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  • De Manaus a Blumenau, organizações ampliam ações de educação complementar com o apoio da Fundação Abrinq

    De Manaus a Blumenau, organizações ampliam ações de educação complementar com o apoio da Fundação Abrinq

    O acesso à educação vai além da sala de aula. Em diferentes regiões do Brasil, organizações da sociedade civil desenvolvem iniciativas que complementam a aprendizagem, oferecem novos espaços de convivência e criam oportunidades para que crianças e adolescentes permaneçam na escola e ampliem seu desenvolvimento.

    No ciclo 2026-2027 do Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, com apoio da Fundação Rainer Blickle, dez organizações integram o eixo de educação complementar. Os projetos são desenvolvidos em nove estados brasileiros e atendem públicos com diferentes perfis e necessidades, como crianças hospitalizadas, adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA), estudantes com altas habilidades ou superdotação e jovens que vivem em territórios marcados por vulnerabilidades sociais.

    Ao longo do ciclo, as iniciativas recebem apoio financeiro e acompanhamento técnico para qualificar suas ações e ampliar o atendimento às crianças, aos adolescentes e às suas famílias.

    Conheça as organizações que integram o eixo de educação complementar:

    Instituto Internacional Aliança da Amazônia

    Manaus – AM
    Projeto Movimentando Sonhos

    Aliança da Amazônia

    O projeto Movimentando Sonhos atende 100 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em um cenário marcado pelos altos índices de evasão escolar no Amazonas e pela escassez de oportunidades de apoio pedagógico em bairros periféricos e comunidades mais afastadas.

    A iniciativa desenvolve oficinas de leitura, escrita e matemática, realiza avaliações periódicas de aprendizagem e mantém encontros com escolas parceiras para acompanhar a trajetória escolar dos participantes.

    Por meio do convênio com a Fundação Abrinq, o projeto passou a oferecer acompanhamento pedagógico individualizado para crianças e adolescentes com maior defasagem na aprendizagem, incorporou novas oficinas de leitura e matemática e contratou três pedagogos para ampliar e qualificar o atendimento.

    Sociedade Comunitária São João Batista

    Belém – PA
    Projeto Crescer com Cidadania

    São João Batista

    O projeto Crescer com Cidadania atende 80 crianças de 6 a 12 anos em um contexto marcado pelos altos índices de distorção idade-série, indicador que aumenta o risco de evasão escolar. Muitas crianças também convivem com situações de violência doméstica, negligência e trabalho infantil.

    As atividades incluem oficinas de leitura, escrita criativa e matemática lúdica, acompanhamento psicossocial das crianças e de suas famílias e reuniões periódicas com escolas parceiras para acompanhar o desenvolvimento escolar dos participantes.

    Com o convênio da Fundação Abrinq, a organização implantou as novas oficinas, passou a realizar visitas domiciliares e contratou um assistente social e dois educadores sociais para ampliar o acompanhamento das famílias e a articulação com a rede de ensino.

    “A parceria entre a nossa instituição e a Fundação Abrinq fortalece a rede de proteção social local e qualifica a nossa intervenção técnica, ampliando o alcance as políticas públicas e superando as vulnerabilidades por meio de ações integradas e continuadas. É uma união que protege e transforma”, afirma Cleidiane Corrêa, representante da organização.

    Associação Caminhando Para Mais um Sonho

    Várzea Grande – MT
    Projeto Mãos que Acolhem

    mais um sonho

    O projeto Mãos que Acolhem atende 230 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos em um município onde o crescimento da pobreza tem comprometido o acesso à educação e a outros direitos básicos.

    Além do acompanhamento pedagógico individualizado, a iniciativa oferece oficinas de leitura, literatura e matemática, realiza visitas domiciliares e mantém encontros periódicos com escolas para acompanhar a evolução dos participantes.

    O convênio com a Fundação Abrinq possibilitou a implantação de novas atividades voltadas ao apoio pedagógico e a contratação de um psicopedagogo e dois educadores sociais, ampliando o acompanhamento das crianças, dos adolescentes e de suas famílias.

    Centro de Assistência Social Divina Misericórdia

    Curitiba – PR
    Projeto Divina Brincadeira

    O projeto Divina Brincadeira atende 220 crianças de 6 a 12 anos na Cidade Industrial de Curitiba, bairro que concentra elevados índices de violência e abandono escolar.

    A organização desenvolve oficinas socioeducativas, atividades de mediação de leitura e jogos cooperativos, criando espaços que estimulam a aprendizagem, a convivência e a participação das famílias.

    A parceria com a Fundação Abrinq possibilitou a implantação de uma biblioteca, novas oficinas de mediação de leitura e jogos cooperativos e a contratação de um psicólogo e um educador social. As famílias também passaram a participar das oficinas ao lado das crianças, fortalecendo sua presença na rotina do projeto.

    Instituto Rogerio Steinberg

    Rio de Janeiro – RJ
    Projeto Superdotados em Foco: Educação STEAM para o Desenvolvimento de Talentos

    Instituto Rogerio

    O projeto atende 100 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos com altas habilidades ou superdotação que vivem em situação de vulnerabilidade social. Além dos desafios econômicos, muitos enfrentam a falta de reconhecimento e de estímulos adequados para desenvolver seu potencial na escola.

