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  • Volta às aulas presenciais: prevenção e cuidados com as crianças

    Volta às aulas presenciais: prevenção e cuidados com as crianças

    O início do ano letivo chegou e, em muitos locais do Brasil, a volta às aulas presenciais voltaram a ser obrigatórias. A vacina contra a COVID-19 já está disponível para as crianças de 5 a 11 anos. Enquanto a imunização infantil é realizada aos poucos, ainda é preciso ter bastante cautela na retomada dos estudos em ambiente escolar.

    A Fundação Abrinq conversou com Ricardo Queiroz Gurgel, membro do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que deu importantes dicas aos pais e responsáveis sobre os principais cuidados com a saúde das crianças no início de ano letivo.

    Na volta às aulas presenciais, quais as recomendações médicas como prevenção para as crianças?

    É importante ter em mente que, o fato de ter tomado ou não a vacina contra a COVID-19, não pode interferir na necessidade de prevenção e de cuidados pessoais para se evitar a transmissão do vírus entre as pessoas. É fundamental que a criança continue usando a máscara.

    Importante também higienizar as mãos, principalmente, pois entram em contato com substâncias locais contaminadas e as crianças as levam depois para o nariz, olhos e boca, o que pode provocar uma contaminação. Água e sabão ou álcool gel 70% são eficientes contra a proliferação de diversos vírus, não apenas do Coronavírus. É importante também manter sempre limpos, os objetos, roupas e brinquedos utilizados pela criança.

    As crianças devem evitar as aglomerações, onde o risco de transmissão é sempre maior, independente se já tomou ou não a vacina. É claro que aquelas já imunizadas estão mais protegidas individualmente e também são menos passíveis de transmissão. É importante ressaltar que a vacina não exclui totalmente a possibilidade de transmissão e nem de desenvolver a doença, mas reduz o risco.

    O que os pais ou responsáveis devem estar atentos e observar no ambiente escolar?

    O principal é garantir que o seu filho esteja acostumado e fazendo o uso correto das máscaras. Esta é a principal medida de proteção.

    É preciso orientá-las sobre a forma correta de utilização, que esteja sempre ajustada ao rosto, cobrindo o nariz e a boca e garantir que, em qualquer situação, estejam com elas.

    Este exemplo começa dentro de casa, a partir do exemplo dos pais. Além das máscaras, orientar para que não fiquem muito próximas de tantas pessoas, manterem-se isoladas de outras crianças que não aquelas da sua sala.

    Que importantes hábitos das crianças são importantes de serem observados pelos pais e que contribuem para uma vida saudável?

    Uma boa alimentação, prática de exercícios e qualidade de sono. Tudo isso contribuirá para a saúde das crianças e fará com que fiquem mais protegidas. Uma alimentação balanceada, com uma reposição de líquidos suficiente para que fiquem bem hidratadas durante todo o dia.

    Quanto mais variedade na dieta da criança, melhor será para ela. Isso é muito mais eficiente em termos de proteção do que a ingestão de remédios para aumentar a imunidade delas e, assim, evitar diversas doenças.

    Além da vacina da COVID-19, é preciso manter a carteira de vacinação atualizada. Por que é importante?

    Isso é um problema muito sério, uma vez que as coberturas vacinais para doenças que já estavam erradicadas estão muito baixas, em razão de todas as dificuldades que as pessoas estão tendo de ir ao posto e ao local de vacinação, pois as pessoas estão restringindo as saídas de casa. Mas é preciso que as crianças recebam todas as vacinas infantis necessárias, pois pode haver o ressurgimento de doenças que estavam erradicadas, caso não haja uma cobertura vacinal muito boa.

    O sarampo ressurgiu aqui no Brasil, depois de quase dez anos erradicado e a sua transmissão é muito rápida. Mas existem outras doenças (difteria, coqueluche e tétano) que, se não houver uma cobertura vacinal adequada, poderão retornar também.

    É preciso que as pessoas tomem a vacina e mantenham o seu cartão vacinal atualizado.

    Existe um modelo de máscara indicada ao uso das crianças?

    Os modelos que possuem uma vedação maior não são indicados para crianças muito pequenas. As máscaras cirúrgicas de tamanho infantil podem ser utilizadas e são eficientes. É importante ressaltar que a máscara deve ser trocada regularmente, ao longo do dia. O ideal é de duas a quatro horas. A questão da substituição da máscara é muito importante. Procure enviar na mochila da criança, uma quantidade suficiente para a troca ao longo do período.

