Tag: Programa Nossas Crianças

  • Fundação Abrinq doa 200 ursos de pelúcia a crianças da Rede Nossas Crianças no período do Dia das Crianças

    Fundação Abrinq doa 200 ursos de pelúcia a crianças da Rede Nossas Crianças no período do Dia das Crianças

    No período do Dia das Crianças, a Fundação Abrinq doou 200 ursos de pelúcia a crianças de 3 a 8 anos atendidas por duas organizações da Rede Nossas Crianças, uma na Zona Norte da capital paulista e outra em Guarulhos. Os ursos, que medem entre 20 e 25 centímetros de altura, foram destinados pela equipe do Programa Nossas Crianças a instituições localizadas em regiões de alta vulnerabilidade social, onde o acesso a presentes e a momentos de celebração costuma ser limitado.

    A seleção das organizações levou em conta a situação das crianças atendidas. Além da localização em territórios de maior vulnerabilidade, a equipe do Programa soube que os grupos não receberiam presentes na data, e a chegada dos ursos mudou esse cenário. Cada criança recebeu um urso de pelúcia acompanhado de uma mensagem escrita à mão por um voluntário, o que fez da doação um presente individual, pensado para quem o recebe.
     

    Doação de Ursos de Pelúcia

    Os ursos chegaram à Fundação Abrinq por meio de uma ação de voluntariado da Amazon, realizada com a Goodera, plataforma global de gestão de voluntariado corporativo. A Amazon financiou a compra dos kits e mobilizou seus funcionários, que se reuniram na sede da empresa para rechear os ursos com enchimento hipoalergênico, escrever as mensagens e embalar cada presente. A Goodera adquiriu os kits de fornecedores corporativos selecionados, organizou a atividade e fez a ponte com a Fundação para que a entrega chegasse à nossa sede. As pelúcias são feitas de material macio, indicadas para crianças a partir de 3 anos, e seguem certificações internacionais de segurança que descartam riscos como olhos e botões soltos.

    Doação de ursos de pelúcia beneficia crianças em São Paulo e Guarulhos

    Na Zona Norte de São Paulo, o Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Peri, recebeu 100 ursos, entregues a crianças de 3 a 6 anos. Em Guarulhos, a Associação Beneficente de Apoio ao Necessitado (ABAN), no Jardim Fortaleza, recebeu outros 100, destinados a crianças de 6 a 8 anos. A divisão por faixa etária acompanha o público que cada organização atende e garantiu que todas as crianças dos grupos fossem contempladas.

    Na entrega, a reação das crianças foi imediata, segundo Maria Jucicleide, da Coordenação Geral do Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida, “todas as crianças demonstraram muita surpresa e satisfação ao verem que ganhariam os ursos, prontamente elas agradeciam, sorriam e já queriam mostrar para os responsáveis que aguardavam elas na saída”. Os responsáveis também agradeceram pela lembrança, e ela resume o que a doação significou para a unidade: “Entendemos que a doação foi de extrema importância para a unidade”.

    A doação faz parte do trabalho que a Fundação Abrinq desenvolve com a Rede Nossas Crianças, formada por organizações da sociedade civil que atendem crianças e adolescentes em diferentes regiões do país. O Programa Nossas Crianças acompanha essas instituições e as conecta a empresas que desejam contribuir com recursos, produtos ou trabalho voluntário, e a ação com a Amazon e a Goodera mostra como essa articulação chega, na prática, às crianças atendidas.

    As duas organizações fazem parte da Rede Nossas Crianças, que reúne entidades da sociedade civil que atendem crianças e adolescentes em diferentes regiões do país e já passaram pelo atendimento do Programa Nossas Crianças. A parceria entre a Amazon e a Goodera levou, a 200 dessas crianças, presentes fruto de um trabalho voluntário, em uma data em que parte delas ficaria sem ser lembrada.

  • Fundação Abrinq apoia projetos que promovem saúde mental na infância

    Fundação Abrinq apoia projetos que promovem saúde mental na infância

    Setembro Amarelo amplia, todos os anos, a conversa sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Quando o assunto envolve crianças e adolescentes, porém, essa discussão precisa ultrapassar o calendário da campanha. O cuidado começa antes de uma situação de sofrimento se tornar evidente e está presente em atitudes que fazem parte da rotina: ouvir, observar, acolher, respeitar sentimentos e criar espaços nos quais crianças e adolescentes possam se expressar.

    Na infância, nem sempre é possível explicar com palavras o que está acontecendo. Uma criança pode não dizer que está triste, ansiosa, insegura ou com medo, mas demonstrar o que sente por meio de mudanças de comportamento, dificuldades de aprendizagem, irritabilidade, isolamento ou alterações na rotina. Na adolescência, outras formas de sofrimento também podem aparecer nas relações familiares e sociais, na escola e na maneira como o jovem passa a se relacionar com atividades que antes faziam parte de seu cotidiano.

    Os dados ajudam a dimensionar a importância de prestar atenção à saúde mental na adolescência. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram ter se sentido tristes na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. Em 2019, esse percentual era de 31,4%, uma redução de 2,5 pontos percentuais no período.

    Promover saúde mental, portanto, não significa apenas responder quando o sofrimento já está instalado. A prevenção também passa pela construção de relações de confiança, pela convivência, pelo direito de participar e pela existência de adultos capazes de perceber mudanças e oferecer apoio.

    “Não esperem que a criança consiga explicar sozinha tudo aquilo que está sentindo”, afirma Aline Carolina Pahl Stammerjohann, psicopedagoga do Instituto Conforme, de Joinville – SC.

    A organização integra o Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, com o Projeto Caminho Inclusivo, desenvolvido no eixo de Promoção da Saúde Mental. A iniciativa acompanha 272 crianças de 6 a 12 anos e suas famílias e trabalha questões relacionadas à aprendizagem, atenção, socialização e autoestima. A experiência do projeto mostra como o cuidado com a saúde mental pode estar associado ao acompanhamento do desenvolvimento infantil e à criação de espaços em que a criança possa aprender, brincar e se expressar sem medo de errar.

