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  • Amamentação exclusiva até os seis meses: quais os benefícios?

    Amamentação exclusiva até os seis meses: quais os benefícios?

    A amamentação exclusiva até os seis meses de vida é uma das práticas mais recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde no Brasil. Durante esse período, o bebê deve receber apenas o leite materno, sem a oferta de água, chás, sucos ou qualquer outro alimento. Trata-se de um gesto natural, mas que carrega um impacto importante para a saúde da criança e para o futuro dela.

    Apesar da importância, ainda há barreiras que impedem muitas mães de seguirem essa recomendação. Entre desinformação, dificuldades no processo de amamentação e falta de políticas de apoio, milhões de crianças no mundo não recebem o aleitamento exclusivo. A diferença entre aquelas que têm acesso e as que não têm é expressiva e pode se refletir por toda a vida.

    De acordo com Bruna Grazi, enfermeira neonatologista e consultora em aleitamento materno, “os principais desafios que mães encontram para manter a amamentação exclusiva até os seis meses são a dor, as fissuras, a insegurança sobre a produção de leite e, muitas vezes, a falta de apoio da rede familiar e do ambiente de trabalho”.

    Os benefícios da amamentação exclusiva

    O leite humano é um alimento completo, capaz de fornecer todos os nutrientes de que o bebê precisa nos primeiros seis meses de vida. Ele contém proteínas, vitaminas e gorduras na medida certa, além de anticorpos que atuam como uma verdadeira vacina natural contra doenças. Crianças amamentadas exclusivamente têm menos episódios de diarreia, infecções respiratórias e otites, condições que estão entre as principais causas de hospitalização infantil.

    Outro aspecto cada vez mais reforçado pela ciência é a relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo. Pesquisas indicam que o leite materno influencia a formação cerebral, favorecendo melhores resultados em testes de aprendizagem e desempenho escolar. Além disso, a amamentação cria um laço afetivo poderoso entre mãe e bebê, proporcionando segurança emocional, o que também é fundamental para o crescimento saudável.

    No entanto, alguns mitos ainda rondam a sociedade. De acordo com a especialista, “além do mito do ‘leite fraco’, o marketing das fórmulas infantis cria a ideia de que elas são equivalentes ou até superiores ao leite materno, o que não é verdade. Muitas mães acabam introduzindo fórmulas sem necessidade, apenas por insegurança. Isso pode atrapalhar a produção de leite e interromper a amamentação exclusiva antes do tempo recomendado”.  

    Amamentação exclusiva

    O que pode acontecer com crianças que não recebem a amamentação exclusiva?

    Já as crianças que não recebem o leite materno de forma exclusiva enfrentam mais riscos de complicações. A introdução precoce de fórmulas, sucos ou outros alimentos pode comprometer a imunidade e aumentar a exposição a bactérias e vírus, levando a quadros de diarreia e desnutrição. Esses problemas afetam diretamente o crescimento, já que a ausência de nutrientes específicos do leite materno dificulta o ganho de peso e altura adequados.

    Outro impacto relevante está no campo cognitivo. A falta de aleitamento exclusivo pode afetar o desenvolvimento do sistema nervoso e reduzir as possibilidades de desempenho pleno nas fases seguintes da vida escolar. Soma-se a isso o peso financeiro, já que as famílias que não amamentam precisam arcar com custos de fórmulas infantis e, muitas vezes, com tratamentos médicos mais frequentes. Para o sistema de saúde, a consequência é o aumento das demandas e despesas com atendimentos evitáveis.

    Um investimento para toda a vida

    A diferença entre receber ou não a amamentação exclusiva vai muito além dos seis primeiros meses de vida. Trata-se de um investimento para o futuro, com efeitos de longo prazo na infância, na adolescência e até na vida adulta. Estudos mostram que pessoas que foram amamentadas exclusivamente apresentam menor risco de desenvolver obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão. Ou seja, a prática contribui não apenas para a saúde imediata, mas também para a prevenção de doenças crônicas.

    Por isso, a promoção da amamentação não pode ser responsabilidade apenas das mães. É necessário um esforço coletivo que envolve famílias, profissionais de saúde, empregadores e governos. Licenças-maternidade adequadas, locais apropriados para a extração e armazenamento do leite no ambiente de trabalho e campanhas de informação são medidas fundamentais para que mais crianças tenham acesso ao aleitamento materno exclusivo.

    Inclusive, no retorno ao trabalho, é importante que a pessoa que amamenta tenha todo o apoio necessário. “A volta ao trabalho pode ser um desafio, pode gerar ansiedade e reduzir o tempo de contato com o bebê, dificultando a manutenção da amamentação exclusiva, mas existem estratégias que ajudam. As principais estratégias são a ordenha e o armazenamento adequado do leite materno, o uso de recipientes seguros para oferecer ao bebê e o apoio do empregador com pausas para amamentar ou extrair o leite durante o expediente. É essencial que as empresas ofereçam uma sala de apoio à amamentação, com ambiente seguro, limpo e adequado tanto para a extração quanto para o armazenamento do leite materno”, relata Bruna Grazi.

    O compromisso não é só da pessoa que amamenta

    Garantir que cada bebê tenha a chance de ser amamentado de forma exclusiva é mais do que uma recomendação médica. É um compromisso ético e social. Quando um país investe em políticas de proteção à amamentação, está investindo também em um futuro mais saudável, com menos desigualdades e mais oportunidades para todas as crianças. O aleitamento materno exclusivo deve ser entendido como um direito da infância, e proteger esse direito significa abrir caminhos para que meninos e meninas cresçam fortes, protegidos e preparados para desenvolver todo o seu potencial.

    De acordo com Bruna, “a rede de apoio é fundamental. A família pode ajudar acolhendo, oferecendo descanso, cuidando da casa e evitando palpites que gerem insegurança. O melhor apoio é incentivar a mãe a amamentar e confiar no seu corpo. A rede de apoio pode ajudar acolhendo a mãe, dividindo tarefas, mas também buscando informações corretas e incentivando a procura de profissionais especializados em amamentação. Isso faz toda diferença para que ela se sinta segura e confiante no processo”.

    A atuação da Fundação Abrinq

    Para fortalecer a promoção da saúde e do desenvolvimento infantil, a Fundação Abrinq atua por meio do Programa 1000 Dias, que contempla desde a gestação até os dois primeiros anos de vida da criança. O programa trabalha em duas frentes principais: na primeira, voltada ao cuidado com gestantes, puérperas e bebês até 1 ano de idade, promove ações como oficinas orientativas, capacitação de profissionais e campanhas de conscientização sobre aleitamento materno e vacinação. Já na segunda frente, dedicada ao período de 1 a 2 anos, incentiva práticas de educação alimentar e nutricional nas creches, além de avaliações para identificar e prevenir desvios nutricionais.

