Tag: prêmio criança

  • Cuidando da saúde mental a partir da arte e cultura: conheça o projeto que ficou em terceiro lugar no Prêmio Criança

    Cuidando da saúde mental a partir da arte e cultura: conheça o projeto que ficou em terceiro lugar no Prêmio Criança

    Em uma cerimônia realizada no ano passado, o projeto Circo Multicor: Promovendo a Saúde Emocional de Crianças e Adolescentes no Realinhamento da Saúde Mental e Física, em Tempos de COVID-19, do Instituto de Arte e Educação Circo Multicor, de Beberibe – CE, conquistou o terceiro lugar no Prêmio Criança 2022, da Fundação Abrinq. Na época, o reconhecimento destacou iniciativas inovadoras de organizações da sociedade civil que abordavam a questão da saúde mental em crianças e adolescentes, tema que está em evidência durante este mês, o Setembro Amarelo.

    O projeto, que teve início em 2 de março de 2021, tem como principal objetivo reduzir os riscos associados à saúde mental em crianças e adolescentes expostos a fatores de risco, bem como identificar e prevenir o agravamento destes problemas. Na época da premiação, 94 crianças e adolescentes com idades entre 8 e 17 anos estavam sendo beneficiados pela iniciativa.

    Projeto Circo Multicor

    A proposta do projeto envolve a prestação de atendimento psicossocial aos pequenos, além da realização de atividades multiculturais e artísticas, como teatro, música e capoeira, que visam promover o desenvolvimento dos seus talentos e das suas capacidades individuais. O projeto também estabelece uma importante conexão com a rede socioassistencial e de Saúde para garantir um acompanhamento integral das famílias dos beneficiários, contribuindo para o cuidado da saúde emocional de todos os envolvidos.

    Entre os beneficiários, houve melhorias significativas nos índices de aprendizagem escolar, acesso a atividades artísticas e culturais e notável melhoria na saúde emocional, física e mental. Crianças e adolescentes com deficiência, dificuldades de comunicação, déficit de atenção e agressividade demonstraram maior interação, concentração e habilidades sociais aprimoradas, sendo que as atividades artísticas e terapêuticas foram um fator crucial para a redução de transtornos de ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida.

    Quase um ano após o reconhecimento, o projeto persevera e mantém o seu compromisso de valorizar aspectos culturais afro-indígenas e promover práticas de saúde emocional baseadas em saberes ancestrais. “Esperamos que a continuidade deste projeto contribua nos cuidados com a saúde mental e saúde emocional das nossas crianças e dos nossos adolescentes, e que seus cuidadores diretos se tornem coparticipantes das ações desenvolvidas”, conta Lucelena Honorato, coordenadora do Instituto de Arte e Educação Circo Multicor.

    Vidas transformadas pela arte

    Uma história que exemplifica o impacto transformador do projeto do Circo Multicor é a de Ana Gabriela*, uma adolescente de 13 anos que chegou ao projeto com um diagnóstico de ansiedade. Ela relata que, ao chegar na instituição, o desejo era participar de todas as atividades e foi experimentando uma a uma.

    Por meio dos cursos oferecidos, Ana Gabriela superou a timidez, desenvolveu habilidades de comunicação e encontrou uma paixão pela música. Agora, ela não apenas canta em todos os lugares, mas também faz parte da banda do circo, demonstrando uma jornada de crescimento pessoal que é possível quando se investe na saúde emocional e no potencial criativo das crianças e dos adolescentes.

    Segundo Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq, a organização se orgulha de reconhecer e celebrar o trabalho valioso realizado pela iniciativa. “O projeto do Circo Multicor é um exemplo inspirador de como a arte, a cultura e o apoio psicossocial podem desempenhar um papel fundamental na promoção da saúde mental e no bem-estar de crianças e adolescentes em situações vulneráveis”, relata.

    *Nome fictício para preservar a identidade da adolescente.

  • Um Olhar Integral sobre a Saúde Mental: conheça o projeto que ficou em primeiro lugar na última edição do Prêmio Criança

    Um Olhar Integral sobre a Saúde Mental: conheça o projeto que ficou em primeiro lugar na última edição do Prêmio Criança

    A Casa Pequeno Davi é uma organização da sociedade civil situada em João Pessoa – PB, fundada em 1985 com a missão de contribuir para a efetivação dos direitos humanos, em especial de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, com ações de educação integral, articulação em rede e incidência nos espaços de políticas públicas. Com o projeto Um Olhar Integral sobre a Saúde Mental, concluído em dezembro do ano passado, a organização buscou abordar, especificamente, as questões psicológicas que afetavam as crianças e os adolescentes.

    Tratava-se de uma estratégia de desenvolvimento de ações em rede que visavam promover o bem-estar psicológico e social em saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cognitivas de crianças, adolescentes e familiares em situação de vulnerabilidades. Para isso, ofereceu atendimentos sociais e psicoterapêuticos individuais, bem como oficinas pedagógicas de letramento social, letramento digital, música, dança, teatro, mediação de leitura, organização, web rádio e de técnicas audiovisuais.

    Primeiro lugar na 24ª edição do Prêmio Criança

    Em outubro do ano passado, Um Olhar integral sobre a Saúde Mental foi reconhecido com o primeiro lugar na 24ª edição do Prêmio Criança, em um processo que contou com a participação de 55 iniciativas. O prêmio é uma iniciativa da Fundação Abrinq que, em 2022, deu destaque para ações de organizações da sociedade civil voltadas aos cuidados com a saúde mental de crianças e adolescentes.

    Luciana Barbosa foi coordenadora do projeto da Casa Pequeno Davi e conta sobre o processo de inscrição para o prêmio: “A nossa motivação consistiu em poder apresentar as lições apreendidas em saúde mental integral junto às crianças, aos adolescentes e aos familiares atendidos”. Segundo ela, a inscrição também se deu para servir de reconhecimento a todos os que participaram da iniciativa.