    Quais os sintomas principais de cada uma destas doenças na criança: gripe, resfriado e COVID-19?

    As três podem dar um pouco de coriza. O sintoma mais importante e que os pais devem estar atentos – e que deve afastar a criança da escola – é a presença de febre.

    O que caracteriza a COVID-19 são os sintomas gerais, como a moleza no corpo, a tosse irritativa, estes são os sinais mais importantes relacionados a ela. A influenza também dá um mal-estar geral. Para se fazer a distinção entre elas, o indicado é a testagem.

    Desde o início da pandemia, em 2020, a Fundação Abrinq produziu uma série de matérias sobre os impactos da COVID-19. Confira outras matérias como esta:

    COVID-19 e as crianças: quais sintomas e como protegê-las

    COVID-19: saiba como a variante Delta pode afetar as crianças e os adolescentes

    Especialista fala sobre a saúde mental de crianças e adolescentes durante a pandemia

    Amamentação em tempos de pandemia

  • Relembre os conteúdos que estiveram em alta no último ano

    Relembre os conteúdos que estiveram em alta no último ano

    O último ano foi marcado pelos inúmeros desafios decorrentes das novas variantes da COVID-19, da crise econômica que o País vem passando e tantos outros. Não é por acaso que o Coronavírus foi um dos assuntos mais buscados e acessados em 2021. Tal cenário refletiu também nos conteúdos produzidos por diversas instituições, como a Fundação Abrinq que desde o começo da pandemia passou a disseminar informações sobre a doença, em especial quando relacionada às crianças e aos adolescentes, com o objetivo de compartilhar conhecimento e proteger os pequenos. 

    Relembre as matérias mais acessadas em 2021 e não deixe de acompanhar o site da Fundação Abrinq neste ano:

    10 dicas para proteger as crianças do Coronavírus 

    O conteúdo apresenta de forma prática ações já comprovadas para prevenir a infecção das crianças pela COVID-19 e outras doenças. 

    Acesse aqui.

    COVID-19: saiba como a variante Delta pode afetar as crianças e os adolescentes

    A Dra. Tânia Petraglia, pediatra e secretária do departamento científico de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto.

    Confira aqui.

    Conheça a importância de manter a vacinação das crianças em dia 

    A Fundação Abrinq, em conjunto com o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, explicou a importância da imunização para o bem-estar e a qualidade de vida das crianças e dos adolescentes e tirou algumas dúvidas sobre a vacinação contra a COVID-19 nos pequenos. 

    Fique de olho no calendário vacinal das crianças.

    “Fui para a UTI com COVID-19, três dias após o nascimento do meu filho” 

    Em meio aos conteúdos mais acessados no último ano sobre a pandemia, está o relato de Joyce, uma das colaboradoras da Fundação Abrinq que precisou ser afastada do filho após o parto ao ser diagnosticada com a doença. 

    Emocione-se com a história completa.

    Assuntos como a importância de realizar o teste do pezinho após o nascimento do bebê, alimentação e histórias sobre as crianças e os adolescentes beneficiados pela Fundação Abrinq também foram muito buscados. Confira os principais: 

    Com apenas 2 anos, Alice vivia em situação de rua até ser beneficiada pelo Projeto Com Tato
    Tudo o que você precisa saber sobre o teste do pezinho e sua ampliação
    Confira dicas e receitas para reaproveitar os alimentos e gastar menos

    Acompanhe a Fundação Abrinq pelo Facebook e Instagram também e lembre-se: a prevenção é a melhor maneira de combater a pandemia.
     

  • Relembre cinco hábitos para proteger as crianças da COVID-19 e de outras doenças

    Relembre cinco hábitos para proteger as crianças da COVID-19 e de outras doenças

    Muitas cidades do Brasil estão diminuindo as restrições de acordo com a queda no número de infectados e de óbitos ocasionados pela COVID-19. Neste momento, redobrar os cuidados para prevenir o contágio e um possível retrocesso nos indicadores é fundamental. 

    A Fundação Abrinq reuniu algumas dicas para relembrar os principais hábitos que ajudam a proteger as crianças e os adolescentes de doenças e infecções como a gripe, H1N1, COVID-19 e tantas outras. 

    1. Higiene aliada à saúde

    Manter uma boa higiene vai muito além de lavar as mãos com frequência — embora a prática seja extremamente importante para prevenir a transmissão e o contágio de vírus e bactérias. 

    Cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar também são práticas essenciais. Ensine a criança a utilizar um lenço ou papel higiênico e descartá-lo imediatamente após o uso. 

    2. Ambientes limpos e seguros

    Mantenha os cômodos da casa limpos e bem arejados. Para isso, abra as janelas e as portas para que o ar possa circular em todo o local. Engana-se quem pensa que precisa gastar muito com materiais de limpeza para manter o ambiente limpo e protegido. Água e sabão ou álcool 70% são extremamente eficientes contra a proliferação de vírus. 

    Não esqueça de limpar os objetos e brinquedos utilizados pela criança.

    3. A melhor amiga da imunidade é a alimentação 

    Manter uma boa alimentação é essencial para fortalecer o sistema imunológico dos pequenos e, assim, evitar gripes, resfriados e diversas outras doenças.  

    Confira algumas dicas sobre como manter uma alimentação saudável gastando pouco. 

    4. Distanciamento social como forma de proteção 

    É muito importante que todas as pessoas, incluindo as crianças, evitem locais aglomerados. Ao sair de casa, lembre-se sempre de usar máscara. Elas precisam cobrir a boca e o nariz, somente assim evitarão que o vírus e outros organismos tenham acesso ao sistema respiratório.  

    A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso do acessório para crianças maiores de 2 anos, com a supervisão de um adulto responsável. Fique atento ao tamanho, a máscara precisa estar justa ao rosto da criança.

    5. Cuide de quem você ama

    Tanto as crianças quanto os bebês podem ser infectados pela COVID-19 e, inclusive, apresentar os mesmos sintomas que os adultos. Fique de olho no comportamento deles, caso apresentem algum sinal de gripe ou respiratório, procure orientação médica. 

    Veja os sintomas mais comuns para cada faixa etária

    •    Até 2 anos: febre, vômito, tosse e dificuldade para respirar;
    •    De 3 a 9 anos: febre, tosse, dificuldade para respirar, dor de cabeça, diarreia, dor abdominal e na região do tórax;
    •    De 10 a 19 anos: febre, tosse, diarreia, náusea e/ou vômito e perda de paladar e/ou olfato. 

    Em meio à pandemia, é natural algumas pessoas ficarem em dúvida sobre o que é verdade ou não a respeito do Coronavírus. Para esclarecer os principais questionamentos, a Fundação Abrinq produziu uma matéria sobre os mitos e verdades do vírus nas crianças. Saiba mais aqui.

    Confira outras matérias como esta: 

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  • Covid-19: saiba como a variante Delta pode afetar as crianças e os adolescentes

    Covid-19: saiba como a variante Delta pode afetar as crianças e os adolescentes

    Detectada pela primeira vez na Índia, em outubro de 2020, a mutação do vírus SARS-CoV-2 (causador da Covid-19), conhecida como variante Delta, já foi registrada em mais de 130 países, conforme divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em julho deste ano. Ela é considerada uma variante preocupante por ser mais transmissível do que as anteriores, o que a faz mais contagiosa do que a cepa original.

    A rápida disseminação da nova variante da doença, em tempos de flexibilização das medidas de isolamento social em diversos países e no Brasil, é motivo de preocupação para muitos pais em relação aos seus filhos, principalmente no retorno às aulas presenciais na maioria das escolas e os riscos que isso pode trazer a milhares de crianças e adolescentes ainda não vacinados.

    Para tirar as principais dúvidas e falar sobre os sintomas e riscos da variante Delta em relação ao público infantojuvenil, a Fundação Abrinq conversou com a Dra. Tânia Petraglia, pediatra e secretária do departamento científico de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

    A variante delta é mais transmissível que a cepa original? Houve aumento dos índices de internações de crianças e adolescentes com o surgimento desta nova variante?

    A variante Delta possui uma transmissibilidade muito maior. Uma pessoa infectada transmite para cinco pessoas. Este é o grande problema. Se comparada com a cepa original, a taxa de transmissão ia de uma pessoa infectada para duas. Quando a transmissibilidade é maior, ela atinge os mais suscetíveis para doenças. 

    Por esta razão, registramos o aumento de casos em crianças e adolescentes. Em 2020, tivemos 16.624 casos de síndrome respiratória aguda grave, que é uma complicação da Covid-19 e leva à internação. Neste ano, até a primeira semana de setembro, foram registrados 14.638 casos, em crianças e adolescentes. 

    Em termos de óbitos, no ano passado, foram 1.213 óbitos, na faixa etária de crianças e adolescentes. Em 2021, até o início de setembro, já temos registrados 1.203 óbitos. 