    “Aumentar as taxas de aleitamento materno é um desafio que exige uma abordagem coletiva. Para que mais crianças tenham acesso ao aleitamento materno exclusivo, a sociedade precisa focar na saúde e educação. As políticas de licença-maternidade e paternidade devem ser mais longas. As empresas precisam oferecer apoio às mães no retorno ao trabalho. É essencial capacitar os profissionais de saúde para que possam dar o suporte correto às mães. Também é preciso mudar a cultura e a sociedade, combatendo a desinformação com campanhas que acabem com mitos e ofereçam uma rede de apoio forte para as mães”, finaliza a especialista.

  • Amamentação: dicas essenciais para mães de primeira viagem

    Amamentação: dicas essenciais para mães de primeira viagem

    O nascimento de um filho é um momento que pode gerar muitas dúvidas, especialmente para as mães de primeira viagem. Entre as diversas questões que surgem, a amamentação é uma das que mais preocupam e despertam inseguranças. Afinal, será que o leite materno é suficiente? Qual a posição certa para amamentar? Quais são os benefícios do aleitamento materno? Pensando nisso, este conteúdo visa responder algumas das principais dúvidas que costumam surgir durante esse período. Aqui, você encontrará informações para se sentir mais segura e confiante em relação à amamentação.

    O que é amamentação?

    Amamentação é o processo natural de alimentar o bebê com leite materno diretamente do peito. Esse leite é produzido pela mãe após o nascimento do bebê e é considerado o alimento mais completo e adequado para os recém-nascidos. Além de fornecer todos os nutrientes para o crescimento e desenvolvimento nos primeiros meses de vida, a amamentação também fortalece o vínculo entre mãe e filho, auxilia no desenvolvimento da saúde da criança ao fornecer anticorpos que ajudam a proteger contra infecções, além de contribuir com o desenvolvimento emocional e cognitivo do bebê.

    Amamentar dói?

    A prática pode causar desconforto e, em alguns casos, dor, especialmente nos primeiros dias após o nascimento. Esse desconforto pode ocorrer por várias razões, como o posicionamento inadequado do bebê ao se prender ao seio, o início do processo de lactação ou, até mesmo, devido a rachaduras nos mamilos. No entanto, de modo geral, a amamentação não deve ser dolorosa de forma constante.

    Para minimizar a dor e o desconforto, é preciso garantir que o bebê esteja bem posicionado e com a pega correta. A mãe deve procurar ajustar a posição e a forma como o bebê está agarrando o seio, e, se necessário, buscar orientação de um profissional de Saúde. Além disso, usar cremes específicos e manter uma boa higiene pode ajudar a aliviar os sintomas e promover a cicatrização. 

    Amamentação e gravidez: o que esperar na primeira gestação?

    Durante a primeira gravidez, o corpo da mulher começa a se preparar para a amamentação mesmo antes de o bebê nascer. Por volta do segundo trimestre, as mamas podem começar a produzir o colostro, um tipo de leite espesso e amarelado que será o primeiro alimento do bebê. O colostro é rico em nutrientes e anticorpos, que auxiliam na proteção e no desenvolvimento inicial do recém-nascido.

    Algumas gestantes podem notar mudanças significativas nas mamas, como aumento do tamanho, sensibilidade ou dor nos seios, especialmente nos mamilos. Essas mudanças são normais e indicam que o corpo está se preparando para a produção de leite.

    Para minimizar o desconforto, recomenda-se usar sutiãs de sustentação adequados e manter a pele hidratada para evitar rachaduras nos mamilos. Também é uma boa prática se informar sobre a posição correta do bebê durante a amamentação e técnicas de pega, que ajudam a evitar dores e a garantir que o bebê esteja recebendo o leite de maneira eficaz.

    O que a amamentação causa no corpo da mãe?

    A amamentação provoca uma série de mudanças no corpo da mãe, muitas das quais são benéficas tanto para a recuperação pós-parto quanto para a saúde a longo prazo. Durante esta etapa, o corpo libera hormônios como a ocitocina, que ajuda a contrair o útero e acelerar a recuperação pós-parto, além de promover o vínculo afetivo entre mãe e bebê.

    A longo prazo, a prática também tem sido associada a uma redução no risco de desenvolver câncer de mama e de ovário, além de diminuir a probabilidade de osteoporose.

    No entanto, o processo também pode trazer alguns desafios, como a fadiga devido à demanda constante de alimentar o bebê, mudanças nos níveis hormonais que podem afetar o humor, e o aumento da fome e da sede, já que o corpo utiliza recursos adicionais para produzir leite.

    Amamentação mães de primeira viagem

    Por que realizar o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade?

    A amamentação exclusiva com leite humano até os 6 meses de vida é amplamente recomendada por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil. Isso significa que durante esse período, o bebê deve receber apenas leite materno, sem a necessidade de outros alimentos ou líquidos, como água, sucos ou fórmulas infantis.

    Trata-se do alimento ideal para o bebê porque contém todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável nos primeiros meses de vida. Além disso, é facilmente digerido e ajustado para as necessidades nutricionais em constante mudança do bebê. Ele também fornece anticorpos e outras substâncias imunológicas que ajudam a proteger o bebê contra infecções, alergias e doenças crônicas.

    Amamentar emagrece?

    Sim, amamentar pode ajudar na perda de peso após o parto. Durante a produção de leite, o corpo da mãe queima cerca de 300 a 500 calorias por dia, dependendo do volume de produção, o que pode facilitar o emagrecimento. No entanto, a perda de peso varia de pessoa para pessoa, e é importante manter uma dieta saudável e equilibrada para garantir o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê.

    Como continuar a amamentar após voltar ao trabalho?

    Voltar ao trabalho após a licença-maternidade não significa que a amamentação precisa ser interrompida. Existem maneiras de continuar proporcionando os benefícios do leite materno ao bebê, mesmo com a rotina de trabalho. Uma opção é extrair o leite e armazená-lo para que possa ser oferecido ao bebê durante o período em que a mãe estiver fora. Isso pode ser feito manualmente ou com a ajuda de bombas de extração.

    Planeje e converse com o empregador sobre horários e locais adequados para a extração do leite, garantindo que você possa manter essa prática de forma confortável e higiênica. No Brasil, a legislação trabalhista assegura às mães lactantes dois intervalos de 30 minutos durante a jornada de trabalho para amamentação ou extração de leite até o bebê completar 6 meses.

