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  • Empresas Amigas da Criança realizam ações no Maio Laranja

    Empresas Amigas da Criança realizam ações no Maio Laranja

    O mês de maio, também conhecido como Maio Laranja, é uma época muito importante para se direcionar uma atenção ainda maior para um problema que acontece o ano todo: a violência sexual contra crianças e adolescentes. Para combater o problema, é fundamental que a sociedade se mobilize, principalmente as empresas, que contam com um grande poder de influência. 

    Durante este mês de mobilização nacional para o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, a rede de Empresas Amigas da Criança da Fundação Abrinq demonstrou, na prática, seu compromisso com a proteção e o cuidado com a infância e adolescência. Com ações educativas, campanhas de conscientização e mobilização de colaboradores, clientes e demais partes interessadas, essas iniciativas reforçaram que o enfrentamento à violência começa com informação, empatia e atitude. 

    Confira abaixo algumas das ações realizadas pelas participantes do Programa Empresa Amiga da Criança:

    Minasrey 

    Além de campanhas digitais, a Minasrey distribuiu uma atividade temática para os filhos dos colaboradores realizarem em casa, com o objetivo de incentivar conversas suaves e educativas sobre educação infantil. Também promoveu rodas de conversa com os colaboradores pais, montou um mural de conscientização e distribuiu folhetos informativos para o público interno. 

    Hidrosam 

    A Hidrosam realizou uma palestra, como parte de uma campanha de sensibilização interna sobre sinais de abuso e como agir. Além disso, divulgou materiais educativos sobre o tema em seus canais internos e outros conteúdos nas suas redes sociais, para o público externo, incluindo o uso de hashtags. Por fim, produziu uma matéria no site da empresa, com informações relacionadas ao tema. 

    Usina Petribu 

    A Usina Petribu ofereceu para as crianças estudantes da Escola Josepha de Petribu, instituição de educação gratuita para os filhos de colaboradores e moradores da região, uma palestra e atividades educativas ministradas pela psicóloga Priscila Miranda. Na ocasião, as crianças puderam aprender mais sobre o que fazer e como identificar e se proteger em casos de violência sexual. 

    Gala 

    A empresa Gala realizou treinamentos com seus colaboradores sobre o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, e organizou palestras e eventos educativos nas escolas da região, em parceria com a Assistência Social do seu município. 

    Special Dog 

    A Special Dog conta com um comitê interno, composto por colaboradores de diversas áreas, para planejar e executar ações sociais durante o ano. Entre as várias ações realizadas, estão a divulgação de materiais informativos para os colaboradores, a decoração temática nos espaços de trabalho, a adesivagem de caminhões, o sorteio de livros infantis sobre o assunto, ações de sensibilização, a realização de uma peça teatral para crianças e adolescentes do município e a organização de uma palestra para o público externo. 

    Timbaúba S.A. 

    A Timbaúba S.A. possui uma parceria com o Instituto Água Viva (IAV), localizado no sertão baiano, apoiando 200 crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos. Preocupada com o bem-estar e segurança deles, a empresa promoveu palestras com os gestores de compliance do grupo presencialmente nas instalações do IAV. 

    Caldex 

    A Caldex realizou uma campanha de conscientização nas redes sociais, com clientes, fornecedores e colaboradores, reforçando a importância da denúncia e da proteção da infância. A divulgação foi feita com postagens em carrossel nas redes e materiais de apoio com orientações. 

    Credi-shop 

    A Credi-shop reforçou junto aos colaboradores, por meio dos canais internos, a campanha Pode Ser Abuso, promovida pela Fundação Abrinq, com foco na conscientização e no combate a qualquer forma de violência sexual contra crianças e adolescentes. 

    DSM 

    A DSM realizou palestras em escolas voltadas à conscientização sobre o 18 de Maio e a proteção de crianças e adolescentes. 

    Malas Cruzeiro 

    A Malas Cruzeiro promoveu a temática por meio das mídias da empresa e canais internos de comunicação, como e-mail e WhatsApp para os funcionários. 

    Kaefer 

    A Kaefer desenvolveu ações internas utilizando os materiais da campanha nos Diálogos Diários de Segurança (DDS) e treinamentos com os funcionários nas obras. Os conteúdos foram trabalhados de forma prática com os colaboradores. 

