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  • A importância de um repertório cultural para as crianças e os adolescentes

    A importância de um repertório cultural para as crianças e os adolescentes

    Ter um repertório cultural vasto é algo de extrema importância para o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes. Não à toa, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de referência para a elaboração dos currículos escolares no País, lista como uma das suas dez competências gerais da Educação básica, o seguinte:

    “Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural”.

    Ainda assim, pode ficar a dúvida: mas por que, exatamente, um repertório cultural é importante para as crianças e para os adolescentes? Aliás, o que é mesmo um repertório cultural? A Fundação Abrinq responde essas e outras perguntas a seguir:

    O que significa repertório cultural?

    Repertório cultural é o conjunto de conhecimentos, experiências e referências que uma pessoa acumula ao longo do tempo e que influencia suas interpretações, comportamentos e modos de ver o mundo. Normalmente, é formado pelo contato com elementos de diversas áreas, como arte, literatura, história, entre outras.

    Por meio dessa coleção de vivências, as pessoas compreendem e se comunicam melhor com o mundo ao seu redor. Dessa maneira, um repertório cultural mais vasto pode enriquecer o pensamento crítico, a criatividade e a empatia, facilitando o diálogo com outras culturas e o entendimento de diferentes pontos de vista.

    Qual é a importância para as crianças e os adolescentes?

    Para crianças e adolescentes, um repertório cultural robusto tem o potencial de fazer a diferença no seu desenvolvimento. Ao entrar em contato com diferentes formas de arte e cultura, eles são expostos a novas ideias e realidades, aprendendo a valorizar a diversidade e a refletir sobre questões sociais.

    Além disso, a cultura desempenha um papel essencial na construção da identidade e no senso de pertencimento das crianças e dos adolescentes. A partir de um repertório cultural amplo, eles podem se reconhecer em narrativas e tradições, ao mesmo tempo em que se tornam cidadãos mais tolerantes e conscientes.

    Como a Fundação Abrinq promove o repertório cultural?

    De olho na BNCC e na importância geral de promover um repertório cultural robusto para as crianças e os adolescentes, conforme visto anteriormente, a Fundação Abrinq desenvolve o Projeto Construindo Futuros. A partir da iniciativa, a organização estimula o desenvolvimento de projetos de vida de adolescentes, entre 14 e 15 anos, que frequentam o ensino fundamental.

    Uma das maneiras de se fazer isso é por meio das saídas culturais, ocasiões em que a Fundação Abrinq organiza, custeia e realiza visitas a espaços de arte e cultura que os estudantes, vindos de contextos de vulnerabilidade social, não conseguiriam frequentar de outro jeito.

    Só em outubro, a organização levou 425 estudantes de escolas públicas do estado de São Paulo para visitarem locais como o Museu do Ipiranga, o Museu da Língua Portuguesa, a Casa Museu Ema Klabin, o Museu de Arte Contemporânea, a Pinacoteca, o Museu da Imagem e do Som, entre outros. Contando desde o começo do ano, já foram mais de 1,7 mil adolescentes beneficiados.

    A professora Alani Michely é de uma das escolas participantes do projeto e acompanhou os seus estudantes em uma das visitas. “Os adolescentes adoraram e queriam ter ficado mais. Eles acharam muito interessante, até porque muitos não têm esse tipo de cultura. Muitos não sabiam nem como era um museu”, relata.

    Confira aqui as fotos dessas saídas culturais.

  • A importância de ainda se combater a poliomielite

    A importância de ainda se combater a poliomielite

    O Dia Mundial de Combate à Poliomielite é comemorado anualmente no dia 24 de outubro, com o objetivo de reunir esforços de agentes públicos e civis para a conscientização sobre a importância de se erradicar a doença. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a doença não aparece desde 1990, devido a um intenso esforço nacional de imunização.

    Por que é importante combater a poliomielite?

    O combate à poliomielite é de extrema importância porque esta doença viral pode causar uma paralisia irreversível, especialmente em crianças. É uma infecção que traz sequelas permanentes para a vítima e, em casos mais graves, pode afetar os músculos respiratórios, levando à morte.

    Apesar disso, quedas recentes nos números de vacinação contra a pólio aumentam as chances de que o vírus volte no Brasil. De acordo com dados públicos compilados pelo Observatório da Criança e do Adolescente, da Fundação Abrinq, em 2023, apenas 77,2% das crianças de até 4 anos haviam recebido as doses do imunizante, ante taxas que beiravam 100% na primeira metade da década passada.

    Um exemplo recente de retorno da infecção aconteceu em Gaza, quando, em 2024, voltou a aparecer após 25 anos de erradicação. A importância da imunização e do combate à doença é tão evidente que a guerra que se desenrola na região atualmente foi parcialmente pausada para que as crianças fossem vacinadas.

    Como a Fundação Abrinq combate a poliomielite?

    Para combater a poliomielite e proteger a infância e a adolescência, a Fundação Abrinq, em parceria com a Sanofi, desenvolve o Projeto Vacinação. A partir da iniciativa, a organização atua em conjunto com a gestão municipal de Saúde de São Vicente – SP para ampliar a cobertura vacinal contra a doença.

    Com esse objetivo em mente, a Fundação Abrinq realiza formações profissionais com agentes comunitários de Saúde, enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem, para que fiquem mais aptos a executar as ações de vacinação no município. As capacitações ocorreram entre junho e setembro e compreenderam três módulos para cada especialidade.

    Além disso, a organização também criou um Grupo de Trabalho (GT) com gestores da rede municipal, cujo objetivo principal é a criação de um Plano Municipal de Imunização a ser finalizado em dezembro. Os encontros estão sendo divididos em cinco módulos, que ocorrerão entre agosto e dezembro.

    Por fim, a Fundação Abrinq também se faz presente em campanhas de conscientização e de vacinação contra a poliomielite, como foi o caso no Dia D de Multivacinação, em 8 de junho, quando houve a aplicação de 817 doses de vacina contra a doença em São Vicente. Na ocasião, a organização apoiou o evento com a produção de materiais informativos e suporte presencial.

  • Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, aborda a infância nas periferias urbanas

    Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, aborda a infância nas periferias urbanas

    O Encontro Nacional com Coletivos, realizado pela Fundação Abrinq no dia 19 de outubro, no Cine Glauber Rocha, em Salvador – BA, reuniu coletivos de diversas regiões do Brasil com o mesmo interesse: dialogar sobre como melhorar a realidade das crianças e dos adolescentes que vivem em regiões periféricas. O evento foi aberto para o público e todas as pessoas interessadas pela temática puderam participar do debate.

    A manhã iniciou com uma fala de abertura do Victor Graça, superintendente da Fundação Abrinq, que ressaltou a importância dos coletivos para beneficiar de forma inovadora e realista as crianças e os adolescentes. Graça explicou também que a intenção da Fundação Abrinq é ajudar, por meio do seu alcance e reconhecimento, a potencializar as ações realizadas nos territórios pelos grupos.

    “As pessoas têm o poder de transformar, e nós utilizamos a nossa marca e o nosso reconhecimento para tentar ajudar quem está na ponta atendendo as crianças e os adolescentes e fazendo muitas coisas novas”, comenta o superintendente durante a sua fala.

    O evento seguiu com a participação de Carol Adesewa, professora afrocentrada que atua na rede pública de ensino de São Francisco do Conde, idealizadora do Projeto Afroinfância, projeto colaborativo de educação afrocentrada que busca contribuir com a construção da identidade e autoestima da criança negra, e escritora do livro Plantando com Malik, e Rodrigo França, cineasta, ator, diretor teatral, dramaturgo, escritor, roteirista e artista plástico, que dialogaram sobre a infância e os vínculos comunitários nas periferias urbanas.

    “Foi um encontro emocionante. Estar no palco olhando para pessoas que estão tão comprometidas com a infância, a adolescência e o nosso país, me deu gás. Eu vim com tanto carinho e aberto para ouvir e falar com essa plateia que trabalha com crianças e adolescentes, que faz o possível e o impossível para tirá-los da vulnerabilidade, para mim é uma responsabilidade imensa. Saber que sou uma gota no oceano e que tem gente muito potente, nos estabelece um espelho para olharmos para cada profissional e nos reconhecermos. Nos reconhecermos no amor, na luta, às vezes na dor, mas principalmente na potência”, compartilha França.

    Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, aborda a infância nas periferias urbanas

    Ao falar sobre racismo e a realidade das crianças pretas, Carol discorreu sobre o papel das escolas na inclusão dos alunos: “é importante ter brinquedos afirmativos dentro das escolas? É muito importante, eu acredito que seja um avanço para nós, mas não é suficiente. Quando nós pensamos em todas as questões que as crianças pretas passam dentro das escolas, nós entendemos que ao passo que a escola pode ser um espaço fértil para desconstruirmos preconceitos e discutirmos diferentes questões, ela também pode reforçar estereótipos racistas”, explica.

    Na sala de cinema, preenchida por mais de 80 pessoas presentes no evento, foram levantadas reflexões de suma importância para a causa, como a contribuição da Rafaela Nunes, integrante do Coletivo Encrespados: “nós compartilhamos as delicias e as dores [das crianças e dos adolescentes] também. Quando a gente chega para fazer uma intervenção, uma ação nas escolas com as crianças e os adolescentes, nós vivenciamos e escutamos muitas histórias de dor também”, relata, com o questionamento sobre como os profissionais podem seguir mais fortalecidos neste processo.

    Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, aborda a infância nas periferias urbanas

    Rafaela ainda compartilhou a sua experiência no encontro e no Projeto Coletivos: “estou muito feliz por estar no Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, vendo o encerramento do ciclo 2. Isso ajuda a gente a se inspirar e perceber como o apoio da Fundação Abrinq é fundamental para que possamos estruturar ainda mais o nosso trabalho, para fazê-lo com impacto, mas também com dignidade. Estar aqui, vivenciar o encontro, se conectar com outros coletivos, me inspira ainda mais a realizar as nossas ações lá em São Paulo”, afirma.

    O encontro também marcou o lançamento da publicação Transformando a infância e adolescência nas periferias – ciclo 2, criada pelos 11 coletivos que integraram o ciclo 2 do Projeto Coletivos, para celebrar o encerramento desta parceria que durou um ano, na qual a Fundação Abrinq apoiou os grupos por meio de assessoramentos técnicos e financeiros.

    O lançamento contou com a participação de representantes dos coletivos Companhia de Artes Elementos, Biblioteca Comunitária do Arvoredo e Biblioteca Comunitária Roedores de Livros, que falaram sobre a atuação de cada coletivo em prol das crianças e dos adolescentes e o processo de produção da publicação.

    Cada um dos coletivos foi homenageado no final do evento com artes personalizadas que representavam suas atuações de forma única.

    Encontro Nacional com Coletivos, da Fundação Abrinq, aborda a infância nas periferias urbanas

    Os coletivos homenageados foram:

    • Poesia nas Quebradas, localizado em Planaltina – DF;
    • Biblioteca Comunitária Roedores de Livros, localizado em Ceilândia – DF;
    • Grupo Cultural Àsé Dúdú, localizado em Ceilândia – DF;
    • Gaviões da Lua, localizado em Salvador – BA;
    • Coletivo Cultural Ibomin, localizado em Lauro de Freitas – BA;
    • Companhia de Artes Elementos, localizado em Salvador – BA;
    • Centro Cultural Mamulengo, localizado em Salvador – BA;
    • Maloka Cultural, localizado em Lauro de Freitas – BA;
    • Biblioteca Comunitária do Arvoredo, localizado em Porto Alegre – RS;
    • Coletivo Caixa de Pandora, localizado em Porto Alegre – RS;
    • A Pezito, localizado em Porto Alegre – RS.

    Confira todas as fotos do Encontro Nacional com Coletivos aqui.

  • 5 dicas para escolher o presente perfeito no Dia das Crianças

    5 dicas para escolher o presente perfeito no Dia das Crianças

    O Dia das Crianças é uma data perfeita para presentear e fazer a alegria da criançada. Apesar disso, muitas dúvidas e obstáculos podem surgir na hora de comprar um presente. Do que a criança vai gostar mais? É possível conseguir um presente que divirta e eduque ao mesmo tempo? Como fazer para não gastar tanto?

