Tag: Pode Ser Abuso

  • Fundação Abrinq conclui capacitação para prevenção da violência contra crianças e adolescentes em João Pessoa

    Fundação Abrinq conclui capacitação para prevenção da violência contra crianças e adolescentes em João Pessoa

    A Fundação Abrinq finalizou, em 30 de setembro de 2025, a última etapa da formação “Violência Doméstica e Sexual contra Crianças e Adolescentes”, realizada com profissionais da rede municipal de ensino de João Pessoa. A iniciativa integra a Campanha Pode Ser Abuso e teve como objetivo fortalecer as ações de prevenção e proteção de crianças e adolescentes em ambiente escolar.

    Promovida pela Fundação Abrinq, a formação foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, por meio da área de projetos especiais, e contou com a participação de 158 psicólogos e assistentes sociais de 90 escolas municipais. Ao longo dos meses de julho a setembro, os profissionais participaram de encontros online, elaboraram planos de ação e aplicaram atividades educativas diretamente com os estudantes.

    A proposta é que, a partir do conhecimento adquirido, cada escola desenvolva estratégias próprias de diálogo e acolhimento, contribuindo para a criação de ambientes mais seguros e atentos aos sinais de violência.

    De acordo com Tarciany Lima, psicóloga escolar na Escola Municipal Cantalice Leite Magalhães, em João Pessoa – PB a formação ampliou o olhar dos profissionais sobre o enfrentamento da violência infantojuvenil. Para ela, compreender os protocolos de notificação e encaminhamento de casos suspeitos foi essencial para fortalecer a prática no cotidiano escolar.

    “Entender os procedimentos legais e institucionais faz toda a diferença e nos dá mais segurança para agir”, comenta.

    Tarciany também destaca que o curso trouxe novas ferramentas para o trabalho de prevenção, reforçando a importância de tratar o tema com naturalidade e sensibilidade. Um dos exemplos foi a realização de uma roda de conversa com turmas do ensino fundamental, com o tema “Meu corpo, meus direitos”, abordando o direito à proteção, o limite do toque e a importância de dizer “não” e procurar um adulto de confiança.

    Segundo ela, a receptividade dos alunos foi positiva e, em muitos casos, surpreendente. “As crianças se mostraram curiosas e participativas, enquanto os adolescentes valorizaram ter um espaço para discutir temas que muitas vezes são silenciados”, afirma. Alguns estudantes, inclusive, procuraram apoio individual após as atividades, o que, para a psicóloga, reforça a importância de promover ações contínuas de escuta e acolhimento.

    A profissional também reconhece os desafios enfrentados por quem atua na rede de proteção. Ela aponta que ainda faltam espaços de troca entre os especialistas e protocolos mais claros para o encaminhamento dos casos, o que pode gerar sobrecarga emocional. “Mesmo com essas dificuldades, a formação foi fundamental para me fortalecer, técnica e emocionalmente”, avalia.

    Formação híbrida e foco na prática

    Entre os dias 8 e 15 de julho, os participantes acompanharam três módulos formativos sobre temas como identificação de casos, rede de proteção, escuta qualificada e estratégias pedagógicas de prevenção. Em seguida, entre 16 e 31 de julho, as equipes elaboraram planos de ação personalizados, que foram colocados em prática nas escolas de 4 a 29 de agosto. Essa metodologia híbrida, combinando teoria e prática, foi pensada para garantir que o aprendizado não se restrinja às telas, mas se transforme em ações concretas com impacto real no cotidiano das crianças e adolescentes atendidos.

    O encerramento da formação foi marcado pelo Seminário de Boas Práticas, realizado em 30 de setembro, ocasião em que as escolas apresentaram os resultados das atividades implementadas. O evento destacou experiências de sucesso, como rodas de conversa, dinâmicas educativas e sensibilização de professores, evidenciando como o tema da prevenção à violência vem sendo incorporado à rotina pedagógica.

    Campanha Pode Ser Abuso

    Desde 2018, a Campanha Pode Ser Abuso, promovida pela Fundação Abrinq, tem o compromisso de ampliar a rede de proteção de crianças e adolescentes por meio da capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social. A iniciativa reforça o papel das escolas e dos educadores como agentes fundamentais na promoção de um ambiente seguro e no enfrentamento de toda forma de violência.