    Outra alternativa é a amamentação direta ao chegar em casa, mantendo o contato e o vínculo afetivo com o bebê. Adaptar a rotina de amamentação ao novo ritmo pode ser desafiador, mas é possível com planejamento e apoio adequado.

    Quantos dias dura a licença-maternidade?

    No Brasil, a licença-maternidade dura 120 dias (cerca de 4 meses) para a maioria das trabalhadoras. No entanto, empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã podem oferecer uma licença estendida de até 180 dias (6 meses). A extensão é opcional para as empresas e, se adotada, a colaboradora pode desfrutar de mais tempo em casa com o bebê. Durante o período, a mãe tem direito ao salário-maternidade, que é pago pela empresa e posteriormente reembolsado pela Previdência Social.

    Amamentação e menstruação

    A amamentação pode afetar o retorno da menstruação após o parto. Muitas mulheres que amamentam exclusivamente não ovulam durante os primeiros meses, o que faz com que a menstruação demore a voltar. Esse fenômeno ocorre devido à alta produção do hormônio prolactina, responsável pela produção de leite, que também inibe a ovulação.

    O tempo que a menstruação demora para retornar varia de mulher para mulher. Algumas podem ficar meses sem menstruar durante a amamentação, enquanto outras podem ver seu ciclo retornar dentro de algumas semanas ou meses após o parto, mesmo enquanto ainda estão amamentando.

    Em caso de dúvidas, procure um profissional de Saúde de sua confiança para receber o apoio necessário durante o período.

    Cada Gota Importa

    Com o objetivo de promover o aleitamento materno e compartilhar informações importantes sobre o assunto para que cada vez mais mulheres possam vivenciar uma experiência mais tranquila com a amamentação, a Fundação Abrinq realiza a campanha Cada Gota Importa. Clique aqui para conhecer a iniciativa.

  • Saiba o que é preciso para uma amamentação de qualidade

    Saiba o que é preciso para uma amamentação de qualidade

    O Agosto Dourado é um período de promoção do aleitamento materno, prática que traz inúmeras vantagens tanto para a mãe como para o bebê. Com o objetivo de estimular a amamentação e conscientizar a população sobre esses benefícios, a Fundação Abrinq lançou, durante o mês, a primeira edição da campanha Cada Gota Importa.

    Acesse o site para saber mais sobre aleitamento materno e fazer o download dos materiais de divulgação.

    Pensando em ajudar as mães a se prepararem ainda mais para uma amamentação de qualidade, a Fundação Abrinq conversou também com a Dra. Rosangela Gomes dos Santos, pediatra e atual presidente do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

    Que tipo de apoio e orientação as mães podem procurar durante a gestação para garantir uma amamentação bem-sucedida?

    Durante o pré-natal, as grávidas devem conversar com o seu obstetra sobre cuidados das mamas e terem as suas mamas examinadas. Os pais devem fazer consulta na 32° semana da gestação com o profissional pediatra de sua escolha para conversarem sobre o aleitamento materno. Esta consulta é uma janela de oportunidade para o primeiro contato dos pais com o profissional que irá ajudar a família nas dificuldades e no acompanhamento do seu futuro filho. Devem também procurar informações confiáveis nos grupos de gestantes das empresas, dos hospitais de referência ou nas Unidades Básicas de Saúde para obter conhecimento sobre as dificuldades e soluções para um aleitamento de sucesso. Eles também precisam ser orientados sobre os tipos de parto e ter a informação que o parto normal favorece a descida do leite, facilitando mais precocemente a instalação da amamentação.

    Vale lembrar que informações fornecidas por pessoas não qualificadas poderão criar ansiedade e dificuldades que poderão intervir numa evolução favorável da gestação e amamentação. Recomendo procurar informações confiáveis em sites da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Sociedade de Pediatria de São Paulo, da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo, da Sociedade Paulista de Mastologia, dentre outras.

    Quais são os principais cuidados com a saúde que as mães devem manter para garantir a qualidade do leite materno e a saúde do bebê?

    Realizar o pré-natal de forma adequada, usar as vitaminas indicadas pelo obstetra, ter o cuidado de não usar cremes hidratantes na aréola e nos bicos da mama. Ter uma alimentação saudável, não fumar, não beber, não usar medicamentos não indicados por médicos. Praticar atividade física controlada, procurar dormir bem, não pintar cabelo com produtos que contenham amônia ou chumbo e evitar carnes cruas. Importante também ter o seu calendário vacinal em dia.

    Quais os principais desafios que as mães podem enfrentar durante o processo de amamentação e como superá-los?

    O parto bem-sucedido e bem orientado influencia positivamente o binômio mãe-bebê para toda a vida. Nas primeiras horas após o nascimento, a maioria dos recém-nascidos saudáveis se movem instintivamente até o seio materno, e os profissionais que estiverem envolvidos na sala de parto devem ajudar os pais a promoverem o contato pele a pele (colocar o bebê em contato com o seio materno), promovendo a golden hour (hora de ouro), diminuindo o estresse materno e favorecendo a descida do leite. O leite humano é um alimento vivo, cuja composição muda de acordo com a necessidade do bebê em fases diferentes da vida, sendo essencial na prevenção de doenças e da obesidade. Os primeiros dias da amamentação são de fundamental importância para a manutenção e continuidade do aleitamento materno. A Organização Mundial da Saúde orienta o aleitamento materno exclusivo (sem água, chá ou outros alimentos) até os 6 meses de idade da criança e continuado até os 2 anos ou mais.

    As mães podem encontrar inúmeras dificuldades no período da amamentação, sendo as mais comuns a dor ao amamentar, o cansaço decorrente de poucas horas de sono, a falta de rede de apoio, a volta ao trabalho antes dos seis meses, entre outras. Apesar dos obstáculos, a maioria das mães consegue iniciar a prática. Orienta-se que as mulheres que tiverem dificuldades durante todo o processo de amamentação procurem logo profissionais que possam ajudar, evitando o desmame. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é um destes locais, atendendo as mulheres com dificuldades de amamentação em todo o Brasil de forma gratuita.

    Qual é o papel do pai ou do parceiro na preparação e no apoio à amamentação de qualidade? Como eles podem desempenhar um processo ativo neste processo?

    Tornar-se pai/mãe é uma questão biológica cercada de muita expectativa e ansiedade. O parceiro deve participar nas consultas de pré-natal, no momento do parto e nas visitas ao pediatra, o que permitem que ele se informe sobre a rotina e o crescimento dos filhos, além de viver com a mãe as alterações emocionais vivenciadas com a chegada do novo membro da família. Os pais têm influência em quatro aspectos: na decisão de amamentar, no auxílio para a primeira mamada, no prolongamento da amamentação e como fator de risco para o uso de mamadeira quando não recebe informações e orientações. O pai não é coadjuvante no nascimento. Ele é ator principal junto com a mulher.