    O que a criança ainda não consegue dizer

    Para Aline, cuidar da saúde mental na infância significa olhar para a criança de forma integral. Isso envolve considerar não apenas seu desempenho escolar ou seu comportamento, mas também suas emoções, relações, dificuldades e potencialidades. Muitas vezes, ela encontra outras formas de comunicar que alguma coisa não vai bem.

    Por isso, a prevenção está relacionada à capacidade dos adultos de observar. Isolamento, tristeza frequente, irritabilidade excessiva, alterações importantes no sono ou na alimentação, perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, dificuldade intensa de concentração, queda repentina no rendimento escolar, crises frequentes, medo excessivo e regressões no desenvolvimento são alguns dos sinais que merecem atenção quando representam uma mudança persistente em relação ao comportamento habitual.

    O primeiro passo, segundo a psicopedagoga, não é punir ou rotular, mas tentar compreender. Uma criança que apresenta dificuldade para realizar determinada tarefa ou que reage de uma maneira considerada inadequada pode estar expressando uma necessidade que ainda não foi identificada.

    Essa perspectiva também modifica a maneira como os adultos podem lidar com a aprendizagem. Dificuldades escolares não devem ser automaticamente interpretadas como falta de esforço ou desinteresse. A observação do comportamento, das relações e das condições em que a criança aprende pode revelar necessidades que exigem acompanhamento.

    No Caminho Inclusivo, o atendimento psicopedagógico e psicológico permite observar essas questões e construir estratégias de acordo com as características de cada criança. Atividades lúdicas, jogos, brincadeiras e materiais pedagógicos também podem contribuir para esse processo, porque o brincar é uma das formas pelas quais a criança se comunica e manifesta aspectos emocionais, sociais e cognitivos.

    Pequenas conquistas passam a ter significado nesse acompanhamento, reconhecer letras, escrever o próprio nome, permanecer mais tempo em uma atividade, esperar a própria vez, aceitar uma mudança na rotina ou conseguir expressar uma emoção podem representar avanços importantes para uma criança. Valorizar essas conquistas contribui para que ela desenvolva confiança em suas próprias capacidades.

    Escutar sem transformar sentimento em problema

    A escuta é parte desse processo, quando encontra um adulto disposto a ouvir, a criança percebe que aquilo que sente tem valor e que não precisa enfrentar suas dificuldades sozinha. Para Aline, esse tipo de relação contribui para a confiança, a autoestima e o sentimento de pertencimento.

    Criar um espaço seguro, no entanto, não significa apenas perguntar o que aconteceu, é preciso estar disponível para ouvir sem julgamento e utilizar uma linguagem adequada à idade. Algumas crianças podem falar diretamente sobre o que sentem, outras podem recorrer ao desenho, ao brincar, a uma atividade ou ao próprio comportamento para demonstrar o que estão vivendo.

    É nesse ponto que algumas respostas comuns dos adultos podem dificultar o diálogo. Frases como “isso não é nada”, “engole o choro” ou comparações com experiências vividas pelos próprios adultos podem fazer com que a criança compreenda que seus sentimentos não devem ser compartilhados.

    O adulto também precisa evitar julgamentos, ameaças, gritos e cobranças excessivas. Antes de tentar corrigir um comportamento, é importante procurar entender o que está por trás dele. Essa mudança de perspectiva não significa deixar de estabelecer limites, mas reconhecer que o comportamento também pode ser uma forma de comunicação.

    A prevenção, nesse sentido, não está restrita ao atendimento profissional. Ela também acontece dentro de casa, na escola e nos espaços de convivência. Conversar, brincar, estabelecer uma rotina, acompanhar a vida escolar, respeitar o tempo da criança, reconhecer suas conquistas e mostrar que ela pode procurar um adulto quando estiver enfrentando uma dificuldade são atitudes que fazem parte desse cuidado.

    A família também precisa de apoio

    Quando uma criança enfrenta dificuldades relacionadas à aprendizagem ou ao desenvolvimento, a situação também pode afetar os adultos responsáveis por ela. O diagnóstico, uma suspeita ou a percepção de que algo não está acontecendo como esperado podem provocar preocupação, medo, frustração e sensação de impotência.

    Por isso, cuidar da saúde mental da criança também envolve cuidar de quem está ao seu redor. No trabalho desenvolvido pela organização, o acolhimento dos responsáveis faz parte desse processo. A equipe busca compreender o contexto familiar, ouvir as preocupações e orientar sobre as necessidades observadas e as estratégias que podem ser utilizadas no cotidiano.

    A articulação com a escola e com outros profissionais também é importante. Família, escola e serviços de atendimento precisam compartilhar informações e buscar caminhos que permitam compreender a criança de maneira integral.

    Para famílias em situação de vulnerabilidade social, esse percurso pode ser ainda mais difícil. O acesso a profissionais especializados, avaliações e documentos necessários para garantir determinados direitos pode envolver espera e obstáculos. Nesse contexto, organizações da sociedade civil podem contribuir para aproximar famílias da rede de proteção e dos serviços disponíveis.

    Pedir ajuda, nesses casos, não deve ser entendido como fracasso da família. Quando os sinais persistem, interferem na rotina, na aprendizagem ou nas relações, ou quando os adultos percebem que não conseguem conduzir a situação sozinhos, buscar acompanhamento profissional é uma forma de cuidado.

    O cuidado com a saúde mental que continua depois de setembro

    No Instituto Conforme, o Projeto Caminho Inclusivo mostra como a promoção da saúde mental pode fazer parte do acompanhamento cotidiano da infância, desde as questões relacionadas à aprendizagem até as relações familiares e a convivência.

    “Saúde mental na infância não deve ser lembrada somente durante este mês. Este cuidado deve ser construído dia a dia, assim como cuidamos da alimentação, higiene, sono e aprendizagem”, afirma Aline.

    A fala resume uma questão importante para além do Setembro Amarelo: promover saúde mental não significa esperar que uma situação de sofrimento apareça para então agir. O cuidado também está na escuta, na observação, na convivência e na construção de relações em que crianças e adolescentes saibam que podem procurar ajuda.

    É nesse cotidiano que a prevenção ganha espaço, ouvir sem julgar, respeitar sentimentos, perceber mudanças de comportamento, acompanhar a vida escolar e procurar orientação profissional quando necessário são atitudes que podem ajudar a identificar dificuldades e oferecer suporte no momento adequado.