    YKZ Confecções 

    A YKZ Confecções imprimiu e expôs nos quadros de aviso da empresa os materiais da campanha enviados pela Fundação Abrinq, reforçando o combate à violência sexual. 

    CPTM 

    A CPTM realizou uma campanha sobre o tema em parceria com a Plan International Brasil. 

    MartPet 

    A MartPet divulgou peças digitais sobre o 18 de Maio, desenvolvidas e veiculadas pela empresa ao longo dos últimos três anos. 

    Itaipu 

    A Itaipu manteve o apoio conjunto com a Childhood Brasil para tratar da pauta de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. 

    Colorado 

    A Colorado replicou a campanha da Fundação Abrinq nos murais internos e nas redes sociais da empresa. 

    Kilbra 

    A Kilbra desenvolveu ações internas com informativos afixados em locais visíveis, como murais, para alertar os colaboradores sobre a importância do combate à violência sexual infantil. 

    Chaves Gold 

    A Chaves Gold reforçou sua política interna antiassédio, vigente há mais de três anos, com canal de ouvidoria ativo e palestras anuais ministradas por advogados para os colaboradores sobre o tema. 

    West Cargo 

    A West Cargo realizou campanha presencial e online com motoristas e outros colaboradores no dia 19 de maio. A ação incluiu treinamento, materiais do Programa da Mão Certa e exibição de vídeos da campanha Faça Bonito 2025.

  • Adolescentes participam de ação sobre mudanças climáticas em São Paulo

    Adolescentes participam de ação sobre mudanças climáticas em São Paulo

    No último dia 19 de maio, a Fundação Abrinq realizou a primeira ação de Educação para o Clima, uma iniciativa de conscientização sobre as mudanças climáticas voltada a crianças e adolescentes. Na ocasião, participaram da mobilização jovens de 14 anos atendidos pelo Centro de Promoção Social Bororé, em São Paulo – SP. 

    A atividade marcou o início de uma série de encontros que serão replicados futuramente com outras crianças e outros adolescentes de diferentes localidades. O objetivo é promover a compreensão sobre as causas, os efeitos e os impactos das mudanças climáticas, com uma abordagem acessível, participativa e conectada com a realidade dos participantes. 

    Adolescentes montando o Mural do Clima em ação da Fundação Abrinq

    Aprendizado por meio da experiência 

    Durante a atividade, os adolescentes participaram do jogo “Mural do Clima”, uma metodologia educativa que utiliza cartas informativas para abordar conceitos importantes sobre o tema. As cartas mostravam tópicos como “Efeito estufa”, “Indústria”, “Aquecimento dos oceanos”, “Refugiados climáticos” e “Derretimento de geleiras”, por exemplo. 

    O desafio era organizar as cartas em ordem lógica de causa e consequência, ligando-as com setas até formar o mural completo: uma representação visual das relações entre as ações humanas e os efeitos no planeta. Ao final do jogo, os adolescentes demonstraram grande engajamento e relataram ter compreendido melhor a complexidade do tema. Muitos afirmaram que aprenderam mais durante a atividade do que em sala de aula. 

    Adolescentes montando o Mural do Clima em ação da Fundação Abrinq

    “Com o aquecimento global tem muita chuva, e aí chegam as enchentes, que prejudicam muitas pessoas. Tipo aqui, é uma periferia. Na maioria das vezes, quando chove, alaga. Muitas casas são prejudicadas, né? Então é ruim”, contou uma das participantes. 

    Outro adolescente destacou a importância da preservação ambiental como forma de garantir um futuro melhor: “É a nossa vida, é o nosso lar, é onde nós moramos. Para que tenhamos um futuro próspero, um futuro vívido e um futuro em que podemos ser felizes sem nos preocupar com o planeta em que vivemos”, refletiu. 

    A Fundação Abrinq acredita na importância da promoção de uma educação transformadora, que prepara crianças e adolescentes para compreender e enfrentar os desafios do presente e do futuro. Ao conectar os conceitos científicos com os contextos reais vivenciados por eles, a iniciativa Educação para o Clima contribui para ampliar o protagonismo infantojuvenil na agenda ambiental, despertando a consciência crítica e o senso de responsabilidade coletiva.

  • O que diz a lei sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil?

    O que diz a lei sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil?