    A iniciativa reúne oficinas de português, matemática e redação, atividades de robótica, impressão 3D e cultura maker, utilizando uma metodologia baseada na Base Nacional Comum Curricular e em referências sobre desenvolvimento de talentos.

    Com o convênio da Fundação Abrinq, o projeto contratou dois professores, incorporou a plataforma MangaHigh para acompanhamento individual da aprendizagem e ampliou o acesso dos participantes a recursos tecnológicos voltados ao desenvolvimento de competências acadêmicas e criativas.

    Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco

    Recife – PE
    Projeto Cuidado Integral

    Grupo criança carente

    O projeto Cuidado Integral atende 225 crianças em tratamento oncológico, que frequentemente permanecem longos períodos afastadas da escola, da convivência social e da rotina familiar.

    As atividades acontecem em brinquedotecas e incluem oficinas educativas, artísticas, recreativas e momentos de socialização, reconhecendo o brincar como parte importante do cuidado e do desenvolvimento infantil durante o tratamento.

    A parceria com a Fundação Abrinq possibilitou a qualificação das brinquedotecas com novos materiais pedagógicos e a contratação de um educador social e um assistente social para ampliar o acompanhamento das crianças e de suas famílias.

    Centro Despertar da Criança e do Adolescente

    Guajará-Mirim – RO
    Projeto Sementes do Amanhã

    Centro despertar

    O projeto Sementes do Amanhã atende 280 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos em uma região de fronteira entre Brasil e Bolívia, onde comunidades urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas convivem com dificuldades de acesso à educação e a outros serviços públicos.

    A organização desenvolve oficinas de leitura e matemática, acompanhamento psicossocial, visitas domiciliares e encontros com escolas parceiras para acompanhar a trajetória escolar dos participantes.

    O convênio com a Fundação Abrinq permitiu ampliar as atividades de apoio pedagógico e contratar uma psicopedagoga, um assistente social e um educador social, fortalecendo o acompanhamento das crianças, dos adolescentes e de suas famílias.

    Associação Casa de Jairo

    Blumenau – SC
    Projeto Traçando Caminhos da Aprendizagem

    Casa de Jairo

    O projeto Traçando Caminhos da Aprendizagem atende 140 adolescentes de 14 a 16 anos em comunidades do Vale do Itajaí, onde muitos jovens encontram dificuldades para concluir os estudos e ingressar no mundo do trabalho.

    Além de atividades esportivas, culturais e de musicalização, a organização realiza acompanhamento pedagógico, visitas domiciliares e encontros com escolas e famílias para acompanhar o desenvolvimento dos adolescentes.

    Por meio do convênio com a Fundação Abrinq, foram implantadas oficinas de leitura e letramento digital e contratados um psicólogo e dois educadores sociais, ampliando as oportunidades de aprendizagem e preparação para o futuro.

    Associação de Pais, Mães e Amigos dos Autistas de Chapecó e Região

    Chapecó – SC
    Projeto Fortalecer

    O projeto Fortalecer atende 80 adolescentes de 14 a 18 anos com transtorno do espectro autista (TEA), público que frequentemente enfrenta dificuldades relacionadas à interação social, atenção e aprendizagem.

    A iniciativa promove oficinas educativas, atividades artísticas, musicalização, rodas de conversa, acompanhamento individual e encontros com escolas e famílias para apoiar o desenvolvimento dos participantes.

    Com o convênio da Fundação Abrinq, a organização contratou um assistente social e dois educadores sociais e ampliou as atividades voltadas ao desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos adolescentes.

    Instituto Cultural e Esportivo Meu Futuro

    Guarulhos – SP
    Projeto Construindo o Futuro

    Construindo o Futuro atende 80 crianças e adolescentes do Parque Primavera, território marcado por infraestrutura precária, baixa renda e poucas oportunidades de acesso à educação, à cultura e ao lazer.

    A organização oferece reforço escolar em português e matemática, clubes de leitura, laboratórios de ciências, aulas de informática, grupos de estudo, orientação vocacional e visitas a museus, bibliotecas e centros culturais.

    O convênio com a Fundação Abrinq possibilitou a contratação de dois educadores sociais, ampliando a capacidade de atendimento do projeto e o acompanhamento das atividades desenvolvidas com as crianças e os adolescentes.

  • Crianças e adolescentes de Campos Sales – CE têm acesso à água potável com apoio da Fundação Abrinq

    Crianças e adolescentes de Campos Sales – CE têm acesso à água potável com apoio da Fundação Abrinq

    Campos Sales é uma cidade localizada no extremo Sul do Ceará. Com pouco mais de 27 mil habitantes, a região sofre com a seca e a falta de saneamento básico para a maior parte de sua população. 

    Segundo dados do Instituto Água e Saneamento, 90,23% dos habitantes do município não têm acesso à rede de esgoto. No dia a dia, isso reflete em maiores riscos à saúde e ao desenvolvimento especialmente das crianças e dos adolescentes. 