    De acordo com Luciana, o prêmio dado pela Fundação Abrinq foi recebido com muita alegria e satisfação pelos integrantes da Casa Pequeno Davi, servindo como motivação para continuarem com o projeto e compartilharem a experiência com outras instituições. “O reconhecimento também possibilita a sustentabilidade institucional que é fundamental para a sobrevivência da organização”, afirma.

    “Foi um sentimento de alegria que reverberou junto aos educadores de atendimento direto, às equipes dos setores administrativo financeiro, psicossocial, de apoio, de comunicação e à coordenação. Todos estiveram presentes neste percurso, cada um com o seu fazer, colocando a sua contribuição neste trabalho coletivo e possibilitando o seu êxito”, relata a coordenadora. Ela ainda conta que as crianças e os adolescentes da organização vibraram muito e ficaram animados com o prêmio durante toda a semana que se seguiu.

    Ainda que o projeto Um Olhar Integral sobre a Saúde Mental tenha sido concluído em dezembro, a coordenadora explica que muitas das suas atividades permanecem, porque fazem parte de estratégias já adotadas pela Casa Pequeno Davi no seu cotidiano. Os atendimentos psicológicos na sede da organização e as ações de autocuidado e saúde mental junto aos profissionais das redes de proteção foram descontinuados, no entanto, pois eram exclusivos da iniciativa.

    Mesmo assim, a organização continua buscando novas formas de cuidar da saúde mental de seus atendidos, para preencher a lacuna. “Estamos em parceira com o Projeto em Saúde Mental e Educação, que é uma iniciativa das redes de proteção integral em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes de regiões em situação de vulnerabilidade, incluindo a nossa. Este projeto está sendo executado pela Secretaria de Educação do Município de João Pessoa, com uma previsão de atendimentos psicológicos de 50 crianças e adolescentes por território”, explica Luciana.

    O cuidado com a saúde mental transforma vidas

    Para ilustrar a importância da saúde mental nas vidas das pessoas, principalmente das crianças e dos adolescentes, Luciana compartilha a história de dois irmãos com 10 e 12 anos de idade, em situação de vulnerabilidade social e econômica, e que vivenciavam momentos de isolamento quando a mãe ia trabalhar e os deixava com a avó. A coordenadora relata que estas circunstâncias trouxeram sofrimento psíquico para os meninos e os levaram a ter condutas exageradamente agressivas e introspectivas.

    “As ações do projeto promoveram a melhoria destes comportamentos, na medida em que toda equipe de educadores de atendimento direto buscou acolhê-los e compreendê-los, desenhando estratégias para a saída do sofrimento em que viviam”, conta a coordenadora. Para obter este resultado, foram necessárias conversas com cada um individualmente, com seus familiares, bem como um estudo de caso conduzido pelo setor psicossocial para buscar a melhoria das condições de saúde mental dos irmãos.

    Luciana relata que a reunião feita com a mãe e a avó foi realizada para explicar a situação dos garotos e indicar que elas fossem mais presentes nas vidas das crianças, o que de fato ocorreu posteriormente. “Com as ações, os meninos passaram a participar mais das brincadeiras coletivas com outros colegas, com menor agressividade, maior alegria e sentimento de pertencimento, participando ativamente das linguagens adotadas pela Casa”, finaliza.

  • Fundação Abrinq dá início à segunda etapa de avaliação do Prêmio Criança 2022

    Fundação Abrinq dá início à segunda etapa de avaliação do Prêmio Criança 2022

    Já está em andamento a segunda etapa de avaliação do Prêmio Criança 2022, na qual os projetos aprovados na primeira fase serão avaliados de acordo com os critérios estabelecidos no edital.

    A premiação deste ano tem como objetivo reconhecer iniciativas voltadas à saúde mental de crianças e adolescentes, assunto tão importante que também foi o tema da edição passada da iniciativa.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é definida como um bem-estar no qual o indivíduo consegue ficar bem consigo mesmo e com os outros, de modo a responder positivamente às adversidades que surgem na vida. Por causa disso, é fundamental promovê-la desde a infância, pois é um período no qual os aspectos sociais e emocionais ainda estão em desenvolvimento.

    Ao todo, dos 55 projetos inscritos na expectativa de receber o reconhecimento da Fundação Abrinq, 47 passaram para a etapa seguinte do Prêmio Criança 2022. Todas as regiões do País ainda contam com representantes no processo.

    Etapa atual

    A segunda etapa do Prêmio Criança 2022 está prevista para acontecer de 22 de julho a 26 de agosto e consiste na análise das informações encaminhadas pelos 47 projetos aprovados de acordo com os seguintes critérios de avaliação:

    • Clareza na descrição da importância do projeto inscrito, indicando possíveis riscos, ameaças ou problemas de saúde mental e quais as soluções para o diagnóstico e prevenção;
    • Qualidade das ações e das metodologias empregadas no projeto inscrito;
    • Existência de ações direcionadas aos familiares (ou responsáveis) do público atendido;
    • Existência de relações de cooperação entre a organização executora do projeto inscrito e outras instituições públicas ou privadas da rede local ou regional ligadas às áreas da Saúde, Assistência Social, Educação, Cultura, Esporte, entre outras;
    • Natureza dos resultados até aqui alcançados pelo projeto inscrito;
    • Clareza na descrição dos recursos materiais, humanos e financeiros empregados na execução do projeto inscrito;
    • Existência de condições e/ou de estratégia para a sustentação institucional e financeira do projeto inscrito.

    Esta etapa será realizada pela Prattein, consultoria especializada que, além de avaliar os projetos participantes, levantará para a Fundação Abrinq os principais pontos a serem observados na etapa seguinte: a de visitas técnicas online.