    A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma das mais graves violações de direitos humanos e está entre os crimes que mais afetam meninas e meninos em situação de vulnerabilidade no País. Para garantir a proteção integral da infância e da adolescência, o Brasil conta com um conjunto robusto de leis que definem, criminalizam e orientam a prevenção e o enfrentamento desse tipo de violência. 

    O que é considerado violência sexual pela legislação? 

    A legislação brasileira reconhece diferentes formas de violência sexual contra pessoas com menos de 18 anos de idade, incluindo o abuso sexual, a exploração sexual e a produção, comercialização ou posse de material com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. 

    Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990, toda forma de violência, negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão deve ser combatida com prioridade absoluta. 

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    Quais leis tratam especificamente do tema? 

    Diversas normas e dispositivos legais formam o arcabouço jurídico brasileiro voltado à proteção contra a violência sexual. Entre as principais, destacam-se: 

    Código Penal Brasileiro 

    Por meio de alterações promovidas pela Lei nº 12.015/2009, o Código Penal passou a tipificar crimes sexuais com mais rigor, incluindo os cometidos contra vulneráveis (pessoas com menos de 14 anos ou que não possam oferecer resistência). O artigo 217-A define como “estupro de vulnerável” qualquer conjunção carnal ou ato libidinoso com criança ou adolescente menor de 14 anos, independentemente do consentimento. 

    Estatuto da Criança e do Adolescente 

    O ECA assegura prioridade absoluta à proteção integral de crianças e adolescentes e tipifica como crime diversas condutas relacionadas à violência sexual, como a exploração sexual comercial, o tráfico de crianças e adolescentes com fins sexuais e a produção de conteúdo pornográfico infantojuvenil. 

    Lei nº 11.829/2008 

    Altera dispositivos do ECA para incluir penalidades mais severas para quem produz, reproduz, armazena ou compartilha imagens de pornografia infantil, inclusive em meios digitais. 

    Lei nº 13.431/2017 

    Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência. A norma introduziu importantes avanços como a escuta especializada e o depoimento especial, protegendo as vítimas de revitimização nos processos judiciais e administrativos. 

    Lei nº 9.970/2000 

    Institui o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, reforçando a necessidade de mobilização e visibilidade sobre o tema. 

    A campanha da Fundação Abrinq para mobilizar a sociedade 

    Com o objetivo de informar, sensibilizar e mobilizar a população sobre a gravidade da violência sexual contra crianças e adolescentes, a Fundação Abrinq realiza anualmente a campanha Pode Ser Abuso. 

    A iniciativa oferece conteúdos educativos e materiais gratuitos sobre como identificar sinais de violência, agir corretamente diante de uma suspeita e utilizar os canais de denúncia. Além disso, promove uma cultura de proteção e escuta ativa, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro para meninas e meninos. 

    Saiba mais sobre a campanha aqui e acesse os materiais disponíveis gratuitamente para compartilhar com sua rede.

  • Violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará: dados alarmantes revelam urgência de ação

    Violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará: dados alarmantes revelam urgência de ação

    A violência sexual contra crianças e adolescentes ainda é uma realidade alarmante no Brasil, e os dados mais recentes sobre o estado do Pará reforçam essa preocupação. Um levantamento realizado pelo Coletivo Futuro Brilhante, de Belém – PA, mostra que, entre 2019 e 2023, foram registrados mais de 19 mil crimes sexuais contra pessoas de 0 a 17 anos no estado. 

    De acordo com os dados compilados a partir de fontes oficiais, como o Sistema de Informação de Segurança Pública (SISP), os casos atingem principalmente meninas: 89% das vítimas identificadas são do sexo feminino. Além disso, 98% dos agressores são homens, e, na maioria dos casos, têm algum grau de parentesco ou vínculo com a vítima. 

    As crianças de até 11 anos representaram 8.437 dos casos registrados, enquanto adolescentes entre 12 e 17 anos foram vítimas em 11.194 ocorrências. A residência da vítima continua sendo o principal local de ocorrência da violência, e os crimes acontecem com maior frequência de manhã. 

    Os dados também apontam para a gravidade da situação nas áreas da chamada “Rota dos Grãos”, que inclui os municípios de Belém, Barcarena e Breves. Somente nessas localidades, foram mais de 3,4 mil registros de crimes sexuais contra crianças e adolescentes entre 2019 e 2023. Quando se olha apenas para Belém, a realidade também é crítica: entre 2009 e 2021, 43% dos mais de 31 mil registros de violência contra pessoas de 0 a 19 anos foram do tipo sexual. 

