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  • Celular em sala de aula: pode?

    Celular em sala de aula: pode?

    Nos últimos tempos, com cada vez mais crianças e adolescentes tendo acesso a smartphones e outras tecnologias, um debate importante tem se iniciado: quais são os impactos do uso destes aparelhos no desenvolvimento pleno das pessoas? A discussão se acirra quando é levada para o contexto da escola. Será que o celular em sala de aula pode estar prejudicando o aprendizado dos alunos?

    A questão já tem chamado a atenção do poder público de vários países ao redor do mundo, que tomaram medidas para proibir o uso de celulares durante as aulas. O Brasil é um deles, com alguns lugares, como o estado de São Paulo, tendo restringido o acesso, e outros, como o Rio de Janeiro – RJ, proibido totalmente.

    As ações vêm ao encontro do Relatório Global de Monitoramento da Educação, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que, a partir de dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), constatou que existe uma relação negativa entre os celulares e o aprendizado nas escolas.

    Os prejuízos do celular em sala de aula

    O pior desempenho verificado por aqueles estudantes que fazem uso mais intenso do celular pode ser explicado por uma série de fatores. Primeiramente, os aparelhos são uma grande fonte de distração, principalmente para crianças e adolescentes, que estão em processo de desenvolvimento: com tantos estímulos e um mundo inteiro a um palmo de distância, pode ser muito desafiador para eles manterem o foco na explicação do professor.

    Além disso, a presença em ambientes virtuais faz com que cada vez mais o cyberbullying – isto é, comportamentos agressivos, vexatórios ou intimidadores, pela internet – seja uma possibilidade real. A prática é grave pois afeta negativamente a auto estima da vítima e faz com que o estudante não tenha vontade de ir à escola.

    No geral, a exposição de crianças e adolescentes à internet os deixa também vulneráveis a pessoas mal-intencionadas, que podem se aproveitar da condição de desenvolvimento deles para praticar crimes. Em qualquer dos casos mencionados até aqui, as consequências podem ser muito sérias, como o aparecimento de transtornos mentais, depressão, ansiedade, etc.

    Pode haver benefícios?

    Apesar dos prejuízos que o celular pode causar no aprendizado dos alunos quando usado em sala de aula, o debate também contempla os potenciais benefícios que a tecnologia tem para proporcionar. Afinal, com os smartphones, as crianças e os adolescentes têm acesso a uma grande variedade de conteúdos informativos e ferramentas educacionais.

    Aqui, o ponto principal é que a escola tenha o controle e saiba aproveitar as diversas aplicabilidades do aparelho em sala de aula, criando um ambiente confortável para os alunos e propício para a disseminação de conhecimento. É apenas dessa forma que o celular pode deixar de ser vilão, puxando para baixo os índices de Educação, e se tornar aliado, alavancando-os.

  • Conheça o Observatório da Criança e do Adolescente

    Conheça o Observatório da Criança e do Adolescente

    Monitorar os principais indicadores sociais relacionados à realidade da infância e adolescência no Brasil é uma ação crucial para organizações que atuam defendendo a causa. Isso porque é o conhecimento profundo da situação das crianças e dos adolescentes no país que permite entender onde esforços podem ser melhor empregados para um resultado mais positivo.

    Pensando nisso, a Fundação Abrinq mantém o Observatório da Criança e do Adolescente, ferramenta que organiza e facilita o acesso a informações que abordam a qualidade de vida e o bem-estar de crianças e adolescentes com idades entre 0 e 18 anos, permitindo uma análise da evolução das principais políticas, dos desafios e das desigualdades regionais.

    Todos os dados presentes na plataforma estão relacionados com algum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), para que seja possível acompanhar a evolução dos indicadores frente às metas estabelecidas pela Agenda 2030.

    Além de um design moderno, otimizado para uma melhor experiência do usuário, a ferramenta conta com diversos outros pontos positivos que a diferenciam das outras plataformas de consulta de dados públicos. Confira abaixo alguns deles:

    Mais dados

    O Observatório da Criança e do Adolescente contempla, além de indicadores relacionados às crianças, aqueles referentes aos adolescentes. Isso significa uma gama mais abrangente de informações, incluindo dados específicos da faixa etária correspondente à adolescência, que não estão disponíveis em plataformas que abordam apenas a infância.

    Comparações

    Com a ferramenta, é possível visualizar dados de diferentes municípios e estados, além dos nacionais, em um mesmo gráfico, ao mesmo tempo. Assim, fica fácil fazer comparações estatísticas e ainda há a possibilidade de baixar a disposição dos dados no diagrama com as exatas especificações configuradas.