    Há uma tendência a um aumento de casos neste ano. Isso se deve, provavelmente, porque estamos com a vacinação avançando no país e o vírus acaba se deslocando para as faixas etárias que não foram vacinadas, ou que receberam apenas uma dose, ou que não possuem o esquema vacinal completo, ou estão vacinadas inadequadamente. É preciso ressaltar que nenhuma vacina é 100% eficaz. Uma pessoa pode ser vacinada e pode contrair a doença.

    Quais os principais sintomas desta variante observados em crianças e adolescentes?

    Os sintomas mais frequentes desta nova variante são: dor de garganta, nariz entupido, obstrução nasal. Em grande parte, são sintomas levíssimos que, às vezes, nem se percebe que se tem a doença, o paciente acha que é uma rinite, uma alergia e pode apresentar diarreia também. 

    Lógico que existem os quadros graves. Não podemos esquecer que é uma doença imunoprevenível e que é responsável, hoje, pela maioria dos óbitos na faixa etária entre crianças e adolescentes.

    As crianças têm formas mais assintomáticas e leves. Adolescentes apresentam sintomas semelhantes aos de adultos jovens. Há uma diferença muito grande: o adolescente consegue referir estes sinais e sintomas com muito mais clareza do que uma criança. 

    Em razão da criança ter mais dificuldade em identificar os sinais e sintomas da doença, quando na maioria das vezes eles são leves ou quase não existem, é que os pais devem estar atentos, não devem menosprezar qualquer sintoma respiratório em uma criança e atribuir a uma alergia ou a qualquer outra virose. 

    É importante manter a criança em casa, em isolamento e não levar à escola. É muito importante ter isto em mente.

    A criança pode sentir uma dor ou incômodo, mas não dizer nada. Os pais devem dar atenção a qualquer alteração e não levar a criança doente para a escola por conta do risco de transmissão às outras crianças. Algumas crianças possuem problemas de saúde. Eu mesma, tenho vários pacientes transplantados que frequentam a escola. 

    A vacinação dos adultos protege indiretamente este público? De que forma é importante?

    Se há um aumento da proteção dos que estão em volta, por meio da vacinação, há uma diminuição do risco de contaminação para os não vacinados. Mas, como essa variante é altamente transmissível e, mesmo uma pessoa vacinada pode infectar-se de forma leve, é importante vacinar os adolescentes. Alguns municípios que estão mais avançados na vacinação, podem fazer isso.

    A vacinação é indicada para crianças e adolescentes?

    A Sociedade Brasileira de Pediatria apoia a vacinação de adolescentes a partir de 12 anos. Por ora, a única vacina autorizada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para indivíduos de 12 a 18 anos é a da Pfizer/BioNtech. Já para as crianças abaixo desta idade, não é indicada a vacinação pois, no momento, não há vacinas para elas.

    É importante mantermos as medidas preventivas de acordo com as determinações de cada município.

    Estamos caminhando para uma normalização no Brasil?

    Sou otimista. Acredito que, com o avanço da vacinação, a diminuição dos casos graves, dos óbitos, caminharemos para uma normalização que já vem ocorrendo paulatinamente. Esta flexibilização já está sendo vivida na Europa [uso de máscaras só em locais fechados, transportes públicos]. Tenho a certeza de que a gente vai partir para um patamar de flexibilização cada vez maior. O país já avançou muito na questão da vacinação. Temos uma perspectiva para 2022 melhor do que tivemos em 2020 e 2021. O próximo ano será decisivo em relação a como vamos proceder para a manutenção dessa segurança e do controle da pandemia. Creio que, para 2022 teremos mais um reforço na vacinação e, para 2023, ainda há o que se avaliar.

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    Confira 10 dicas para manter as crianças longe do Coronavírus

  • Confira 10 dicas para manter as crianças longe do Coronavírus

    Confira 10 dicas para manter as crianças longe do Coronavírus

    Com o número de infectados pelo Coronavírus em alta no Brasil, redobrar os cuidados em casa é mais do que essencial. Para ajudar as famílias a protegerem as crianças da doença, a Fundação Abrinq reuniu 10 dicas para evitar a contaminação dos pequenos.  