    Pensando nisso, a Fundação Abrinq selecionou cinco dicas para ajudar os adultos a escolherem um presente perfeito para as crianças no dia delas. Confira abaixo:

    1. Considere a idade e a fase de desenvolvimento

    Cada fase da infância tem suas particularidades. Crianças em idade pré-escolar podem se divertir mais com jogos de construção e atividades que incentivem a criatividade. Para as maiores, jogos de tabuleiro, livros ou brinquedos tecnológicos podem ser uma ótima pedida. Por isso, saber em que fase a criança está vai garantir que o presente seja adequado e bem aproveitado.

    2. Observe os interesses da criança

    Preste atenção no que a criança gosta de fazer no tempo livre. Ela desenha? Então kits de arte podem ser um presente ideal. Gosta de aventuras e brincadeiras ao ar livre? Que tal materiais de acampamento ou uma bicicleta? Se ela adora explorar o mundo virtual, um jogo educativo para tablet pode ser uma opção interessante. Presentes alinhados aos gostos pessoais têm mais chances de serem bem recebidos.

    3. Invista em brinquedos educativos

    Brinquedos que estimulam a criatividade e o aprendizado podem ser uma boa escolha. Jogos de quebra-cabeça, blocos de montar e livros são ótimos exemplos de presentes que, além de entreter, ajudam no desenvolvimento cognitivo e nas habilidades motoras da criança. Aposte em algo que a desafie e a faça aprender brincando.

    4. Preze pela qualidade e segurança

    Ao comprar brinquedos, é essencial verificar se eles possuem certificação de segurança. Confirme que os materiais são atóxicos e que não há peças pequenas que possam ser engolidas, especialmente para os mais novos. Produtos de qualidade garantem que o presente seja durável e seguro, proporcionando muitas horas de diversão sem preocupações.

    5. Usa a sua criatividade

    Presentes não precisam ser caros para serem especiais. Uma caixa com itens para se criar algo juntos, ou ingressos para uma experiência, como um parque temático ou cinema, podem ser incríveis. O mais importante é o carinho e o pensamento por trás. Um presente que cria memórias e momentos em família pode ser muito valioso.

  • Como falar sobre saúde mental com crianças e adolescentes

    Como falar sobre saúde mental com crianças e adolescentes

    Em 10 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data para conscientizar sobre a importância do cuidado emocional em todas as fases da vida, incluindo a infância e a adolescência. Dessa forma, conversar sobre saúde mental com pessoas nessa etapa da vida é fundamental para que cresçam mais preparados para lidar com desafios emocionais futuros.

    Ainda assim, tratar de um tema tão delicado e profundo com pessoas em fase de amadurecimento pode ser desafiador para pais, educadores e outros adultos que cuidam de crianças e adolescentes no seu dia a dia. Para ajudar, a Fundação Abrinq reuniu algumas dicas, que você pode conferir abaixo:

    1. Comece cedo e normalize o assunto

    Falar sobre saúde mental desde cedo ajuda a quebrar o tabu em torno do tema. Em vez de esperar que a criança ou o adolescente enfrente uma crise emocional, introduza o conceito de saúde mental no cotidiano, explicando que todos têm emoções e que é natural sentir tristeza, raiva, medo ou alegria.

    2. Escute ativamente

    Ouvir é uma parte essencial de qualquer conversa sobre saúde mental. Muitas vezes, as crianças e os adolescentes têm dificuldade em expressar o que sentem, ou podem achar que seus problemas não são importantes o suficiente para serem discutidos. Por isso, ao escutar, procure validar o que eles estão sentindo. Evite respostas automáticas como “Vai passar” ou “Isso não é tão grave”, pois essas reações podem fazer com que sintam que suas emoções estão sendo subestimadas.

    3. Utilize recursos lúdicos

    Incorporar filmes, livros e outros materiais lúdicos pode ser uma ótima forma de abrir o diálogo sobre emoções e saúde mental. Animações como Divertida Mente (2015) são excelentes para explicar como diferentes emoções afetam o nosso comportamento, especialmente para crianças. Para adolescentes, filmes como As Vantagens de Ser Invisível (2012), que retrata a luta de um garoto com a depressão, podem ser importantes para refletir sobre seus próprios sentimentos.

    4. Desmistifique o conceito de saúde mental

    Muitas pessoas crescem associando a saúde mental apenas a casos graves, como depressão ou esquizofrenia. É preciso explicar que todos nós temos saúde mental, bem como temos saúde física, e que é importante cuidar dela de maneira preventiva.

    Você pode explicar que, assim como é preciso uma boa alimentação e exercícios para manter nosso corpo saudável, também é necessário adotar hábitos que cuidem da mente. Isso pode incluir atividades simples como tirar um tempo para relaxar, praticar hobbies, dormir bem e ter conversas abertas sobre sentimentos.

    5. Seja o exemplo

    Crianças e adolescentes aprendem muito observando o comportamento dos adultos ao seu redor. Por isso, demonstrar que você valoriza sua própria saúde mental, que fala sobre seus sentimentos e que busca ajuda quando necessário, cria um exemplo positivo. Você pode compartilhar suas próprias experiências de maneira adequada, mostrando que não há vergonha em admitir que precisa de ajuda.

    Além disso, demonstre práticas de autocuidado no seu dia a dia. Se você costuma fazer pausas para relaxar, pratica atividades que gosta e cuida de seu bem-estar emocional, as crianças e os adolescentes perceberão a importância dessas ações e estarão mais propensos a adotá-las também.

    Como a Fundação Abrinq promove a saúde mental de crianças e adolescentes?

    A Fundação Abrinq, como organização atuante na causa da infância e adolescência no Brasil, sabe do seu papel na promoção da saúde mental de crianças e adolescentes no país. Para isso, desenvolve o Programa Adotei um Sorriso, viabilizando o acesso gratuito aos serviços de saúde bucal e atendimento psicológico para menores de 18 anos atendidos pelas organizações da sociedade civil integrantes do programa por meio de voluntários.

    Para saber mais sobre este e outros trabalhos da Fundação Abrinq, acesse aqui o site institucional da organização.

  • Quais os efeitos do sono no crescimento e comportamento das crianças?