    Setembro pode ampliar a conversa, mas o cuidado não termina quando o mês acaba. Para crianças e adolescentes, ter adultos atentos, espaços seguros de convivência e uma rede capaz de acolher suas necessidades é parte de uma proteção que precisa acontecer todos os dias.

    A saúde mental também faz parte da proteção de crianças e adolescentes. Conheça o trabalho da Fundação Abrinq, acompanhe seus projetos e programas e ajude a ampliar essas iniciativas. Seja um doador e faça parte dessa rede de proteção.

  • Fundação Abrinq realiza Semana das Conveniadas do Programa Nossas Crianças em São Paulo

    Fundação Abrinq realiza Semana das Conveniadas do Programa Nossas Crianças em São Paulo

    A Fundação Abrinq promoveu, entre os dias 17 e 21 de agosto, em São Paulo – SP, a Semana das Conveniadas do Programa Nossas Crianças. O encontro reuniu representantes de 26 organizações da sociedade civil de todo o país, todas com projetos apoiados pelo programa, em uma programação dedicada a temas como território, gestão de projetos, comunicação institucional e captação de recursos.

    Para Cláudia Pedras, do Centro de Educação para o Trabalho Virgílio Resi, de Belo Horizonte – MG, o formato do encontro reflete o próprio sentido do trabalho em rede entre as organizações conveniadas. “Quando existe a cooperação, a gente consegue mais, a gente dá os passos. Fazer junto é fazer com”, diz.

    O Programa Nossas Crianças é uma iniciativa da Fundação Abrinq que repassa recursos financeiros a organizações que oferecem atendimento direto e gratuito a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, além de oferecer assessoria técnica e administrativa às instituições parceiras ao longo do ciclo de apoio. O programa atua com organizações distribuídas pelo Brasil, com projetos voltados à implantação, à ampliação ou à qualificação do atendimento oferecido a crianças e adolescentes.

    O acompanhamento contribui para que as organizações ampliem e aprimorem seus atendimentos, realizem melhorias em espaços físicos, adquiram materiais pedagógicos e ofereçam mais diversidade e qualidade na alimentação das crianças e dos adolescentes atendidos. Ao longo do ciclo, a fundação realiza visitas técnicas regulares às organizações parceiras.

    Programa Nossas Crianças: uma semana de formação, troca e construção conjunta

    Ao longo da semana, as organizações participaram de formações e dinâmicas voltadas à gestão de projetos, à comunicação institucional e à mobilização de recursos. Na segunda-feira, o tema foi o território de atuação de cada instituição, com discussões sobre desafios, público atendido e potencialidades locais. As organizações presentes atuam em eixos como trabalho infantil, enfrentamento à violência doméstica e sexual, promoção da saúde mental, educação complementar e garantia do direito de brincar.

    Semana das Conveniadas

    Patrícia Naitzki, da Ação Educacional Claretiana, de Rio Claro – SP, associa o encontro a um momento de aprendizado e troca entre as equipes das organizações presentes. “Eu preciso dessa semana de integração, de ter um momento de ouvir e de me encher de conhecimento, de novas amizades, de trocas de experiência”, conta.

    Na terça-feira, o foco foi a gestão de projetos, com orientações sobre definição de propósito, estruturação de mudanças e planejamento de monitoramento. Na quarta-feira, as atividades trataram de comunicação institucional e de estratégias de captação de recursos, incluindo a construção de propostas de valor e simulações de apresentação a possíveis parceiros.

    Hana Correa Barros, do Instituto Internacional Aliança da Amazônia, de Manaus – AM, enxerga no momento a possibilidade de qualificar o trabalho de comunicação e de captação da própria organização. “Essa semana vai trazer conhecimentos que vão mudar o trabalho que a gente faz e trazer novas perspectivas”, afirma.

    Na quinta-feira, os participantes visitaram a fábrica da SEW-Eurodrive Brasil, em Indaiatuba – SP, a convite da Fundação Rainer Blickle, parceira do Programa Nossas Crianças. A visita integrou o roteiro de trocas de experiência da semana e antecedeu o encerramento da programação.

    Semana das Conveniadas

    Celmária Simão, da Associação Santo Dias, de Fortaleza – CE, destaca o acompanhamento oferecido pela fundação ao longo do ciclo como uma relação de parceria com as organizações conveniadas. “A Fundação Abrinq tem um cuidado, um zelo com as suas conveniadas, que não é a realidade do nosso país. Isso traz um sentimento de gratidão”, relata.

    Adriele Carnelós, do Educandário Deus e Natureza, de Indaiatuba – SP, avalia que a troca entre organizações ajuda a identificar soluções coletivas para desafios comuns. “Quando você escuta que outra organização tem o mesmo problema, você entende que não está sozinha. O que a gente pode pensar no coletivo para mudar”, avalia.

    A semana se encerrou com o 26º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, realizado em 21 de agosto na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, com a participação de organizações que integram ou já integraram o programa. A programação incluiu um talkshow sobre infância e mundo digital, uma palestra sobre trabalho em rede no terceiro setor, cinco workshops simultâneos e uma apresentação artística de crianças e adolescentes atendidos pela Liga Solidária, organização da rede.

  • Crianças e adolescentes de Campos Sales – CE têm acesso à água potável com apoio da Fundação Abrinq

    Crianças e adolescentes de Campos Sales – CE têm acesso à água potável com apoio da Fundação Abrinq

    Campos Sales é uma cidade localizada no extremo Sul do Ceará. Com pouco mais de 27 mil habitantes, a região sofre com a seca e a falta de saneamento básico para a maior parte de sua população. 

    Segundo dados do Instituto Água e Saneamento, 90,23% dos habitantes do município não têm acesso à rede de esgoto. No dia a dia, isso reflete em maiores riscos à saúde e ao desenvolvimento especialmente das crianças e dos adolescentes. 

    Foi em partes por causa deste cenário que a Fundação Abrinq decidiu apoiar a Associação Comunitária do Guarani, que atende 143 crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, com o projeto Recompondo Aprendizagens com Arte, Educação e Cultura, voltado para a educação complementar. 