    Próximas etapas

    Em setembro ocorrerão as últimas fases de avaliação do Prêmio Criança 2022 e a divulgação dos projetos vencedores acontecerá de forma remota em outubro.

    A terceira etapa corresponde às visitas técnicas, quando as organizações remanescentes no processo receberão uma visita da Fundação Abrinq para apresentarem seus projetos com maior proximidade e clareza, além de comprovarem a veracidade das informações enviadas.

    Por fim, na quarta etapa, o Comitê Técnico de Especialistas, composto por profissionais da área da saúde mental, realizará a escolha dos projetos vencedores.

    Para ficar a par de todas as novidades sobre a premiação, acompanhe o site e as redes sociais da Fundação Abrinq. Todas as atualizações sobre o Prêmio Criança 2022 serão comunicadas pelos canais oficiais da instituição.

    Etapas anteriores

    As inscrições para o Prêmio Criança 2022 encerraram no dia 30 de junho, prazo limite para que as organizações da sociedade civil cadastrassem seus projetos voltados ao tema da saúde mental. Para concorrer pelo reconhecimento da Fundação Abrinq, além de estarem sendo realizadas há pelo menos 12 meses, as iniciativas também precisavam contemplar um ou mais dos seguintes eixos:

    Eixo 1: Projetos que visam diminuir as chances de ocorrências de problemas relacionados à saúde mental em crianças e adolescentes expostos a fatores de risco;

    Eixo 2: Projetos que visam identificar e evitar o agravamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes;

    Eixo 3: Projetos que visam oferecer cuidados e atendimentos clínicos voltados à saúde mental, bem como promover a redução de fatores de risco.

    A primeira etapa de avaliação do Prêmio Criança 2022 aconteceu entre os dias 4 e 21 de julho, com a análise das organizações a partir dos documentos obrigatórios solicitados no momento da inscrição. As reprovações estão sendo informadas por e-mail para aquelas organizações que não realizaram o envio de informações imprescindíveis ao andamento do processo, como o registro no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) e o Estatuto Social.

    Prêmio Criança

    O Prêmio Criança foi criado em 1989 e é um dos primeiros programas idealizados pela Fundação Abrinq. Seu objetivo é identificar e reconhecer as ações de empresas e organizações da sociedade civil que visam garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

    A premiação já reconheceu 89 iniciativas em diversas cidades do Brasil, ressaltando o valor dos projetos e mostrando seu impacto na qualidade de vida e nas perspectivas de futuro dos beneficiados.

    Na última edição, em 2020, o prêmio foi entregue a três projetos: Projeto Com Tato desenvolvido pelo Instituto Fazendo História, de São Paulo – SP; Projeto Prevenção em Saúde Mental para Crianças e Adolescentes em Grupos de Inclusão, realizado pela Organização Manaíra, de Recife – PE; e Projeto Quixote, mantido pela Associação de Apoio ao Projeto Quixote, localizada em São Paulo – SP.

    Veja outras notícias sobre o Prêmio Criança 2022:

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    Prêmio Criança 2022 está com inscrições abertas

    A Fundação Abrinq abre hoje as inscrições para o Prêmio Criança 2022. A premiação será exclusiva para organizações da sociedade civil e voltada a projetos sociais que atuam em prol da saúde mental de crianças e adolescentes. Para participar, as organizações precisam estar em conformidade com todos os critérios do edital.

    Criado em 1989, o Prêmio Criança foi idealizado para identificar e reconhecer iniciativas de empresas e organizações da sociedade civil voltadas a ações que contribuam para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes.

    Realizada a cada dois anos, a premiação já reconheceu 89 iniciativas em diversas cidades do Brasil. Ao disseminar as boas práticas reconhecidas, o prêmio ressalta o valor dos projetos, mostrando o impacto deles na qualidade de vida e nas perspectivas de futuro das crianças e dos adolescentes.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é definida como um bem-estar no qual o indivíduo consegue ficar bem consigo mesmo e com os outros, de modo a responder positivamente às adversidades que surgem na vida. Por esses e outros fatores, é fundamental promovê-la desde a infância, período cujos aspectos sociais e emocionais estão em desenvolvimento. 

    Dada a importância do tema, a saúde mental também foi assunto da edição do Prêmio Criança 2020, sendo premiados três projetos de organizações da sociedade civil que executam projetos com práticas que contribuem para promover o bem-estar e a saúde mental das crianças e dos adolescentes atendidos: Projeto Com Tato desenvolvido pelo Instituto Fazendo História, de São Paulo – SP; Projeto Prevenção em Saúde Mental para Crianças e Adolescentes em Grupos de Inclusão, realizado pela Organização Manaíra, de Recife – PE e Projeto Quixote, mantido pela associação de mesmo nome, localizada em São Paulo.

    “A saúde mental é extremamente relevante para todo ser humano e evidenciar isso é fundamental para promovê-la. A infância e adolescência são fases cruciais para se trabalhar a saúde mental e por isso, por mais um ano, queremos apoiar e dar voz às organizações que desenvolvem projetos voltados para este tema”, explica Victor Graça, executivo da Fundação Abrinq.

    Confira os projetos que podem ser inscritos

    Podem se inscrever no Prêmio Criança 2022 iniciativas que estejam associadas a um ou mais dos seguintes eixos: 

    Eixo 1: Projetos que visam diminuir as chances de ocorrências de problemas relacionados à saúde mental em crianças e adolescentes expostos a fatores de risco;

    Eixo 2: Projetos que visam identificar e evitar o agravamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes;

    Eixo 3: Projetos que visam oferecer cuidados e atendimentos clínicos voltados à saúde mental, bem como promover a redução de fatores de risco. 

    O projeto inscrito precisa estar sendo realizado pela organização há pelo menos 12 meses.