    Algo mais que acredite ser importante compartilhar sobre o assunto?

    As empresas podem favorecer o aleitamento materno na volta ao trabalho, possuindo uma sala de apoio à amamentação, onde a mulher pode esvaziar as mamas no horário de trabalho quando estiver longe do filho e, ao final da jornada de trabalho, possa levar o leite colhido para oferecer ao bebê quando ela não estiver. Este trabalho também traz benefícios para a empresa, para a sociedade e para o meio ambiente. Muitas empresas já possuem estas salas e em alguns países já são obrigatórias.

    As creches no local de trabalho e a licença maternidade de seis meses também favorecem a manutenção do aleitamento materno ao trazer tranquilidade à mulher trabalhadora.

    Ficou com alguma dúvida ou quer mais informações sobre a temática? Acesse o site da campanha Cada Gota Importa!

  • Como as empresas podem apoiar a amamentação?

    Como as empresas podem apoiar a amamentação?

    No contexto atual, onde a equidade de gênero e o bem-estar dos colaboradores estão cada vez mais em pauta, as empresas estão assumindo um papel essencial em apoiar as colaboradoras que são mães durante o período de aleitamento materno. Ao reconhecer a importância da amamentação para a saúde das crianças e o vínculo entre mãe e filho, além do impacto do processo no bem-estar e desempenho das colaboradoras, muitas organizações podem adotar medidas proativas para garantir que suas colaboradoras possam amamentar com facilidade, promovendo um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso, tais como:

    Salas de lactação: uma das iniciativas mais valorizadas é a criação de espaços apropriados para que as mães possam extrair leite ou amamentar. Salas de lactação bem equipadas, com espaço dedicado a armazenamento e refrigeração, que garantam privacidade e conforto, têm se tornado uma iniciativa de qualidade para empresas comprometidas com o bem-estar das mães.

    Flexibilidade de horários: ao compreender as necessidades das mães que amamentam, as empresas podem oferecer horários flexíveis para que as colaboradoras que estejam passando por este período possam ajustar as suas tarefas de trabalho em torno dos momentos de amamentação, contribuindo para um equilíbrio entre a vida profissional e a maternidade.

    Políticas de licença-maternidade e licença-paternidade estendidas: as empresas também podem ampliar a licença-maternidade e, também, oferecer a licença-paternidade estendida, reconhecendo que a presença dos pais é crucial nos primeiros meses de vida da criança. Tal abordagem fortalece a parceria entre os casais e promove a igualdade de gênero.

    Apoio psicológico: a transição para a maternidade pode ser desafiadora. Por isso, as instituições podem oferecer serviços de apoio psicológico, como grupos de apoio a mães, aconselhamento psicológico ou parcerias com profissionais de saúde mental.

    De acordo com Bruna Grazielle, consultora de amamentação, “é importante que empresas, assim como familiares, vizinhos e amigos valorizem a amamentação e proporcionem apoio emocional às mães. Todos podem ajudar e incentivar. Todos nós somos parceiros da amamentação. Trata-se de um momento de acolhimento e devemos defender o direito das mulheres de poderem amamentar os seus filhos”.

    À medida que as empresas adotam iniciativas como estas, acabam demonstrando não apenas sensibilidade e respeito pelos desafios enfrentados pelas mães, mas também promovem um ambiente de trabalho mais saudável, equitativo e inclusivo. Trata-se de um compromisso que ajuda as mães e contribui para uma cultura corporativa mais sólida. A aposta na promoção de ambientes amigáveis para mães durante o período de aleitamento materno é um investimento no bem-estar humano e no sucesso coletivo.

    Programa Empresa Amiga da Criança

    Criado em 1995 pela Fundação Abrinq, o Programa Empresa Amiga da Criança engaja e reconhece as empresas que realizam ações de responsabilidade social corporativa voltadas para a infância e adolescência, como o estímulo ao aleitamento materno.

    Clique aqui e saiba como sua empresa pode fazer parte do programa.

    Cada Gota Importa

    A campanha Cada Gota Importa, criada pela Fundação Abrinq, oferece informações detalhadas sobre os direitos da mãe lactante e como as empresas podem ajudar durante o processo do aleitamento materno. Acesse o site da campanha e confira uma cartilha exclusiva com boas práticas para empresas e mães que trabalham e amamentam. Aprenda, também, a criar ambientes acolhedores e favoráveis à amamentação, promovendo a Saúde e o bem-estar dos bebês, além de fortalecer a relação entre mães e empresas.

    Clique aqui para acessar.

  • Entenda a importância de uma rede de apoio durante a amamentação

    Entenda a importância de uma rede de apoio durante a amamentação

    A amamentação é um dos momentos mais especiais e importantes na vida de uma mãe e do seu bebê. No entanto, enfrentar desafios durante este processo é algo bastante comum, o que torna a rede de apoio fundamental para oferecer suporte emocional e prático às mães que estão amamentando. 

    Uma rede de apoio durante a amamentação pode ser formada por inúmeras pessoas que fazem parte da rotina diária da mãe lactante. Desde cônjuge, parentes, amigos, colegas de trabalho e, até mesmo, a empresa empregadora.

    Com isso em mente, aqui estão cinco dicas importantes sobre como a rede de apoio pode ser uma aliada essencial nesta jornada:

    1. Orientação profissional:
    Uma rede de apoio eficiente pode incluir profissionais de saúde e especialistas em amamentação capazes de fornecer informações atualizadas e embasadas sobre os benefícios da amamentação, além de técnicas de pega correta, posições confortáveis e como superar possíveis dificuldades. A disseminação de conhecimento é essencial para que as mães se sintam confiantes e informadas ao longo do processo.

    2. Empatia e encorajamento:
    A rede de apoio também precisa incluir pessoas que possam entender as experiências da mãe durante a amamentação. A empatia e o encorajamento são fundamentais para manter o ânimo e a autoestima das mães, especialmente diante de desafios como a dor nos primeiros dias ou a necessidade de lidar com dúvidas e inseguranças.

    3. Parceria com o cônjuge:
    Os parceiros também têm um papel crucial na rede de apoio. Eles podem ajudar com tarefas domésticas, cuidar do bebê em outros momentos para que a mãe possa descansar, oferecer palavras de incentivo e participar ativamente do processo de amamentação. Tal parceria fortalece o vínculo entre o casal e alivia a carga sobre a mãe, permitindo que ela se concentre na amamentação.