    A organização, localizada em Campos Sales, participa do Programa Nossas Crianças, cujo objetivo é fortalecer organizações da sociedade civil que atendem de forma gratuita e direta crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, e recebe mensalmente o apoio técnico e financeiro da Fundação Abrinq. 

    “Em 2023 conseguimos ser contemplados pelo Programa Nossas Crianças e estamos com essa parceria com a Fundação Abrinq que tem sido um verdadeiro divisor de águas para a vida das nossas crianças e da própria instituição. Quando chegou esse recurso financeiro, a gente pôde proporcionar uma alimentação melhor para as crianças, a aquisição de materiais pedagógicos, de jogos e brinquedos educativos, foi um leque de oportunidades, nós conseguimos proporcionar um crescimento integral para as crianças e os adolescentes que estão dentro da instituição, sendo beneficiados com as ações desenvolvidas com esse apoio. A parceria impactou diretamente essas crianças, porque elas começaram a ter mais oportunidades”, explica Cícera Alencar, gestora da Associação Comunitária do Guarani.

    Parte do recurso financeiro destinado à organização é utilizado para a compra de água mineral para as crianças e os adolescentes atendidos. A necessidade surgiu devido à falta de acesso à água potável: parte dos estabelecimentos da região utilizam cisternas – reservatórios – que são abastecidas pela prefeitura com água de açude. No entanto, a água utilizada para o abastecimento não é apta para o consumo. Apesar de essencial, o seu uso é restrito para a limpeza da organização e utilização dos banheiros. Para que a instituição tenha acesso à água potável, ela precisa acionar um caminhão pipa que, uma vez por semana, abastece um tambor localizado na cozinha da associação, para que assim possa preparar as refeições das crianças. 

    Essa não é uma realidade exclusiva da organização, boa parte das famílias atendidas também não possuem acesso à água encanada e precisam comprar, toda semana, água do caminhão pipa para que possam beber e cozinhar. Um custo alto para muitas delas.

    Com o apoio da Fundação Abrinq, a Associação Comunitária do Guarani instalou um bebedouro para as crianças e os adolescentes que é abastecido com água mineral. No início, a novidade gerou tanta alegria para as crianças, que era comum vê-las enchendo suas garrafas de água para que pudessem levar para casa. Para muitas, esta talvez seja a única forma de terem acesso a água limpa. 

    Além do acesso à água, as crianças e os adolescentes integrantes do projeto Recompondo Aprendizagens com Arte, Educação e Cultura participam diariamente, durante o contraturno escolar, de oficinas e aulas sobre a Língua Portuguesa e Matemática, mediadas por educadoras contratadas com o recurso da parceria com a Fundação Abrinq. Em meio às brincadeiras adaptadas para cada faixa etária, elas aprendem a tabuada, somar, subtrair, melhoram a leitura e ampliam seus repertórios enquanto se divertem. 

    Fundação Abrinq - Programa Nossas Crianças

     

    “A maioria das crianças chegavam bem tímidas, sem conseguir interagir com os colegas, e hoje você percebe que elas se sentem à vontade. Tem criança que não conhecia os números e agora já conhece até o cinco, crianças que tinham dificuldade com multiplicação e hoje estão avançando, são fatos que fazem toda a diferença tanto na vida delas, como na nossa, de educador social, porque percebemos que estamos transformamos vidas. Como diz Paulo Freire ‘a Educação transforma pessoas’”, compartilha Tamires, educadora social de Matemática na Associação Comunitária do Guarani. 

    Vitória, de 8 anos, é uma das crianças beneficiadas pela iniciativa. Antes de participar da associação, sua mãe conta que recebia, constantemente, reclamações da escola pela falta de envolvimento dela nas atividades e até mesmo pela dificuldade com a escrita e a leitura. 

    “Antes só vinha reclamação da escola. Quase todo dia vinha uma reclamação que ela não estava criando no quadro, só fazia umas ‘garrancheiras’. Só fazia o nome faltando letra. Conversei com ela, chamei a atenção, mas ela está melhorando mesmo na associação. Porque as meninas ensinam, têm paciência, porque tem gente que não tem, fica gritando, humilhando, dizem que não sabe. Mas na associação, as professoras ajudam. É ótimo!”, conta Edivania, mãe da Vitória. 

    Para a Simone, mãe da Cecília, de 10 anos, o projeto também proporciona alívio e até segurança para os pais, uma vez que ela e seu marido podem trabalhar tranquilos sabendo que sua filha está sendo bem cuidada. 

    “Eu acho muito bom. Para mim é um sossego e um alívio, porque sei que minha filha está sendo guardada, bem cuidada, bem alimentada, porque ela adora as comidas da associação. Eu trabalho e meu esposo também, a gente vê a rua e nós sabemos que é difícil, não podemos deixar um filho sozinho em casa ou sozinho na rua, e estando na associação, eu vou trabalhar tranquila porque sei que são pessoas de responsabilidade, sei que ela não está passando nenhuma necessidade. Para mim é bom demais, é uma ajuda inexplicável”, compartilha Simone.  

    Além da segurança, Simone também ressalta a importância do projeto para o desenvolvimento da Cecília: “é um complemento para o estudo. Tem ajuda nas aulas de matemática, de português, o esporte é muito bom, na associação ela está sempre se movimentando, não é sedentária”, complementa Simone. 

    Fundação Abrinq - Programa Nossas Crianças

    Além das oficinas, a associação conseguiu, com o apoio da Fundação Abrinq, contratar uma assistente social para que pudesse ter uma atuação mais direcionada para o desenvolvimento e aprendizado de cada criança e adolescente, bem como trabalhar com as famílias, entendendo assim o contexto que cada criança vivencia fora da organização. 

    “Hoje temos a oportunidade de ter uma assistente social exclusiva para acompanhar as crianças e os adolescentes, temos uma pedagoga também para realizar esse acompanhamento escolar, os educadores sociais e, muitas vezes, se não tivéssemos esse apoio da Fundação Abrinq, nós não teríamos como contratá-los, porque precisamos ter o profissional dentro da instituição, mas também precisamos ter esse apoio financeiro para que possamos realmente ter um serviço de qualidade de acordo com o que o projeto propõe”, relata Cícera. 