    1. Higienização das mãos 

    Uma das medidas mais efetivas — e muito falada no último ano —, lavar as mãos é fundamental para prevenir a transmissão. Para isso:

    •    Molhe as mãos da criança, em seguida feche a torneira (para evitar o desperdício né?); 
    •    Coloque na palma de uma das mãos uma quantidade de sabonete líquido suficiente para esfregar toda a superfície de cada uma delas. Você também pode usar um sabonete em barra, basta esfregá-lo até criar espuma; 
    •    Esfregue as palmas das mãos, dedos, unhas e pulsos até que todos estejam cobertos pelo sabão;
    •    Por último, enxágue todo o sabão e seque as mãos com papel ou uma toalha limpa. 
    Repita o processo com frequência, em especial, se a criança estiver em algum ambiente público. 

    2. Uso de máscaras 

    É importante que as crianças e os adolescentes permaneçam em casa, no entanto, caso haja a necessidade de sair do domicílio, é fundamental o uso da máscara. O item inibe a circulação de gotículas e, consequentemente, do vírus entre as pessoas.

    A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso do acessório para crianças maiores de 2 anos. Fique atento ao tamanho, a máscara precisa estar justa ao rosto da criança. Atenção: as máscaras devem ser utilizadas com cuidado e sob a supervisão constante de um adulto responsável. 

    3. Distanciamento social 

    Oriente a criança para evitar abraços e beijos. O ideal é manter a distância mínima de um metro entre as pessoas em lugares públicos ou do próprio convívio social. 

    4. Isolamento social 

    Durante a pandemia, é extremamente importante que as pessoas, incluindo as crianças e os adolescentes, evitem sair de casa e mantenham o isolamento social. A ação evita a transmissão e contágio pela doença. 

    Quando necessário, é importante seguir as orientações citadas acima como o uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos. 

    5. Limpeza de objetos 

    Higienize com frequência os brinquedos e outros itens que a criança usa normalmente. O álcool 70% é uma excelente opção para manter os objetos longe do vírus, mas tenha cuidado ao manuseá-lo. 

    6. Higiene da casa 

    Sempre que possível, mantenha os ambientes limpos e bem ventilados. Abra as janelas ou portas, se necessário, para que o ar possa circular nos cômodos da casa. Já para a limpeza dos ambientes, a água e o sabão ou o álcool 70% são os produtos mais recomendados para deixar a casa livre da presença do vírus.

    Não se esqueça de limpar os objetos de uso comum como maçanetas, interruptores, puxadores, controle remoto, entre outros. 

    7. Objetos pessoais 

    Evite o compartilhamento de objetos pessoais como talhares, copos, pratos e toalhas. Uma dica é separar os utensílios utilizados pela criança e demais integrantes da família, assim, sempre que for necessário utilizá-los cada familiar terá o seu respectivo item. 

    8. Sono e alimentação 

    Ter uma boa noite de sono e uma alimentação saudável são peças chave para manter a imunidade da criança forte. A prática também evita resfriados e até mesmo outras doenças. 

    9. Contato com pessoas doentes 

    Evite que a criança tenha contato com pessoas doentes. Se for algum familiar que more junto com ela, cumpra o distanciamento social e, se possível, isole a pessoa doente em um cômodo separado dos demais. 

    10. Procure ajuda médica 

    Caso a criança apresente algum sintoma de gripe ou respiratório, busque orientação médica. 
     

  • “As cestas básicas têm matado a fome de muita gente da comunidade”, diz a mãe de Ana Catarina, de 6 anos

    “As cestas básicas têm matado a fome de muita gente da comunidade”, diz a mãe de Ana Catarina, de 6 anos

    Ana Catarina* é uma das crianças beneficiadas pelas cestas básicas que foram entregues às famílias atendidas na Creche Leonardo Fernandes Franco, em Santa Luzia (MG). Com o cenário da pandemia, a instituição realizou visitas na comunidade do Conjunto Habitacional Cristina e identificou a dificuldade e a falta de alimentos nas casas das famílias, que cotidianamente enfrentam desafios e outras vulnerabilidades, como a falta de saneamento básico, a violência e o tráfico de drogas. Desassistidas pelos órgãos municipais, mas com o apoio da Fundação, a creche ajudou 35 famílias da região, que não estavam sendo beneficiadas por nenhum programa social. 

    “Realizar o atendimento dessas famílias é mais um benefício que a Fundação Abrinq proporciona às nossas crianças e à comunidade”, afirma Rafaella de Oliveira Veloso, coordenadora da Creche Leonardo Fernandes Franco.