    Quais os efeitos do sono no crescimento e comportamento das crianças?

    Ainda que o sono seja essencial em todas as fases da vida, durante a infância e a adolescência ele desempenha um papel ainda mais vital. Isso porque, nesses estágios, o corpo e o cérebro passam por profundas mudanças que afetam o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo das pessoas.

    Nesse sentido, um sono adequado está diretamente relacionado ao crescimento, à capacidade de aprendizado, à regulação emocional e até mesmo ao comportamento social. A seguir, você verá com mais detalhes como o sono afeta essas diferentes áreas e como a privação de sono pode impactar negativamente a saúde de crianças e adolescentes. Confira:

    A falta de sono atrapalha o crescimento?

    O crescimento físico depende de vários fatores, incluindo nutrição, genética e sono. No entanto, o sono é especialmente importante porque durante o seu estágio mais profundo, há uma maior produção do hormônio do crescimento, o GH. Esse hormônio, liberado pela glândula pituitária, é responsável pela regeneração celular, crescimento muscular e ósseo, além da manutenção de tecidos e órgãos.

    Nos primeiros anos de vida, o corpo passa por um crescimento acelerado, e crianças que não dormem o suficiente podem sofrer de atrasos no crescimento ou apresentar uma estrutura óssea menos desenvolvida. Adolescentes, que passam pela puberdade, também dependem de uma produção adequada de hormônios para garantir o desenvolvimento saudável de músculos, ossos e outras estruturas corporais.

    Para além disso, o sono também é essencial para o desenvolvimento cognitivo pois, durante a noite, o cérebro continua ativo, processando as informações adquiridas ao longo do dia. Essa consolidação é fundamental para o aprendizado e a memória, o que leva à possibilidade de que crianças e adolescentes que dormem o suficiente apresentem melhor desempenho escolar e maior capacidade de concentração e resolução de problemas.

    Como o sono afeta o comportamento das crianças?

    O sono tem um impacto direto no comportamento e na regulação emocional. Crianças e adolescentes que dormem menos podem apresentar maior irritabilidade, mudanças de humor frequentes e maior dificuldade em controlar impulsos. Além disso, há uma correlação entre a falta de sono e o desenvolvimento de transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.

    A privação do sono prolongada também pode desencadear outros distúrbios psicológicos, como hiperatividade e déficit de atenção. A hiperatividade, por exemplo, leva a um comportamento mais agitado e impulsivo durante o dia, o que é especialmente prejudicial para crianças em idade escolar, que podem ter mais dificuldades em seguir as regras da sala de aula e participar de atividades em grupo.

    Como melhorar a qualidade do sono das crianças?

    Garantir que crianças e adolescentes tenham uma boa rotina de sono é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento saudável. Aqui estão algumas dicas práticas para promover um sono de qualidade:

    • Manter uma rotina regular de sono – Estabelecer horários consistentes para dormir e acordar, mesmo nos fins de semana, pode ajudar a regular o relógio biológico;
    • Criar um ambiente favorável ao sono – O quarto deve ser escuro, silencioso e fresco. O uso de cortinas e a eliminação de ruídos podem melhorar a qualidade do sono;
    • Limitar o uso de telas – A exposição à luz azul de celulares, tablets e computadores interfere na produção de melatonina, o hormônio que regula o sono. É recomendável evitar o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir;
    • Incentivar atividades relaxantes – Práticas como ler, ouvir música calma ou tomar um banho relaxante antes de dormir podem ajudar a preparar o corpo para o sono;
    • Evitar alimentos estimulantes – Bebidas com cafeína ou alimentos ricos em açúcar podem dificultar o início do sono e devem ser evitados nas horas que antecedem o horário de dormir.
  • Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    No dia 10 de setembro, a Fundação Abrinq realizou, em São Paulo – SP, o 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, um evento para que as organizações da sociedade civil (OSCs) que participam, ou já participaram, do Programa Nossas Crianças, pudessem trocar experiências e adquirir novos conhecimentos para potencializar a própria atuação em benefício de crianças e adolescentes.

    “Para nós, este evento está sendo de grande importância. Como estamos em uma região muito pobre, muito distante, é um momento em que a gente se conecta com outras realidades, outras instituições de excelência, com pessoas que pensam de maneira diversa e que somam ao nosso processo”, contou Myrian Rocha, do Instituto Socioeducativo Fabiano de Cristo, de Colinas – TO.

    Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    O encontro aconteceu na sede da Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista, durou o dia inteiro e foi dividido em duas partes. A manhã foi reservada para uma rodada de palestras com especialistas da causa da infância e adolescência, enquanto na tarde ocorreram salas temáticas e workshops.

    “No primeiro dia de formação, todos os temas trouxeram informação na perspectiva da transformação, levando à ponta, para as nossas crianças, um meio para que possam ter a garantia de direitos e promovendo um fortalecimento da rede de proteção da criança e do adolescente”, relatou Carlos Lins, da Casa Herbert de Souza, de Paulista – PE.

    Palestras com especialistas

    As palestras do começo do dia se iniciaram com uma apresentação de Victor Graça, superintendente da Fundação Abrinq, que agradeceu a presença de todos. Após explicar a dinâmica do dia, Victor chamou para o palco Alexandre dos Reis, CEO da Fundação Rainer Blickle, parceira financiadora do Programa Nossas Crianças em 2024.

    Em seguida, a primeira palestra, com João Pedro Cintra, analista de dados da Fundação Abrinq, teve início. Na sua vez, João apresentou o cenário atual da infância e adolescência no Brasil a partir de uma série de dados que abordavam a Educação, a Saúde, a violência, o trabalho infantil e a pobreza, especialmente de crianças e adolescentes.

    Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    Alexandre Isaac, que desenvolve projetos, assessorias e consultorias em assuntos da infância, adolescência e juventude na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de Guarulhos – SP, foi o próximo, com a missão de falar sobre o papel das OSCs na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes.

    Na terceira palestra do dia, Fabio Ribas, responsável pelo planejamento e pela coordenação e execução de projetos para órgãos públicos, organizações da sociedade civil e empresas, na consultora PRATTEIN, abordou a temática de enfrentamento de desafios voltados para a legislação e políticas públicas e a importância das OSCs. “Sem as organizações da sociedade civil, o Brasil não funcionaria”, afirmou.