    Conheça o Observatório da Criança e do Adolescente

    Transparência

    O processo de obtenção dos dados no Observatório da Criança e do Adolescente é totalmente transparente. Em cada indicador, estão disponibilizados os critérios e códigos utilizados, o que significa que é possível reproduzir a busca dos indicadores nas plataformas públicas oficiais para se chegar aos mesmos resultados, ou até ir atrás de outros.

    Para ficar por dentro de todo o cenário da infância e adolescência no Brasil, acesse o Observatório da Criança e do Adolescente aqui.

  • Veja a atuação da Fundação Abrinq no Rio Grande do Sul

    Veja a atuação da Fundação Abrinq no Rio Grande do Sul

    Diante das enchentes que tomaram conta de vários municípios do Rio Grande do Sul nas últimas semanas, a Fundação Abrinq se mobilizou para arrecadar doações e distribuí-las para famílias com filhos impactados pela tragédia. A iniciativa faz parte do Programa Emergência, que provê assistência humanitária a crianças e adolescentes nessas situações.

    A atuação da Fundação Abrinq começou no dia 3 de maio, logo nos primeiros dias em que se teve notícia da gravidade do desastre no estado gaúcho. Para ajudar de uma forma que não seja apenas pontual, a organização estabeleceu um plano de ação de três meses, de modo que as famílias beneficiadas com as doações tenham tempo suficiente para retornarem a suas vidas antes da tragédia.

    Veja a atuação da Fundação Abrinq no Rio Grande do Sul

    Um dos diferenciais da ajuda proporcionada pela organização é a garantia de que as doações sejam recebidas por famílias com crianças e adolescentes, já que são os que mais sofrem em emergências. Para isso, a Fundação Abrinq estabeleceu contato com diversas organizações da sociedade civil parceiras que já atuaram em conjunto em algum momento no passado.

    Até o momento, foram doadas 669 cestas básicas, 419 kits de higiene e limpeza, 135 colchões, 240 cobertores e 88 toalhas, que estão beneficiando 1.526 crianças e adolescentes nos municípios de Novo Hamburgo – RS, Montenegro – RS, São Sebastião do Caí – RS, Caxias do Sul – RS e São Leopoldo – RS.

    Visitas presenciais

    Além das doações de materiais de consumo e materiais de primeira necessidade, a Fundação Abrinq também realizou visitas técnicas em diversos lugares do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes. A ação ocorreu na primeira semana de junho e teve como objetivo monitorar os resultados, compreender as necessidades atuais da população e planejar os próximos passos.

    A partir do que foi visto presencialmente, a Fundação Abrinq já compreendeu a necessidade de também ajudar as próprias organizações situadas na região, que sofreram com a perda de muitos equipamentos e materiais, além do dano nos respectivos imóveis, para que possam retornar com o atendimento gratuito a crianças e adolescentes.

    Outro ponto que está em avaliação pela Fundação Abrinq é a implementação de Espaços Seguros e Amigáveis para que as crianças e os adolescentes possam ter um lugar específico que se atente às necessidades particulares deles durante emergências.

    Ajude as crianças no Rio Grande do Sul!

    Para fazer parte da transformação que está aliviando o sofrimento das crianças e dos adolescentes afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, doe para a Fundação Abrinq pelo pix com a chave pix@fadc.org.br ou utilizando o cartão de crédito!

  • Qual a importância de uma alimentação adequada para as crianças e os adolescentes?

    Qual a importância de uma alimentação adequada para as crianças e os adolescentes?

    Segundo dados públicos divulgados no Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2024, sobre alimentação, quase 400 mil crianças no país estão em situação de obesidade, isto é, com peso elevado para a idade. Em contraste, mais de 256 mil se encontram com peso baixo ou muito baixo para a idade. Ambos os casos são preocupantes, pois as condições influenciam negativamente no desenvolvimento pleno destas pessoas.

    Para entender a importância de uma alimentação adequada para as crianças e os adolescentes, a Fundação Abrinq conversou com Daniela Neri, nutricionista especializada em nutrição infantil e pesquisadora do Centro de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS), da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

    1) Como está a situação da alimentação das crianças e dos adolescentes no Brasil atualmente?

    As crianças brasileiras estão consumindo pouca variedade de alimentos saudáveis, como os frescos ou minimamente processados, e estão sendo expostas muito cedo a produtos ultraprocessados, tais como cereal de café da manhã, achocolatados, iogurte com sabor, pão de forma, requeijão, suco de caixinha, salgadinhos de pacote, biscoitos salgados, entre outros. Os ultraprocessados são formulações de ingredientes, em sua maioria, de uso exclusivamente industrial, resultado de uma série de processamentos industriais. Em geral, são combinações de gorduras pouco saudáveis, amidos, açúcares livres e sal, além de substâncias e aditivos alimentares com função cosmética, como emulsificantes, espessantes, corantes, edulcorantes, entre outros não utilizados em casa. Estes ingredientes tornam os ultraprocessados densos em energia, açucarados, gordurosos, salgados e pobres em fibras, micronutrientes e compostos bioativos. Portanto, são nutricionalmente desbalanceados, especialmente para crianças menores de 2 anos.