  • #PODESERABUSO: a violência sexual ainda é uma realidade para milhares de crianças e adolescentes

    #PODESERABUSO: a violência sexual ainda é uma realidade para milhares de crianças e adolescentes

    No Brasil, em 74,89%* das denúncias de violência sexual, as vítimas são crianças e adolescentes. O indicador representa mais de 55 casos por dia, sem contar a subnotificação de violações que nem são denunciadas.

    Em 2023, A Fundação Abrinq lança a campanha #PODESERABUSO para conscientizar a sociedade sobre a gravidade do tema, com foco em situações cotidianas que, aparentemente, não representam risco, mas podem ser o cenário para casos de violações que marcam a vida inteira de crianças e adolescentes.

    Cinco anos da iniciativa

    Sabendo da gravidade deste tipo de violação e dos traumas causados a inúmeras crianças e adolescentes, a Fundação Abrinq criou, em 2018, a Campanha #PODESERABUSO, para conscientizar a sociedade a respeito do tema e alertar sobre os sinais que podem indicar possíveis casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Durante o ano inicial, o foco foi esclarecer quais são os principais sinais de violação.

    Já em 2019, as consequências na atualidade e no futuro de crianças e adolescentes. Em 2020, a Fundação Abrinq divulgou algumas histórias de crianças que sofreram violência sexual como forma de conscientizar o público. Já em 2021, foi divulgado um manual sobre como proteger as crianças, com informações gerais sobre a violação, as principais formas de violência sexual e outros pontos importantes sobre o tema. Por fim, em 2022, a campanha lançou uma série de vídeos com especialistas para esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o tema, suas consequências e como denunciar.

    Este ano, a campanha completa cinco anos. Porém, isso não é um motivo de comemoração. Falar sobre violência sexual não deveria mais ser necessário, mas ainda é. Por isso, este ano, a campanha #PODESERABUSO traz a reflexão sobre situações que deveriam ser cotidianas e até divertidas para as crianças, mas acabam se tornando um pesadelo que gera traumas para a vida toda.

    Clique aqui e conheça a campanha. 

    A violência sexual contra crianças e adolescentes pode estar mais próxima do que se imagina. Durante um passeio no parque, um treino de futebol, uma viagem em família ou, até mesmo, durante uma simples brincadeira de boneca. É fundamental que a sociedade compreenda que o abuso sexual infantil não está restrito a um único perfil de agressor ou de vítima. A violação pode ocorrer em qualquer lugar, independentemente da classe social, etnia ou gênero. Por isso, é necessário estar atento aos sinais e denunciar qualquer suspeita da violação.

    Como participar

    Neste mês, a Fundação Abrinq lança a campanha com dados atualizados e novas peças para compartilhar em todas as redes sociais, com o objetivo de orientar cada vez mais pessoas sobre este grave problema social. São cartazes, posts para redes sociais e muitos outros conteúdos preparados especialmente para que a população faça parte da iniciativa e ajude a conscientizar as pessoas do seu entorno.

    Ao acessar o site da campanha, você também tem acesso à cartilha Contos da meninada, lançada pelo Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS), organização conveniada ao Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, com relatos verídicos de crianças e adolescentes atendidos pela organização dentro do projeto Fazendo Acontecer, que combate a violência doméstica e sexual. 

    Confira algumas formas de ajudar a combater a violência sexual infantil com os materiais da campanha #PODESERABUSO: 

    • Divulgue os cartazes nas suas redes sociais;
    • Informe a sua rede de contatos sobre a campanha;
    • Compartilhe os materiais com os seus colegas de trabalho;
    • Não esqueça de usar as hashtags: #PODESERABUSO e #FundaçãoAbrinq.

    Edital Programa Nossas Crianças

    Para marcar o dia 18 de maio — Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Fundação Abrinq lança, hoje, o Edital Programa Nossas Crianças, no qual contemplará iniciativas voltadas ao enfrentamento e prevenção da violência doméstica e sexual. Serão mais de R$ 5 milhões de reais investidos em organizações da sociedade civil que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, 30 instituições serão selecionadas para o Ciclo 2024-2025 do programa e receberão o assessoramento técnico e financeiro da Fundação Abrinq para que consigam melhorar o atendimento direcionado à crianças e adolescentes.

    Veja o edital completo e participe! 