    Documentação

    As inscrições deverão ser efetuadas neste link, mediante o preenchimento e envio do formulário de inscrição com a inclusão de todas as informações solicitadas. Será aceito somente 1 projeto por organização. 

    Juntamente com o formulário de inscrição deverão ser anexadas no sistema, cópias dos seguintes documentos:

    • Ata de Constituição;
    • Ata ou documento que estabeleceu a posse do atual presidente ou dirigente da instituição;
    • Estatuto Social;
    • Registro no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente;
    • Registro no Conselho da área de atuação. 

    Fique atento ao prazo!

    Os projetos só poderão ser inscritos até o dia 30 de junho de 2022, às 23h59 (horário de Brasília).  

    Leia todos os requisitos e faça a sua inscrição. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail premiocrianca@fadc.org.br ou telefone (11) 3848-4896 e (11) 3848-5939. 

    Prêmio Criança 2022 está com inscrições abertas

     

     

     

     

     

     

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    Boa sorte!

  • Com apenas 2 anos, Alice vivia em situação de rua até ser beneficiada pelo Projeto Com Tato

    Com apenas 2 anos, Alice vivia em situação de rua até ser beneficiada pelo Projeto Com Tato

    Com apenas 2 anos, Alice* vivia em situação de rua com seus pais no centro da capital paulista e, em parte do tempo, frequentava abrigos familiares da prefeitura de São Paulo – SP. A situação precária colocava em risco a proteção e o desenvolvimento da menina, que logo foi afastada de seus pais biológicos por decisão judicial, encaminhada para um acolhimento institucional — serviço que acolhe, em medidas protetivas por decisão judicial, crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados — e posteriormente acolhida pelo Projeto Famílias Acolhedoras, do Instituto Fazendo História, que a encaminhou para um lar temporário com uma família acolhedora.

    Alice, em meio a tantas mudanças e sem compreender os seus sentimentos, começou a demonstrar suas emoções por meio do comportamento: passou a ter momentos de raiva, nos quais quebrava os pertences e espalhava fezes nas paredes da casa.

    “Ela manifestou o momento que estava vivendo da forma que uma criança de 2 anos poderia, então ficou brava, quebrava as coisas, teve manifestações mais difíceis como passar cocô na parede, crises de raiva, que por um lado seria a forma de uma criança pequena se expressar e por outro demonstrava um imenso sofrimento, ela não estava bem”, conta Ana Raquel Ribeiro, psicóloga, psicanalista e coordenadora do Projeto Com Tato, também do Instituto Fazendo História. 

    “A criança pequena indo para um lugar estranho, a família acolhedora tendo que cuidar desses casos de raiva que não são fáceis, a família de origem se vendo afastada da filha, a qual tinha um vínculo, não é fácil para ninguém”, complementa. 

    Dada a situação, Alice foi encaminhada ao Projeto Com Tato para acompanhamento psicoterapêutico: “Recebemos a solicitação de atendimento dela para oferecer uma possibilidade de entrar em contato com essa confusão de sentimentos. O espaço da psicoterapia permite entrar em contato com esses sentimentos, nomeá-los e poder de alguma forma recontar essa história e se entender com ela”, explica Ana Raquel. 

    “Mesmo uma criança pequena é possível que em um espaço como o da psicoterapia ela possa nomear os seus sentimentos, se apropriar deles, legitimar que ela fica com saudade, raiva, se sente frustrada, com medo de não saber onde estava e nem para onde ia, estranhar essas mudanças todas e ter um espaço reservado e dedicado para isso com um apoio profissional”, completa. 

    As sessões de psicoterapia usaram a contação de histórias como estratégia para a Alice compreender tudo o que estava acontecendo e foi assim, com muito acolhimento e compreensão, que a menina começou a contar sua história, inicialmente em terceira pessoa, até se colocar como protagonista.

    “O uso da terceira pessoa nessa faixa etária é normal, faz parte do processo de aquisição de linguagem. O ponto de atenção é que também se espera que isso caminhe rumo a primeira pessoa porque é construtivo mesmo dessa fase da vida. Mesmo com toda dificuldade que a Alice viveu, o cuidado que ela teve ao ser acolhida permitiu que ela seguisse esse processo de desenvolvimento, não só na aquisição da linguagem, mas no uso dela. Ela é uma menina que apresentava riqueza na produção de histórias e brincadeiras, isso é sinal de saúde mental da criança”, comenta Ana Raquel. 

    Em paralelo ao atendimento que Alice estava recebendo pelo Projeto Com Tato, o Projeto Famílias Acolhedoras também estava trabalhando com a família de origem para que pudesse retomar o vínculo com a filha.

    “Em um caso como esse não precisava inexistir os pais na vida dela, mas eles não poderiam cuidar dela da forma como estavam, porque isso causaria um problema para ela. Isso não significa tirá-los completamente da possibilidade de ter um convívio e ela ter um pertencimento da origem dela”, afirma.

    Após um árduo trabalho, o Instituto Fazendo História proporcionou à Alice construir uma nova história com sua família. Atualmente, com 3 anos, a menina vive com uma tia avó, mas mantém contato com os pais biológicos, sem comprometer os cuidados necessários para o pleno desenvolvimento de uma criança.

    “Foi um caso muito significativo para todo mundo que acompanhou. É muito legal e importante quando vemos a criança e a família sendo cuidadas”, finaliza Ana Raquel. 

    Projeto Com Tato é reconhecido pelo Prêmio Criança 2020

    O Projeto Com Tato, desenvolvido há 16 anos pelo Instituto Fazendo História, oferece atendimento psicoterapêutico, nas modalidades individual e familiar, às crianças e aos adolescentes que estão ou estiveram em acolhimento institucional. 