    4. Grupos de apoio e comunidades online:
    Participar de grupos de apoio presenciais ou comunidades online dedicadas à amamentação pode ser uma forma valiosa de compartilhar experiências, fazer perguntas, obter conselhos e sentir-se parte de um grupo acolhedor. A troca de vivências com outras mães pode ajudar a desmistificar mitos e fornecer novas perspectivas sobre a amamentação.

    5. Flexibilidade no ambiente de trabalho:
    Apoiar mães que amamentam também é uma boa prática das empresas. Oferecer condições de trabalho flexíveis, como horários adaptados para pausas para amamentação ou possibilidade de trabalho remoto, permite que a mãe continue amamentando mesmo após o retorno ao emprego. Estas ações ajudam a mulher conciliar as responsabilidades profissionais com o cuidado do bebê.

    De acordo com a Dra. Sabrina Gois, pediatra em São Paulo – SP, “é muito importante que a comunidade, a família e todos possam apoiar a mãe. Quem prepara uma refeição para a mãe ou quem cuida do bebê por determinados períodos de tempo está apoiando o aleitamento materno. No fim, não é só a mãe que vai amamentar sozinha. A rede de apoio também pode e deve colaborar com o sucesso deste processo”.

    Ao permitir que as mulheres tirem pausas para descansar, por exemplo, familiares e amigos contribuem para a renovação das energias físicas e mentais, colaborando para que a mãe esteja mais preparada para enfrentar as exigências da amamentação. Além disso, garantir que as mães tenham acesso a refeições nutritivas e equilibradas é crucial para manter sua saúde e produção de leite, e a rede de apoio pode desempenhar um papel vital ao cuidar dessa parte da jornada de amamentação. Ao criar momentos dedicados exclusivamente para as mulheres, a rede de apoio não apenas fortalece o vínculo emocional entre mãe e bebê, mas também reconhece a importância da mãe com ela mesma.

    Cada Gota Importa no aleitamento materno

    Para disseminar informações sinceras e sem tabus e assim estimular o aleitamento materno de forma real, a Fundação Abrinq lançou a campanha Cada Gota Importa.

    A campanha conta com uma abordagem humanizada da maternidade, de forma que as mães se sintam representadas em algumas situações, assim como compreendidas e apoiadas durante a jornada de amamentação.

    Conheça mais sobre a iniciativa clicando aqui.

  • Semana Mundial do Aleitamento Materno: entenda a importância da prática

    Semana Mundial do Aleitamento Materno: entenda a importância da prática

    Com início em 1º de agosto e estendendo-se até o dia 7, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) deste ano tem como tema Possibilitando a amamentação: fazendo a diferença para mães e pais que trabalham. Com isso, a Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno definiu algumas metas para a semana este ano, dentre as quais, estão:

    •    Informar a sociedade sobre a amamentação e parentalidade do ponto de vista de mães e pais que trabalham;
    •    Fortalecer a licença remunerada e o suporte no local de trabalho como ferramentas importantes de apoio à amamentação;
    •    Engajar pessoas e organizações para melhorar a colaboração e o suporte às mães lactantes no trabalho;
    •    Incentivar ações para melhorar as condições de trabalho e apoio relacionadas à amamentação.

    Todo ano a SMAM visa destacar a importância do aleitamento materno e promover a conscientização sobre seus inúmeros benefícios para mães e bebês. Durante esta semana, organizações de Saúde, profissionais e comunidades em todo o mundo se unem para compartilhar informações valiosas, incentivar o apoio às mães lactantes e ressaltar o papel fundamental que o aleitamento desempenha na promoção da saúde e no desenvolvimento saudável das crianças. É uma oportunidade única para educar e empoderar a sociedade sobre esta prática tão importante para o bem-estar do bebê.

    O que é aleitamento materno?

    O aleitamento materno é o ato de alimentar um bebê com o leite produzido pelos seios da mãe. É uma prática fundamental para a saúde e o desenvolvimento da criança, pois o leite materno contém todos os nutrientes necessários para o crescimento adequado, além de anticorpos que o protegem contra doenças. 

    Além disso, o ato de amamentar fortalece o vínculo afetivo entre a mãe e o filho, promovendo um elo emocional importante para o bem-estar de ambos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, seguido da introdução de alimentos complementares após este período, e mantendo a amamentação até, pelo menos, os dois anos.

    A importância do aleitamento materno

    O aleitamento materno oferece benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê que recebe a amamentação.

    Qual a importância do aleitamento materno para o bebê?

    •    Nutrição ideal, fornecendo todos os componentes necessários para um crescimento saudável;
    •    Rico em anticorpos e células imunológicas que protegem contra infecções e fortalecem o sistema imunológico;
    •    Contribui para um melhor desenvolvimento cognitivo e intelectual.

    Qual a importância do aleitamento materno para a mãe?

    •    Ajuda na recuperação pós-parto, auxiliando na contração do útero e reduzindo riscos de hemorragias;
    •    Pode reduzir o risco de doenças como câncer de mama, câncer de ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas;
    •    Estabelece um vínculo emocional forte com o bebê, promovendo sentimento de segurança e apego.

    Por que realizar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses?

    O aleitamento materno exclusivo durante este período protege o bebê contra infecções gastrointestinais e respiratórias, reduzindo significativamente os riscos de diarreia, pneumonia e outras doenças comuns na infância. Além disso, o leite materno é mais facilmente digerido pelo sistema gastrointestinal sensível dos bebês, reduzindo a ocorrência de problemas digestivos, como cólicas.

    Após os seis meses, a introdução de alimentos complementares de forma gradual e a continuação do aleitamento materno até pelo menos os dois anos de idade são recomendadas para garantir uma nutrição adequada e um desenvolvimento saudável.

    Quando o leite materno não é recomendado?

    •    Mulheres que têm o vírus HIV não devem amamentar seus bebês, pois há risco de transmissão;
    •    Uso de medicamentos incompatíveis: em alguns casos, certos medicamentos prescritos para a mãe podem ser prejudiciais ao bebê;
    •    Mães com infecções graves: se a mãe estiver com uma infecção grave que possa ser transmitida por meio do leite materno, é recomendado interromper a amamentação temporariamente para proteger o bebê;
    •    Uso de drogas ilícitas ou álcool em excesso: o consumo de drogas ilícitas ou álcool em grandes quantidades pode prejudicar o desenvolvimento do bebê por meio da amamentação.

    É válido ressaltar que a maioria das mulheres pode amamentar com segurança e que a orientação de um profissional de saúde é essencial para determinar a melhor forma de alimentação para cada bebê, especialmente em situações de saúde específicas, como uso de medicamentos, infecções, entre outras.