    Moradora do Conjunto Cristina, Ana Catarina, de 6 anos, estuda há 3 anos na instituição e vive em uma casa simples com os avós, usuários de crack e álcool, e a mãe, ex-usuária da droga. Livre do crack, a mãe não teve condições financeiras para morar em outro lugar e dar uma vida melhor para a menina e os irmãos, que estão aos cuidados de familiares.

    “A ação da Fundação é muito bacana, pois muita gente tem passado por dificuldade neste momento e as cestas tem ajudado muitas famílias e tem matado a fome de muita gente da comunidade”, declara Rubia Franco, mãe de Ana Catarina. 

    Com as aulas suspensas por conta da Covid-19, Ana Catarina e a família são atendidas e acompanhadas pela creche por telefone, para dar seguimento ao trabalho de fortalecimento de vínculo familiar e prevenção de situações de risco social. Atualmente, a menina é acompanhada também pelo Conselho Tutelar da cidade. 

    “As cestas que recebemos do Instituto Leonardo Franco e da Fundação Abrinq são de grande valia neste momento difícil. No caso, só eu trabalho e em casa são muitas pessoas. Então, quero agradecer pela ajuda que a Fundação tem dado a nós e à comunidade. É muito gratificante!”, declara Rubia.

    Ajude a campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus

    A Fundação Abrinq atua de maneira imediata à crise do coronavírus no Brasil, com o intuito de diminuir o impacto da pandemia na vida das crianças e dos adolescentes vulneráveis. 

    Você também pode ajudar a garantir alimentação para as famílias mais afetadas pela Covid-19. Clique aqui e doe uma cesta básica para quem precisa de ajuda.

    *Nome e imagem fictícios para preservar a identidade da criança.

  • A importância do Banco de Leite Humano (BLH)

    A importância do Banco de Leite Humano (BLH)

    Os primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para o desenvolvimento de uma vida saudável. Porém, um bom crescimento, desenvolvimento e aprendizado dependem tanto da genética – a herança que recebe dos pais – quanto dos cuidados e da atenção que a criança receberá da mãe, da família e da comunidade em geral. Para ter certeza que o bebê está se desenvolvendo dentro da normalidade, este deve receber os cuidados necessários e uma boa nutrição o mais cedo possível. 

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês recebam o leite materno exclusivamente durante os primeiros 6 meses de vida e de forma complementar até os 2 anos de idade ou mais, ou seja, até essa idade a criança não recebe água nem sucos. Por isso, é muito importante iniciar o aleitamento exclusivo logo após o parto, pois o leite materno é o melhor e o mais completo alimento para a criança. 

    Em meio ao cenário incerto da pandemia, muitas mulheres não sabem como agir para evitar a transmissão e contaminação do bebê durante a amamentação. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS, não há evidências sobre a transmissão vertical do vírus da gestante para o feto e por meio do leite materno. Ainda segundo os órgãos oficiais, mesmo durante a pandemia, o aleitamento materno continua sendo fator importante para estimular o desenvolvimento do bebê. 

    Doação de leite humano 

    A amamentação exclusiva reduz a mortalidade infantil por doenças comuns na infância, como a diarreia e a pneumonia, e ajuda na recuperação de enfermidades. O apoio adequado às mães e às famílias no processo de amamentação pode salvar a vida de muitos bebês. Doar leite materno é importante para os bebês, principalmente, para aqueles que estão internados e não podem ser amamentados pela própria mãe. Crianças menores de 1 ano não amamentadas têm risco muito maior de morrer, quando comparadas com as de mesma idade, alimentadas exclusivamente ao seio. O aleitamento materno previne a verminose, doenças respiratórias, doenças de pele, inflamação de ouvido e outras.

    O Brasil possui a maior e mais complexa Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) do mundo, segundo a OMS, e é referência internacional no assunto. Atualmente, a Rede possui mais de 225 Bancos de Leite Humano distribuídos em todos os estados do território nacional, alguns com a opção de coleta domiciliar. Além de coletar, processar e distribuir o leite humano a bebês prematuros e de baixo peso, os bancos de leite realizam atendimento de orientação, promoção e apoio à amamentação.

    Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso, se o bebê for prematuro, 1 ml por mamada já é o suficiente para nutri-lo. Porém, a falta de informação prejudica o estoque de leite nos bancos do país, pois, muitas pessoas ainda não conhecem ou entende como é feita a doação do leite materno.

    Quem pode ser doadora?