    A última convidada foi Rita Oliveira, assistente social com quase 30 anos de experiência nas Varas de Infância e de Família do Tribunal de Justiça de São Paulo, que falou sobre como os vários componentes do Sistema de Garantia de Direitos atuam em conjunto. “Todas as instituições têm um alcance e um limite, e eu preciso conhecer o da instituição em que eu trabalho e também conhecer o alcance e o limite das outras que compõem o sistema”, explicou.

    Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    A parte da manhã foi finalizada com uma mesa de debates incluindo os três últimos palestrantes e Michelly Antunes, líder do Programa Nossas Crianças, que fez toda a mediação. Neste momento, os convidados puderam conectar os temas que cada um abordou e responder perguntas da plateia.

    “De manhã nós tivemos palestras com pessoas incríveis. Sobre violências contra crianças e adolescentes, pudemos observar os dados referentes a nível de Brasil e como é possível que a gente, a partir dessas orientações, chegue às nossas bases e atue de maneira significativa parar combater essas violações”, disse Edimar Antônio Fernandes, do Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick, de Chapecó – SC.

    Workshops e salas temáticas

    Após o almoço, iniciaram-se os workshops e salas temáticas, momento em que os participantes se dividiram para participar do que tinham mais interesse em fazer parte, de acordo com o assunto. No total, havia seis salas para o aprendizado:

    • Sala Temática 1 – Conectados e seguros: proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital;
    • Sala Temática 2 – Cuidando de quem cuida: saúde mental no Terceiro Setor;
    • Sala Temática 3 – Mudanças climáticas: qual o impacto no futuro das próximas gerações?;
    • Workshop 1 – O brincar e a parentalidade positiva: unidos na prevenção às violências contra crianças e adolescentes;
    • Workshop 2 – Desafio aceito: estratégias para engajar adolescentes;
    • Workshop 3 – Mediação de leitura: literatura afro-brasileira e indígena.

    “Tive a oportunidade de participar da oficina de cuidado. É muito importante porque a gente foca muito nos outros e esquece de nós, profissionais. Foi um momento que a gente pode ver o nosso trabalho e ver a importância de estar bem para cuidar de crianças, de adolescentes e de famílias”, relatou Daniela Ferreira, do Instituto Restaurar, de Manaus – AM.

    Fundação Abrinq realiza 24º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

    Além do Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, aberto para todas as OSCs participantes atuais e antigas do programa, o restante da semana também contará com uma programação especial para as organizações atualmente conveniadas, para que fortaleçam ainda mais seus atendimentos junto à iniciativa da Fundação Abrinq.

    Para conferir a galeria de fotos do evento, clique aqui.

  • Como ajudar as crianças a encontrarem um hobby

    Como ajudar as crianças a encontrarem um hobby

    Descobrir um hobby é uma experiência valiosa para crianças. Além de proporcionar diversão e entretenimento, atividades extracurriculares ajudam no desenvolvimento de habilidades, na criatividade e na construção de autoestima.

    Ainda assim, muitos pais têm dificuldades para fazer com que seus filhos encontrem uma atividade que amem e estejam dispostos a dedicar tempo e esforços. Se este é o seu caso, continue lendo o texto para descobrir dicas de como ajudar as crianças a encontrarem um hobby.

    1. Explore diferentes áreas de interesse

    Cada criança é única, o que significa que os seus interesses podem variar muito de uma para a outra. Por isso, o ideal é apresentar diversas opções de atividades para ver o que mais desperta a curiosidade do seu filho. Pode ser algo artístico, como pintura ou escultura, ou esportivo, como futebol ou natação. Não tenha medo de explorar também áreas menos convencionais, como programação, jardinagem ou marcenaria.

    2. Incentive a experimentação

    Permita que o seu filho experimente diferentes hobbies sem pressão. Muitas vezes, o verdadeiro interesse surge apenas após várias tentativas, então a perseverança é essencial nesse momento. Inscreva-o em oficinas, cursos ou clubes para que ele possa experimentar atividades novas de forma prática. Mesmo que ele não encontre o hobby ideal de imediato, a experimentação é uma parte muito importante do processo, pois as crianças costumam mudar de opiniões e gostos rapidamente.

    3. Observe e ouça

    Preste atenção nas atividades que a criança já gosta e nas conversas que ela tem. Nesses momentos, podem ser mostrados interesses por um determinado assunto ou atividade, mesmo que de forma sutil. Por exemplo, a criança mencionar que acha determinado esporte emocionante ou demonstrar interesse em animais podem ser sinais importantes para se considerar ao explorar novos hobbies.

    4. Ofereça recursos e meios

    Em muitos casos, ter as ferramentas certas pode fazer toda a diferença. Se o seu filho expressa interesse por um hobby específico, ofereça os recursos necessários para que ele possa explorar essa paixão. Isso pode incluir material de arte, equipamentos esportivos ou livros sobre o tema. Facilitar o acesso a esses recursos pode ajudar a manter o entusiasmo e a continuidade na atividade.

    5. Participe e apoie

    Envolver-se no processo pode ser muito encorajador para seu filho. Mostre interesse pelas atividades que ele está explorando e ofereça seu apoio. Isso não só reforça o vínculo entre vocês, mas também demonstra que você valoriza seus interesses. Juntos, vocês podem criar um ambiente positivo e estimulante, e o seu exemplo também é fundamental.

    6. Permita tempo e espaço

    Lembre-se de que encontrar um hobby pode levar tempo. Não há necessidade de apressar o processo ou forçar seu filho a se dedicar a algo que não interessa a ele. Dê tempo e espaço para que ele descubra o que realmente gosta. A paciência é fundamental para permitir que o interesse se desenvolva de forma natural e genuína.

    7. Celebre pequenas conquistas

    Reconheça e celebre as pequenas conquistas do seu filho ao longo do caminho. Isso pode incluir uma melhora nas habilidades, a conclusão de um projeto ou simplesmente o entusiasmo demonstrado pela atividade. Ao celebrar esses momentos, você o ajuda a construir confiança e a manter o interesse no hobby.