    Para Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq, “a participação de toda a sociedade é um dos pilares para que as pessoas saibam identificar e o que fazer ao ter conhecimento de um caso de abuso sexual infantil. A Campanha #PODESERABUSO e o Edital Programa Nossas Crianças somam esforços com diferentes setores da sociedade no combate a esta violação de direitos gravíssima contra a infância e a adolescência no Brasil”.

    Vale lembrar que as denúncias podem ser realizadas pelo do Disque 100 — Disque Direitos Humanos, número 180 — Central de Atendimento à Mulher, ou na delegacia mais próxima.

    *Fontes: Ministério da Saúde e Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

  • Fundação Abrinq lança novo edital para organizações da sociedade civil

    Fundação Abrinq lança novo edital para organizações da sociedade civil

    No último dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Fundação Abrinq lançou um novo edital do Programa Nossas Crianças, desta vez, o processo seletivo está sendo destinado para organizações da sociedade civil que desejam fazer parte do Ciclo 2024-2025 do programa.

    Os projetos inscritos pelas organizações deverão contemplar o eixo de enfrentamento e prevenção à violência doméstica e sexual, ou algum outro dentre os listados no regulamento. O combate ao abuso sexual infantil é questão urgente no país: diariamente, 55 crianças e adolescentes sofrem violação*. Saiba mais no site da campanha Pode Ser Abuso, da Fundação Abrinq.

    Como, em 2023, o Programa Nossas Crianças completa 30 anos de atuação, o edital deste ano selecionará 30 organizações da sociedade civil (OSC) que realizam atendimento direto e gratuito a crianças e adolescentes. Atualmente, são 25 as OSCs conveniadas pela Fundação Abrinq.

    Para Victor Graça, gerente executivo da organização, o aumento no número de instituições conveniadas é visto com muito otimismo. “Nada mais justo do que comemorar o aniversário de 30 anos do Programa Nossas Crianças beneficiando ainda mais crianças e adolescentes”, afirma.

    As inscrições serão aceitas até o dia 30 de junho de 2023 e deverão ser efetuadas na plataforma do programa, mediante o preenchimento do formulário com a inclusão de todas as informações solicitadas.

    Leia o edital completo e não deixe de inscrever a sua organização.

    Como funciona o convênio?

    A cada dois anos, a Fundação Abrinq abre um processo seletivo para que organizações da sociedade civil, que atendem diretamente crianças e adolescentes, possam participar do Programa Nossas Crianças, com projetos que proponham ampliação e qualificação do atendimento a crianças e adolescentes.

    As organizações aprovadas recebem assessoramento técnico e financeiro durante dois anos, o que contribui para que possam ampliar e aprimorar seus atendimentos, realizar melhorias em espaços físicos, adquirir novos materiais pedagógicos, oferecer mais diversidade e qualidade nos alimentos ofertados às crianças e aos adolescentes e melhorar a gestão institucional.

    Após o período de convênio, as OSCs passam a integrar a Rede Nossas Crianças, que tem como objetivo mobilizar e formar as organizações da sociedade civil para que influenciem políticas na área da infância e adolescência e desenvolvam ações transformadoras em prol das crianças e dos adolescentes.

    Atualmente a rede é composta por 221 organizações que já foram e/ou são conveniadas, presentes em 93 municípios, 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Todos os meses, a Fundação Abrinq e as organizações se reúnem para discutir e compartilhar experiências sobre algum assunto de interesse escolhido previamente pelos participantes.

    Regularmente as organizações também são contempladas com doações, de produtos e serviços, realizadas por pessoas físicas e jurídicas.

    Programa Nossas Crianças

    Desde que foi criado, em 1993, o Programa Nossas Crianças já beneficiou 108.095 crianças e conveniou 263 organizações da sociedade civil. Além disso, foi responsável por reformar 22 OSCs pertencentes à Rede Nossas Crianças.