    • Se a mulher apresentar excesso de leite e desejar doá-lo, basta buscar informações nos serviços de saúde quanto ao banco de leite e/ou posto de coleta de leite humano mais próximo da sua região;

    • Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação;

    • Se for o caso, entre em contato com o banco de leite mais próximo de sua casa ou ligue ao 136, para obter maiores informações de como e quando doar.

    Vale lembrar que todo leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado ao bebê internado nas Unidades Neonatais. 

    Como fazer a doação?

    • Atente-se ao preparo e higienização do frasco para guardar o leite materno a ser doado;
    • Tome cuidados de higiene antes de iniciar a coleta;
    • Se possível, escolha um local tranquilo para retirar o leite;
    • Retire, guarde e armazene o leite corretamente;
    • Em caso de dúvida, ligue para o Banco de Leite Humano mais próximo e informe-se sobre a maneira mais segura para realizar sua doação.

    Contraindicação à amamentação

    Mulheres diagnosticadas com câncer de mama que estiveram ou estão em tratamento estão contraindicadas à amamentação, bem como as portadoras do vírus HIV e HTLV, pois o risco de transmissão do vírus é elevado, ainda que em uso de medicação. Se a amamentação foi iniciada, por falta de informação da mãe, esta deve ser suspensa imediatamente; quanto maior o tempo de amamentação, maior será o risco de transmissão do vírus para a criança. Se este for o caso, procure por atendimento médico para avaliação e orientações de como a criança deverá ser alimentada.

  • Fundação Abrinq doa novos kits de cestas básicas e higiene

    Fundação Abrinq doa novos kits de cestas básicas e higiene

    Para quem está passando por tantas privações nestes tempos difíceis, o resultado das ações da campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus, para arrecadar recursos para a compra de cestas básicas, representa a união e a solidariedade do brasileiro disposto a ajudar o próximo. Em diversas regiões do Brasil, a fome é a realidade de homens, mulheres e crianças. 

    Segundo o estudo Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil 2020, divulgado pela Fundação em fevereiro, o país tem mais de 9 milhões de crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza. Com o crescente número de casos da doença, esse fato se agravou ainda mais no país. 

    Desde março, para tentar amenizar as consequências da pandemia e proteger essas famílias, foram entregues kits de cestas básicas e higiene.

    “Temos certeza que a cultura de ajudar o próximo, que se manifesta neste momento, irá continuar. Por isso, seguimos firmes, trabalhando para ampliar as atividades que beneficiam tantas crianças pelo Brasil”, revela Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.

    Até o fim de julho, serão entregues 16.580 cestas para famílias em todo o Brasil. 

    Você também pode fazer a diferença: doe uma cesta básica clicando aqui. 

  • Saiba como conciliar a amamentação com o retorno ao trabalho, após o período de isolamento social

    Saiba como conciliar a amamentação com o retorno ao trabalho, após o período de isolamento social

    O aleitamento materno é a forma mais natural de instituir o vínculo, afeto, a proteção e nutrição entre a mãe e o bebê. É, portanto, uma maneira econômica e eficaz de prevenção, intervenção e redução da mortalidade infantil, como também de promoção à saúde integral da dupla mãe e filho. Por oferecer diversos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida e complementada até dois anos ou mais. 

    Por isso, é importante que durante e após a pandemia da COVID-19, as mães mantenham os cuidados com a higienização própria e do bebê. Confira algumas dicas para facilitar o retorno ao trabalho, após o período de isolamento social:

    • Antes do retorno ao trabalho, comece a ordenhar o leite materno para a oferecer ao seu bebê ao longo do dia. Dessa forma, ele se acostumará com a nova rotina;
    • O ideal é que o leite ordenhado seja oferecido ao bebê em copo, colher ou xícara;
    • Quinze dias antes de retornar ao trabalho comece a estocar o leite materno no freezer. Este leite armazenado pode ser servido a criança no período que estiver trabalhando;
    • O ideal é que o leite materno ordenhado seja armazenado em potes de vidro com tampa de plástico;
    • É importante etiquetar os potes de leite materno informando a data da ordenha e validade;
    • Armazene o leite materno na quantidade de uma mamada do bebê, assim você evita o desperdício do leite após descongelado;
    • A validade do leite materno ordenhado é de 12 horas, armazenado na geladeira, e de 15 dias armazenado no freezer; 
    • O ideal é que o leite materno seja descongelado em banho maria para ser servido ao bebê. Se o bebê não tomar todo o leite a sobra deverá ser descartada; 
    • Para continuar a produzir leite materno, no retorno ao trabalho, é necessário ordenhar o leite em intervalos regulares ao longo do dia. Com a rotina estabelecida você começará a perceber quantas vezes será necessário ordenhar o leite durante o dia;
    • Algumas empresas disponibilizam aos seus funcionários sala de apoio a amamentação, que é um local destinado a mulheres, que retornam de licença maternidade e continuam amamentando seu filho. Neste local é possível ordenhar o leite materno e armazenar durante a jornada de trabalho, e após expediente levá-lo para casa. Verifique se sua empresa dispõe de um local para fazer a ordenha do leite materno; 
    • O leite materno ordenhado deverá ser transportado para casa em bolsa ou caixa térmica e posteriormente congelado;
    • É importante lembrar que, sempre que estiver com o bebê, se possível, opte por oferecer o peito.