  • Conheça organizações que atuam na promoção da saúde mental de crianças e adolescentes

    Conheça organizações que atuam na promoção da saúde mental de crianças e adolescentes

    O Setembro Amarelo é uma campanha realizada desde 2015 no Brasil com o objetivo de conscientizar e prevenir o suicídio. Diretamente relacionado com a questão da saúde mental, o movimento também serve como um alerta para a importância de se cuidar do psicológico na infância e adolescência, por serem épocas em que as pessoas ainda estão se desenvolvendo mentalmente e podem sofrer mais com esses problemas.

    Pensando nisso, por meio do Programa Nossas Crianças, a Fundação Abrinq realiza repasses financeiros mensais e apoia tecnicamente diversas organizações da sociedade civil (OSCs) que atuam na promoção da saúde mental de crianças e adolescentes. Conheça mais sobre o trabalho de cada uma delas abaixo:

    Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick

    Local: Chapecó – SC

    Projeto: Saúde Mental e Inclusivo

    Quantidade de beneficiários: 338 crianças e adolescentes de 1 ano e 4 meses a 18 anos

    O projeto do Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick tem como objetivo principal contribuir com o desenvolvimento cognitivo, emocional e motor das crianças e dos adolescentes atendidos, devido a uma demanda crescente por serviços especializados na região.

    Assim, são proporcionadas atividades lúdicas e ações de desenvolvimento cognitivo, motor, da autonomia, de interação social, do fortalecimento de vínculos e do desenvolvimento da percepção sensorial.

    A OSC também realiza atendimento por meio de serviços pedagógicos baseados nos pressupostos educacionais, éticos, políticos e epistemológicos da Educação Especial Inclusiva, a partir de saídas culturais, da criação de projetos individuais, da participação em feiras de conhecimento e em eventos, exposições e competições.

    Essor Brasil

    Local: Patos – PB

    Projeto: Estimulação do Desenvolvimento Infantil

    Quantidade de beneficiários: 150 crianças de 6 meses a 6 anos

    É principalmente durante os seis primeiros anos de vida que a criança se desenvolve psicológica, psíquica e emocionalmente. No entanto, ela pode sofrer atrasos ou distúrbios significativos nos casos em que vive em situação de grande precariedade ou quando é portadora de deficiência ou distúrbios generalizados do desenvolvimento.

    Pensando nisso, o Essor Brasil busca garantir o atendimento terapêutico e psicossocial de crianças com atrasos motor-adaptativo, social-pessoal, linguagem e motor, ofertando atendimento terapêutico individual e em grupo, atividades socioeducativas e recreativas e avaliação do desenvolvimento psicomotor.

    Além disso, são desenvolvidas as competências dos responsáveis dos atendidos no enfrentamento de suas dificuldades, no cuidado infantil e na garantia de seus direitos. Realizam também pesquisa socioeconômica e cadastral das famílias, visitas domiciliares, encontros de educação parental e orientação parental individual.

    Por último, a OSC também busca consolidar as ações intersetoriais junto aos conselhos de direitos, poderes públicos, outras organizações e universidades com mobilização e capacitação de uma rede de profissionais locais.

    Fundação Semear

    Local: Novo Hamburgo – RS

    Projeto: Simplesmente

    Quantidade de beneficiários: 96 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos

    Na região em que atua, a Fundação Semear tem identificado uma crescente de quadros de depressão, ansiedade, transtorno de humor e outros entre crianças e adolescentes, principalmente depois da pandemia de Covid-19. Os equipamentos públicos também não são capazes de atender a nova demanda.

    Para diminuir a procura por atendimentos especializados de psicologia no território, o projeto contribui para a promoção de bem-estar físico, mental e social de crianças e adolescentes de escolas públicas na região, a partir de um espaço terapêutico, onde as crianças e os adolescentes podem elaborar seus conflitos, desejos e desenvolver habilidades socioemocionais.

    A Fundação Semear também proporciona a expansão do repertório cultural das crianças e dos adolescentes, possibilitando novas formas de expressarem suas identidades e interesses com oficinas de artes, passeios culturais e sarais, além de identificar e encaminhar os casos de adoecimento psicológico para os equipamentos da rede de proteção.

    Fundação Vovó do Mangue

    Local: Maragogipe – BA

    Projeto: Mente positiva – saúde e bem-estar

    Quantidade de beneficiários: 80 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos

    Com a construção de estaleiros, o município onde a Fundação Vovó do Mangue atua apresentou mudanças econômicas relevantes, o que aumentou as desigualdades sociais a partir da violência, do crime organizado e do consumo de drogas. Combinado com a pandemia de Covid-19 e o afastamento escolar, prejuízos na saúde mental de crianças e adolescentes ficaram evidentes.

    Para reverter esse quadro que pode levar a casos de violência no ambiente escolar e a um pior rendimento no processo de aprendizagem, a OSC promove ações que estimulam e desenvolvem aspectos motores, cognitivos e psicológicos de crianças e dos adolescentes atendidos pelo projeto, fortalecendo seu desenvolvimento integral a partir de oficinas temáticas.

    O projeto também mobiliza e articula as unidades escolares para o desenvolvimento de diálogos e trocas contínuas sobre a temática de prevenção ao adoecimento psicológico e da promoção da saúde mental por meio de reuniões de compartilhamento com as equipes pedagógicas e ações formativas para os profissionais da educação.

    Por fim, a Fundação Vovó do Mangue promove ações que estimulam a integração e os fortalecimentos de vínculos familiares e comunitários a partir de rodas de conversas mensais, palestras de orientação sobre saúde mental e reuniões semestrais de apresentação de resultados.

    Instituto Crescer no Esporte

    Local: Rio Claro – SP

    Projeto: Desenvolvendo a Autoconsciência

    Quantidade de beneficiários: 300 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos

    O projeto do Instituto Crescer no Esporte busca contribuir com o desenvolvimento socioemocional e da autoconsciência de crianças e adolescentes com problemas de saúde mental no município de Rio Claro. Na região em que atua, há grandes expressões de dependência química e violência, o que gera a necessidade de se ampliar os atendimentos de forma significativa.