    Confira algumas ações realizadas pela iniciativa:

    Mais de mil crianças e adolescentes assistem ao espetáculo Frozen In Concert

    Veja como a Fundação Abrinq ajudou Leila, de 9 anos, a superar violações do passado

    Organização apoiada pela Fundação Abrinq transforma vidas de adolescentes em situação de vulnerabilidade social

    *Ministério da Saúde e Sistema de Informação de Agravos de Notificação

  • Campanha Pode Ser Abuso reforça a importância da proteção de crianças e adolescentes

    Campanha Pode Ser Abuso reforça a importância da proteção de crianças e adolescentes

    Você sabe reconhecer os sinais de uma criança que está sendo vítima de violência sexual? Esse conhecimento pode fazer a diferença para conter o abuso sexual infantil, o que é essencial em um País em que a cada hora mais de três crianças sofrem algum tipo de violação sexual.

    Diariamente crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos diversos ambientes por eles frequentados. Dessa forma, a família, a sociedade e o poder público devem ser envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e à exploração sexual, alertando principalmente que as vítimas, em sua grande maioria, não têm a percepção do que é a violência.

    Atualmente, quase 80 crianças são vítimas diariamente de algum tipo de violência sexual no Brasil, sendo 86% do sexo feminino, na faixa etária entre 10 e 19 anos. Somente em 2020 foram registrados no país quase 30 mil casos contra crianças e adolescentes, segundo dados do Ministério da Saúde.

    No dia 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, data determinada oficialmente pela Lei 9.970/2000, em memória à menina Araceli Crespo, de 8 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973.

    Realizada desde 2018, a campanha Pode ser Abuso busca mobilizar a sociedade chamando atenção principalmente à consciência de que a violência sexual contra crianças e adolescentes não pode ser normalizada, que esses números precisam mudar e que essa transformação depende do envolvimento de todos. A principal arma para combater a violação é a informação.

    “É importante a consciência de que conter a violência sexual infantil é um papel de todos nós. Precisamos proteger as crianças e, para isso, é fundamental entender os sinais de alerta, as mudanças de comportamento, além de conhecer os caminhos para efetuar uma denúncia. O objetivo da Fundação Abrinq com a campanha Pode ser Abuso é mudar esse cenário de violência infantil que temos hoje”, destaca Victor Graça, gerente executivo da organização.

    #PODESERABUSO

    A campanha deste ano, divulgará durante o mês de maio diversos vídeos gravados com especialistas explicando diferentes temas relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes, como o conceito da violação, consequências e até o comportamento do abusador. Os quatro primeiros já estão no site: Violência sexual infantil e suas diferentes formas; Entenda o fluxo das denúncias de violência sexual infantil; Sinais que a criança dá ao sofrer violência sexual e Entenda o comportamento do abusador.

    O site da campanha traz diversas abordagens sobre o tema, como as formas em que a violência sexual pode ocorrer, os sinais que crianças e adolescentes de cada faixa etária apresentam quando sofrem violência, a importância das denúncias e os canais e as formas de denunciar.

    Formação para colaboradores

    Dentro da programação da campanha #PODESERABUSO, no dia 12 de maio, os colaboradores da Fundação Abrinq realizaram uma formação sobre enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, ministrada por Ricardo Rentes, psicólogo, psicanalista, e professor do curso de especialização na Universidade Cruzeiro do Sul. O evento aconteceu no auditório da organização e contou com a participação de 45 profissionais que atuam diretamente na defesa de direitos de crianças e adolescentes.

    Acesse o material completo da campanha aqui.

    Participe da campanha e ajude a combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. A sua atitude pode mudar para sempre o futuro de uma criança! 

  • Pode Ser Abuso: a cada hora, mais de três crianças sofrem violência sexual

    Pode Ser Abuso: a cada hora, mais de três crianças sofrem violência sexual

    Você já pensou que enquanto você lê este texto mais uma criança pode estar sofrendo violência sexual?

    Infelizmente, esta violação ainda é uma realidade no Brasil e pode estar mais próxima do que você pensa. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde e pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação, só em 2020, mais de 29 mil casos de violência sexual infantil foram notificados.

    Isso significa que em 73,94% das notificações de violência sexual as vítimas são crianças e adolescentes.

    Desde 2018, a Fundação Abrinq promove a campanha Pode Ser Abuso para alertar a sociedade sobre o assunto, orientar sobre os sinais que as crianças podem demonstrar em possíveis casos de violência sexual e incentivar a denúncia – uma das principais formas de combate à violação. Em pouco mais de quatro anos, a iniciativa já impactou mais de 2,7 milhões de pessoas pelas redes sociais, no entanto, dado o cenário atual, o trabalho de conscientização realizado pela Fundação não pode parar. 