  • O papel das empresas na promoção do aleitamento materno

    O papel das empresas na promoção do aleitamento materno

    O aleitamento materno é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do bebê. Além de contribuir para sua formação cognitiva, crescimento e imunidade, ele também é capaz de proporcionar diversos benefícios para a mãe no pós-parto. No entanto, mesmo com tantas vantagens, nem sempre a amamentação é uma ação simples e natural como costuma ser divulgada. 

    Muitas mulheres e famílias passam por diferentes experiências com o aleitamento materno e alguns fatores podem contribuir para uma vivência negativa e até a interrupção do aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, por exemplo, a falta de uma rede de apoio, difícil acesso à informação de qualidade sobre o assunto ou aspectos físicos como sentir dor ao amamentar, não conseguir realizar a pega correta, entre outros. 

    O retorno ao trabalho também possui uma forte influência na continuidade da amamentação. De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) de 2019, a prevalência do aleitamento materno exclusivo no Brasil foi de 60% entre crianças com idade inferior a 4 meses — período da licença-maternidade previsto em lei — e de 45,7% entre as crianças com menos de 6 meses.

    Vejas os dados de acordo com as regiões: 

    Menores de 4 meses  Norte: 57% Nordeste: 55,8%  Centro-Oeste: 60,8%  Sul: 59,8%  Sudeste: 63,5% Menores de 6 meses  Norte: 40,7%  Nordeste: 38% Centro-Oeste: 44,1% Sul: 53,1% Sudeste: 50%

     

    Menores de 4 meses  Norte: 57% Nordeste: 55,8%  Centro-Oeste: 60,8%  Sul: 59,8%  Sudeste: 63,5% Menores de 6 meses  Norte: 40,7%  Nordeste: 38% Centro-Oeste: 44,1% Sul: 53,1% Sudeste: 50%

    Os indicadores ressaltam a importância das empresas também promoverem a prática para o público externo e, principalmente, interno. 

    Em um estudo realizado pela Fundação Abrinq com as empresas que participam do Programa Empresa Amiga da Criança, foi possível constatar que instituições de grande porte possuem mais políticas internas voltadas ao tema. 43% das empresas que proporcionam a licença-maternidade estendida são classificadas como grande porte, enquanto 24% são classificadas como pequeno porte e 22% são microempresas. 

    Como promover o aleitamento materno no ambiente corporativo

    Estimular a amamentação é mais fácil do que muitos gestores imaginam. Para ajudar, a Fundação Abrinq reuniu algumas dicas de como a sua empresa pode promover o aleitamento materno. São elas: 

    1. Licença-maternidade estendida 

    Toda colaboradora gestante, que possui emprego de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), tem direito à licença-maternidade de 120 dias sem prejuízo do emprego e do salário. No entanto, foi instituído pela Lei nº 11.770/2008 o Programa Empresa Cidadã, no qual as empresas prorrogam a licença por mais 60 dias, totalizando 180 dias, o equivalente a 6 meses.

    As empresas que participam do Programa Empresa Cidadã possuem benefícios fiscais e podem deduzir do imposto de renda o total da remuneração integral da colaboradora pago nos 60 dias de prorrogação da licença-maternidade. 

    2. Home-office 

    Uma alternativa é possibilitar o trabalho home-office, após o período oficial da licença, até que o bebê complete 6 meses de vida. Assim, a empresa facilita e proporciona meios para a mãe manter o aleitamento materno exclusivo.

    3. Sala de apoio à amamentação 

    Algumas empresas disponibilizam salas de apoio à amamentação, dessa forma, a mulher pode retirar e armazenar o leite com privacidade para posteriormente oferecer ao seu filho ou doar. 

    4. Ações de conscientização 

    Informar, orientar e conscientizar todos os colaboradores sobre a importância do aleitamento materno é essencial para estimular a prática. A empresa pode realizar campanhas internas, divulgar informações sobre o assunto e até realizar palestras com especialistas. 

    5. Licença-paternidade estendida 

    De acordo com a CLT, os colaboradores que se tornaram pais possuem o direito de se afastar de suas atividades durante 5 dias após o nascimento da criança. No entanto, assim como a licença-maternidade, as empresas que participam do Programa Empresa Cidadã, do governo federal, podem ampliar a licença-paternidade para 20 dias. 

    A ação além de contribuir para o aleitamento materno exclusivo, tendo em vista que a mulher possuirá um contato de apoio próximo com quem dividirá as responsabilidades, também reforça a importância e o papel dos pais na prática.

    Empresa presente no bem-estar e na vida dos colaboradores 

    Empresa Amiga da Criança há 8 anos, o Laboratório Beneficente de Belém, localizado em Belém – PA, é um exemplo de como promover a amamentação de forma prática e eficaz. 

    Com 18 unidades espalhadas pelo estado, a empresa disponibiliza formulários para que os colaboradores e os clientes possam participar do LABMamãe, um programa gratuito para mães e pais grávidos que disponibiliza materiais de orientação e palestras com especialistas sobre a alimentação da gestante, os primeiros cuidados com o bebê, o aleitamento materno e as primeiras vacinas. 

    “A partir do momento que eles fazem a inscrição, já passam a receber conteúdos com dicas de saúde, vacinação e amamentação. No período final da gestação, eles participam de um curso presencial de 8h, dividido em dois dias, com aulas práticas”, conta Joyce Carvalho, coordenadora de relacionamento do Laboratório Beneficente de Belém. 

    A iniciativa foi criada em 2004, a partir da necessidade dos próprios clientes e colaboradores e, anualmente, atende cerca de 500 famílias. Devido à pandemia, o curso presencial precisou ser suspenso, mas Joyce conta que o Laboratório já está se preparando para ofertá-lo virtualmente. 

    “Como somos um ambiente laboratorial eles [clientes e colaboradores] pediam indicações e orientações. Foi quando um dos nossos diretores viu a necessidade de auxiliá-los. Nós trabalhamos com a gestante desde o início.

    Quando ela se inscreve já passa a receber e-mails com dicas. Infelizmente não tivemos como realizar o curso no período da pandemia, mas estamos com o projeto de fazê-lo online, a partir de setembro, com vídeo aulas”, explica. 

    O programa ajuda a disseminar informações de qualidade sobre uma das etapas mais importantes para o bebê e os pais e, além disso, contribui para uma participação cada vez mais presente de outros familiares, em especial dos pais. 

    “Nos últimos cinco anos, os pais têm sido muito participativos. Anteriormente víamos os avós da criança, os irmãos, hoje é são os pais que participam com as mães e vemos isso como algo muito positivo, porque eles estão ali acompanhando as esposas e ficam cientes de como podem auxiliá-las”, afirma. 