    Assim como a Associação Comunitária do Guarani, outras 37 organizações da sociedade civil, espalhadas por todo o Brasil, participam do Programa Nossas Crianças da Fundação Abrinq, que conta com a parceria da Fundação Rainer Blickle, para que possam potencializar seus projetos e qualificar o atendimento ofertado às crianças e aos adolescentes. 

    Saiba mais sobre o programa aqui.

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    Fundação Abrinq realiza visitas técnicas a organizações do Programa Nossas Crianças 
     

  • Edital Programa Nossas Crianças: mais de 80 organizações seguem no processo de avaliação

    Edital Programa Nossas Crianças: mais de 80 organizações seguem no processo de avaliação

    No mês de maio, a Fundação Abrinq, por meio do Programa Nossas Crianças, lançou o Edital Programa Nossas Crianças para selecionar 30 organizações da sociedade civil, que atendem diretamente crianças e adolescentes, e desejam fazer parte do Ciclo 2024-2025 do programa. 

    As organizações selecionadas receberão assessoramento técnico e financeiro durante dois anos para que possam ampliar e aprimorar seus atendimentos, realizar melhorias em espaços físicos, adquirir novos materiais pedagógicos, oferecer mais diversidade e qualidade nos alimentos ofertados às crianças e aos adolescentes e melhorar a gestão institucional.

    No total, 404 organizações, localizadas nas cinco regiões do País, realizaram suas inscrições no edital e passaram pela primeira etapa de avaliação, composta pela análise documental. Destas, 327 seguiram para a segunda fase, que avaliou os projetos inscritos. 

    Durante a segunda etapa de avaliação, a Fundação Abrinq levou em consideração os seguintes critérios:

    •    A clareza dos projetos em sua estruturação;
    •    Qualidade das ações e das metodologias a serem empregadas no projeto inscrito para atendimento de crianças e adolescentes;
    •    Existência de ações direcionadas aos familiares das crianças e dos adolescentes atendidos no projeto inscrito;
    •    Atuação em rede com outras instituições locais das áreas da Saúde, Assistência Social, Educação, Cultura, Esporte, entre outros; 
    •    Clareza na descrição dos recursos financeiros e recursos humanos empregados para a execução do projeto inscrito;
    •    Existência de condições e/ou de estratégias para a sustentação financeira do projeto após encerramento do convênio com a Fundação Abrinq;  
    •    Projetos com ações de intervenção a serem potencializadas com o apoio da Fundação Abrinq;   
    •    Projetos a serem desenvolvidos nas cinco regiões do território nacional. 

    A segunda etapa de avaliação encerrou em setembro e 84 organizações seguem para as próximas fases compostas por visitas técnicas e seleção das 30 instituições que participarão do programa nos próximos dois anos. 

    As visitas, que têm como objetivo conhecer melhor sobre os projetos, como funciona o dia a dia das organizações e as particularidades de cada uma, começaram no final de setembro e têm previsão de término em outubro.

    “A realização deste novo ciclo é motivo de orgulho para todos nós e ressalta o nosso compromisso em fortalecer outras organizações da sociedade civil que trabalham com o mesmo propósito que o nosso: proporcionar uma infância melhor e mais feliz para todas as crianças. Ficamos muito animados com os projetos inscritos e temos certeza que, em conjunto com as instituições selecionadas, transformaremos milhares de vidas”, explica Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.  

    As próximas etapas do Edital Programa Nossas Crianças serão divulgadas pelos canais oficiais da Fundação Abrinq. Acompanhe o site institucional e as redes sociais da organização para conhecer as 30 instituições selecionadas. 

  • Fundação Abrinq ajuda a construir brinquedoteca para crianças refugiadas do Afeganistão

    Fundação Abrinq ajuda a construir brinquedoteca para crianças refugiadas do Afeganistão

    Em uma ação conjunta com o Bradesco e seus colaboradores, a Fundação Abrinq realizou uma doação de brinquedos para a Caritas Arquidiocesana de São Paulo, organização que, dentre outras atividades, presta atendimento a pessoas refugiadas.

    A brinquedoteca foi construída na Casa de Acolhida Todos Irmãos, local coordenado pela Caritas, que funciona como um serviço de acolhimento imediato e emergencial para refugiados e está localizada na cidade de Guarulhos – SP. A contribuição beneficiará crianças refugiadas do Afeganistão com idades entre 3 e 10 anos.

    Vanessa Pimenta é coordenadora da Casa e acredita que é muito importante que se tenha uma brinquedoteca no primeiro lugar que os pequenos chegam quando vêm do Afeganistão. “O objetivo é trazer calmaria e esperança, além de novas perspectivas porque as crianças, por mais que não entendam totalmente as situações, acabam absorvendo os impactos”, explica.

    Confira como ficou o novo espaço:

    Fundação Abrinq ajuda a construir brinquedoteca para crianças refugiadas do Afeganistão

    Por meio do Programa Nossas Crianças, a Fundação Abrinq pôde organizar e efetivar as doações para a brinquedoteca. O programa tem o objetivo de repassar recursos financeiros para organizações da sociedade civil que realizam atendimento direto e gratuito às crianças e aos adolescentes, entre 0 e 18 anos, que estão em situação de vulnerabilidade social, bem como oferece assessoramento técnico e administrativo com o objetivo de fortalecê-las.

    Considerando a realidade de uma criança que precisou sair do próprio país para viver uma vida totalmente diferente em outro lugar, a existência de espaços seguros como a Casa de Acolhida e a sua brinquedoteca é essencial. Vanessa conta que já ouviu relatos sobre a situação das crianças no Afeganistão atualmente: segundo ela, muitas crianças no país árabe não têm oportunidade de brincar, desenhar ou pintar, mas encontram estas chances na Casa.

    Para Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq, ações como esta realizada com a Caritas são essenciais para garantir os direitos fundamentais das pessoas durante a infância. “Somos muito gratos pela parceria, pois assim pudemos ter a oportunidade de chegar até estas crianças afegãs e beneficiá-las com a doação dos brinquedos e criação da brinquedoteca. A iniciativa é uma reconstrução do direito de ser criança que foi prejudicado com a situação de refúgio”, relata.