    Nesta semana, a instituição lançou a campanha com dados atuais e novas maneiras de compartilhar, de forma simples e compreensível, a gravidade e as consequências da violência sexual contra crianças e adolescentes.

    Além de cartazes, e-book, camisetas e uma forte divulgação nas redes sociais, a Fundação Abrinq, neste ano, convidou diversos profissionais para participarem de uma série no YouTube, na qual retrata os diferentes aspectos da violação. O primeiro episódio já está no ar e, em menos de cinco minutos, explica o conceito e as diferentes formas da violência sexual infantil. Assista: 

    Os vídeos serão divulgados semanalmente e também podem ser acompanhados pelo site da campanha: www.podeserabuso.org.br. 

    Como participar da iniciativa

    Toda a sociedade pode e deve fazer algo para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. Confira algumas formas de ajudar: 

    •    Divulgue os cartazes nas redes sociais ou em outros canais com alto potencial de alcance;
    •    Informe a sua rede de contatos sobre a campanha;
    •    Compartilhe os materiais com os seus colegas de trabalho;
    •    Indique a série para outras pessoas; 
    •    Vista a camiseta;
    •    Não esqueça de usar as hashtags: #PodeSerAbuso #FundaçãoAbrinq e #Disque100. 

    Acesse todos os materiais da campanha aqui.

    E lembre-se: a sua atitude pode mudar para sempre a vida de uma criança! Violência sexual é crime, denuncie! Disque 100, a ligação é gratuita e anônima, Ligue 180 ou vá até a delegacia mais próxima. 
     

  • Alguns segredos deixam marcas para a vida toda!

    Alguns segredos deixam marcas para a vida toda!

    Todos os dias cerca de 40* crianças e adolescentes sofrem abuso sexual no Brasil. Este número pode ser bem maior ao considerar que muitos casos permanecem em segredo.

    Para mobilizar a sociedade sobre o assunto, a Fundação Abrinq lança, hoje, a campanha Pode Ser Abuso, que visa conscientizar a população sobre o alarmante cenário da violência sexual contra crianças e adolescentes e sensibilizá-la para as consequências da violação que, na maioria das vezes, permanecem durante a vida toda.

    A iniciativa tem como objetivo quebrar o silêncio que perpetua o assunto, mostrando que alguns segredos não devem ser guardados.

    Com materiais de orientação e mobilização, a ação leva para diversos locais os principais sinais que a criança e o adolescente podem apresentar em possíveis casos de abuso sexual infantil, orientando a sociedade a identificá-los e denunciá-los. 

    Independentemente da frequência o abuso sexual infantil deixa marcas para a vida toda. Participe da campanha e quebre este silêncio! 

    Saiba mais em www.podeserabuso.org.br e compartilhe os materiais da campanha com a hashtag #PODESERABUSO. Acesse aqui para fazer o download.

    Fonte: Disque Direitos Humanos (2017).

  • JSL divulga a campanha Pode Ser Abuso para os seus colaboradores

    JSL divulga a campanha Pode Ser Abuso para os seus colaboradores

    Em apoio a campanha Pode Ser Abuso, da Fundação Abrinq, a JSL S/A, Empresa Amiga da Criança desde 2013, divulgou os conteúdos da ação para os colaboradores, por meio da campanha interna “Você, Agente de Proteção da Infância!”, com o objetivo de conscientizá-los sobre a importância do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

    “Esta campanha é muito importante para a JSL, pois todos nós somos responsáveis por zelar pelos direitos de nossas crianças e adolescentes. É preciso denunciar e acabar de vez com esse segredo”, comenta Luciana Cristina, pedagoga responsável por multiplicar o conteúdo para os funcionários.

    Mais de 1.200 colaboradores já foram orientados sobre o tema, como o analista de suporte, Leonardo Filho, que conta a importância de participar de palestras sobre o assunto: “São de suma importância, pois aprendemos como podemos identificar as atitudes apresentadas pelas crianças e o que elas podem demonstrar mesmo que não seja nítido”.

    Apenas em 2015 foram registradas mais de 18 mil* denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes. O número pode ser bem maior quando considerado que muitos casos permanecem em segredo. Abuso sexual é crime e deve ser denunciado. Disque 100!