    Dessa forma, a OSC utiliza o esporte como ferramenta para o estímulo de afetos, emoções, pensamentos e comportamentos positivos a partir de ações de socialização, dinâmicas em grupo, jogos, brincadeiras e ações de desenvolvimento socioemocional.

    Além disso, o projeto estimula o desenvolvimento da autoconsciência das crianças e dos adolescentes por meio de atendimento psicossocial, rodas de conversa, visitas domiciliares e instrumentais de escrita para exposição e identificação das emoções, bem como proporciona a participação dos beneficiários em eventos esportivos, torneios, palestras e campeonatos, e incentiva a participação dos pais e responsáveis nas atividades internas e externas.

  • Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    No meio do ano, a Fundação Abrinq realizou visitas técnicas nas organizações da sociedade civil (OSCs) que apoia a partir do Programa Nossas Crianças. A ida presencial é uma etapa muito importante do convênio, não apenas pelo acompanhamento das atividades, mas para que possam ser identificados problemas, soluções e oportunidades de melhoria no atendimento das crianças e dos adolescentes.

    No ciclo atual, muitas OSCs trabalham especificamente para combater e prevenir a violência sexual, um problema grave que atinge muitas crianças e muitos adolescentes no Brasil. Para se ter uma ideia, considerando os dados mais recentes, mais de 45 mil pessoas menores de 19 anos são sexualmente violentadas anualmente.

    Veja abaixo como cada uma dessas organizações atua contra o problema:

    Ação Social Esperança e Vida

    Local: Pesqueira – PE

    Projeto: Viver sem violência – Enfrentando a violência no semiárido pernambucano

    Quantidade de beneficiários: 106 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    A Ação Social Esperança e Vida é uma organização localizada na região agreste, no semiárido do estado do Pernambuco, com contexto de alta vulnerabilidade das famílias atendidas. Atualmente, cerca de metade dos atendidos estão em situação de negligência ou de violência doméstica e sexual.

    O apoio da Fundação Abrinq, nesse caso, vem para qualificar o acompanhamento psicológico em grupo e individual dos atendidos, além de contribuir com a análise e o acompanhamento dos planos de intervenção que são traçados pela rede de proteção em conjunto com a OSC.

    Para isso, a Ação Social Esperança e Vida promove a divulgação do projeto e de ações de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes no território com eventos que envolvem atendidos, familiares, educadores, poder público e equipamentos do Sistema de Garantia de Direitos do município.

    Além disso, a OSC promove o atendimento de proteção integral com oficinas de desenvolvimento de capacidades físicas e mentais, bem como fortalece vínculos familiares e comunitários com oficinas de arte-educação, rodas de conversa com as famílias em temáticas relacionadas ao projeto e realização de visitas domiciliares.

    “As atividades financiadas pela Fundação acontecem por meio de oficinas de reforço escolar, contação de história/teatro, artesanato, música, dança, esporte, informática, atendimento psicológico e social, além de um acompanhamento familiar com oficinas, formações e visitas, sendo também ofertado um cardápio saudável e nutritivo para os atendidos”, complementa Maria Ivaneide, coordenadora.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Associação de Assistência à Infância e a Juventude de Altinho

    Local: Altinho – PE

    Projeto: Infância Protegida: prevenindo e combatendo a violência

    Quantidade de beneficiários: 120 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Ainda que o município de Altinho ainda não disponha de diagnóstico infanto-juvenil, a Associação de Assistência à Infância e a Juventude de Altinho tem identificado um alto índice de casos de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual, principalmente daquelas vindas das comunidades na zona rural.

    Para combater o problema, o projeto busca qualificar o fluxo de atendimento da OSC com os casos de violência identificados a partir do acompanhamento psicossocial, além de engajar a geração de dados no município sobre a temática de enfrentamento à violência doméstica e sexual, aproximando os equipamentos da rede de proteção e estruturando um fluxo adequado de atendimento entre eles.

    Assim, a Associação de Assistência à Infância e a Juventude de Altinho desenvolve ações prioritárias, preventivas e educativas no combate à violência doméstica e sexual, além de promover o fortalecimento de vínculos familiares e articulação e mobilização da rede de proteção.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Associação Sul Brasileira de Educação e Assistência Social

    Local: Vitória da Conquista – BA

    Projeto: Depende de Nós

    Quantidade de beneficiários: 120 crianças e adolescentes de 3 a 15 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Devido à sua localização geográfica, Vitória da Conquista – onde a Associação Sul Brasileira de Educação e Assistência Social atua – possui um entroncamento rodoviário importante para o transporte de cargas, o que é apontado como uma variável que impacta diretamente no agravamento de casos de violência doméstica e sexual.

    Para mudar esse cenário, com o apoio da Fundação Abrinq, a OSC busca promover ações de prevenção para conscientizar o público e identificar casos de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes atendidos.

    A Associação Sul Brasileira de Educação e Assistência Social faz isso a partir de rodas de conversas psicoeducativas com as crianças e os adolescentes, encontros de sensibilização com as famílias dos atendidos e oficinas de teatro e dança, para estimular a reflexão dos atendidos sobre si mesmos e a compreensão das possibilidades de enfrentamento das violências.

    “O recurso financeiro que recebemos mantém atividades essenciais na instituição, como oficinas e apoio psicológico. São atividades que têm feito diferença para o público-alvo e tem contribuído também para manter alimentação, material didático e outras despesas como transporte para visitas domiciliares”, explica Elisângela Marinho, assistente social.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral

    Local: Fazenda Rio Grande – PR

    Projeto: Vila Esportiva – Esporte Ferramenta de Transformação

    Quantidade de beneficiários: 389 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    O Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral está localizado em um dos municípios mais violentos do Brasil. Segundo um diagnóstico feito pela própria OSC com a população, os principais problemas são a criminalidade e a violência, o uso e o tráfico de drogas e a falta de acesso de crianças e adolescentes a ações e/ou espaços de lazer.

    Querendo aliviar essa situação, a organização, a partir da parceria com a Fundação Abrinq, realiza ações para incluir os atendidos em oficinas e espaços socioeducativos relacionados à cidadania e ao esporte. Além disso, faz um trabalho de conscientização com as crianças e os adolescentes, para que reconheçam e saibam se defender de violências, bem como aproxima as famílias e os responsáveis.