    Infográfico com dados de violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará

    Diante desse cenário, o trabalho de iniciativas comunitárias e coletivos locais torna-se ainda mais relevante. Um exemplo é o próprio Coletivo Futuro Brilhante, que atua com prevenção, formação e conscientização sobre o tema na região metropolitana de Belém, e, entre 2023 e 2024, recebeu apoio da Fundação Abrinq por meio do Projeto Coletivos. 

    Confira abaixo a entrevista completa com Diego Martins, coordenador geral do coletivo. 

    Fundação Abrinq: O que motivou o Coletivo Futuro Brilhante a reunir esses dados? 

    Diego Martins: O que nos motivou foi a urgência de dar visibilidade ao cenário alarmante da violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará, especialmente em Belém. Apesar da gravidade do problema, percebemos que muitas informações estavam dispersas ou pouco acessíveis — tanto para a população quanto para os próprios profissionais da rede de proteção. Compilar esses dados foi uma forma de tornar esse conhecimento acessível e fundamentado, capaz de orientar políticas públicas baseadas em evidências. Mais do que números, queríamos mostrar que cada dado representa uma história de dor, uma vida afetada, e que é preciso agir com responsabilidade e urgência. 

    Infográfico com dados de violência sexual contra crianças e adolescentes em Belém

    FA: Quais aspectos desses dados vocês consideram mais alarmantes ou urgentes? 

    DM: O que mais nos preocupa é a persistência de um padrão de vitimização que atinge, em sua maioria, meninas, com agressores que geralmente são pessoas próximas — muitas vezes dentro da própria casa. Além disso, a subnotificação é extremamente grave: os registros oficiais já são altos, mas sabemos que apenas cerca de 10% dos casos chegam ao conhecimento das autoridades. Isso significa que a realidade pode ser ainda mais dolorosa do que os dados revelam. 

    FA: Esses números refletem a realidade que vocês presenciam no dia a dia em Belém? 

    DM: Infelizmente, sim. A violência sexual é uma realidade presente no nosso cotidiano. Nas formações que realizamos com escolas e instituições, é comum ouvirmos relatos recentes de casos. Há um sentimento constante de impotência diante da complexidade dessas situações. Muitas vezes, as vítimas são silenciadas dentro dos próprios lares. E o cenário é ainda mais difícil em áreas periféricas, onde o acesso à informação e aos serviços de proteção é limitado. 

    FA: Como o apoio da Fundação Abrinq, por meio do Projeto Coletivos, contribuiu para fortalecer as ações de vocês? 

    DM: O apoio da Fundação Abrinq foi essencial para consolidar o trabalho do coletivo. Através do Projeto Coletivos, conseguimos ampliar nossa equipe, fortalecer nossa presença digital e produzir materiais educativos com linguagem acessível. Também conseguimos realizar oficinas presenciais em escolas, capacitar profissionais da rede de proteção e estruturar melhor nossas ações. A mentoria e os recursos oferecidos nos ajudaram a planejar estrategicamente, alcançar mais pessoas e aprofundar a qualidade do nosso trabalho. 

    Infográfico com dados de violência sexual contra crianças e adolescentes na Rota dos Grãos

    FA: Quais os principais desafios enfrentados pelo coletivo ao abordar um tema tão sensível e urgente como a violência sexual? 

    DM: Um dos maiores desafios é o tabu que ainda envolve o tema. Muitas pessoas evitam falar sobre violência sexual por medo, vergonha ou falta de informação, o que acaba dificultando tanto a prevenção quanto a denúncia. Também há resistência de algumas instituições, que ainda tratam o tema como algo que deve ser evitado. Além disso, esse trabalho impõe uma carga emocional muito forte sobre a equipe, que precisa lidar com histórias duras e, ao mesmo tempo, manter a energia para seguir atuando. Por isso, o cuidado com a saúde mental do grupo e a criação de redes de apoio têm sido fundamentais para a continuidade das ações. 

    FA: Há alguma história ou situação que represente o impacto do trabalho de vocês e que possa ser compartilhada? 