    Em 2020, foi premiado pela 23ª edição do Prêmio Criança, da Fundação Abrinq, que teve como objetivo reconhecer e disseminar ações, desenvolvidas exclusivamente por organizações da sociedade civil, que contribuíram para promover a saúde mental na infância e adolescência. 

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    * Nome e imagem alterados para preservar a identidade da criança.

  • Organização Manaíra ajuda Amanda a se socializar

    Organização Manaíra ajuda Amanda a se socializar

    Diagnosticar as condições mentais em crianças e adolescentes pode ser difícil, pois, ao contrário dos adultos, eles geralmente têm mais dificuldade em expressar seus sentimentos e problemas. Apesar do desafio, o diagnóstico adequado é essencial para a orientação do tratamento correto.

    Amanda*, de 12 anos, é uma das 297 crianças e adolescentes que faz parte do Projeto Prevenção em Saúde Mental em Grupos de Inclusão, da Organização Manaíra, localizada no distrito de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. O projeto atende meninos e meninas na faixa etária de 6 a 17 anos, em situação de vulnerabilidade social.

    A iniciativa da organização pernambucana promove a redução do agravamento dos problemas de saúde mental, por meio de atendimentos em grupo e individual de uma equipe técnica, formada por psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e assistente social, e de atividades socioeducativas como artes, yoga, dança e brincadeiras que possibilitem aos beneficiados, a promoção para o seu desenvolvimento mental saudável.

    Olhar à saúde mental

    Amanda chegou à Manaíra em 2019, aos 10 anos. Segundo a mãe, a menina era muito fechada, tinha dificuldade de se expressar e não interagia com as outras crianças, além de pouco participativa nas aulas da escola. Foi quando recebeu a indicação de procurar um atendimento especializado para a filha no projeto de saúde mental desenvolvido pela instituição.

    Inicialmente, Amanda ficou em um grupo psicoterapêutico, composto apenas por psicólogos que trabalharam o desenvolvimento de seu comportamento por meio de brincadeiras. “À medida que fazia as atividades e se relacionava com outras crianças, ela foi se desenvolvendo e amadurecendo mais. No início observamos que para avançar nos cuidados, era necessário que ela fizesse parte do grupo terapêutico que estimularia a parte física. À medida que fazia as atividades e se relacionava com outras crianças, ela foi se desenvolvendo e amadurecendo mais”, revela o psicólogo Claudio Marinho.

    A fisioterapeuta Rosangela Pereira conta que Amanda apresentava dificuldades em realizar movimentos e era muito tímida, mas foi se desenvolvendo aos poucos. “Trabalhei sozinha com Amanda no grupo terapêutico. Tendo um espaço só para ela, sentiu-se mais à vontade e passou a conversar, a mostrar os desenhos dela, além das atividades que estimulavam os movimentos do corpo”.

    Desabrochar

    Em seguida, Amanda passou a interagir com outras crianças no grupo. “Disponibilizamos materiais pela sala para que as crianças e adolescentes possam brincar e se movimentar. Não é necessário utilizar a fala, apenas expressões corporais. Foi então que ela desabrochou, passou a correr e a pular, utilizar os materiais e a se socializar melhor. Acabou sendo pouco tempo neste grupo, pois veio a pandemia e interrompemos as atividades presenciais. Mas mantivemos de forma online. Nesta modalidade, ela passou a conversar mais, contar as histórias do que via na televisão e do que acontecia em sua casa e a interagir com os outros participantes. Não deixamos de lado também os exercícios corporais que ela permaneceu realizando em casa”, conta Rosangela.

    Inteligente e hábil

    Claudio Marinho revela que, quando Amanda entrou na organização, na entrevista realizada com a menina, observou que ela é muito inteligente e possui habilidade para jogos digitais. “Ela precisava se desenvolver. Ela deixou de ser passiva para ser ativa. Agora, tem mais autonomia. Realizamos uma atividade online denominada “O rei mandou”, em que eles têm que realizar uma ação muito simples em casa e registrar em foto. A Amanda fez a sua atividade e enviou a imagem a todos do grupo. Anteriormente, para ela, isso era muito difícil. Mas para nós, conhecendo a história dela, é um avanço muito grande, ter feito tudo sozinha.

    Amanda, hoje com 12 anos, já retornou às aulas na escola e está mais participativa em aula. “Ela conta para nós como é o seu dia a dia em sala de aula. Não está mais em recuperação e é mais vista em classe”, revela contente Rosangela.

    Atualmente, a Amanda assiste a vídeos na plataforma do YouTube e recria outros para ela mesma, como forma de brincadeira. Hoje, ela consegue se mostrar melhor, tanto para si própria, quanto para as outras crianças.

    Rosangela conta que ela lê tudo o que precisa e escreve para a mãe dela, que está bem feliz com a evolução da filha. “Ainda há umas coisas que precisam ser desenvolvidas nela, mas é uma Amanda bem diferente daquela que entrou na organização há dois anos. Ela está mais segura”.

    A Organização Manaíra foi uma das vencedoras do Prêmio Criança 2020, realizado pela Fundação Abrinq. Nesta última edição, a premiação reconheceu três iniciativas voltadas à saúde mental de crianças e adolescentes realizadas por organizações sociais.

     

    Conheça as iniciativas vencedoras do Prêmio Criança 2020.

    Projeto Quixote mostra que o acolhimento tem grandes impactos na saúde mental de crianças e adolescentes

    Projeto ComTato – Fortalecer para transformar histórias

    Organização Manaíra – “A verdadeira mudança começa na cabeça e no coração de cada um”

     

    *  Nome e imagem alterados para preservar a identidade da criança.