    Para isso, oferece espaço seguro para a prática de oficinas esportivas inovadoras para as crianças e os adolescentes, contribuindo para que haja menor permanência destes nas ruas, fortalecimento dos vínculos comunitários e melhoria da qualidade de vida. O ensino sobre os direitos presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o compartilhamento de aprendizados e experiências com os pais também contribuem para o objetivo da OSC.

    “Ter este apoio está sendo muito importante para criar novos padrões. Conhecer como funciona a Fundação Abrinq e poder usar os métodos que utilizam para obter dados também é muito significativo para nosso crescimento”, comenta Simone Sousa, coordenadora.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Instituto Educacional Duque de Caxias

    Local: Ponta Grossa – PR

    Projeto: Eu Sou da Paz

    Quantidade de beneficiários: 420 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    O Instituto Educacional Duque de Caxias atende o público que vive em territórios vulneráveis do município de Ponta Grossa e entende que alguns de seus atendidos possam estar em situação de risco de violação de direitos.

    Dessa maneira, a OSC reconhece que existe uma necessidade de se trabalhar com a prevenção a violência doméstica e sexual, pois, a partir dessa conscientização do público, podem contribuir para identificação de novos casos, o que é feito com o apoio da Fundação Abrinq.

    Para atingir seus objetivos, o Instituto Educacional Duque de Caxias disponibiliza informações para que as crianças e os adolescentes saibam se proteger e denunciar situações de violência, por meio de oficinas temáticas, roda de conversa, acolhimento psicossocial, entre outros.

    Em outras frentes, também realiza oficinas educativas de comunicação não violenta e de educação para a paz, bem como promove ações em parceria com os atores da Rede de Proteção do território para a prevenção e o enfrentamento aos casos de violência doméstica e sexual identificados.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Instituto Socioeducativo Fabiano de Cristo

    Local: Colinas do Tocantins – TO

    Projeto: Projeto de Vida

    Quantidade de beneficiários: 150 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    O Instituto Socioeducativo Fabiano de Cristo atua em um município que oferece apoio a uma rodovia Norte/Sul e é próximo à uma plantação de soja, tendo sido identificado um aumento dos casos de violência e exploração, além de uma rede intersetorial desarticulada.

    Com o assessoramento técnico e financeiro da Fundação Abrinq, a OSC busca reanimar a Rede de Apoio à Criança e ao Adolescente, proporcionando a produção de dados sobre os casos de violência doméstica e sexual no território, a criação de um fluxo de encaminhamento e o trabalho junto aos caminhoneiros na rota que cruza o município com a produção de materiais e campanhas.

    A organização também desenvolve atividades socioeducativas orientadas na concepção do desenvolvimento integral, com oficinas psicopedagógicas e ações preventivas com as famílias, bem como mobiliza a rede de proteção e a comunidade local na temática da violência doméstica sexual com campanhas de comunicação e criação de um grupo de trabalho intersetorial.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Movimento República de Emaús

    Local: Belém – PA

    Projeto: Queremos Viver

    Quantidade de beneficiários: 240 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Com o aumento dos casos de violência doméstica, feminicídio e estupros de menores de 18 anos notificados pela rede de proteção do território, o Movimento República de Emaús passou a receber muitos encaminhamentos sem detalhamentos da violação de direito sofrida.

    Com o apoio da Fundação Abrinq, no entanto, a OSC está buscando qualificar o diagnóstico dos casos a partir do fortalecimento da própria equipe técnica e da construção de documentos que visem uma notificação mais adequada junto aos órgãos da rede de proteção. Em paralelo há também um trabalho de diagnóstico realizado com o público atendido e com a busca ativa na comunidade por meio da apresentação de peças teatrais e rodas de conversa em parceria com as escolas.

    Dessa forma, a formação de um grupo de teatro com os atendidos, incluindo oficinas artísticas, o fortalecimento de vínculos familiares, a partir de encontros e cursos, e o engajamento e a conscientização da comunidade sobre o problema são as principais frentes da organização.

    “A parceira veio fortalecer nossas ações de enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, nos possibilitando garantir um lanche mais saudável, ampliar a equipe técnica com inclusão de psicóloga – uma necessidade que era urgente – e expandir o público beneficiário, além de garantir a realização de espetáculo teatral nas escolas públicas do território, levando arte, reflexão e informação sobre como identificar e enfrentar as violações de direitos contra crianças e adolescentes”, relata Débora Ribeiro, coordenadora.

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Sistema de Apoio à Saúde São Rafael

    Local: Maringá – PR

    Projeto: Fazendo a Diferença

    Quantidade de beneficiários: 80 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos

    Fundação Abrinq visita organizações parceiras que atuam contra a violência sexual

    Em Maringá, onde o Sistema de Apoio à Saúde São Rafael atua, e em municípios vizinhos, há uma quantidade expressiva de crianças e adolescentes que necessitam de um acompanhamento psicológico por causa dos impactos de uma violação sexual. Isso ocorre principalmente por não haver, na rede de proteção, equipamentos qualificados para este trabalho.

    Nesse sentido, o convênio com a Fundação Abrinq busca minimizar os danos psicológicos sofridos após situações de violências, oportunizando a ressignificação da história da criança ou do adolescente, como forma de romper com o ciclo da violência vivenciado.

    Assim, a OSC oferece tratamento psicoterápico individual gratuito e continuado para crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e executa o acolhimento das famílias dos encaminhados, por meio da escuta qualificada, visando estabelecer uma relação mais próxima e assertiva.

    Além disso, há articulação com a rede de proteção da criança e adolescente do município de Maringá conforme demanda da família, bem como a realização de ações formativas sobre a temática do enfrentamento e prevenção à violência doméstica e sexual para organizações da sociedade civil, unidades escolares e outros equipamentos da rede de proteção.

    “A complementação de 20 vagas no projeto não é apenas uma questão numérica: é uma questão de compromisso social e esperança. Estamos determinadas a fazer essa diferença, e com o apoio adequado, temos plena convicção de que conseguiremos transformar a vida deles, guiando-os para um futuro mais promissor e repleto de possibilidades”, conta Rosane Marques, gestora.