    Foi em partes por causa deste cenário que a Fundação Abrinq decidiu apoiar a Associação Comunitária do Guarani, que atende 143 crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, com o projeto Recompondo Aprendizagens com Arte, Educação e Cultura, voltado para a educação complementar. 

    A organização, localizada em Campos Sales, participa do Programa Nossas Crianças, cujo objetivo é fortalecer organizações da sociedade civil que atendem de forma gratuita e direta crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, e recebe mensalmente o apoio técnico e financeiro da Fundação Abrinq. 

    “Em 2023 conseguimos ser contemplados pelo Programa Nossas Crianças e estamos com essa parceria com a Fundação Abrinq que tem sido um verdadeiro divisor de águas para a vida das nossas crianças e da própria instituição. Quando chegou esse recurso financeiro, a gente pôde proporcionar uma alimentação melhor para as crianças, a aquisição de materiais pedagógicos, de jogos e brinquedos educativos, foi um leque de oportunidades, nós conseguimos proporcionar um crescimento integral para as crianças e os adolescentes que estão dentro da instituição, sendo beneficiados com as ações desenvolvidas com esse apoio. A parceria impactou diretamente essas crianças, porque elas começaram a ter mais oportunidades”, explica Cícera Alencar, gestora da Associação Comunitária do Guarani.

    Parte do recurso financeiro destinado à organização é utilizado para a compra de água mineral para as crianças e os adolescentes atendidos. A necessidade surgiu devido à falta de acesso à água potável: parte dos estabelecimentos da região utilizam cisternas – reservatórios – que são abastecidas pela prefeitura com água de açude. No entanto, a água utilizada para o abastecimento não é apta para o consumo. Apesar de essencial, o seu uso é restrito para a limpeza da organização e utilização dos banheiros. Para que a instituição tenha acesso à água potável, ela precisa acionar um caminhão pipa que, uma vez por semana, abastece um tambor localizado na cozinha da associação, para que assim possa preparar as refeições das crianças. 

    Essa não é uma realidade exclusiva da organização, boa parte das famílias atendidas também não possuem acesso à água encanada e precisam comprar, toda semana, água do caminhão pipa para que possam beber e cozinhar. Um custo alto para muitas delas.

    Com o apoio da Fundação Abrinq, a Associação Comunitária do Guarani instalou um bebedouro para as crianças e os adolescentes que é abastecido com água mineral. No início, a novidade gerou tanta alegria para as crianças, que era comum vê-las enchendo suas garrafas de água para que pudessem levar para casa. Para muitas, esta talvez seja a única forma de terem acesso a água limpa. 

    Além do acesso à água, as crianças e os adolescentes integrantes do projeto Recompondo Aprendizagens com Arte, Educação e Cultura participam diariamente, durante o contraturno escolar, de oficinas e aulas sobre a Língua Portuguesa e Matemática, mediadas por educadoras contratadas com o recurso da parceria com a Fundação Abrinq. Em meio às brincadeiras adaptadas para cada faixa etária, elas aprendem a tabuada, somar, subtrair, melhoram a leitura e ampliam seus repertórios enquanto se divertem. 

    Fundação Abrinq - Programa Nossas Crianças

     

    “A maioria das crianças chegavam bem tímidas, sem conseguir interagir com os colegas, e hoje você percebe que elas se sentem à vontade. Tem criança que não conhecia os números e agora já conhece até o cinco, crianças que tinham dificuldade com multiplicação e hoje estão avançando, são fatos que fazem toda a diferença tanto na vida delas, como na nossa, de educador social, porque percebemos que estamos transformamos vidas. Como diz Paulo Freire ‘a Educação transforma pessoas’”, compartilha Tamires, educadora social de Matemática na Associação Comunitária do Guarani. 

    Vitória, de 8 anos, é uma das crianças beneficiadas pela iniciativa. Antes de participar da associação, sua mãe conta que recebia, constantemente, reclamações da escola pela falta de envolvimento dela nas atividades e até mesmo pela dificuldade com a escrita e a leitura. 

    “Antes só vinha reclamação da escola. Quase todo dia vinha uma reclamação que ela não estava criando no quadro, só fazia umas ‘garrancheiras’. Só fazia o nome faltando letra. Conversei com ela, chamei a atenção, mas ela está melhorando mesmo na associação. Porque as meninas ensinam, têm paciência, porque tem gente que não tem, fica gritando, humilhando, dizem que não sabe. Mas na associação, as professoras ajudam. É ótimo!”, conta Edivania, mãe da Vitória. 

    Para a Simone, mãe da Cecília, de 10 anos, o projeto também proporciona alívio e até segurança para os pais, uma vez que ela e seu marido podem trabalhar tranquilos sabendo que sua filha está sendo bem cuidada. 

    “Eu acho muito bom. Para mim é um sossego e um alívio, porque sei que minha filha está sendo guardada, bem cuidada, bem alimentada, porque ela adora as comidas da associação. Eu trabalho e meu esposo também, a gente vê a rua e nós sabemos que é difícil, não podemos deixar um filho sozinho em casa ou sozinho na rua, e estando na associação, eu vou trabalhar tranquila porque sei que são pessoas de responsabilidade, sei que ela não está passando nenhuma necessidade. Para mim é bom demais, é uma ajuda inexplicável”, compartilha Simone.  