     

  • Projeto Quixote mostra que o acolhimento tem grandes impactos na saúde mental de crianças e adolescentes

    Projeto Quixote mostra que o acolhimento tem grandes impactos na saúde mental de crianças e adolescentes

    A Associação de Apoio ao Projeto Quixote, localizada em São Paulo – SP, atende cerca de 300 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, em situação de vulnerabilidade social. Com atuação em três frentes trabalhadas de maneira transversal: clínica, pedagógica e social, a organização tem como objetivo promover a saúde mental na infância e adolescência. 

    Para isso, divide o trabalho diário entre assistência e formações. No âmbito da assistência, o Projeto Quixote beneficia as crianças e os adolescentes por meio de atendimentos individuais e em grupo, consultas com psiquiatras, médicos e enfermeiros e atividades socioeducativas como oficinas de música, dança, artes, entre outras. Já as formações são voltadas para a capacitação de educadores e profissionais da área da Saúde, com cursos e programas de estágio para alunos de Psicologia, Serviço Social e até residentes de Medicina.

    “O Projeto Quixote está completando 25 anos este ano. Ele nasceu com a missão de atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, sempre com esse olhar para a saúde mental. Além do olhar clínico, queríamos integrar o viés pedagógico e social para ter uma atuação tridimensional”, explica Graziela Bedoian, coordenadora geral da Associação de Apoio ao Projeto Quixote. 

    Uma característica que gera destaque para a organização é o fato de não estabelecer pré-requisitos para a criança ou o adolescente participar do projeto. Não é necessário estar acompanhado de um responsável, possuir documentos em mãos ou agendar as visitas. Basta comparecer na instituição que ele será acolhido. 

    A medida visa facilitar a chegada das pessoas sem impor nenhum tipo de barreira para que, no final, o público que mais precisa de apoio não seja excluído do atendimento. 

    “É melhor você receber a pessoa e solicitar essas coisas para ela trazer conforme consegue. Nós a atendemos quando ela quer ser atendida, porque quanto mais regrado, mais difícil fica. Nós falamos que o projeto é o lugar daqueles que não têm lugar, porque se aparecerem lá vão receber algum tipo de atenção”, relata.

    O acolhimento imediato facilita o ingresso das crianças e dos adolescentes na instituição e, ao mesmo tempo, garante a frequência deles. No entanto, facilitar a chegada ao projeto aumenta também a complexidade nos casos dos atendidos.

    “Existem razões diferentes para as crianças e os adolescentes estarem lá. Nós temos um público bem amplo, desde famílias que têm crianças e adolescentes com alguma questão relacionada à saúde mental, até motivos de violência, adolescentes que passaram pela Fundação Casa ou que estão em um abrigo. São públicos bem diferentes”, ressalta Graziela.

    A associação ainda atende crianças e adolescentes em situação de rua, que, muitas vezes, comparecem para realizar as atividades e almoçar. Tal diversidade implica em alguns obstáculos, em especial durante a pandemia. Com a adaptação das atividades para o modelo remoto, a desigualdade ficou ainda mais evidente.

    “As ações que mais precisamos adaptar foram os atendimentos, porque tudo era feito presencialmente. O nosso jeito de trabalhar é estar junto, fazer encontros, estimular a convivência. Faz muita falta, até porque o nosso público não tem internet a vontade. Às vezes utilizam o mesmo celular para estudar e participar dos atendimentos, isso limita muito”, desabafa. 

    O acesso fica ainda mais restrito, por vezes inexistente, para o público em situação de rua que não possui recursos para acompanhar as atividades online. Para contornar a situação, o projeto retomou de forma reduzida os atendimentos presenciais, seguindo todos os protocolos de segurança oficiais. 

    “O adolescente vai se desvinculando quando as coisas começam a ficar muito difíceis. Nós percebemos que aquele que não consegue acessar a internet vai perdendo o vínculo se não estiver comparecendo à organização. Nós temos atendido até 35% do nosso público, cumprindo os rodízios e o distanciamento social”, esclarece Graziela. 

    Os maiores prejudicados serão os alunos caso parem de comparecer a organização. Para evitar isso, a instituição está, atualmente, entrando em contato com todas as famílias que perderam o vínculo com a instituição para entender o que aconteceu.  Os motivos para o distanciamento são vários: desde o medo de retornar ao projeto por causa da pandemia até a falta de dinheiro para se locomover até ele.

    Para ajudar as famílias durante este momento de crise, a organização passou a doar cestas básicas. O que antes acontecia de forma isolada, agora passou a ser uma iniciativa recorrente: “Uma coisa que passamos a fazer muito é distribuir cestas básicas. Nós viramos um posto de distribuição de alimentos e materiais de higiene para várias famílias. Antes, fazíamos pontualmente para algumas, mas virou uma necessidade”, esclarece.  

    Mesmo diante de tantos obstáculos, a Associação de Apoio ao Projeto Quixote segue firme com o seu propósito de proporcionar a oportunidade de um futuro melhor e com mais saúde mental para inúmeras crianças e adolescentes. 

    “Nós apostamos nas mudanças, nas transformações, e para isso você tem que aceitar a pessoa como ela chega. Nós não olhamos a criança pelos problemas, doença ou pelo o que fez de errado, nós olhamos pelo que ela tem de potência, pelo que fez de melhor e isso faz com que ela brilhe. Nós apostamos na criança e oferecemos um espaço para ela se firmar como pessoa, com esperança, futuro, um lugar onde ela possa errar e acertar”, completa Graziela.

    Prêmio Criança 2020: um reconhecimento a longo prazo  

    Tanta dedicação não poderia passar em branco. Foi assim, com muita garra e amor à causa, que a Associação de Apoio ao Projeto Quixote venceu, em primeiro lugar, o Prêmio Criança 2020. 

    A iniciativa, realizada a cada dois anos pela Fundação Abrinq, teve como objetivo retratar a importância da saúde mental, em especial para as crianças e os adolescentes. Para isso, reconheceu no último ano, três projetos voltados à promoção da saúde mental na infância e adolescência. 