    O LABMamãe não é a única iniciativa voltada para o tema desenvolvida pela empresa. O Laboratório Beneficente de Belém também realiza campanhas para arrecadar frascos de vidro para doação de leite materno, que são entregues para a Santa Casa do Pará e já visa instituir outra formação sobre massagem Shantala após o nascimento dos bebês. A massagem possui inúmeros benefícios, desde acalmar, aumentar o vínculo afetivo entre a mãe, o pai e o bebê até evitar desconfortos como o cólica. 

    “O retorno de trabalhar voluntariamente, de abraçar a população e ajudar o próximo é muito grande. Se outras empresas abraçassem a causa, nós poderíamos mudar muitas coisas”, finaliza Joyce. 

    Programa Empresa Amiga da Criança 

    Criado em 1995 pela Fundação Abrinq, o Programa Empresa Amiga da Criança engaja e reconhece as empresas que realizam ações de responsabilidade social corporativa voltadas para a infância e adolescência, como o estímulo do aleitamento materno. 

    “Promover o aleitamento materno no Brasil é um trabalho de todos nós e ter o apoio das empresas na causa é fundamental, pois sabemos que a preocupação e o retorno ao trabalho possuem uma forte influência na amamentação, especialmente na exclusiva. Nos sentimos muito orgulhosos em ter empresas que promovem ações de incentivo e conscientização como nossas parceiras”, afirma Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq. 

    Torne-se uma Empresa Amiga da Criança e faça parte deste movimento. Saiba mais sobre o programa aqui.  

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  • Amamentação: uma prática que vai muito além da alimentação

    Amamentação: uma prática que vai muito além da alimentação

    A primeira semana de agosto, entre os dias 1 e 7, é considerada a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). Criada pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA – sigla em inglês), a iniciativa ocorre em mais de 120 países com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da amamentação. No Brasil, o Ministério da Saúde é o responsável pelo desenvolvimento da SMAM, que anualmente define um tema a ser trabalhado em prol da prática.

    Neste ano, o tema selecionado foi Proteger a Amamentação: Uma responsabilidade de todos. Para isso, divide as ações em quatro etapas:

    •    Informar as pessoas sobre a importância de proteger o aleitamento materno;
    •    Apoiar o aleitamento materno como uma responsabilidade vital para a saúde pública;
    •    Se articular com indivíduos e organizações para buscar maior impacto;
    •    Desenvolver ações sobre a proteção do aleitamento materno para melhorar a saúde pública. 

    Instituído pela Lei nº13.435/2017, agosto também passou a ser considerado o mês do aleitamento materno no Brasil. Intitulado como Agosto Dourado, o movimento visa promover ações que estimulem a prática. A cor dourada foi selecionada para representar o padrão ouro de qualidade do leite materno. 

    Mas, afinal, por que a amamentação é tão importante? 

    O leite materno é o melhor alimento que pode ser ofertado ao bebê, dado que ele contém todos os nutrientes necessários de acordo com cada etapa de desenvolvimento, facilita a digestão, hidrata e protege contra doenças infecciosas e alergias, assim como melhora a resposta à vacinação e diminui as chances de mortalidade infantil. O ideal é que o leite materno seja o único alimento ingerido pelo bebê até os 6 meses de vida e complementar até 2 anos ou mais.

    Além de ser fundamental para o bebê, a amamentação também proporciona inúmeros benefícios para a mãe e a família, por exemplo, reduz a depressão pós-parto, diminui a incidência de câncer de ovário e mama, evita o gasto com alimentos alternativos, aumenta o vínculo entre a mãe e o bebê, entre tantos outros. 

    Apesar de todos os pontos positivos, muitas mães ainda enfrentam, diariamente, inúmeros desafios que podem dificultar a amamentação exclusiva, como a falta de apoio da família, a falta de orientação sobre a prática, o retorno ao trabalho antes que o bebê complete 6 meses e até mitos de que o leite materno sozinho não sustenta a criança. Todos esses fatores refletem diretamente no índice de aleitamento materno no Brasil. De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 54% dos bebês de até 6 meses receberam aleitamento materno exclusivo em 2020. O indicador retrata o aumento de um ponto percentual comparado a 2019, quando a taxa nacional ficou em 53%.

    Confira os índices de aleitamento materno exclusivo por regiões: 

    Aleitamento materno exclusivo até o sexto mês - 2019 e 2020

    O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil 2019 (ENANI) indica que a prevalência do aleitamento materno exclusivo entre os bebês de 6 meses aumentou 42,8 pontos percentuais entre 1986 e 2020. 

    “A melhora no percentual pode ser atribuída as ações de promoção, proteção e apoio que foram intensificadas nos últimos anos. Também foram criadas políticas nacionais de apoio ao aleitamento materno como a estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança, a NBCAL [Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras], e tantas outras que facilitam o acesso à informação e o engajamento de cada vez mais pessoas e profissionais qualificados no assunto. Tudo isso reforça que o sucesso da amamentação é uma responsabilidade compartilhada”, explica Cintia Cunha, líder da área de Saúde da Fundação Abrinq. 

    Além de promover a saúde integral para a dupla mãe e bebê e ser um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o aleitamento materno tem impactos positivos, inclusive, na mortalidade infantil, se tornando uma maneira econômica e eficaz de prevenção, intervenção e redução dos óbitos por causas evitáveis. 

    Amamentação em meio à pandemia 

    Com o início da pandemia causada pela COVID-19, muitas dúvidas surgiram sobre a prática, no entanto, o aleitamento materno continua sendo recomendado. Isso porque a transmissão da doença se dá pelas vias respiratórias (boca e nariz) e não por meio do leite materno. Seguindo os cuidados necessários é possível manter uma amamentação saudável e segura.   Para a Dra. Maria Gomes, médica e pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira/FIOCRUZ, “os benefícios da amamentação superam qualquer risco de contágio entre a mãe e o bebê”. 

    O leite materno é capaz de fornecer anticorpos que protegem os bebês contra muitas infecções. Alguns estudos, inclusive, indicam que o leite humano de mães infectadas pelo Coronavírus ou que já tenham se vacinado possui anticorpos contra o vírus, podendo desempenhar um papel importante na proteção do bebê neste período. 

    No entanto, alguns cuidados adicionais são fundamentais para ter uma amamentação saudável e sem riscos em meio a uma das piores crises sanitárias, especialmente se a mãe apresentar algum sintoma de gripe. São eles: 

    •    Lavar as mãos ou utilizar álcool gel 70% sempre que for manter contato com o bebê;
    •    Evitar falar ou tossir durante a amamentação;
    •    Evitar tocar as mãos do bebê, pois ele pode leva-las até a boca;
    •    Usar máscara cobrindo totalmente o nariz e a boca;
    •    Evitar a circulação em locais públicos ou com aglomeração de pessoas. 