    Além da segurança, Simone também ressalta a importância do projeto para o desenvolvimento da Cecília: “é um complemento para o estudo. Tem ajuda nas aulas de matemática, de português, o esporte é muito bom, na associação ela está sempre se movimentando, não é sedentária”, complementa Simone. 

    Fundação Abrinq - Programa Nossas Crianças

    Além das oficinas, a associação conseguiu, com o apoio da Fundação Abrinq, contratar uma assistente social para que pudesse ter uma atuação mais direcionada para o desenvolvimento e aprendizado de cada criança e adolescente, bem como trabalhar com as famílias, entendendo assim o contexto que cada criança vivencia fora da organização. 

    “Hoje temos a oportunidade de ter uma assistente social exclusiva para acompanhar as crianças e os adolescentes, temos uma pedagoga também para realizar esse acompanhamento escolar, os educadores sociais e, muitas vezes, se não tivéssemos esse apoio da Fundação Abrinq, nós não teríamos como contratá-los, porque precisamos ter o profissional dentro da instituição, mas também precisamos ter esse apoio financeiro para que possamos realmente ter um serviço de qualidade de acordo com o que o projeto propõe”, relata Cícera. 

    Assim como a Associação Comunitária do Guarani, outras 37 organizações da sociedade civil, espalhadas por todo o Brasil, participam do Programa Nossas Crianças da Fundação Abrinq, que conta com a parceria da Fundação Rainer Blickle, para que possam potencializar seus projetos e qualificar o atendimento ofertado às crianças e aos adolescentes. 

    Saiba mais sobre o programa aqui.

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  • Saiba mais sobre as organizações apoiadas pela Fundação Abrinq que atuam com educação complementar

    Saiba mais sobre as organizações apoiadas pela Fundação Abrinq que atuam com educação complementar

    Trabalhar com organizações da sociedade civil que se dedicam à educação complementar é uma maneira de fortalecer o desenvolvimento das crianças. Essas organizações proporcionam espaços onde os pequenos podem explorar seus interesses, desenvolver novas habilidades e descobrir potenciais que, de outra forma, poderiam permanecer escondidos.

    Por entender o significado de apoiar organizações que atuam nesse segmento, a Fundação Abrinq selecionou algumas delas, com o objetivo de enfrentar os desafios da educação em comunidades vulneráveis e criar oportunidades significativas para crianças e adolescentes em todo o Brasil. Conheça cada uma das beneficiárias:

    ASSOCIAÇÃO BATISTA DE AÇÃO SOCIAL (ABASC)

    Local: Curitiba – PR
    Projeto: Projeto AGIR
    Quantidade de beneficiários: 204 crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos e 11 meses.

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    A Associação Batista de Ação Social (ABASC) atua em Curitiba – PR, oferecendo apoio a crianças e adolescentes que, fora do ambiente escolar, ficam sem a supervisão de um responsável. Essa falta de supervisão coloca os pequenos em situação de vulnerabilidade, expondo-os a riscos como tráfico, prostituição, violência e trabalho infantil.

    Com o Projeto AGIR, a ABASC busca reduzir esses riscos, promovendo oficinas socioeducativas que não apenas oferecem proteção, mas também desenvolvem habilidades essenciais, como leitura, escrita e raciocínio lógico. Essas atividades são fundamentais para fortalecer os laços familiares e comunitários e proporcionar um ambiente de convivência social saudável.

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    O projeto tem como objetivos específicos contribuir para a permanência dessas crianças e adolescentes no sistema educacional, despertar o interesse deles por áreas como música, esporte, arte e informática, e melhorar suas capacidades acadêmicas. Para isso, são realizadas oficinas, palestras e ações de articulação com escolas e outras instituições, promovendo um ambiente propício ao desenvolvimento integral dos jovens atendidos.

    “A parceria com a Fundação Abrinq proporcionou a ampliação do projeto AGIR, possibilitando a inclusão de mais crianças e de novos locais de atendimento. Além disso, esse apoio trouxe melhor qualidade para a alimentação dos participantes e reforço no material didático, proporcionando um incremento significativo na metodologia desenvolvida”, relata Martha Zimermann de Morais, diretora executiva da ABASC.

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    ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO GUARANI

    Local: Campos Sales – CE
    Projeto: Recompondo Aprendizagens com Arte, Educação e Cultura
    Quantidade de beneficiários: 143 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos

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    A Associação Comunitária do Guarani se destaca como a única organização na região que oferece atividades de contraturno escolar. No contexto pós-pandemia, a associação enfrenta desafios significativos, observando um retrocesso no desenvolvimento de habilidades e competências básicas, como leitura, escrita e matemática, entre as crianças e os adolescentes atendidos. Esse déficit de aprendizagem não só afeta o desempenho acadêmico, mas também impacta negativamente outras áreas, como a socialização e a saúde mental, com relatos crescentes de ansiedade e depressão na infância.

    Diante desse cenário, a Associação Comunitária do Guarani visa combater a evasão escolar, monitorando de perto a frequência, as notas e o desenvolvimento escolar dos jovens junto às escolas locais. O projeto proposto pela associação busca qualificar o processo de diagnóstico das defasagens na aprendizagem, implementando atividades educativas baseadas em nivelamentos de aprendizagem e proporcionando acompanhamento psicopedagógico a todos os atendidos. Essa abordagem é fundamental para identificar as necessidades individuais e promover intervenções eficazes.

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    O projeto possui três objetivos específicos: primeiro, oferecer oficinas educativas e culturais para desenvolver habilidades e competências em leitura, escrita e matemática, além de acompanhamento psicopedagógico individualizado. Segundo, promover o protagonismo das famílias na educação dos filhos, por meio de atendimento individualizado e reuniões coletivas com as famílias. E terceiro, fomentar o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e digitais, auxiliando na recomposição das aprendizagens educacionais. Por meio dessas iniciativas, a associação busca criar um ambiente de apoio que permita a recuperação e o progresso dos jovens afetados pelo impacto educacional da pandemia.

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    ASSOCIAÇÃO CRIANÇA FELIZ

    Local: Caxias do Sul – RS
    Projeto: Projetando o Futuro
    Quantidade de beneficiários: 250 crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos

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    A Associação Criança Feliz, localizada em Caxias do Sul – RS, enfrenta desafios relacionados ao acesso à inclusão digital e à tecnologia da informação, agravados pela defasagem escolar. Esses fatores contribuem para o desestímulo das crianças e dos adolescentes, levando ao abandono escolar e ao aumento das desigualdades sociais. Essa situação compromete a saúde mental dos pequenos, além de impactar negativamente no desenvolvimento, na aprendizagem e na qualidade de vida, aumentando a carência de uma alimentação adequada.

    O projeto da Associação Criança Feliz visa melhorar o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes ao estimular o interesse pelos estudos, pelo raciocínio lógico e pela interpretação de textos. Com a implementação de atividades que promovem a concentração e o desenvolvimento cognitivo, o projeto espera que os jovens melhorem a elaboração de trabalhos escolares, criem currículos mais eficazes e se inscrevam em cursos com maior segurança. Além disso, pretende ampliar o conhecimento sobre ferramentas digitais e redes sociais, ao mesmo tempo em que melhora a segurança alimentar dos atendidos.

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    Para alcançar esses objetivos, o projeto é estruturado em três frentes principais: o primeiro objetivo é possibilitar o acesso a recursos de inclusão digital e tecnologia da informação; o segundo foca no aprimoramento da leitura e escrita através de aulas interativas e produções para a comunidade; e o terceiro objetivo oferece uma gama de atividades educativas e culturais, como oficinas de música, esportes, dança e arte, além de encontros com as famílias e a comunidade. Essas iniciativas visam fortalecer vínculos e promover o engajamento comunitário, buscando transformar a realidade dos jovens atendidos.

    “Com o apoio da Fundação Abrinq é possível qualificar as atividades oferecidas às crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento da Associação Criança Feliz, em especial nas oficinas de inclusão digital, oficina literária e educação complementar. Isso vem contribuindo para a melhora da leitura e escrita, do raciocínio lógico e do auxílio nas dificuldades escolares, além da oportunidade de ampliar a diversidade do cardápio, oferecido nos momentos de refeição, levando a uma melhora nutricional. Somos agradecidos por essa parceria que vem fazendo a diferença no dia a dia das crianças”, afirma Camila Henz, coordenadora da instituição.

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    CENTRO DE PROMOÇÃO DA VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES [CEPROVI]

    Local: São Luís – MA
    Projeto: Ateliê da Leitura
    Quantidade de beneficiários: 85 crianças e adolescentes de 4 a 18 anos

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    O Centro de Promoção da Vida de Crianças e Adolescentes, localizado em São Luís – MA, desenvolve o projeto Ateliê da Leitura para atender uma comunidade vulnerável, onde muitas famílias vivem em situação de extrema pobreza e têm pouco acesso aos serviços da rede de proteção. A falta de vagas no ensino público regular é um problema constante, e mesmo quando essas vagas estão disponíveis, a qualidade pedagógica das escolas é frequentemente insuficiente. A combinação desses fatores, agravada pelo impacto da pandemia, resultou em casos graves de defasagem escolar entre crianças e adolescentes do município.

    O projeto busca contribuir para a inclusão social das crianças e dos adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social, utilizando práticas educacionais que promovem o desenvolvimento da leitura e da linguagem matemática, além de democratizar o acesso aos livros. Entre as principais atividades esperadas durante o convênio da Fundação Abrinq, estão a construção de laboratórios de matemática e língua portuguesa, a realização de oficinas de aprendizagem lúdicas, estimulação à leitura na biblioteca comunitária e oficinas de recreação e jogos pedagógicos. Essas ações visam apoiar o processo de escolarização e fomentar o prazer pela leitura desde cedo.

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    Além disso, o projeto dedica-se à formação cidadã dos adolescentes, preparando-os para o ingresso no ensino superior em universidades públicas por meio de cursinho popular, que oferece disciplinas preparatórias, simulados, rodas de conversa, gincanas do saber e oficinas de projeto de vida. Para garantir a funcionalidade da biblioteca comunitária do CEPROVI, o projeto também pretende ampliar o acervo literário, promovendo empréstimos de livros para a comunidade e realização de oficinas de formação de mediadores de leitura, envolvendo familiares e a comunidade.

    “Graças à Fundação Abrinq, conseguimos adquirir materiais didáticos de qualidade, o que tem feito uma enorme diferença no rendimento das crianças do projeto. O apoio tem ajudado elas a desenvolverem melhor a leitura e a escrita, habilidades essenciais para o sucesso em todas as disciplinas. Na matemática, tem permitido que elas compreendam e apliquem conceitos básicos com mais segurança e autonomia. O convênio também nos deu a oportunidade de criar um ambiente mais acolhedor e propício ao aprendizado, onde cada criança é incentivada a superar suas dificuldades e a conquistar novas habilidades. Essa parceria tem sido um pilar importante para garantir que essas crianças tenham as ferramentas necessárias para um futuro mais promissor”, conta Rosiete Câmara, coordenadora da organização.

    FUNDAÇÃO ACOLHER

    Local: Ilha do Mosqueiro – PA
    Projeto: Projeto ISCA
    Quantidade de beneficiários: 100 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos
     

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    A Fundação Acolher, localizada na Ilha do Mosqueiro, no Pará, desenvolve o Projeto ISCA como resposta para os altos índices de trabalho infantil e violência doméstica e sexual na região, agravados pelo aumento do turismo em períodos de férias. A organização identificou que muitas crianças e muitos adolescentes atendidos apresentam graves dificuldades em português básico e raciocínio lógico, desafios que são intensificados pelos contextos familiares, onde a maioria das famílias não são letradas e têm problemas em auxiliar seus filhos no processo de aprendizagem. Diante desse cenário, a equipe da Fundação Acolher oferece suporte educacional de acordo com as defasagens identificadas.

    O impacto esperado do Projeto ISCA é ampliar a carga horária de atendimento e qualificar o trabalho realizado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O objetivo é desenvolver dados mais detalhados sobre o público atendido para garantir os direitos de acesso à educação, saúde e lazer, visando o pleno desenvolvimento das famílias e preparando-as para o exercício da cidadania. Além disso, o projeto busca fortalecer os diálogos com as escolas e outros equipamentos da Rede de Proteção do município, promovendo um ambiente mais seguro e inclusivo para as crianças e os adolescentes.

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    As atividades do projeto são estruturadas em três objetivos principais. O primeiro é estimular o desenvolvimento dos atendidos por meio de atividades socioeducativas, incluindo oficinas esportivas de jiu-jitsu, capoeira, dança e outras modalidades, além de reforço escolar com foco em leitura e escrita e oficinas de artes cênicas que combinam teoria e prática. O segundo objetivo é fortalecer os vínculos familiares e comunitários, por meio de reuniões mensais, palestras intersetoriais e visitas domiciliares. Por fim, o terceiro objetivo é promover o fortalecimento do território com a realização de eventos trimestrais que apresentam as oficinas e expõem as atividades desenvolvidas, envolvendo toda a comunidade e os equipamentos da Rede de Proteção em um espaço público.

    “É tanta gratidão que fica difícil até de descrever o quanto ficamos felizes em relatar o crescimento do nosso trabalho desde o dia em que iniciamos a parceria com a Fundação Abrinq. Estar com a organização incentivando financeiramente as atividades do nosso projeto traz uma satisfação em fazer muito mais, pois sabemos que podemos contar com esse apoio no final de cada etapa. E isso é perceptível em cada movimento dos nossos alunos, no falar, na motivação, na participação”, relata Antônia Freitas, coordenadora da organização.

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    INSTITUTO RESTAURAR

    Local: Manaus – AM
    Projeto: Projeto Social Laços de Amor
    Quantidade de beneficiários: 140 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos

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    O Instituto Restaurar, em Manaus – AM, está à frente do Projeto Social Laços de Amor, uma iniciativa que surgiu em resposta aos desafios educacionais que se intensificaram durante a pandemia de COVID-19. A organização, que já atuava nos bairros Tarumã e Cidade Nova, percebeu um aumento nas dificuldades de letramento e interpretação de texto entre as crianças e os adolescentes atendidos. Embora o Núcleo de Empoderamento Familiar (NEF), no bairro Cidade Nova, já oferecesse apoio a várias faixas etárias, ele não atendia crianças de 7 a 12 anos. O projeto busca justamente preencher essa lacuna, focando na superação das defasagens educacionais e na prevenção da evasão escolar.

    Com o Projeto Social Laços de Amor, a expectativa é expandir o atendimento no NEF e fortalecer os laços com as escolas do bairro Cidade Nova. A ampliação desse público exigirá um mapeamento detalhado das necessidades educacionais, permitindo a criação de diagnósticos precisos e planos de intervenção personalizados para cada criança. Além disso, o projeto visa aumentar a participação da comunidade por meio de eventos, seminários e campanhas, com o objetivo de melhorar o desempenho escolar dos atendidos e promover um ambiente de aprendizado mais inclusivo e eficaz.

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    As ações do projeto são organizadas em três eixos principais. O primeiro envolve a realização de atividades socioeducativas para identificar e enfrentar as dificuldades de aprendizagem, com oficinas de letramento, dança, futebol e judô, além de atendimento psicológico individualizado. O segundo eixo foca na inclusão digital, oferecendo oficinas de informática básica em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM). O terceiro eixo busca fortalecer os vínculos familiares e comunitários por meio de palestras, rodas de conversa, atendimento psicossocial e visitas domiciliares, garantindo uma compreensão mais ampla das condições socioeconômicas das famílias atendidas e promovendo seu desenvolvimento integral.

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    INSTITUTO POLITRIZ

    Local: Uberlândia – MG
    Projeto: Projeto Reescrevendo Histórias
    Quantidade de beneficiários: 300 crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos

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    O Instituto Politriz, situado em Uberlândia – MG, desenvolve o Projeto Reescrevendo Histórias, que visa enfrentar desafios graves enfrentados pelas famílias atendidas. Essas famílias, em sua maioria, enfrentam problemas como violência doméstica, uso de substâncias psicoativas e baixa qualificação profissional, o que afeta diretamente seu poder aquisitivo. Além disso, a falta de acesso a uma educação de qualidade, cuidados de saúde adequados, segurança alimentar e espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer agrava ainda mais a situação.

    O impacto esperado do projeto é transformar a realidade de vida das crianças e dos adolescentes por meio de ações mobilizadoras e atividades socioeducativas, educativas e culturais. Essas atividades têm como objetivo desenvolver novas habilidades e competências, promovendo uma formação integral que abranja os aspectos social, humano, físico e intelectual dos participantes. O projeto busca usar a arte e a cultura como ferramentas para afastar os jovens de episódios de violência e envolvimento com a criminalidade, além de contribuir para a superação da vulnerabilidade social das famílias, sempre respeitando a dignidade e os direitos das crianças e dos adolescentes.

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    As atividades do projeto são divididas em três objetivos principais. O primeiro é despertar o interesse pela musicalização, oferecendo aulas práticas e interativas em oficinas de violão, violino, violoncelo e práticas de orquestra. O segundo objetivo é estimular o interesse pela dança, com aulas práticas de hip hop, sapateado e capoeira. O terceiro foco é despertar o interesse pela arte em geral, através de oficinas de artes circenses, artes visuais e oficinas temáticas que envolvem não só as crianças e os adolescentes, mas também suas famílias e grupos de mulheres. Essas atividades são parte de uma proposta pedagógica que valoriza o aprendizado social e cultural, preparando os jovens para conviver, ser, conhecer e fazer, de forma a colaborar na sua educação e formação integral.

    “A parceria com a Fundação Abrinq vai além do apoio financeiro, pois abriu novos horizontes para a gestão do Instituto Politriz, que adotou outras abordagens e validou as estratégias já utilizadas, a fim de melhorar a qualidade do nosso trabalho. A parceria também nos ajudou a identificar novas oportunidades e a expandir nossa visão”, conta Ronaldo Sobrinho, colaborador do departamento financeiro da instituição.

    Fots

    Organizações que ainda receberão visitas

    As organizações a seguir receberão visitas técnicas em outubro.

    ASSOCIAÇÃO PROJETO CRESCER

    Local: Lauro de Freitas – BA
    Projeto: Crescendo Juntos: A educação além dos limites
    Quantidade de beneficiários: 103 crianças e adolescentes de 4 a 15 anos

    A Associação Projeto Crescer fica localizada em Lauro de Freitas – BA, um município que apresenta desigualdade social com altas taxas de violência, média salarial das famílias abaixo da nacional e dificuldades na manutenção da qualidade pedagógica na educação pública. Em uma avaliação interna, a organização identificou que metade das crianças e dos adolescentes atendidos pela instituição apresentavam defasagens na aprendizagem, principalmente nas habilidades de leitura, escrita e concentração.

    O projeto da Associação Projeto Crescer busca melhorar o desempenho pedagógico das crianças e dos adolescentes, além de fortalecer suas capacidades sociais, visando o desenvolvimento integral dos alunos. As iniciativas incluem a oficina Alfabetizando e Brincando, que busca utilizar recursos lúdicos como jogos, brincadeiras, músicas e atividades sensoriais para promover o contato e a prática da leitura e da escrita, potencializando o processo de aprendizagem. A organização também quer focar na melhoria das habilidades de leitura, incentivando o interesse por obras literárias brasileiras, com ênfase na cultura afro-brasileira e dos povos originários, por meio de atividades como contação de histórias e leitura de reportagens e materiais jornalísticos.

    Além disso, o projeto inclui a oficina de desenvolvimento socioemocional, que pretende trabalhar com as crianças e os adolescentes temas relacionados à inteligência emocional, autoestima, comunicação e resolução de conflitos. 

    “Este apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes que atendemos. Nestes meses, conseguimos colocar em prática diversas atividades pedagógicas e socioemocionais planejadas para o benefício dos nossos alunos. Além disso, o suporte oferecido pela Fundação Abrinq nos permitiu proporcionar uma alimentação adequada e garantir que as crianças pudessem participar de visitas a espaços educativos enriquecedores. Este apoio não só fortalece nossa missão de transformar vidas, mas também renova nossa esperança e nosso compromisso em oferecer um futuro melhor para essas crianças e esses adolescentes”, afirma Ariane Oliveira, coordenadora da associação.

    INSTITUTO JOINVILLENSE DE EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA

    Local: Joinville – SC
    Projeto: Geração 2030
    Quantidade de beneficiários: 235 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos

    O Instituto Joinvillense de Educação e Assistência, localizado em Joinville – SC, realiza o Projeto Geração 2030, voltado para enfrentar os desafios educacionais em áreas vulneráveis do município. Embora Joinville seja uma cidade desenvolvida, os adolescentes de regiões mais vulneráveis têm enfrentado baixos índices escolares, resultando em dificuldades significativas no avanço do processo de aprendizagem. O projeto busca reverter esse cenário, oferecendo suporte para que as crianças e os adolescentes atendidos pela organização possam melhorar seu desempenho escolar e desenvolver suas habilidades de forma mais eficaz.

    A iniciativa tem como impacto esperado o aperfeiçoamento dos processos de aprendizagem, com o objetivo de proporcionar um ambiente educacional mais produtivo e inclusivo. Para alcançar esse objetivo, o projeto foca em três eixos principais. O primeiro é a construção de um ambiente que favoreça a formação social e o fortalecimento dos vínculos entre os atendidos e suas famílias, por meio de visitas domiciliares, atendimento psicossocial e atividades em grupo. Essas ações são fundamentais para criar uma base sólida de apoio familiar e comunitário, essencial para o sucesso educacional dos adolescentes.

    Além disso, o projeto promove ações artísticas e culturais que incentivam os adolescentes a desenvolverem interesse pela arte e a trabalhar em equipe, através de oficinas de psicomotricidade, dança, esportes e musicalização. O terceiro eixo do projeto é o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e profissionais, com foco na inclusão digital. As oficinas oferecem capacitação em editoração de texto, planilhas eletrônicas e softwares, além de preparar os adolescentes para o mercado de trabalho através de oficinas de projeto de vida e comunicação. O instituto também articula parcerias para garantir vagas de Jovem Aprendiz, proporcionando uma transição mais suave para a vida profissional.

    “Desde o início, a parceria só tem potencializado nossa missão de quebra de ciclos de vulnerabilidade em adolescentes que residem aqui em Joinville e região. Os benefícios vão desde a alimentação com ainda mais riqueza nutricional, melhora nos recursos humanos e o impacto positivo no atendimento em assistência social com disposição de mais visitas para as famílias de nossos educandos”, conta Zoraia Armindo, captadora de recursos do instituto.

    SAMARITANO SÃO FRANCISCO DE ASSIS

    Local: Arujá – SP
    Projeto: Aprendendo com a educação ambiental
    Quantidade de beneficiários: 140 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos

    A organização Samaritano São Francisco de Assis, localizada em Arujá – SP, desenvolve o projeto Aprendendo com a Educação Ambiental, que surgiu a partir da necessidade identificada de trabalhar a temática da educação ambiental com os pequenos em situação de vulnerabilidade socioeconômica atendidos pela organização. A ideia é integrar a educação ambiental no cotidiano dos participantes, promovendo uma relação mais sustentável e respeitosa com o meio ambiente.

    O impacto esperado do projeto é que os jovens desenvolvam uma consciência social e ambiental, aprendendo a cultivar um relacionamento sustentável com a natureza. Para alcançar esse objetivo, o projeto é estruturado em três pilares principais.

    O primeiro objetivo é oferecer ações educativas que ajudem a reduzir a degradação ambiental, incluindo atividades focadas na legislação ambiental brasileira, conscientização ecológica e práticas de sustentabilidade. O segundo objetivo é promover a criação de um ambiente autossustentável, abordando a economia sustentável e oferecendo oficinas de produção com materiais recicláveis.

    O terceiro objetivo visa fortalecer a integração dos jovens com o convívio social, cultural e socioambiental. Isso é feito por meio de parcerias com a comunidade, rodas de conversa, saídas culturais, momentos de troca com os moradores locais e iniciativas que incentivam a diversidade e a inclusão. 

    “Receber apoio da Fundação Abrinq tem sido motivador, pois um projeto que proporciona o desenvolvimento e acolhimento para crianças e adolescentes é um investimento! E a Fundação Abrinq tem nos auxiliado nesse processo. Direcionamento e suporte não nos faltam. Seguimos com bastante expectativa para tudo que ainda vai ser construído”, afirma Letícia Mazurkiewicz de Assis, coordenadora da organização.