    “Quando vimos o edital, percebemos que precisávamos nos inscrever. Nós falamos que ele foi desenhado para nós, porque é tão difícil ter uma premiação que reconhece ações de saúde mental, que não tinha como não participarmos. Era muito específico e muito raro”, diz Graziela. 

    “Ano passado foi muito difícil para todo mundo. Para nós foi difícil manter o atendimento, a proposta e as folhas de pagamento da equipe. Conseguir fazer o projeto continuar foi um trabalho enorme. Terminar o ano com um reconhecimento da Fundação Abrinq foi muito importante para todos. Internamente foi um reconhecimento mesmo, como se dissesse que o nosso trabalho está valendo a pena e que estamos no caminho certo”, completa.

    Além do título de iniciativa vencedora, cada projeto recebeu, com o apoio da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, um aporte financeiro de acordo com a classificação para aprimorar suas atividades, sendo R$ 25 mil para o 1º colocado, R$ 20 mil para o 2º colocado e R$ 15 mil para o 3º colocado.

    Para o Projeto Quixote, o recurso proporcionou o alívio de poder continuar com as ações em meio a uma fase tão difícil: “Foi um ano em que todas as formas de captação diminuíram, nós tivemos doações pontuais para comprar cestas básicas e para o público direto, mas para sustentar as ações e os salários o apoio diminuiu. Poder contar com um recurso extra que não estava no planejamento foi muito bom”, comenta. 

    A premiação também teve impacto positivo na visibilidade do projeto, servindo como um facilitador na hora de firmar parcerias: “Logo depois que saiu o resultado, tivemos contatos de pessoas querendo ajudar. É uma força que repercute em doações, porque é um selo de qualidade”, afirma. 

    No entanto, de acordo com Graziela, o maior impacto do Prêmio Criança 2020 foi voltado para a autoestima dos colaboradores, uma vez que gerou estabilidade e esperança por dias melhores. 

    “Nós levamos muitas rasteiras, muitas críticas, o dia a dia não é um glamour, é uma batalha e o prêmio teve impacto na saúde mental da equipe, ele trouxe esse respiro de autoconfiança. O reconhecimento não é uma coisa pontual, ele fica para a história. Você é premiado para sempre”, finaliza.  

    Conheça as outras duas iniciativas vencedoras do Prêmio Criança 2020: 

    Projeto Com Tato — Fortalecer para transformar histórias
    Organização Manaíra — “A verdadeira mudança começa na cabeça e no coração de cada um”

  • Prêmio Criança 2020 divulgará projetos vencedores no final de outubro

    Prêmio Criança 2020 divulgará projetos vencedores no final de outubro

    O Prêmio Criança 2020 reconhecerá as iniciativas vencedoras no dia 27 de outubro de 2020 por meio de uma transmissão online.

    Neste ano, o prêmio tem como objetivo retratar a importância da saúde mental, em especial para as crianças e os adolescentes. Por isso, reconhecerá projetos voltados para a promoção da saúde mental na infância e adolescência.

    “A saúde mental é extremamente relevante para o bem-estar de todo ser humano e evidenciar isso é fundamental para promovê-la. A infância e adolescência são fases cruciais para se trabalhar a saúde mental e por isso queremos apoiar e dar voz às organizações que desenvolvem projetos voltados para o assunto”, explica Victor Graça, executivo da Fundação Abrinq.

    Atualmente, os projetos inscritos na premiação seguem em processo de avaliação. Os finalistas serão avaliados por um comitê técnico, composto por diferentes especialistas sobre o tema, que decidirá os três vencedores, com base nos seguintes critérios:

    •    Qualidade das ações e das metodologias empregadas no projeto para atendimento das crianças e dos adolescentes; 
    •    Existência de ações direcionadas aos familiares do público atendido; 
    •    Existência de relações de cooperação entre a organização que desenvolve o projeto e outras instituições locais ou regionais das áreas da saúde, assistência social, educação, cultura, esporte, entre outras;
    •    Se o projeto é uma boa prática possível de ser implementada em outros espaços; 
    •    A relevância do projeto para a transformação de vida dos beneficiários.

    “Trazer para a avaliação dos projetos olhares externos de pessoas que são referências no tema é uma maneira de ter um reconhecimento mais transparente e justo com todas as iniciativas inscritas. Nos sentimos honrados por ter um comitê tão capacitado nos apoiando nas escolhas dos vencedores”, relata Victor. 

    Os projetos finalistas e os vencedores serão divulgados durante a transmissão de premiação, prevista para acontecer no final de outubro.

    Para aquecer e ressaltar a importância do assunto, principalmente no contexto atual de isolamento social, a Fundação Abrinq realizou um webinar sobre Violações de direitos e prejuízos para a saúde mental de crianças e adolescentes. Confira na íntegra:

    No dia 22 de outubro será realizada outra transmissão, no YouTube e Facebook da instituição, sobre Promoção da saúde mental na infância e adolescência. Reserve a sua agenda. 

    “Cuidar da saúde mental na infância traz benefícios para a vida toda e entendemos que ao promover a saúde estamos promovendo também os direitos dessas crianças”, finaliza Victor. 

    Os detalhes da transmissão do Prêmio Criança 2020 serão divulgados pela Fundação Abrinq em seus canais oficiais. Acompanhe a instituição.  

    Veja outras matérias sobre o Prêmio Criança 2020:

    Fundação Abrinq inicia processo de análise dos projetos inscritos para o Prêmio Criança 2020

    Prazo para inscrição para o Prêmio Criança 2020 é prorrogado!

