora em Salvador – BA. Em abril de 2024, sua mãe, Dona Vanda*, descobriu que a matrícula de seu filho havia sido cancelada pela escola. Imagine a dor de uma mãe ao perceber que seu filho, ao invés de frequentar as aulas, se escondia em uma árvore para evitar o bullying e as ameaças que sofria diariamente. A violência era tanta que Rafa temia até por sua vida.

    Mas, apesar de tudo, ele sempre foi um menino carinhoso, comunicativo e cheio de criatividade. Amava participar das atividades do Centro Cultural Mamulengo (CCM), um coletivo apoiado pela Fundação Abrinq por meio do Projeto Coletivos. E foi nas oficinas de teatro de bonecos que ele criou uma personagem marcante para ele. 

    O coletivo oferece atividades voltadas para teatro de bonecos, que promovem debates sobre violência e a cultura negra. Atualmente, o grupo trabalha para expandir sua atuação por meio da formação de oficineiros, uma iniciativa apenas possível a partir do apoio financeiro mensal da Fundação Abrinq.

    Quando Natan Silva, presidente do CCM, tomou conhecimento do caso de Rafa, ele sabia que algo precisava ser feito. Natan e sua equipe marcaram uma reunião na escola com a diretora, a mãe de Rafa e o próprio garoto, com o objetivo de criar um espaço de diálogo e proteção para ele. 

    No dia, enquanto a mãe relatava sua versão, rapidamente a diretora adiantava a lista de chamada e o decreto estadual sobre o cancelamento da matrícula em caso de faltas. No entanto, o que se discutia ali ia muito além de regras e burocracias escolares.

    Não foi fácil para Rafa falar sobre o que estava passando – afinal, como se abrir sobre algo tão doloroso quando se é incompreendido? Mas, graças à sensibilidade de Natan e da equipe do CCM, a situação foi mediada com cuidado. A escola se comprometeu a realizar sua rematrícula em outro turno e a acompanhá-lo com apoio psicológico.    

    Pouco tempo depois, o garoto voltou a frequentar as aulas. Em uma das atividades do CCM, ele procurou a equipe do coletivo apenas para agradecer. Com um sorriso tímido, mas aliviado, contou que estava indo bem na escola e que a diretora, inclusive, também havia sofrido ameaças de outros alunos no mesmo turno em que ele estudava. Foi um momento marcante, mostrando que, apesar de tudo, o caminho de acolhimento e cuidado estava dando frutos.

    “Ele é uma criança comum com seu jeito diferente. Infelizmente a escola não está preparada para lidar com a diversidade. Rafael relatou que ouvia ser chamado de gay, que ele merecia morrer, que ele era esquisito. Quando tomamos conhecimento do ocorrido de imediato entrei em contato com a diretora da escola e marcamos uma conversa”, relata Natan. “Hoje, a conversa com a escola segue para que a gente possa cada vez mais conscientizar os outros para que isso não aconteça mais”, finaliza.

    Histórias como a de Rafa reforçam a importância de fortalecer a atuação de coletivos periféricos espalhados por todo o Brasil. E a Fundação Abrinq só consegue ajudá-los com o apoio de doadores que acreditam na causa da infância e da adolescência. Clique aqui, considere fazer uma doação e seja o responsável por transformar as vidas de outras crianças e adolescentes como o Rafa!

    *Nomes e imagem fictícios para preservar as identidades de Rafael e sua mãe.

  • Coletivo Espelho, Espelho Meu inaugura nova sede com apoio da Fundação Abrinq

    Coletivo Espelho, Espelho Meu inaugura nova sede com apoio da Fundação Abrinq

    No dia 31 de agosto, o Coletivo Espelho, Espelho Meu viveu um momento de festa e conquista com a inauguração de sua nova sede na Vila Campestre, em São Paulo – SP. Agora, com um espaço mais amplo e uma estrutura adequada, o coletivo poderá expandir suas atividades.

    O Espelho, Espelho Meu fez parte do Ciclo 1 do Projeto Coletivos, uma iniciativa da Fundação Abrinq. Ao longo do convênio, o grupo recebeu apoio técnico e financeiro para desenvolver novas ações e ampliar o impacto de suas atividades, que beneficiam diretamente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

    Após 18 meses de intenso trabalho e reformas, com um apoio pontual da Fundação Abrinq, a nova sede foi finalmente inaugurada. A celebração contou com brincadeiras, contação de histórias e oficinas pedagógicas, proporcionando momentos de aprendizado e diversão para todos.

    Foto coletivo espelho

    Áurea Sousa, integrante do coletivo, expressou sua felicidade: “já são 9 anos em uma caminhada itinerante. Por isso, este espaço aqui hoje representa vitória e conquista. É resultado de muita luta e de muito apoio. Quero agradecer imensamente a todos que nos apoiaram. O nosso objetivo é que este espaço seja um ponto de cultura e um ponto de referência da história e da cultura africana, que é o que pretendemos disseminar para fortalecer cada vez mais as crianças”.

    Fundado em 2015, o Coletivo Espelho, Espelho Meu atua com foco no desenvolvimento integral de crianças negras, buscando combater o racismo desde a infância e promover um ambiente saudável onde elas possam crescer e se desenvolver plenamente.

    Essa inauguração marca mais um passo na trajetória de transformação social e reafirma o compromisso do coletivo em construir um futuro de oportunidades e respeito para as novas gerações.

    Foto coletivo espelho 2

     

  • Fundação Abrinq apoia o Festival Yellow Zone em Belém – PA

    Fundação Abrinq apoia o Festival Yellow Zone em Belém – PA

    De 01 a 15 de setembro, Belém – PA é palco do Festival Yellow Zone, uma iniciativa que busca descentralizar o debate climático e promover um legado sustentável para as comunidades periféricas da região. O evento é promovido pela Coalizão COP das Baixadas e conta com o apoio da Fundação Abrinq e da Confederação Nacional da Indústria.

    Nesta edição, o Festival inaugura as primeiras Yellow Zones, com a criação de Centros de Informações Turísticas e Comunitárias nas comunidades da Vila da Barca e Jurunas, além de diversas atividades autogeridas por moradores das periferias da região metropolitana de Belém. Com a presença de coletivos locais, a ação busca empoderar a população por meio de iniciativas culturais e ambientais, integrando as vozes da periferia ao debate climático global.

    Um dos principais diferenciais desta edição é a participação de quatro coletivos periféricos apoiados pela Fundação Abrinq em Belém: o Coletivo Comissão Solidária Vila da Barca, o Coletivo Futuro Brilhante, o Coletivo Chibé e o Coletivo Sarau em Movimento. 

    O conceito de Yellow Zone surge como uma resposta à estrutura tradicional da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) que, até então, divide-se entre a Blue Zone (focada em negociações oficiais) e a Green Zone (dedicada ao engajamento público). A proposta da Yellow Zone é inovadora, trazendo as comunidades periféricas para o protagonismo em ações culturais e ambientais, com o objetivo de descentralizar e democratizar o debate sobre as mudanças climáticas.

    Na quinta-feira (5), a Vila da Barca foi palco da inauguração da primeira Yellow Zone, em um evento que também celebrou o Dia da Amazônia com uma série de atividades voltadas para a comunidade. A programação incluiu a exibição de um documentário que retratou a vida local, além de oficinas formativas e um percurso social conduzido por lideranças comunitárias. O evento contou ainda com a presença de DJs e artistas da região.

    Yellow Zone

    De acordo com Suane Melo, voluntária no Coletivo Comissão Solidária Vila da Barca, “trata-se de um espaço de pertencimento para que a comunidade conheça o processo da COP 30. A Fundação Abrinq foi fundamental para tudo isso acontecer, com o apoio, a logística financeira, para melhorarmos nossa sede e para que o evento acontecesse aqui, na beira do rio, na baía do Guajará”.

    Já para Vanessa Mendonça, do coletivo Sarau em Movimento, “para nós, é muito importante estar neste festival, que é um movimento cultural e artístico em defesa da Amazônia. Estamos aqui para defender nosso território e para reverberar nossas vozes periféricas no debate climático, rumo à COP 30”.

    No bairro do Jurunas, o festival teve início em 31 de agosto com o 2º Encontro Literário do Jurunas, destacando mostras de cinema, oficinas de roteiro audiovisual, poesia, música e debates sobre temas como conectividade e segurança alimentar.

    A realização do Festival Yellow Zone se mostra importante diante do anúncio de Belém como sede da COP 30, em 2025. Este evento já prepara o terreno, conectando as necessidades e vozes da periferia à agenda climática. A ideia é que ele tenha uma periodicidade regular, para contribuir com a continuidade das ações e o engajamento das comunidades.
     

  • Fundação Abrinq lança novo edital para coletivos periféricos

    Fundação Abrinq lança novo edital para coletivos periféricos

    A partir de hoje, até o dia 20 de outubro, coletivos periféricos que atendam gratuitamente crianças e adolescentes terão a oportunidade de se inscrever em um processo seletivo para se conveniarem à Fundação Abrinq. A iniciativa faz parte do Projeto Coletivos, que fortalece os grupos periféricos a partir de repasses financeiros mensais, apoio técnico e troca de experiências.

    Acesse o edital e faça a inscrição do seu coletivo aqui.

    Poderão participar os coletivos atuantes em estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sul do país, exceto Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul. A Fundação Abrinq selecionará no mínimo três coletivos atuantes nas capitais ou em suas respectivas regiões metropolitanas em cada estado, que ficarão conveniados pelo período de 22 meses entre 2025 e 2026.

    Confira abaixo as respostas para as principais perguntas relacionadas ao processo seletivo e ao convênio. Para saber mais, não deixe de ler o edital completo.

    Quem pode participar?

    Estão habilitados a participar coletivos que atendam gratuitamente crianças e adolescentes nas regiões metropolitanas de Aracaju – SE, Fortaleza – CE, João Pessoa – PB, Maceió – AL, Natal – RN, Recife – PE, São Luís – MA, Teresina – PI, Campo Grande – MS, Cuiabá – MT, Goiânia – GO; Curitiba – PR e Florianópolis – SC.

    Como funciona o processo seletivo?

    O processo seletivo contará com as etapas de inscrição até 20 de outubro, de análise das inscrições até 31 de outubro, de entrevistas até 30 de novembro e de divulgação dos resultados no dia 9 de dezembro.

    O que os coletivos selecionados ganham?

    Os coletivos selecionados para participarem do ciclo 2025-2026 do Projeto Coletivos contarão com o apoio da Fundação Abrinq por 22 meses, recebendo repasses financeiros de R$ 1.100,00 ou R$ 2.200,00 mensalmente, apoio técnico para aprimoramento das próprias atividades e oportunidades de troca de experiências, capacitações e eventos.

    Onde podem ser feitas as inscrições?

    As inscrições podem ser feitas clicando aqui. Neste link, também é possível conferir todas as regras do edital, para que não reste nenhuma dúvida sobre o funcionamento do processo seletivo e de convênio.

    Como entrar em contato com a Fundação Abrinq?

    Caso queira falar com a Fundação Abrinq para tirar alguma dúvida, por exemplo, basta escrever um e-mail para coletivos@fadc.org.br, ligar para o telefone (11) 3848-4871 ou enviar um WhatsApp para o número (11) 99923-1158.

    Projeto Coletivos

    O Projeto Coletivos é uma das iniciativas da Fundação Abrinq, organização sem fins lucrativos e apartidária que, desde 1990 atua pela causa da infância e adolescência no Brasil. O projeto tem como principal objetivo fortalecer coletivos periféricos que promovem os direitos e a cidadania de crianças e adolescentes, a partir de um assessoramento financeiro e técnico.