    DM: Há muitos momentos marcantes, mas alguns nos tocam de forma especial. Durante as ações de prevenção, enquanto as crianças brincavam com a luva da proteção, o semáforo do toque e a trilha da proteção, é possível ver seus rostos iluminados pela descoberta de informações importantes. O brilho nos olhos ao receberem os materiais escolares ao final da atividade mostra que estamos semeando algo transformador. São nessas pequenas expressões de alegria e aprendizado que vemos o impacto real do que fazemos — e isso nos dá forças para continuar.

  • Empresas Amigas da Criança recebem apoio especializado da Fundação Abrinq

    Empresas Amigas da Criança recebem apoio especializado da Fundação Abrinq

    Empresas que participam do Programa Empresa Amiga da Criança contam com uma importante vantagem: acesso ao serviço de assessoramento técnico ofertado pela Fundação Abrinq. A atuação tem como objetivo apoiar e orientar as instituições privadas no desenvolvimento de ações sociais e políticas internas que estejam alinhadas às melhores práticas para o benefício da infância e da adolescência. 

    Por meio do assessoramento, as empresas recebem suporte técnico sobre temas estratégicos como ESG, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), monitoramento da cadeia produtiva, aprendizagem profissional, voluntariado corporativo e investimento social privado. Com esse apoio, as empresas podem ampliar seu impacto social e fortalecer o compromisso com os direitos das crianças e dos adolescentes. 

    O serviço é personalizado e parte das demandas apresentadas pelas próprias participantes. É o caso, por exemplo, de empresas que desejam implementar um programa de voluntariado corporativo, mas não sabem como estruturá-lo. Nessas situações, a Fundação Abrinq realiza atendimentos explicando o conceito, apresentando referências e oferecendo sugestões para que a ação seja desenvolvida com efetividade. O mesmo ocorre quando a empresa quer criar um comitê de ESG, ou precisa compreender melhor suas responsabilidades legais com relação à proteção da infância em sua cadeia produtiva. 

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    Na prática: capacitação promovida pela Eletrobrás com o apoio da Fundação Abrinq 

    Um bom exemplo da aplicação desse serviço técnico é o caso da Eletrobrás, instituição privada do setor de energia. Entre fevereiro e abril de 2025, a empresa promoveu uma capacitação voltada a conselheiros tutelares e de direitos, com o objetivo de reforçar a atuação desses profissionais no cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos. 

    A iniciativa nasceu do desejo da própria empresa de aprofundar o tema com os conselheiros recém-eleitos e contar com o apoio de uma instituição especializada. Com o assessoramento da Fundação Abrinq, a capacitação foi estruturada e ministrada, beneficiando os profissionais e contribuindo para a proteção de crianças e adolescentes em diversos territórios. 

    Suporte técnico para gerar impacto social 

    O assessoramento técnico é uma das formas de apoio oferecidas pela Fundação Abrinq para ampliar o impacto das empresas participantes do Programa Empresa Amiga da Criança. Ao aproximar o setor privado de temas prioritários da agenda da infância e da adolescência, a organização fortalece a atuação social das instituições privadas e contribui para que boas práticas se tornem parte da rotina empresarial. 

    Saiba mais sobre o Programa Empresa Amiga da Criança aqui.

  • Dia 18 de maio: por que essa data é tão importante?

    Dia 18 de maio: por que essa data é tão importante?

    O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, é uma data fundamental para mobilizar a sociedade e lembrar que proteger meninas e meninos da violência sexual é uma responsabilidade de todos. 

    Instituída por meio da Lei nº 9.970/2000, a data foi escolhida em memória de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, uma menina de 8 anos que, em 1973, foi sequestrada, violentada e assassinada em Vitória – ES. O crime brutal segue impune até hoje e se tornou um símbolo da luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes. 

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    Violência sexual ainda é uma triste realidade no Brasil 

    Apesar de ser um tema sensível e muitas vezes silenciado, a violência sexual contra crianças e adolescentes é mais comum do que se imagina. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2023, foram registradas mais de 57 mil notificações de violência sexual contra pessoas de até 19 anos no país, o que representa, em média, 158 casos por dia. 

    Ainda segundo os dados, a maioria das vítimas são meninas e, em grande parte dos casos, o crime ocorre dentro da própria casa. Isso reforça a importância de estarmos atentos aos sinais e de criarmos ambientes seguros para que crianças e adolescentes possam denunciar e receber o apoio necessário. 

    A importância de falar sobre o tema 

    Falar sobre violência sexual é essencial para combatê-la. Crianças e adolescentes precisam entender o que é consentimento, o que configura um abuso e onde buscar ajuda. Da mesma forma, adultos devem saber identificar os sinais de alerta, acolher possíveis vítimas e acionar os canais de denúncia com responsabilidade. 

    Mais do que punir agressores, a luta contra a violência sexual passa pela prevenção, pela escuta qualificada e por uma rede de proteção forte, formada por famílias, escolas, serviços públicos e organizações da sociedade civil. 

    Criança sentada, segurando um bicho de pelúcua e escondendo o rosto

    Pode Ser Abuso: a campanha da Fundação Abrinq para enfrentar o problema 

    Como parte do seu compromisso com a proteção da infância e da adolescência, a Fundação Abrinq realiza todos os anos a campanha Pode Ser Abuso. 

    A iniciativa tem o objetivo de informar, conscientizar e mobilizar a sociedade sobre o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Por meio de materiais informativos e conteúdos acessíveis, a campanha explica como identificar sinais de abuso, como agir diante de uma suspeita e quais são os canais oficiais para denúncia. 

    Todos os materiais da campanha estão disponíveis gratuitamente e podem ser utilizados por escolas, organizações, coletivos, profissionais da rede de proteção ou qualquer pessoa interessada em ampliar o alcance dessa causa. 

    Saiba mais sobre a campanha e baixe os materiais aqui. 

    Proteger é um dever de todos 

    Neste 18 de maio, a Fundação Abrinq reforça a importância de não se calar diante da violência sexual contra crianças e adolescentes. Denunciar, apoiar e se informar são atitudes que salvam vidas. 

    Se você souber ou suspeitar de algum caso, denuncie pelo Disque 100 ou procure o Conselho Tutelar mais próximo.

  • Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança alcança 1.000 adesões

    Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança alcança 1.000 adesões

    O Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança, promovido pela Fundação Abrinq, acaba de atingir um novo marco: mais de mil prefeitas e prefeitos de todo o Brasil já aderiram à nova edição da iniciativa, que acompanha a gestão municipal de 2025 a 2028. No total, 1.040 prefeitos se inscreveram. 

    Criado em 1996, o programa oferece suporte técnico aos gestores municipais para fortalecer políticas públicas voltadas à infância e adolescência, com foco em áreas como Saúde, Educação e Proteção. Ao longo de sua trajetória, mais de 11 mil gestores já participaram da iniciativa, que contribui para transformar o compromisso com os direitos das crianças em prioridade nas administrações locais. 

    O número expressivo de adesões, que atingiu a casa dos milhares, demonstra o engajamento dos municípios com a promoção do desenvolvimento integral de meninos e meninas, independentemente de seu porte, localização geográfica ou desafios enfrentados. 

    Atualmente, o Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança conta com 85,96% de prefeitos e 14,04% de prefeitas entre os gestores participantes. Os municípios estão distribuídos entre as cinco regiões do país, sendo 60 do Norte, 495 do Nordeste, 40 do Centro-Oeste, 298 do Sudeste e 147 do Sul. 

    Nesta edição, 14 capitais confirmaram participação: João Pessoa – PB, Recife – PE, Teresina – PI, Natal – RN, Porto Alegre – RS, Florianópolis – SC, Belém – PA, Belo Horizonte – MG, Rio Branco – AC, Curitiba – PR, Salvador – BA, Vitória – ES, Maceió – AL e Fortaleza – CE. Além disso, mais da metade dos inscritos fazem parte de municípios que nunca haviam participado do Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança antes. 

    Com essa ampla mobilização, a Fundação Abrinq reforça seu compromisso em apoiar os municípios na construção de políticas públicas eficazes e sustentáveis, que garantam os direitos das crianças e dos adolescentes em todo o Brasil.

  • Como proteger crianças e adolescentes da violência sexual no ambiente digital?

    Como proteger crianças e adolescentes da violência sexual no ambiente digital?

    Com o avanço da tecnologia e o acesso cada vez mais precoce à internet, crianças e adolescentes estão mais expostos a riscos que vão além do mundo físico. Entre eles, está a violência sexual no ambiente digital, uma ameaça real que pode deixar marcas profundas. 

    Esse tipo de violência inclui assédio, aliciamento, compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento e exploração sexual infantil, entre outras práticas criminosas. Proteger meninos e meninas nesse ambiente exige informação, diálogo e atenção constante por parte de pais, responsáveis, educadores e da sociedade como um todo. 

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    Entendendo os riscos da violência sexual online 

    A violência sexual digital pode acontecer de diversas formas. Uma das mais comuns é o grooming, quando um adulto se aproxima da criança ou do adolescente fingindo amizade, com o objetivo de obter fotos íntimas ou marcar encontros. Há também casos de sextorsão, em que a vítima é chantageada para enviar mais imagens ou realizar ações contra sua vontade. 

    O problema se intensifica já que, por serem vulneráveis e, muitas vezes, ingênuos sobre os perigos virtuais, crianças e adolescentes podem não compreender que estão sendo vítimas ou sentir medo de contar a alguém. 

    Como os responsáveis podem agir para proteger? 

    Proteger começa com diálogo e informação. Crianças e adolescentes precisam se sentir seguros para conversar sobre o que veem e vivem online. Veja algumas recomendações importantes: 

    • Converse abertamente sobre o uso da internet – Pergunte quais sites acessam, com quem interagem e que tipo de conteúdo consomem; 
    • Oriente sobre privacidade e segurança – Explique a importância de não compartilhar fotos íntimas, informações pessoais e de manter perfis fechados em redes sociais; 
    • Esteja atento a mudanças de comportamento – Isolamento repentino, ansiedade, medo do celular ou do computador podem ser sinais de alerta; 
    • Utilize ferramentas de controle parental – Aplicativos e configurações de privacidade ajudam a monitorar e limitar o que é acessado; 
    • Informe sobre os perigos e como agir – Ensine que, diante de qualquer situação desconfortável, o correto é parar a interação, não responder e procurar um adulto de confiança. 

    Foto em preto e branco de uma menina usando um computador

    Compromisso da Fundação Abrinq com a proteção integral 

    A Fundação Abrinq atua há mais de três décadas na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, incluindo a proteção contra qualquer forma de violência, como a no ambiente digital. Por meio de campanhas, materiais informativos, formações de profissionais, articulação com políticas públicas e apoio a outras entidades sociais, a organização contribui para fortalecer a rede de proteção em todo o Brasil.

  • Mortalidade infantil ainda é um desafio no Brasil

    Mortalidade infantil ainda é um desafio no Brasil

    Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes no enfrentamento à mortalidade infantil. Dados recentes do Ministério da Saúde, compilados pela Fundação Abrinq por meio do Observatório da Criança e do Adolescente, revelam que, em 2023, a taxa de mortalidade infantil foi de 12,6 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidas vivas. 

    Embora esse número represente uma melhora significativa em relação ao início da série histórica – que em 1990 registrava 47,1 óbitos por mil nascidos vivos –, o indicador se mantém praticamente estagnado desde 2015. Isso significa que milhares de crianças ainda perdem a vida precocemente, muitas vezes por causas evitáveis. 

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    Diferenças regionais e causas 

    A taxa de mortalidade infantil varia de forma preocupante entre as regiões do país. Enquanto o Sul apresenta a menor taxa, com 10,0 óbitos por mil nascidos vivos, o Norte lidera com 15,9, seguido pelo Nordeste (13,8), Centro-Oeste (12,8) e Sudeste (11,7). Esses dados revelam desigualdades no acesso e na qualidade dos serviços de saúde, saneamento, alimentação e informação, fatores diretamente ligados à sobrevivência e ao desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida. 

    Entre as principais causas de morte em crianças menores de 1 ano estão complicações relacionadas ao parto, prematuridade, infecções respiratórias, diarreia e doenças congênitas. Muitas dessas situações podem ser prevenidas com ações simples e integradas de atenção à saúde e apoio às famílias desde a gestação. 

    Foto de um urso de pelúcia caído no chão

    Como a Fundação Abrinq atua para combater o problema 

    Comprometida com a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, a Fundação Abrinq desenvolve o Programa 1000 Dias, que tem como objetivo promover o desenvolvimento integral da criança desde a gestação até os 2 anos de idade, período considerado determinante para a saúde ao longo da vida. 

    O programa está estruturado em três fases, e as duas primeiras atuam diretamente na prevenção da mortalidade infantil. 

    Fase 1 – Da gestação ao nascimento 

    Esta etapa foca no fortalecimento do atendimento às gestantes, parturientes e recém-nascidos. Entre as ações realizadas estão: 

    • Formação de profissionais da Saúde, como enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem; 
    • Integração entre as áreas da Saúde, Educação e Assistência Social; 
    • Promoção de cuidados contínuos com gestantes e parturientes; 
    • Monitoramento da qualidade do pré-natal e dos serviços oferecidos às mulheres. 

    Fase 2 – Do nascimento aos 12 meses 

    Durante o primeiro ano de vida da criança, o programa atua com foco na promoção da saúde e no desenvolvimento integral. As principais iniciativas incluem: 

    • Capacitação de equipes de saúde materno-infantil e profissionais de creches; 
    • Realização de encontros com puérperas e familiares para orientações sobre cuidados com os bebês; 
    • Integração das políticas públicas para fortalecer o apoio às famílias; 
    • Monitoramento contínuo do desenvolvimento infantil. 

    Ao investir na formação de profissionais, no acompanhamento das gestantes e na orientação das famílias, a Fundação Abrinq contribui diretamente para reduzir os fatores que mais impactam a mortalidade infantil. O Programa 1000 Dias reforça a importância da prevenção e da atuação integrada, colocando a infância no centro das políticas públicas e da mobilização social.

  • Violência sexual contra crianças e adolescentes: saiba como agir em casos de suspeita ou confirmação

    Violência sexual contra crianças e adolescentes: saiba como agir em casos de suspeita ou confirmação

    A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma grave violação de direitos humanos e ainda uma realidade alarmante no Brasil. Somente em 2023, foram registradas 57.698 notificações de casos envolvendo vítimas de até 19 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. A maioria dessas vítimas são meninas, e muitas das agressões ocorrem dentro da própria casa, um ambiente que deveria representar proteção. 

    Diante desse cenário, é fundamental que toda a sociedade esteja atenta aos sinais, saiba como acolher vítimas e, principalmente, conheça os caminhos para realizar uma denúncia segura e eficaz. Agir com responsabilidade pode ser decisivo para interromper um ciclo de violência e garantir a proteção de uma criança ou de um adolescente. 

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    O que fazer se uma criança ou um adolescente contar que está sofrendo violência sexual? 

    Se uma criança ou adolescente relatar espontaneamente uma situação de violência sexual, é essencial escutar com atenção, paciência e sem julgamento. Acolha o relato com seriedade, sem pressionar ou duvidar. Evite perguntas detalhadas ou insistentes, pois a apuração dos fatos será feita por profissionais especializados. 

    Confira alguns cuidados importantes nesse momento: 

    • Escute com empatia, deixando claro que ela ou ele não tem culpa pelo que aconteceu; 
    • Reforce que fez o certo ao contar e que você está ali para ajudar; 
    • Não confronte o possível agressor e não tente resolver o caso sozinho; 
    • Procure imediatamente os órgãos de proteção e denuncia o ocorrido. 

    Quais sinais podem indicar que uma criança ou um adolescente sofre violência sexual? 

    Nem sempre as vítimas conseguem ou se sentem seguras para relatar diretamente o abuso. Por isso, é importante estar atento a possíveis sinais, que podem incluir: 

    • Mudanças bruscas de comportamento, como agressividade ou isolamento; 
    • Queda no rendimento escolar ou evasão; 
    • Medo ou rejeição a determinada pessoa ou lugar; 
    • Distúrbios do sono ou da alimentação; 
    • Conhecimento ou comportamentos sexuais incompatíveis com a idade. 

    Esses sinais não são, por si só, prova de violência, mas indicam que algo pode estar errado e que a situação merece atenção. 

    Foto de uma criança de costas e encolhida, para ilustrar uma vítima de violência sexual

    Como e onde denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes? 

    Existem diversos canais para fazer uma denúncia, mesmo de forma anônima. Conheça os principais: 

    Disque 100

    Canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos, disponível 24 horas por dia. 

    Conselho Tutelar

    Presente em todos os municípios, atua na proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes. 

    Delegacias Especializadas

    Para registros formais e abertura de investigação criminal. 

    Ao denunciar, é importante fornecer o máximo de informações possíveis sobre o caso e o local onde a criança ou adolescente pode ser encontrado, garantindo a atuação das autoridades competentes.