    Quando se trata de crianças em situação de vulnerabilidade social, como as refugiadas de outros países, o acesso ao brincar pode ser tão importante quanto as suas outras necessidades mais imediatas. As brincadeiras são uma forma de se desenvolver a Educação das crianças, pois é por meio destas práticas que, nos anos iniciais da vida, os pequenos compreendem a eles mesmos e ao mundo ao seu redor.

  • Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    As dez organizações escolhidas para serem contempladas pelo edital de reformas do Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, já deram início às obras em seus espaços. Cada uma recebeu recursos financeiros no valor máximo de R$ 20 mil e, com as readequações, conseguirão beneficiar um total de 2.239 crianças e adolescentes.

    Confira abaixo como está o andamento de cada uma:

    Associação Anhumas Quero-Quero

    Situada em Campinas – SP, a organização é responsável pelo acompanhamento de 300 crianças e adolescentes e terá espaços reformados para se tornarem mais um ambiente de lazer e atendimento pedagógico. Com as obras, o nivelamento do chão, da rampa e da área externa com cimento foi realizado e a estrutura da nova escada já ficou pronta.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários (AFESU)

    A organização atende 260 meninas na cidade de São Paulo – SP e pretende utilizar os ambientes reformados para a implementação de aulas de gastronomia, com foco na alimentação saudável e em boas práticas. A troca dos pisos e azulejos já foi realizada e, atualmente, a reforma está na fase de instalação de conduítes para a rede elétrica e acabamento das paredes.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Associação Pipa

    O objetivo das obras nesta organização é melhorar a segurança das 68 crianças e adolescentes atendidos e criar oportunidades de uso da biblioteca e área externa para o desenvolvimento de ações pedagógicas. Até o momento já foram realizadas a limpeza do espaço externo, a retirada da antiga escada de pneus e a construção da base para a nova escada.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Associação Sul Brasileira de Educação e Assistência Social (ASBEAS)

    Localizada na cidade de Tupã – SP, a organização realiza o atendimento de 84 crianças e adolescentes e conta com uma sala de alvenaria que, com a reforma, se transformará em um ambiente de informática. As obras já realizaram a troca dos pisos, a remoção de armários danificados e de rachaduras nas paredes e a troca das portas para ampliação do espaço.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Associação Vale Viver de Promoção Social

    A organização é responsável por atender 103 crianças em Águas Formosas – MG e, com a reforma, conseguirá construir um segundo andar e ampliar duas salas de atendimento para aumentar em 30 o número de vagas. Atualmente, placas de concreto estão sendo colocadas no novo andar, as divisórias das salas estão sendo criadas e a estrutura da escada de acesso já está pronta.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Casa da Criança de Caraguatatuba

    Situada na cidade de Caraguatatuba – SP, a organização atende 210 crianças e adolescentes e tem o objetivo de conseguir um novo espaço poliesportivo com grama a partir das obras financiadas pela Fundação. A reforma já se iniciou com a instalação de redes de proteção em cima dos muros que contornam o lugar em que ficará a quadra.

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    Centro de Aprendizagem Metódica e Prática de Praia Grande

    A reforma nesta organização de Praia Grande – SP que realiza o atendimento de 459 crianças e adolescentes vai restaurar uma nova sala para atividades, o que ampliará o número de vagas ofertadas em 80 unidades. No momento, toda a estrutura do teto, que sofria com infiltrações, está sendo renovada.

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    Fred uma Alternativa à Reintegração

    A organização, que atua em Contagem – MG e atende 65 crianças e adolescentes, possuía um quiosque cultural que foi destruído por um incêndio, mas será reconstruído com a reforma. As obras aumentarão o número de atendidos para 110 e, no momento, estão realizando a retirada dos pisos para seguir posteriormente para a construção do telhado estendido.

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    Instituto Educacional Duque de Caxias – Esperança Cidade dos Meninos

    Em Ponta Grossa – PR, 415 crianças e adolescentes são atendidas por esta organização que revitalizará a quadra poliesportiva coberta com as obras. A reforma se iniciou pela renovação das cestas do espaço e, em seguida, irá para a etapa de pintura da quadra.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Nosso Lar

    Localizada em São Carlos – SP, a organização atende 70 crianças e adolescentes e tem a finalidade de, com a reforma, construir uma sala de informática e ampliar o número de atendidos para 120. Até o momento, já houve a instalação de conduítes para rede elétrica com o devido acabamento na parede, a remoção de duas portas não utilizadas e o fechamento das paredes.

    Veja como está o andamento das reformas financiadas pela Fundação Abrinq em dez organizações da sociedade civil

    Para saber mais detalhes sobre cada organização e quais são os objetivos de cada reforma, clique aqui.

    Programa Nossas Crianças

    Criado em 1993, o Programa Nossas Crianças, um dos carros-chefes da Fundação Abrinq, repassa recursos financeiros para organizações da sociedade civil que realizam atendimento direto e gratuito a crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade social, bem como oferece assessoramento técnico e administrativo com o objetivo de fortalecê-las.

    Recentemente, a Fundação Abrinq, por meio do programa, também passou a realizar editais voltados exclusivamente para reformas de organizações que precisam de novos espaços para melhorarem o atendimento oferecido às crianças e aos adolescentes. Neste último edital, se inscreveram 374 instituições de todas as regiões do Brasil.

  • Aos 12 anos, Laura se recupera dos traumas que viveu na infância

    Aos 12 anos, Laura se recupera dos traumas que viveu na infância

    A Fundação Abrinq, por meio do Programa Nossas Crianças, assessora técnica e financeiramente organizações da sociedade civil que atendem diretamente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Como é o caso da Laura*.

    Aos 6 anos, Laura morava com sua mãe e suas duas irmãs mais novas no Espírito Santo. No entanto, sua vida começou a mudar no dia em que seu pai cometeu suicídio. A tragédia impactou toda a família.

    Depois de um tempo, a mãe de Laura se envolveu em uma nova relação. Porém, descobriu, da pior maneira possível, que seu companheiro era abusivo e violento. As crianças presenciaram, por diversas vezes, sua mãe sofrer agressões físicas e psicológicas cometidas pelo padrasto.

    Nessa época, Laura começou a ficar cada vez mais introspectiva e com receio de interagir com outras pessoas.