    Sinais de que está indo tudo bem com a amamentação

    •    A mãe aparenta estar saudável e relaxada, mantendo vínculo com o bebê;
    •    O bebê procura o peito sempre que sente fome;
    •    A mãe não está com desconforto ou sentindo dor na mama.

    Aleitamento materno: um guia para toda a família 

    Todos os anos, a Fundação Abrinq divulga novas informações e realiza ações para incentivar o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e complementar até os 2 anos. 

    Para explicar como toda a família pode se envolver e ajudar na amamentação, bem como esclarecer possíveis dúvidas sobre o assunto, ela produziu o e-book Aleitamento materno: um guia para toda família. Disponível gratuitamente para download aqui. 

    “A sensibilização sobre esta temática ainda é um desafio, então esses materiais vão chegar de fato em quem necessita de informação. O e-book é muito importante para a promoção do aleitamento materno exclusivo e complementar. Ele resume de forma clara e gratuita para a família as orientações que ela de fato precisa ter para o sucesso do aleitamento materno”, finaliza Cintia.  

    Faça parte deste movimento e estimule a prática também! Clique aqui para mais informações sobre o tema. 
     

  • Amamentação em tempos de pandemia

    Amamentação em tempos de pandemia

    Fundação Abrinq dá dicas de como se prevenir e proteger o bebê durante a Covid-19

    A amamentação é um dos momentos mais importantes para aumentar o laço afetivo entre mãe e filho. Além da troca de amor e carinho natural entre a mulher e o bebê, traz inúmeros benefícios para a criança.

    O leite materno é o alimento mais completo que um bebê pode receber desde o seu nascimento, protegendo-o de inúmeras doenças e auxiliando em seu crescimento.

    O tema aleitamento materno normalmente já desperta a curiosidade das mulheres. Em tempos de pandemia, não podia ser diferente.

    Diante deste novo cenário de pandemia em função da Covid-19, a Fundação Abrinq traz para as mamães, dicas de como se prevenir e proteger o bebê na amamentação.

    Amamentação durante a pandemia

    As mães podem – e devem – amamentar neste período. A amamentação exclusiva é recomendada até os seis primeiros meses de vida e complementada até pelo menos os 2 anos de idade. Isso é importante porque o leite materno fornece anticorpos que protegem os bebês contra muitas infecções.

    Estou com suspeita ou confirmação de Covid-19. Posso amamentar meu bebê?

    “Tudo vai depender do estado geral dela. Se ela estiver bem, se sentindo disposta ou não tenha nenhuma complicação da doença, ela pode e deve amamentar seu bebê”, esclarece a Dra. Maria Inês Rosselli Puccia, doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP), enfermeira, docente, pesquisadora e consultora em saúde materno-infantil, bem como autora do blog Preparo Materno. 

    Não há evidências, até o presente momento, da presença do vírus no leite materno. “A transmissão se dá pelas vias respiratórias, então nesse sentido não se contraindica o aleitamento materno para a mulher que esteja com suspeita ou confirmada com a doença”, ressalta a pesquisadora.

    Para a Dra. Maria Gomes, médica e pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira/ FIOCRUZ, “os benefícios da amamentação superam qualquer risco de contágio mãe e bebê, tanto para mães assintomáticas, quanto para as que apresentem os sintomas da Covid-19”.

    O bebê está com suspeita ou com os sintomas do Coronavírus. Continuo amamentando?

    “Sim. A não ser que o bebê tenha outra recomendação clínica, o indicado é que ele continue recebendo o leite materno”, enfatiza a médica e pesquisadora da FIOCRUZ.

    Como se prevenir e proteger o bebê. Siga as dicas:

    – É indispensável o uso da máscara cobrindo totalmente o nariz e a boca. O indicado é trocá-la a cada nova mamada, ou quando sentir que ela está úmida.

    – É necessária a lavagem das mãos e a utilização do álcool gel 70% sempre que for manter contato com o bebê.

    – A mãe deve usar uma roupa limpa ao segurar a criança.

    – Evite falar ou tossir durante o aleitamento.

    – Evite tocar as mãos do bebê, pois ele pode levá-las à boca.

    – É recomendado evitar a circulação em locais públicos ou ambientes com aglomeração de pessoas.

    – Se a mãe é assintomática ou apresenta sintomas da Covid-19, os cuidados devem ser os mesmos.

    Quer mais informação? A Fundação Abrinq tem um e-book Amamentação: um Guia para toda a Família, com outras dicas e orientações especiais. Faça o download gratuito aqui.

  • E-book conscientiza para a importância do aleitamento materno em tempos de pandemia 

    E-book conscientiza para a importância do aleitamento materno em tempos de pandemia 

    A Fundação Abrinq, na Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), celebrada entre os dias 1° e 7 de agosto, reforça a importância do aleitamento materno exclusivo, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Semana Mundial de Aleitamento Materno é fundamental para a promoção da prática, que é definida como uma das etapas mais importantes para o bebê e para a mãe, já que fortalece o vínculo afetivo e é extremamente vantajosa para a saúde de ambos. 

    Para conscientizar e ajudar a campanha do aleitamento em meio ao cenário da Covid-19, a Fundação produziu o e-book Aleitamento Materno: um guia para toda a família, que traz dicas de amamentação com segurança, saúde, cuidado e conforto. 

    O material dá sugestões de como proteger o bebê e assegurar o bem-estar da mãe durante a amamentação, em um momento em que a higienização e os cuidados com a saúde devem ser redobrados, e traz informações sobre as novas orientações de segurança e proteção, levando em conta o cenário e os benefícios da amamentação.

    Todo conteúdo também ajuda pais, familiares e a sociedade a entenderem os desafios desta prática e a importância do leite materno para o desenvolvimento do bebê, inclusive, para reforçar sua imunidade contra vários tipos de doenças. Além disso, o livro digital apresenta as fases do aleitamento com tabela, orientações da OMS, dicas sobre como ajudar, sobre doação do leite materno humano e auxilia mulheres que sentem dificuldade em amamentar.

    Além do livro digital, durante a Semana, a Fundação disponibilizou materiais em seu site e redes sociais, com o objetivo de sensibilizar e orientar a população sobre o tema, que embora seja um processo natural e essencial para a saúde, ainda precisa cada vez mais ser estimulado. 

    Os principais conteúdos retratados durante a SMAM podem ser encontrados no e-book. Faça o download gratuito aqui.

    Quer mais dicas sobre o assunto? Confira na entrevista com a Maria Inês Rosselli Puccia, doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP).