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  • Fundação Abrinq apoia organizações e coletivo atingidos por chuvas em São Paulo e Belém

    Fundação Abrinq apoia organizações e coletivo atingidos por chuvas em São Paulo e Belém

    Enchentes e danos estruturais causados pelas fortes chuvas em 2026 interromperam serviços prestados a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade em São Paulo e no Pará. Para apoiar a retomada das atividades, a Fundação Abrinq realizou doações a duas organizações e um coletivo no âmbito do Programa Emergência Humanitária, combinando recursos financeiros, equipamentos e materiais de acordo com as necessidades específicas de cada um.

    Coletivo Espaço Cultura no Beco

    Localizado no Jardim Record, comunidade periférica de Taboão da Serra – SP, o Coletivo Espaço Cultura no Beco desenvolve oficinas gratuitas de capoeira, karatê, violão, percussão, teatro, meditação, inglês e apoio pedagógico para 51 crianças e adolescentes de aproximadamente 40 famílias de baixa renda. A sede, construída com materiais alternativos e sustentáveis, incluindo telhas ecológicas feitas de caixas de leite, foi danificada pelas chuvas em mais de um ponto.

    O telhado foi o principal problema: as telhas, leves por natureza, foram deslocadas pelos ventos. Para evitar que voassem completamente, a equipe do coletivo precisou perfurá-las e pregá-las na estrutura, o que, ao mesmo tempo, abriu frestas para a entrada de água. 

    A solução adotada pelo coletivo foi cobrir o telhado com uma lona, medida que reduziu os vazamentos e evitou custos maiores de substituição. A Fundação Abrinq contribuiu com a aquisição e doação de uma lona impermeável de reforço, tornando a cobertura mais duradoura e segura.

    lona

    “Por sermos um espaço cultural, estávamos sendo diretamente prejudicados: em dias de chuva, precisávamos cancelar as aulas devido às goteiras em várias partes do salão. Com a lona, além de cobrir os buracos, conseguimos reforçar a estrutura do telhado. Nossas telhas também foram danificadas há cerca de um ano, quando uma forte chuva destelhou metade da nossa sede. Desde então, elas não estavam mais em boas condições. Graças à doação da Fundação Abrinq, hoje conseguimos manter nossas atividades mesmo em dias chuvosos, sem prejudicar as crianças e jovens que dependem do nosso projeto. Muito obrigada pelo apoio e por acreditarem no nosso trabalho. Parcerias como esta fazem a diferença na vida da comunidade.”

    Claudiana, coordenadora do Coletivo Espaço Cultura no Beco.

    Centro Assistencial Cruz de Malta

    Em 8 de março, chuvas intensas provocaram enchentes no andar térreo do Centro Assistencial Cruz de Malta, no bairro Jabaquara, região sul de São Paulo – SP. Com mais de 70 anos de atuação contínua, a instituição presta serviços gratuitos a diferentes públicos em situação de vulnerabilidade: 230 crianças de 0 a 6 anos no Centro de Educação Infantil (CEI), 150 adolescentes de 7 a 14 anos no Centro para Crianças e Adolescentes (CCA), 85 vítimas de violência de 0 a 18 anos no Serviço de Proteção e Atendimento às Vítimas de Violência (SPVV), 340 jovens em formação para o primeiro emprego, além de 800 pessoas atendidas mensalmente no ambulatório médico e odontológico.

    A água comprometeu múltiplas áreas da sede. No almoxarifado, foram perdidos insumos do ambulatório, cerca de duas toneladas de alimentos e equipamentos de informática. O depósito de doações, cuja arrecadação é revertida integralmente para os serviços socioassistenciais, também foi atingido. As maiores perdas concentraram-se nas instalações do Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (SMSE), que atende em média 90 jovens por mês: 22 computadores usados em cursos e atividades socioeducativas foram destruídos. A cozinha e o refeitório dos funcionários também sofreram danos significativos.

    A Fundação Abrinq destinou R$6.881 para a reforma do refeitório e do depósito de alimentos, além da doação de três notebooks, três monitores e cinco roteadores de internet. A empresa Damapel, parceira da Fundação Abrinq, contribuiu com 256 rolos de papel higiênico e 48 de papel toalha. Já a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo realizou a doação de 35 cadeiras universitárias. A empresa Pirobat também contribuiu com um apoio financeiro de R$500. Os equipamentos ajudaram a recompor a infraestrutura do SMSE e permitir a retomada das atividades socioeducativas com os jovens atendidos pelo serviço.

    “Os danos provocados pela enchente comprometeram parte significativa da estrutura física, dos equipamentos e a continuidade dos atendimentos. Foi pelo suporte da Fundação Abrinq que conseguimos recuperar parte do prejuízo e garantir continuidade dos serviços prestados às crianças e seus familiares. O apoio da Fundação Abrinq, além do suporte material, trouxe uma segurança e uma força que demonstram que não estamos sozinhos nos momentos de tamanha vulnerabilidade.”

    Ricardo Toshiyuki, dentista do Centro Assistencial Cruz de Malta.

    Associação dos Amigos da Terra Firme

    Em abril de 2026, a creche mantida pela Associação dos Amigos da Terra Firme, em Belém – PA, foi atingida por um alagamento severo decorrente das fortes chuvas que afetaram a cidade. A rua onde a instituição está localizada foi uma das mais prejudicadas, em razão da proximidade com o canal Lago Verde, cujo acúmulo de resíduos contribuiu para o rápido transbordamento. O nível da água atingiu cerca de 1 metro de altura dentro e ao redor da sede.

    A creche atende 248 crianças e havia passado por um processo de revitalização em 2025 no âmbito do Programa Creche para Todas as Crianças, da própria Fundação Abrinq. O alagamento danificou equipamentos da cozinha, entre eles a geladeira responsável pela conservação da merenda escolar e dos insumos perecíveis utilizados na alimentação diária das crianças.

    Em maio, a Fundação Abrinq doou uma nova geladeira para substituir a que foi destruída, assegurando a continuidade da oferta de alimentação adequada às crianças atendidas pela creche.

    geladeira

    “Em nome das mães e alunos da Associação dos Amigos da Terra Firme, agradeço imensamente à Fundação Abrinq pela doação da geladeira. Após as perdas causadas pelas chuvas, esse apoio foi fundamental para que as atividades do Maternal 2 e de toda a escola não fossem interrompidas. Obrigada por garantirem a continuidade da alimentação e do cuidado das crianças da comunidade.”

    Kézia Souza, mãe de aluno atendido pela creche.

  • Dia de Doar: tudo o que você precisa saber sobre a data

    Dia de Doar: tudo o que você precisa saber sobre a data

    O Dia de Doar é um movimento global que incentiva pessoas, empresas e organizações a praticarem a solidariedade por meio de contribuições financeiras, doações de bens, apoio a projetos sociais e ações voluntárias. A data ocorre anualmente na primeira terça-feira após o Dia de Ação de Graças. No Brasil, a mobilização cresceu nos últimos anos e se tornou um dos principais momentos para quem deseja apoiar causas sociais.

    Em um cenário marcado por desigualdades e desafios sociais, o Dia de Doar se consolidou como uma oportunidade de conectar quem deseja ajudar a quem mais precisa, estimulando a cultura de doação e fortalecendo organizações que trabalham diariamente para garantir direitos e promover mudanças reais.

    Dia de Doar CTA

    O que é o Dia de Doar e como funciona?

    O movimento surgiu em 2012, nos Estados Unidos, como uma resposta ao consumo excessivo da Black Friday e da Cyber Monday. Conhecido internacionalmente como Giving Tuesday, ele propõe um contraste: após os dias de compras, um dia dedicado a doar.

    No Brasil, o Dia de Doar foi adotado oficialmente em 2013 e, desde então, mobiliza diversas iniciativas comunitárias, campanhas de organizações sociais e ações corporativas em todo o país. A proposta central é simples: incentivar atitudes solidárias e promover a doação como parte da vida cotidiana dos brasileiros.

    Quando acontece o Dia de Doar?

    Todos os anos, a data é celebrada na primeira terça-feira após o Dia de Ação de Graças. Em 2025, o Dia de Doar será realizado em 2 de dezembro.

    A ocasião movimenta redes sociais, plataformas de doação, organizações da sociedade civil e iniciativas locais, que utilizam o dia para reforçar suas campanhas, divulgar projetos e ampliar o engajamento de suas causas.

    Como participar do Dia de Doar?

    Você pode participar de várias formas:

    •    Fazendo uma doação financeira a organizações confiáveis, como a Fundação Abrinq, que direciona recursos para transformar vidas de crianças e adolescentes.

    •    Compartilhando campanhas e conteúdos nas redes sociais.

    •    Mobilizando amigos, familiares ou sua empresa para apoiarem uma causa.

    A Fundação Abrinq facilita esse processo oferecendo canais seguros de doação e materiais que ajudam a engajar novas pessoas no movimento.

    A importância de escolher organizações confiáveis 

    Um dos principais cuidados para quem deseja participar do Dia de Doar é escolher instituições sérias, transparentes e comprometidas. No campo da infância e adolescência, uma das referências nacionais é a Fundação Abrinq, que há mais de 35 anos atua na defesa dos direitos de meninos e meninas em todo o país.

    Com programas voltados à Educação, Saúde e Proteção, a Fundação Abrinq transforma contribuições em ações concretas, apoia organizações locais, fortalece políticas públicas e amplia oportunidades para milhares de crianças e adolescentes.

    No Dia de Doar, iniciativas como as da Fundação Abrinq ajudam a mostrar o impacto que a solidariedade pode gerar quando direcionada a causas consistentes e essenciais para o desenvolvimento do país.

    doações resultados

    O que é feito com as doações realizadas no Dia de Doar?

    As doações realizadas no Dia de Doar têm um impacto direto e mensurável na vida de milhares de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

    A Fundação Abrinq utiliza integralmente os recursos arrecadados para fortalecer seus programas e projetos, iniciativas que atuam desde a primeira infância até a adolescência, sempre com foco na garantia de direitos. Esse compromisso é parte de uma trajetória sólida: em mais de 35 anos de atuação, mais de 9 milhões de vidas já foram transformadas graças ao apoio de doadores, empresas parceiras e voluntários mobilizados em causas sociais.

    Para saber mais sobre o que o trabalho promovido pela Fundação Abrinq, acesse a última versão do relatório anual da organização.

  • Fundação Abrinq e Mercadão dos Óculos beneficiam mais de 80 crianças em São Paulo

    Fundação Abrinq e Mercadão dos Óculos beneficiam mais de 80 crianças em São Paulo

    De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) no período pré-pandemia, um terço da população adulta brasileira nunca passou por uma consulta com oftalmologistas, nem realizou exames de visão. Este fato faz com que muitas pessoas desenvolvam doenças ou problemas que poderiam ser facilmente tratados com uma atenção preventiva.

    Quando nem os adultos cuidam da própria visão, consequentemente, muitas crianças acabam sem o devido cuidado com a saúde ocular, por falta de orientação. Uma criança ou adolescente com problemas de visão, ao frequentar a sala de aula, força muito os olhos se não tem o cuidado adequado. Não é raro encontrar crianças que se queixam de dores de cabeça, vista cansada e dificuldades de enxergar. Quando todos estes problemas se acumulam, podem levar até mesmo ao abandono escolar.

    Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 30% das crianças e adolescentes em idade escolar possuem algum grau de problema visual.

    Pensando nisso e em formas de melhorar o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, a Fundação Abrinq, em parceria com o Mercadão dos Óculos, realizou diversas ações de entrega gratuita de óculos para crianças de São Paulo durante os dias 1, 2 e 3 de março. Foram 40 óculos doados para os pequenos da Sociedade Beneficente Caminhando para o Futuro – Beija Flor, localizada no Jardim Carombe, na zona norte, 27 para as crianças e os adolescentes da Associação Santo Agostinho – CCA São José, em Lauzane Paulista, também na zona norte, e 14 para os beneficiados pela Sociedade Santos Martires – Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista. No total, 81 óculos irão ajudar a melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa.

    “Esta doação é muito importante. Nós, da comunidade, não temos condições para levar as crianças para realizar uma consulta. Então, os óculos vão ajudar bastante nos estudos do meu filho. Ele sempre se queixava de dor de cabeça, mas agora vai melhorar e conseguir estudar direito”, afirma Patrícia Silva Campos, mãe de uma das crianças beneficiadas pela ação.

    Doação óculos

    “O nosso atendimento aqui gira em torno de 240 crianças, 120 no período da manhã e 120 de tarde. Algumas delas já chegam com dor de cabeça e se queixando de que não conseguem enxergar direito na escola, por isso precisam sentar na frente. Com esta oportunidade, vimos que uma quantidade grande de crianças precisava de óculos e elas estavam bem esperançosas aguardando a entrega. Acredito que agora veremos muitas melhorias para as vidas delas”, diz Michelle Viana, auxiliar administrativa da Sociedade Beneficente Caminhando para o Futuro – Beija Flor.

    As doações são o resultado final de um processo que começou no ano anterior, em 2022, com a triagem realizada em 268 crianças e adolescentes pela própria empresa nas organizações da sociedade civil, que aconteceu em novembro, para identificar os potenciais problemas de visão.  Posteriormente, em dezembro, um oftalmologista realizou consultas para identificar quais delas precisavam de óculos.

    Doação óculos 2

    ”A nossa empresa tem a missão de cuidar da saúde visual para transformar a vida das pessoas. Uma ação como esta é a realização e a materialização deste lema. Ações assim têm, como um de seus principais objetivos, erradicar a evasão escolar. Sabemos que este problema tem muitas causas, mas está ligado, também, a problemas ou dificuldades para enxergar. Cuidar da visão, sendo o nosso ponto principal, permite que possamos atuar aqui”, explica Fabrício Vieira, gerente técnico do Mercadão dos Óculos.

    Trabalho em conjunto para mudar a vida de crianças e adolescentes

    A parceria com o Mercadão dos Óculos já transformou a vida de outras crianças e adolescentes. Confira como os pequenos do Núcleo Educacional da Santa Casa de Diadema, localizado em Diadema – SP, foram beneficiados em 2022 clicando aqui.

    “O cuidado com a saúde visual das crianças e dos adolescentes é fundamental para o pleno desenvolvimento deles. Por meio desta parceria com o Mercadão dos Óculos, conseguimos ajudar quem mais precisa e, assim, transformar o dia a dia destas crianças que, agora, poderão enxergar com qualidade”, afirma Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.

    Conheça outras ações voltadas à Saúde de crianças e adolescentes realizadas pela Fundação Abrinq

    Fundação Abrinq e Instituto Salus levam alegria e cuidado com a saúde bucal às crianças do Jardim Educandário, em Raposo Tavares – SP

    Cidades integrantes do Programa Mortalidade Zero recebem cursos promovidos pela Fundação Abrinq

    Fundação Abrinq e Anhanguera Educacional continuam, juntas, cuidando da saúde bucal de crianças e adolescentes
     

  • A fome não espera: Fundação Abrinq doa 593,9 toneladas de alimentos para famílias em todo o Brasil

    A fome não espera: Fundação Abrinq doa 593,9 toneladas de alimentos para famílias em todo o Brasil

    Pensar em uma crise sanitária com o mesmo impacto da pandemia causada pelo Coronavírus, até 2019, era enredo de filmes de ficção. Quando o vírus começou a ser noticiado, parte da população pensou que seria apenas mais uma epidemia, sem poder para atingir todos os países e, caso isso acontece, não chegaria na mesma intensidade ao Brasil.   

    Até que, em fevereiro de 2020, foi noticiado o primeiro caso de contágio pelo vírus no país. Em março, a Organização Mundial da Saúde declarou situação de pandemia e, desde então, o número de infectados pela COVID-19 e, consequentemente, o número de óbitos não pararam de crescer. 

    O comércio precisou ser fechado, as aulas foram suspensas e o isolamento social foi imposto para conter o avanço da doença no Brasil. Iniciou-se também uma nova crise econômica. Os problemas sociais já existentes ficaram ainda mais evidentes.

    Com a alta da inflação e a diminuição do poder aquisitivo, muitas famílias ficaram em situação de vulnerabilidade e risco social, sem acesso à direitos considerados fundamentais para a existência humana, como a alimentação. Relatos como o de Derci Santos tornaram-se frequentes em todo o país: “Ontem de manhã mesmo, chorei no banho, preocupada, pois não tínhamos mais dinheiro e nem comida”, conta. 

    A exposição dessas famílias ultrapassou o perigo iminente do Coronavírus e se expandiu para outros fatores como o risco à violência, falta de acesso à recursos básicos como itens de higiene e limpeza e tantas outras fragilidades. 

    De acordo com o Cenário da Infância e Adolescência 2021, mais de 9 milhões de crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos, vivem em extrema pobreza. A suspensão das aulas para conter o avanço da pandemia trouxe novos obstáculos. Sem acesso à escola, inúmeras crianças ficaram sem ter o que comer, uma vez que a merenda escolar era a principal refeição para muitas meninas e meninos. 

    “Na zona rural, as famílias que atendemos não são donas de terra, muitas moram em terrenos de outras pessoas, não tem serviço para todas e muitas dependem só do Bolsa Família. Na cidade, as periferias crescem a cada dia. Com as escolas fechadas, as crianças ficaram sem merenda e isso sobrecarregou dentro de casa”, conta Ana Grangeiro, gestora da Sociedade de Assistência à Criança (SOAF), em Milagres – CE. 

    Dado o cenário, a Fundação Abrinq criou, em março de 2020, a campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus, com o objetivo de arrecadar recursos para a compra e doação de cestas básicas para as famílias que precisavam. Foram 18 meses consecutivos garantindo alimentação de qualidade para milhares de lares brasileiros. 

    Com o apoio de inúmeras pessoas e empresas, a Fundação Abrinq investiu mais de R$ 2 milhões e doou 593,9 toneladas de alimentos para 26.932 famílias em todo o Brasil.

    Com o apoio de inúmeras pessoas e empresas, a Fundação Abrinq investiu mais de R$ 2 milhões e doou 593,9 toneladas de alimentos para 26.932 famílias em todo o Brasil.

    A distribuição das cestas básicas aconteceu com o apoio de 84 organizações da sociedade civil parceiras, localizadas em 46 cidades de 19 estados e do Distrito Federal, que ficaram responsáveis pela distribuição dos itens às famílias em situação de vulnerabilidade.

    Famílias beneficiadas no Sertão da Bahia

    “As doações foram muito significativas para nós porque a dor de uma família com fome nos deixa desolados e cada doação que recebemos é uma oportunidade de aliviarmos essa dor das pessoas. A fome não espera”, explica Ana Grangeiro. 

    A SOAF foi uma das organizações beneficiadas pela campanha neste ano e Ana conta que as doações chegaram em uma boa hora: “As cestas chegaram em um período estratégico, exatamente quando estava acabando a reserva [de comida] das famílias. Tem uma família que estava com o fogão a lenha apagado para o almoço, esperando o alimento, porque não tinha o que comer no dia”, relata. Segundo Ana, a família, composta por cinco crianças e adolescentes, voltou para casa aliviada pois tinha o alimento para cozinhar. 

    Famílias beneficiadas em Milagres – CE

    Famílias estão cozinhando em fogão a lenha porque não conseguem comprar o botijão de gás

    Veja todos os estados contemplados pela campanha da Fundação Abrinq:

    A fome não espera: Fundação Abrinq doa 593,9 toneladas de alimentos para famílias em todo o Brasil

     

    Parceria que cessa a fome e alimenta o coração 

    Esta ação só foi possível graças ao apoio de milhares de pessoas e empresas que se uniram à Fundação Abrinq para minimizar os impactos da pandemia e garantir o direito à alimentação de qualidade para as crianças e os adolescentes no Brasil. Mais de 70% de todo o recurso investido na compra e doação de cestas básicas foi fruto da parceria com inúmeras empresas que acreditam na causa e integram as ações da Fundação Abrinq.

    “Ficamos muito felizes e orgulhosos por saber que temos tantas pessoas e empresas que acreditam no nosso trabalho. A pandemia deixou muitas pessoas em extrema vulnerabilidade e, com o apoio de todos que participaram da campanha, conseguimos proporcionar alívio para elas e mostrar que nunca estiveram sozinhas. Os desafios continuam surgindo a cada dia, mas vamos trabalhar arduamente para superá-los e continuar defendendo os direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil”, declara Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq. 

    Famílias beneficiadas em Arcoverde – PE

    Veja todas as fotos das entregas de cestas básicas aqui.

    Seja um doador e apoie o trabalho da Fundação Abrinq!

    Confira outras notícias como esta:

    Doações de cestas básicas realizadas pela Fundação Abrinq chegam ao Sertão da Bahia
    “Se não fossem os alimentos desta cesta, meus filhos não teriam o que comer”
    Fundação Abrinq estende o apoio a famílias no combate à fome e à COVID-19 

  • Sem a merenda escolar, Patrícia relata dificuldades em alimentar os filhos

    Sem a merenda escolar, Patrícia relata dificuldades em alimentar os filhos

    Sem poder trabalhar por causa da pandemia, Patrícia Passos, ex-moradora de Paraisópolis, em São Paulo (SP), deixava seus bebês no CEI Santo Agostinho – ASA. Mãe de três filhos, agora passa o dia em casa com as crianças e o marido. A rotina da família mudou completamente depois que o Coronavírus chegou ao Brasil. Sem muito apoio e com medo da doença, Patrícia precisou mudar de casa, pois morava em um imóvel com dois cômodos, cinco pessoas e sem muitos recursos na comunidade.

    A educação das crianças agora faz parte das atividades de Patrícia, que diz não saber lidar com a situação, que exige muito dela. Patrícia e o marido, como muitos outros brasileiros, não têm condições adequadas para educar os filhos em casa.

    Com dificuldade para auxiliar as crianças nas atividades da escola, a mãe tenta acompanhar pela TV as aulas ao vivo e videoaulas que o governo oferece aos alunos durante o período de isolamento social. 

    “Estou bastante estressada e com medo do vírus, porque ficar em casa com três crianças não é fácil. Tenho um filho autista que exige minha atenção e os gêmeos também, mas o mais difícil é fazer a lição da escola com o Samuel*, o autista, pois ele tem muita dificuldade em aprender”, afirma a mãe.

    Antes da pandemia, ela e o marido revendiam roupas em Paraisópolis. Todos os dias, eles saiam para fazer compras no Brás e vender na comunidade, como forma de sustentar os filhos. Para preservar a saúde da família, o casal parou de trabalhar e, hoje, vive da ajuda das organizações da comunidade de Paraisópolis.

    “Esta cesta veio em um ótimo momento. Estou passando dificuldades, pois sem trabalhar não consigo colocar comida em casa. Para piorar, um dos gêmeos tem intolerância à lactose e o leite que ele toma é especial e muito caro. Hoje, não tenho condições de comprá-lo”, relata.

    Com a suspensão das aulas presenciais, muitas crianças ficaram sem ter o que comer, sendo sua principal refeição a merenda antes oferecida na escola.

    “Aqui na creche, com a verba da Prefeitura, damos os alimentos específicos para as crianças que têm alguma restrição. Deixamos todas as orientações, para cada uma delas, em um cartaz no refeitório, para não termos nenhum tipo de problema. Com a crise, algumas mães não conseguem o alimento especial para os filhos na rede pública e acabam comprando por conta própria, mas o custo sai muito alto. É um gasto que compromete muito a renda delas”, explica Alessandra Cunha da Silva, coordenadora do CEI Santo Agostinho.

    Famílias e crianças em todo o Brasil, que recebiam alimentação nas organizações e escolas, estão agora em suas casas, sem alimentação e recurso. Segundo o estudo Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil 2020 – 2ª edição, lançado em agosto, o país tem 9,1 milhões de crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza. Os números retratam a realidade de Patrícia, que falou sobre a importância da iniciativa.

    “Esta ação é muito boa. O fato de lembrar das pessoas é muito importante, porque criança em casa dá muita despesa. A situação está mais difícil agora, pois não podemos trabalhar. As cestas básicas vão ajudar muito as famílias”, afirma.

    O CEI Santo Agostinho, administrado pela Associação Santo Agostinho (ASA), foi um dos locais beneficiados pelas doações de alimentos e itens de higiene realizadas pela Fundação Abrinq. Desde março, a Fundação repassou recursos, feitos mensalmente às organizações conveniadas ao Programa Nossas Crianças, para apoiar as crianças, adolescentes e famílias que sofrem com os impactos da crise gerada pela pandemia. 

    “Espero que tudo isso passe, as crianças voltem para a creche, as pessoas trabalhem e o medo acabe, para voltarmos ao normal”, afirma Patrícia. 

    Infelizmente a realidade dela reflete a situação de diversas outras famílias neste momento. Mas com solidariedade é possível ajudar a minimizar os impactos causados pela pandemia. Clique aqui e saiba como ajudar.

    * Nome e imagem alterados para preservar a identidade dos envolvidos.

  • Cosma conta como a doação de cestas básicas ajudou sua família durante a pandemia

    Cosma conta como a doação de cestas básicas ajudou sua família durante a pandemia

    Foi em uma fila para receber uma cesta básica que Cosma contou sua história e as circunstâncias que a fizeram precisar de apoio em meio à pandemia.

    “Está difícil porque nós estamos sem trabalhar. Eu procuro, mas quem vai dar emprego nessa pandemia?”, questiona.

    Cosma era auxiliar de limpeza, mas desde que seu filho mais novo nasceu, conseguir emprego se tornou um desafio. Seu marido trabalhava como autônomo e a situação financeira do casal que tem dois filhos nunca foi fácil, entretanto, com o cenário econômico fragilizado por causa da crise sanitária que iniciou em fevereiro no Brasil, as coisas ficaram ainda pior. 

    “Ele trabalhava por conta, mas não estão dando emprego para ninguém em uma época dessa, ainda mais porque ele está perto de se aposentar. Então estamos esperando ele aposentar para melhorar as coisas”, relata. 

    Enquanto a aposentadoria não chega, as cestas básicas tornam-se uma saída para a família conseguir enfrentar este período em casa. Thiago*, de 9 anos, realizava atividades recreativas como esportes na Fundação Julita, em São Paulo (SP), durante o contraturno escolar. Já Luiz*, de 4 anos, frequentou a fundação durante 3 anos, até atingir a idade mínima para iniciar os estudos em uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI). Com as suspensões das aulas, ambos agora ficam em casa.

    Thiago recebe frequentemente lições da escola e continua estudando mesmo à distância, já Luiz, pela idade, passa o tempo livre brincando. Mas a quarentena, que inicialmente seria por um curto período, se estendeu e a família precisou se adaptar para entreter as crianças durante tanto tempo: “No começo eu fiz um balanço dentro de casa, pulei corda com eles e até inventei um carrinho de lata para o Luiz, mas eles não vão ficar o tempo inteiro brincando com isso, então eles ficam vendo vídeos para distrair, porque ficam estressados dentro de casa”, diz. 

    Embora o estresse seja uma fatalidade para muitas pessoas que precisaram alterar repentinamente suas rotinas devido ao isolamento social, Cosma conta que não flexibilizou os cuidados em casa e só saem quando de fato é preciso: “Só saímos quando é necessário mesmo e estamos nos cuidando, lavando as mãos sempre, passando álcool e não deixamos as crianças saírem nas ruas”, afirma. 

    Aos 42 anos, Cosma relata que seus filhos não foram os únicos a terem as aulas suspensas. No início do ano se matriculou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para concluir os estudos. 

    “Eu morava em Pernambuco, vim para cá e logo casei e tive filhos, então eu estudei muito pouco. Só que chegou um momento que eu ia preencher ficha de emprego e as coisas estavam difíceis, foi quando eu decidi que tinha que procurar uma escola. Eu fico triste porque quando eu comecei aconteceu a pandemia”, explica. 

    Agora, conta ansiosa que não vê a hora de voltar a estudar e orgulhosa relata o desempenho que estava tendo nas aulas: “Eu conto os minutos para poder voltar, porque faz a diferença. Eu sei assinar, colocar meus dados direitinho, mas colocar o endereço eu ainda não sei muito, mas vou saber se Deus quiser”, completa com sorriso no rosto.

    E é com esse mesmo sorriso que Cosma e sua família tentam enfrentar umas das piores fases que já viveram, com a esperança de que oportunidades melhores virão: “Após a pandemia eu quero voltar a estudar e meus filhos também para que no futuro tenham uma vida melhor”, finaliza.  

    Doações de cestas básicas 

    Cosma conta como a doação de cestas básicas ajudou sua família durante a pandemia

    Desde março a Fundação Abrinq está arrecadando recursos para a compra de cestas básicas para organizações sociais parceiras, que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, para que realizem a distribuição aos familiares das crianças. Neste mês, a Fundação Julita foi contemplada com 300 cestas que beneficiaram diversas crianças, adolescentes e suas famílias, entre elas, a de Cosma. 

    Ao todo, mais de 19 mil cestas básicas com alimentos e itens de higiene e limpeza foram doadas para famílias de todo o Brasil. Confira algumas fotos aqui.

    Você também pode fazer parte dessa ação e ajudar quem mais precisa de apoio agora. Clique aqui para doar uma cesta básica.   

    * Nomes alterados para preservar a identidade das crianças.  

  • Fundação Abrinq lança campanha de combate à fome durante a pandemia

    Fundação Abrinq lança campanha de combate à fome durante a pandemia

    Com a pandemia que afetou o Brasil em fevereiro e o cenário econômico que o país está passando desde então, muitas crianças e suas famílias encontram-se em situação de vulnerabilidade social.

    A exposição dessas pessoas ultrapassa o perigo iminente do Coronavírus e se expande para outros fatores como o risco à violência, falta de acesso à recursos básicos como alimentação e itens de higiene pessoal e tantas outras fragilidades. 

    A suspensão das aulas para conter o avanço da doença, embora necessária, trouxe novas dificuldades para milhares de famílias. Sem acesso à escola, inúmeras crianças ficaram sem ter o que comer, sendo sua principal refeição a merenda antes oferecida. 

    Para ajudar a minimizar estes impactos, a Fundação Abrinq lançou a campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus, com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de alimentos e kits de higiene e limpeza para doar às famílias que precisam. 

    As doações arrecadadas serão destinadas a organizações sociais, que atendem diretamente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, para que possam realizar a distribuição dos itens às famílias das crianças. 

    Ao todo, mais de 5 mil famílias serão beneficiadas em todo o Brasil. 

    Você também pode fazer a diferença! Clique aqui e saiba como ajudar. 
     

  • Dia de Doar: uma ação para aquecer o coração das pessoas e promover as causas sociais

    Dia de Doar: uma ação para aquecer o coração das pessoas e promover as causas sociais

    O movimento que tem como objetivo promover o engajamento e solidariedade da sociedade com causas sociais surgiu em 2012, no Estados Unidos, mas só foi instaurado no Brasil um ano depois, pelo Movimento por uma Cultura de Doação. Em 2014, a Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR) passou a ser a responsável pela ação no país. 

    Por tradição, o Dia de Doar acontece sempre na primeira terça-feira após o Dia de Ação de Graças, posterior também a Black Friday, e nos outros países é intitulado como Terça-feira da Doação (Giving Tuesday). Neste ano ele será realizado no dia 3 de dezembro. 

    Entenda sua importância 

    O Dia de Doar é uma maneira de promover a cultura de doação no Brasil e no mundo. Para isso, são criados diversos materiais de divulgação que visam conscientizar as pessoas sobre a importância de apoiarem causas sociais. 

    O movimento vem crescendo a cada ano e, só em 2018, mais de 22 mil pessoas foram impactadas e R$ 1,2 milhão foi arrecadado por diversas instituições em doações online. 

    Entre tantas causas fundamentais para um mundo mais justo e generoso para todos, a causa da infância é uma que precisa do seu apoio. Conheça o trabalho da Fundação Abrinq e, neste ano, doe esperança para as crianças do Brasil! Clique aqui. 

    Fazer a diferença nunca foi tão fácil!