    Inscrições abertas para o Prêmio Criança 2020

    Prêmio Criança 2020 reconhecerá projetos voltados à saúde mental de crianças e adolescentes 

  • Fundação Abrinq define os projetos finalistas para o Prêmio Criança 2020

    Fundação Abrinq define os projetos finalistas para o Prêmio Criança 2020

    A Fundação Abrinq finalizou a fase de avaliação dos projetos inscritos para o Prêmio Criança que, este ano, reconhecerá iniciativas sociais que atuam em benefício da saúde mental de crianças e adolescentes. A primeira etapa de avaliação para a premiação consistiu em uma análise documental das organizações inscritas e na seleção dos projetos. De 139 projetos analisados, 82 foram classificados para a fase seguinte. No mês de agosto, a Fundação fez uma análise detalhada das propostas dos projetos classificados.

    Em setembro, para marcar o início da terceira fase, foram realizadas as visitas técnicas virtuais às organizações que desenvolvem os projetos, com o intuito de dialogar com as equipes das iniciativas, para a compreensão das atividades e ações desenvolvidas em cada uma delas. Ao final desta etapa, foram definidas as iniciativas finalistas. 

    Para a definição dos projetos finalistas foram avaliados cinco critérios. São eles:

    • Qualidade das ações e das metodologias empregadas no projeto para atendimento de crianças e adolescentes; 
    • Existência de ações direcionadas aos familiares do público atendido; 
    • Existência de relações de cooperação entre a organização executora e outras instituições locais ou regionais das áreas da Saúde, Assistência Social, Educação, Cultura, Esporte, etc; 
    • O projeto é uma boa prática a ser implementada em outros espaços; 
    • A relevância do projeto para a transformação de vida dos beneficiários. 

    Neste mês, o Comitê Técnico, composto por profissionais da área da saúde mental, realizará a escolha dos três projetos vencedores. Para defini-los, os especialistas convidados participarão de duas reuniões.

    A primeira será com o objetivo de apresentar os resultados das etapas anteriores e conceder ao grupo o acesso ao material com todas as iniciativas que estarão aptas a serem premiadas. A segunda reunião definirá entre as organizações finalistas quais ganharão o reconhecimento. Nesta edição será elencado o primeiro, segundo e terceiro lugar. 

    “Entendemos que a sociedade possui um papel fundamental na garantia de um ambiente saudável e defesa de uma rede de proteção que permitam que crianças e adolescentes sejam protegidos, e que boas práticas que tenham esse objetivo e atuação precisam ser cada vez mais reconhecidas e premiadas”, afirma Victor Graça, executivo da Fundação Abrinq.

    A divulgação do resultado acontecerá em uma transmissão online, pelo YouTube e Facebook da Fundação Abrinq, ainda neste mês. Acompanhe o site e as redes sociais da Fundação Abrinq, para ficar por dentro das novidades.

  • Fundação Abrinq inicia processo de análise dos projetos inscritos para o Prêmio Criança 2020

    Fundação Abrinq inicia processo de análise dos projetos inscritos para o Prêmio Criança 2020

    A Fundação Abrinq iniciou a segunda fase de avaliação dos projetos inscritos para o Prêmio Criança 2020. Criado em 1989, o Prêmio Criança foi um dos primeiros programas desenvolvidos pela Fundação, com o objetivo de reconhecer e dar voz a projetos de outras organizações da sociedade civil que contribuam para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes. Este ano, o Prêmio reconhecerá projetos sociais que atuam em prol da saúde mental de crianças e adolescentes.

    A primeira fase de avaliação para a premiação consistiu na análise documental das organizações inscritas e na seleção dos projetos que farão parte da segunda fase do processo. No total, foram 139 projetos analisados, destes 82 foram classificados.

    No mês de agosto, teve início a segunda fase de avaliação. Nessa etapa, é feita a leitura e análise dos projetos aprovados na primeira fase. Na análise é realizada a avaliação da proposta do projeto e de aspectos como: objetivo geral, objetivos específicos, atividades, resultados, monitoramento e avaliação, parceiros e a sustentabilidade do projeto. 

    De acordo com o edital, os critérios de avaliação nesta segunda etapa são: 

    • Qualidade das ações e das metodologias empregadas no projeto inscrito;
    • Existência de ações direcionadas aos familiares (ou responsáveis) do público atendido;
    • Existência de relações de cooperação entre a organização executora do projeto inscrito e outras instituições públicas ou privadas da rede local ou regional ligadas às áreas da saúde, assistência social, educação, cultura, esporte, entre outras;
    • Tipo de articulação existente entre a forma de execução das ações e as características (fragilidades, forças, desafios e oportunidades) do território ou da comunidade alcançados pela organização;
    • Natureza dos resultados alcançados pelo projeto inscritos; 
    • Clareza na descrição dos recursos materiais, humanos e financeiros empregados na execução do projeto inscrito;
    • Existência de condições e/ou de estratégia para a sustentação institucional e financeira do projeto.

    Caso o projeto não cumpra os requisitos acima é desclassificado. 

    No mês de setembro, será feita a terceira avaliação, que consistirá nas visitas técnicas aos projetos, de maneira remota, devido à pandemia. Nesta fase, a Fundação realizará um diálogo com as equipes dos projetos, para compreensão das atividades e ações desenvolvidas em cada um. Ao final desta etapa, serão definidas as iniciativas finalistas. 

    Em outubro, na quarta e última fase, o Comitê Técnico de Especialistas, composto por profissionais da área da saúde mental, realizará a escolha dos três projetos vencedores. A divulgação do resultado acontecerá no mesmo mês.  

    “Nosso objetivo é reconhecer iniciativas que possam contribuir positivamente para que organizações sociais e empresas desenvolvam e apoiem projetos voltados à saúde mental na infância e adolescência, um tema tão importante na atualidade”, afirma Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.

    Acompanhe o site e as redes sociais da Fundação Abrinq, para ficar por dentro das próximas etapas.