    Saiba mais: www.podeserabuso.org.br

    *Fonte: Disque Direitos Humanos – Disque 100.

  • Em apoio a Campanha #podeserabuso, atletas e organizações vão às ruas pelo fim do Abuso Sexual

    Em apoio a Campanha #podeserabuso, atletas e organizações vão às ruas pelo fim do Abuso Sexual

    “O abusador está em todos os lugares”, alerta a nadadora olímpica Joanna Maranhão em sua fala no evento realizado em São Paulo pela Fundação Abrinq para marcar o 18 de Maio  –  Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Junto com Alexandre Montrimas, ex-goleiro de futebol e também ativista no combate ao abuso sexual infantil, em especial no esporte, Joanna foi uma das pessoas que realizaram uma caminhada pela Avenida Paulista na mesma data em apoio à Campanha #PodeSerAbuso, organizada pela Fundação.

    Após a caminhada, os participantes se reuniram no Teatro Eva Herz para assistir a um debate de especialistas, que também contou com depoimentos dos atletas sobre suas experiências envolvendo assédio e abuso sexual na infância.

    “Eu fui assediado de diversas maneiras. Conheci o assédio muito de perto e percebi que ele era parte do sistema” comenta Montrimas, ao relatar sua vivência em clubes de futebol de base quando era mais novo. Sobre o problema, ele completa com pesar “Alguns meninos que denunciavam eram mandados embora dos clubes”.

    Para Joanna, que hoje tem seu nome na Lei nº. 12.650, de 17 de maio de 2012  – que dispõe sobre o processo penal para este tipo de crime — a superação do trauma é uma das maiores vitórias que soma em sua trajetória de campeonatos. “Enquanto todas as meninas treinavam para ganhar uma medalha olímpica, eu estava lutando para sobreviver. As pessoas não imaginavam como aquilo era difícil. Eu tinha que lutar pelo meu equilíbrio todos os dias” finaliza.

    Denise Cesario, gerente executiva da área de Programas e Projetos da Fundação Abrinq, destaca o fato de que “quanto mais o tema vier à tona, mais conseguiremos fazer com que a criança e o adolescente compreendam o assunto e possam se proteger”.

    Nesse sentido, a mobilização pelas ruas na ocasião mostrou efeitos já no momento da caminhada: transeuntes se aproximaram do grupo para demonstrar seu apoio à causa. Entre eles estava Carlos Alves*, que se comoveu com a passagem dos manifestantes e relatou que convive até hoje na família com o homem que abusava de sua esposa na infância: “Normalmente o abuso acontece sempre em casa e vem de pessoas próximas a você. Estas pessoas não têm ideia do dano que estão causando”. Ele relata ainda que possui um filho, mas que nunca deixa a criança sozinha.

    Montrimas partilha da mesma opinião e alerta que os pais devem estar sempre cientes de onde os filhos estão e com quem, inclusive conversando com as pessoas que lidam diretamente com as crianças, fazendo-se sempre presente: “Esteja sempre próximo do seu filho” apela ele aos pais.

    Para combater o problema, a psicóloga do Centro de Referência às Vítimas de Violência (CNRVV), Arlete Escodelario, que também participou do debate, indica que é preciso estar muito atento aos sinais que as crianças apresentam e que podem indicar que ela está sendo vítima de um abuso sexual: “Desde pequena uma criança pode apresentar um problema”. Veja aqui o vídeo sobre o assunto feito pela psicóloga para a Campanha #PodeSerAbuso.

    Daniel Ribeiro da Silva, psicólogo do Polo de Prevenção à Violência Doméstica e Sexual da Associação Cultural Comunitária Pró-Morato, também participante do debate, salienta que o agressor sempre tende a ser alguém de confiança da criança e podem ser os pais, padrastos, mães, avós e até irmãos. Devido a isso, os debatedores foram unânimes ao apresentar a escola e a família como os dois pontos focais mais importantes para identificação do abuso sexual infantil e dos sinais de que a criança está sendo ou foi vítima do problema. Eles destacaram que, se um destes grupos falhar em identificar o caso e proteger o menor do abuso, o outro pode ser a fonte de apoio e ajuda para estas crianças e adolescentes.

    Veja AQUI as fotos do evento

    Saiba mais sobre a Campanha em: www.podeserabuso.org.br

    *Nome alterado para preservar identidade do entrevistado.