    Direitos da mãe durante o período de amamentação

    Durante os 6 primeiros meses de vida do filho, a mãe tem direito a dois descansos, de 30 minutos cada, durante a jornada de trabalho, destinados a amamentação e ordenha do leite. Além disso, nas instituições públicas e privadas existem guichês e caixas especiais ou prioridade nas filas para atendimento a gestantes e mães com crianças de colo.

    Como ajudar outras mães e bebês doando leite materno

    O Banco de Leite Humano é responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como também pela execução de atividades de coleta, seleção, classificação, processamento e controle de qualidade e distribuição do leite materno. São instituições que acolhem a mãe que amamenta e oferecem apoio, orientação e auxílio relacionados à amamentação. 

    Mulheres com produção em excesso podem doar o leite materno para essas instituições, que preparam o leite para prematuros internados em UTIs neonatais, por exemplo. Saiba qual é o banco de leite de referência para o atendimento na sua área de residência. No site da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre muitas informações sobre o aleitamento materno, você pode encontrar uma listagem da Rede de Bancos de Leite Humano separada por região do país. Os profissionais de saúde da Rede de Bancos oferecem assistência e captação de doadoras de leite humano neste período de pandemia. 

    Você também pode fazer a diferença para outras vidas, apoiando a campanha de combate à fome durante a pandemia! Clique aqui e saiba mais.

  • Fundação Abrinq estende o apoio a famílias no combate à fome e à Covid-19

    Fundação Abrinq estende o apoio a famílias no combate à fome e à Covid-19

    Entre os meses de março e maio, a Fundação Abrinq distribuiu cestas básicas com itens de alimentação, higiene e limpeza para diversas famílias. Até o momento foram doadas 7.926 mil cestas para pessoas que precisam em todo o Brasil. 

    Desde que a pandemia chegou no país, a Fundação direciona seus esforços para ajudar crianças, adolescentes e seus familiares que estão sofrendo os impactos da crise gerada pelo novo Coronavírus. Com a necessária suspensão das aulas para conter o avanço da doença, surgiram novas dificuldades para milhares de brasileiros. Sem acesso à merenda oferecida pela escola, inúmeras crianças ficaram sem ter o que comer. Segundo o estudo Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil 2020, divulgado pela Fundação em fevereiro, o país tem mais de 9 milhões de crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza, fato que reforça a importância da alimentação oferecida por estabelecimentos de educação.

    “Temos certeza que a cultura de ajudar o próximo, que se manifesta neste momento, irá continuar. Por isso, seguimos firmes, trabalhando para ampliar as atividades que beneficiam tantas crianças pelo Brasil”, revela Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.

    Para ajudar, a organização lançou a campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus para arrecadar recursos para a compra de cestas básicas. Em João Pessoa (PB), cerca de 150 pessoas foram beneficiadas com a compra e instalação de três caixas d’água, em uma vila que só tem acesso ao recurso durante à noite. Para garantir que a entrega fosse feita respeitando os protocolos de segurança exigidos, os envolvidos na ação seguiram as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e utilizaram equipamentos de proteção. Novas doações e distribuições de 4.242 cestas de alimentos estão previstas para junho. Até o fim do mês serão 12.168 cestas doadas e famílias apoiadas. 

    Outras ações como a produção de conteúdo informativo em vídeo, texto e imagem, a fim de ajudar a população a entender como se prevenir contra a doença, estão sendo realizadas. A Fundação Abrinq atua há 30 anos em várias regiões vulneráveis do Brasil e segue atenta às necessidades locais para ajudar as crianças e os adolescentes a terem melhores condições de vida.

    Você também pode fazer a diferença: clique aqui e doe uma cesta básica.