    Sua história tornou-se ainda mais triste quando, aos 9 anos de idade, sofreu abuso sexual cometido por um tio, integrante da família do pai. A mãe a acolheu após entender a denúncia da filha, mas a avó paterna não acreditou no ocorrido e, para defender o próprio filho, expulsou a mãe e as crianças de casa.

    Após o episódio, ambas se mudaram para o município de Mucuri, na Bahia. Sem condições de levar as filhas mais novas, deixou-as com a avó materna.

    Desestabilizada emocionalmente, a mãe de Laura procurou assistência psicológica para a filha no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que foi encaminhada à Associação Comunitária Golfinho — instituição que recebe apoio da Fundação Abrinq.

    No início do atendimento psicopedagógico, Laura dizia, com frequência, que não gostava de morar na cidade, não tinha amigos e nem gostava de estar entre muitas pessoas. Chegou a dizer, inclusive, que gostaria de seguir o exemplo do pai e cometer suicídio.

    “Ela é bem introspectiva. Tinha o olhar baixo, desconfiança e quase nenhuma interação com as pessoas. Quando chegou, não tinha interesse em brincar. Também apresentava dificuldade para dormir e medo do escuro. Sua mãe precisava, por diversas vezes, insistir para que ela tomasse banho e se cuidasse. Ela apresentava sinais claros da ausência de autocuidado e autoestima baixa”, explica Jennifer Lobemwein, psicóloga da associação.

    No começo, Laura não aceitava muito bem o acolhimento da instituição, mas com o passar do tempo e por meio das abordagens realizadas pela psicóloga, que envolviam desenhos, jogos e outras atividades lúdicas, ela passou a sentir-se um pouco mais à vontade para participar dos atendimentos.

    Durante o processo de acolhimento de Laura, suas irmãs foram morar com a família em Mucuri e também passaram a ser atendidas pela associação.

    Com a pandemia, as sessões de acompanhamento psicológico ficaram mais frequentes, uma vez que eram realizadas online. No entanto, voltaram ao modelo presencial logo que a instituição pôde retomar suas atividades normalmente. Laura continuou apresentando dificuldades para conviver em determinadas situações sociais e, dessa forma, continuou trabalhando isso nos atendimentos.

    O avanço dela começou a ser perceptível pelos desenhos que faz: “Ela consegue se expressar mais com desenhos e jogos. Notamos um avanço no último ano. No começo, eu tinha que pedir para ela fazer um desenho, hoje, ela vem me procurar para mostrar os desenhos que faz. A qualidade deles melhorou muito”, afirma Jennifer.

    Aos 12 anos, Laura se recupera dos traumas que viveu na infância

    Atualmente, com 12 anos e um novo irmão, a adolescente se sente menos triste e deslocada em Mucuri, graças à ajuda do trabalho de acolhimento e atenção especializada que recebe da organização, apoiada pela Fundação Abrinq. Jennifer, psicóloga que acompanhou seu caso desde o início, também observa que ela está mais aberta e comunicativa.

    Tanto filha quanto mãe possuem, agora, a chance de escreverem juntas uma nova história.

    Você pode ajudar a Fundação Abrinq a mudar outras histórias como a de Laura. Seja um doador e faça a diferença para milhares de crianças e adolescentes!

    *Nome e imagem fictícios para preservar a identidade da adolescente.

  • Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    Na última terça-feira (20), foi realizado o 22º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, evento organizado pela Fundação Abrinq que reúne representantes das organizações da sociedade civil participantes da Rede Nossas Crianças com o objetivo de promover a troca de conhecimentos e experiências. Após duas edições virtuais, o encontro voltou a acontecer em formato presencial na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), situada na cidade de São Paulo – SP.

    O evento durou o dia inteiro e contou com a presença de mais de 200 pessoas representando organizações das mais diversas partes do País. “Nós temos essa parceria com a Fundação Abrinq, que para nós é um divisor de águas, porque quem ganha é sempre a criança”, comenta Maria de Lourdes, assistente social da Liga Solidária, organização que atua em diversos espaços na cidade de São Paulo com atividades lúdicas para o fortalecimento de vínculos e convivência durante o contraturno escolar.

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    Enquanto esperavam as atividades do dia iniciarem, todos os participantes puderam se reunir do lado de fora do auditório, onde ocorreriam as palestras da parte da manhã, para se integrarem e compartilharem suas motivações. Vânia Gnaspini é coordenadora no Instituto André Franco Vive, que oferece atividades lúdicas como reforço escolar para crianças e adolescentes, e conta: “É o primeiro ano que estamos participando da Rede Nossas Crianças da Fundação Abrinq. Viemos pelo convite e pelo interesse em conhecer e saber sobre as palestras e oficinas, assim como para estar mais perto das outras organizações”.

    Para muitos, um dos maiores atrativos do encontro foi justamente a oportunidade de compartilhar conhecimentos e experiências sobre a temática da infância e adolescência. “Um evento desses vem sempre para agregar valores profissionais a nós. Precisamos de inovação, então estar em um lugar em que todos estão na mesma situação, no mesmo trabalho, faz com que a troca de ideias seja interessante”, explica Cláudio da Silva, instrutor de informática do Reino da Garotada de Poá, que oferece cursos profissionalizantes a jovens há 78 anos.

    Rodrigo Garcia, orientador pedagógico da Liga Solidária, também compartilha dessa linha de raciocínio: “É importante a gente estar em locais onde se conversa sobre as temáticas com as quais a gente trabalha para que as nossas práticas e ações socioeducativas sejam cada vez mais fortalecidas”.

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    O período da manhã contou com a participação de três especialistas que palestraram sobre saúde mental, profissionalização e educação social:

    Em um primeiro momento, Andrés Eduardo Aguirre Antúnez, que é psicólogo, falou sobre a importância dos profissionais nas organizações sociais para atuarem com problemas relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes. Segundo o palestrante, o que vale mais é a qualidade do diálogo travado com os jovens que precisam ser ouvidos sobre seus problemas, e não a quantidade de sessões de conversa.

    Depois, Agâta Dourado apresentou dados sobre a situação da empregabilidade de adolescentes nos anos anteriores à pandemia e mostrou também os problemas enfrentados em decorrência da calamidade pública. A palestrante é coordenadora de práticas pedagógicas no Núcleo de Aprendizagem Profissional e Assistência Social (NURAP).

    Por último, Maria Glória Teixeira explicou as diferentes formas de educação às quais as crianças e os adolescentes estão expostos, ressaltando que, atualmente, este público não é o único que sofre com problemas nesta área, mas que os próprios professores também estão tendo que lidar com dificuldades. Para enfrentar o problema, a palestrante ressalta a necessidade de fortalecer os processos de acolhimento e escuta dos envolvidos.

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    A tarde foi reservada para a realização de seis oficinas sobre diversos temas escolhidos pelas próprias organizações conveniadas e pertinentes às suas respectivas realidades. “Vi que vai ter uma que fala da família, outra sobre a saúde mental de crianças e adolescentes e também uma que fala sobre como inserí-las no meio social. São temas muito relevantes para o nosso trabalho, então acredito que todas elas vão agregar de alguma forma”, comenta Juliana Cardoso, educadora da Fundação Julita, que há 70 anos atua no Jardim São Luís, bairro da cidade de São Paulo – SP, oferecendo atividades de convivência e socialização no contraturno escolar.

    “Participei da oficina 6 sobre a participação da família e como fazer essa parceria. Gostei desse tema porque está muito dentro da minha atuação direta e pude buscar novos horizontes, novos conhecimentos para agregar na ação com as famílias”, relata Laerte Araújo, assistente técnico da Gotas de Flor com Amor, instituição que proporciona projetos socioeducativos em Campo Belo, na cidade de São Paulo – SP.

    Já Lucas Araújo, orientador da mesma organização, participou da oficina 4: A importância do Brincar e suas práticas nos projetos pedagógicos das organizações. “Justamente para conhecer, trabalhar mais e entender o lúdico e como é a relação da criança com o brincar. Foi muito bom ter participado, gostei bastante da experiência”, explica.

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    Além das quatro oficinas citadas, também foram realizadas outras duas com os temas: Comunicar para captar – O que você precisa saber para começar e Por que a formação de uma rede de proteção é a melhor forma de proteger crianças e adolescentes?

    “Queria que desse para assistir todas as oficinas, mas mesmo assim estou tendo muito conhecimento. O que eu aprender aqui vou com certeza implantar na instituição onde eu trabalho”, afirma Mécia Quirino, educadora social da Instituição Casa Beija-Flor, organização que proporciona convivência e fortalecimento de vínculos em Caraguatatuba – SP. “Foi muito gratificante para mim ter a oportunidade que a Fundação Abrinq deu de termos todo este conhecimento que estamos adquirindo hoje”, completa.

    “Já temos planos para o futuro. Vamos primeiro levar o conteúdo de hoje para os que não estiveram presentes e fazer uma sensibilização com a equipe para fazermos, em conjunto, atividades cooperativas com as crianças e também desenvolvermos outras”, finaliza Roberto Jr., técnico de referência da Obra Social São Francisco Xavier, que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade social em Diadema – SP.

    Fundação Abrinq reúne organizações da sociedade civil em encontro na cidade de São Paulo – SP

    Rede Nossas Crianças

    A cada dois anos, a Fundação Abrinq abre um processo seletivo para que organizações da sociedade civil que atendem diretamente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade possam participar do Programa Nossas Crianças e, assim, receber apoio técnico e financeiro. Após o convênio, as instituições passam a integrar, automaticamente, a Rede Nossas Crianças, ondem continuam recebendo apoios pontuais e se reúnem mensalmente para trocar experiências e debater assuntos pertinentes à infância e adolescência.

    Veja mais fotos do evento

  • Fundação Abrinq realiza evento exclusivo para organizações integrantes da Rede Nossas Crianças

    Fundação Abrinq realiza evento exclusivo para organizações integrantes da Rede Nossas Crianças

    A Fundação Abrinq desenvolve o Programa Nossas Crianças desde 1993, com o objetivo de repassar recursos financeiros para organizações da sociedade civil que realizam atendimento direto e gratuito às crianças e aos adolescentes, entre 0 e 18 anos, que estão em situação de vulnerabilidade social, bem como oferecer assessoramento técnico e administrativo para todas as organizações participantes.

    Após serem conveniadas ao programa, as organizações passam a integrar a Rede Nossas Crianças, criada em 1999 com o objetivo de mobilizar e formar organizações da sociedade civil de atendimento direto para que influenciem políticas na área da infância e adolescência e desenvolvam ações transformadoras.

    No próximo dia 20 de setembro, após dois anos em formato virtual, o Encontro Anual da Rede Nossas Crianças volta a ser realizado presencialmente em São Paulo – SP.

    O dia será marcado por palestras e oficinas sobre temas como saúde mental, empregabilidade e profissionalização de adolescentes, entre outros. Confira a programação:

    09h00: Credenciamento

    09h30: Abertura

    9h50: Palestra 1: O papel dos profissionais das organizações da sociedade civil na atuação de problemas de saúde mental de crianças e adolescentes atendidos. Com a participação de: Andrés Eduardo Aguirre Antúnez

    10h35: Palestra 2: Quais as novas tendências para profissionalização e empregabilidade aos adolescentes? Com a participação de: Agâta Dourado

    11h20: Palestra 3: Os desafios das organizações da sociedade civil diante da implementação da jornada estendida na educação formal das crianças e dos adolescentes. Com a participação de: Maria Gloria Teixeira

    14h00 às 16h30: Rodada de oficinas simultâneas

    Oficina 1: Comunicar para captar – O que você precisa saber para começar

    Oficina 2: Por que a formação de uma rede de proteção é a melhor forma de proteger crianças e adolescentes?

    Oficina 3: Como promover a participação social de crianças e adolescentes?

    Oficina 4: A importância do Brincar e suas práticas nos projetos pedagógicos das organizações

    Oficina 5: Promoção e Prevenção em saúde mental de crianças e adolescentes: conceitos e manejos

    Oficina 6: A organização e a família: como fazer essa parceria?

    O evento será exclusivo para as organizações participantes da Rede Nossas Crianças, composta por 221 organizações que já foram e/ou são conveniadas, presentes em 91 municípios, 20 estados brasileiros e o Distrito Federal.

    Acompanhe o site da Fundação Abrinq e fique de olho nas novidades.