    2) Como a alimentação inadequada pode impactar o desenvolvimento físico e cognitivo de crianças e adolescentes?

    O consumo dos ultraprocessados pode ter consequências muito ruins para a nutrição ao longo da vida por três principais razões. A primeira é que podem levar à interrupção precoce da amamentação e redução do consumo de alimentos frescos, ou minimamente processados, e preparações culinárias baseadas nesses alimentos, que são a base de uma alimentação adequada e saudável. Eles são fundamentais para o adequado crescimento e desenvolvimento das crianças. A segunda é que os ultraprocessados impactam negativamente a qualidade nutricional da alimentação das crianças. A terceira é que o consumo de produtos ultraprocessados está associado ao aumento de riscos à saúde das crianças e dos adolescentes, como obesidade, outras doenças crônicas não transmissíveis e deficiências de micronutrientes, levando ao aumento do risco de todas as formas de má nutrição. Além do risco de levar a deficiências nutricionais, há algumas evidências de que dietas baseadas nestes produtos podem comprometer a capacidade acadêmica de crianças e adolescentes. Por todas essas razões, os produtos ultraprocessados devem ser totalmente evitados, especialmente entre esta população.

    3) Quais são os principais desafios enfrentados pelos pais ao tentar garantir uma alimentação saudável para seus filhos?

    Os principais desafios atualmente são a crescente exposição e a facilidade de acesso das crianças e dos adolescentes a produtos ultraprocessados, a existência de ambientes que favorecem seu consumo, a falta de tempo das famílias para o preparo das refeições, a falta de rede de apoio às mulheres trabalhadoras e a suas famílias para o cuidado com as crianças e a diminuição da tradição de cozinhar. A publicidade infantil exerce forte apelo nas escolhas alimentares das crianças, grupo que é considerado vulnerável às informações enganosas sobre alimentação. O impulso de consumir produtos ultraprocessados é aumentado por estratégias sofisticadas de publicidade, incluindo publicidade digital e embalagens de alimentos coloridas, com personagens e muitas alegações de nutrição e saúde. Essas alegações podem mudar a percepção dos pais em relação aos alimentos apropriados, especialmente para crianças pequenas, e influenciar as decisões de compra das famílias. O desconhecimento em relação à composição e de como esses produtos são feitos é um grande problema. Com a nova regra de rotulagem nutricional frontal, a maioria dos alimentos e bebidas processados e ultraprocessados devem apresentar o selo da lupa na parte da frente, com o aviso “alto em” açúcar adicionado, gordura saturada e/ou sódio. Porém, para os consumidores realizarem escolhas mais bem informadas sobre os potenciais efeitos nocivos à saúde decorrentes do consumo de produtos ultraprocessados, é urgente restringir a publicidade na embalagem dos produtos e incluir uma identificação clara de que se trata de um alimento ultraprocessado.

    4) Quais são os grupos de alimentos essenciais que devem fazer parte da dieta diária de crianças e adolescentes?

    Os alimentos frescos, ou minimamente processados, e preparações culinárias baseadas nesses alimentos devem estar em grande variedade na alimentação das crianças diariamente. Cereais ou tubérculos (arroz, batata-baroa, batata-doce, mandioca), feijões, carnes (vaca, ave, suína, peixe ou vísceras) ou ovo, verduras (alface, agrião, couve, acelga, escarola, rúcula, espinafre) e legumes (cenoura, chuchu, berinjela, abobrinha). Eles são a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar ambientalmente sustentável.

  • Fundação Abrinq inicia novo ciclo com o Projeto A Árvore

    Fundação Abrinq inicia novo ciclo com o Projeto A Árvore

    Desde 2022, a Fundação Abrinq mantém uma parceria com o Acervo Otávio Roth para desenvolver o Projeto A Árvore, voltado à área de Educação. A iniciativa tem como objetivo incentivar nas escolas os temas direitos humanos e direitos das crianças e dos adolescentes por meio da arte-educação.

    A cada ano, o projeto exerce suas atividades em algumas regiões específicas do Brasil: no primeiro ano, atuou nos Biomas Amazônia e Rio de Janeiro, e em 2023, esteve presente nos Biomas Pantanal e Cerrado. Agora, a iniciativa se prepara para atingir escolas nos Biomas Caatinga e Mata Atlântica.

    Para marcar o início das atividades do Projeto A Árvore em 2024, a Fundação Abrinq e o Acervo Otávio Roth organizaram um webinar com convidados especiais. Além de Ana Roth, diretora do acervo, marcaram presença Yan Sousa, professor destaque em 2023, e Andréa Buoro, diretora executiva do Intermuseus, que atuará com o projeto neste ano.

    Assista abaixo ao webinar de abertura do Projeto A Árvore em 2024, na íntegra:

    Projeto A Árvore

    O Projeto A Árvore busca incentivar o ensino dos direitos humanos e dos direitos das crianças e dos adolescentes tanto por meio da formação de professores quanto pela realização de atividades educativas com os estudantes. O objetivo também é participar da criação da obra itinerante A Árvore, idealizada por Otávio Roth, que contará com a contribuição de todas as crianças e todos os adolescentes envolvidos com a iniciativa.

    Em apenas dois anos de atuação, o Projeto A Árvore foi responsável por beneficiar 71.402 crianças e adolescentes e formar 1.118 profissionais de Educação, de um total de 246 escolas participantes.

    Em 2024, nos Biomas Caatinga e Mata Atlântica, a iniciativa está na fase de formação dos professores, que se iniciou em março e vai até junho. Esta é uma etapa muito importante para que as crianças e os adolescentes beneficiados pelo projeto possam ter a melhor experiência de arte-educação sobre os direitos humanos durante o ano.

    Para que se cumpra o objetivo do Projeto A Árvore, nos próximos meses, estão previstas também rodas de leitura e conversa, e uma exposição sobre direitos humanos com as crianças e os adolescentes. Já a partir de agosto, inicia-se o processo de produção das folhinhas para a Árvore.

    Além da atuação na Caatinga e Mata Atlântica, o Projeto A Árvore está realizando um Apoio Continuado com a Secretaria de Educação do Estado de Goiás, a Secretaria Municipal de Educação de Corumbá e a Secretaria Municipal de Educação de Palmas, órgãos que participaram da edição 2023 da iniciativa. O objetivo é continuar as atividades do projeto a partir de um cronograma que vai até o meio do ano.

  • Como falar com crianças e adolescentes sobre violência sexual

    Como falar com crianças e adolescentes sobre violência sexual

    A violência sexual contra crianças e adolescentes é um problema muito grave, especialmente porque as vítimas são pessoas ainda em desenvolvimento. Nestes casos, a violação prejudica o amadurecimento e seus impactos podem ser sentidos por toda uma vida. Ainda assim, conversar com eles sobre o assunto, com o objetivo de prevenir e combater o problema, pode ser um desafio. Afinal, qual seria a melhor abordagem?

    Para explicar com mais detalhes, Diego Martins, mestre em segurança pública, gravou um vídeo a pedido da Fundação Abrinq. Ele também é coordenador geral do coletivo Futuro Brilhante, grupo periférico da região metropolitana de Belém – PA, com foco no combate à violência sexual infantil e atualmente conveniado ao Projeto Coletivos.

    No vídeo, o especialista conta que a abordagem depende da faixa etária: para crianças, atividades lúdicas são mais indicadas para compreender as partes do corpo e se podem ser tocadas por outros, enquanto para adolescentes o foco deve ser o consentimento, explicado por meio de rodas de conversa, por exemplo. Assista abaixo para saber mais:

    Para fazer o download dos materiais mencionados por Diego, basta acessar o site. Além do semáforo do toque e da trilha da proteção, outros conteúdos informativos, como livros, músicas e filmes podem ser conferidos no guia Passo a passo para o atendimento dos casos de violência sexual cometidos contra crianças e adolescentes.

  • Fundação Abrinq faz parceria com a Childhood Education International

    Fundação Abrinq faz parceria com a Childhood Education International

    Com o objetivo de atrair pessoas importantes para a causa e fortalecer a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil, a Fundação Abrinq firmou uma parceria com a Childhood Education International, organização voltada à promoção de Educação de qualidade na infância e adolescência.

    A parceria é um esforço da Childhood Education International com seu Center for Business Champions, a iniciativa busca ajudar representantes de causas sociais a criarem redes de influência com agentes importantes do setor empresarial. A finalidade é formar “campeões”, que defenderão e promoverão ativamente a causa da infância e adolescência.

    No caso da Fundação Abrinq, a Childhood Education International está oferecendo formações para que a organização melhore ainda mais essa frente e fortaleça o diálogo com o setor privado, tudo em vista de uma realidade melhor para as crianças e os adolescentes no país.

    “Estamos entusiasmados com a ideia toda. Acreditamos que a atuação dessas lideranças é fundamental na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, então recrutar líderes que se destacam na sociedade para abraçarem a causa é um grande passo neste sentido”, conta Victor Graça, superintendente da Fundação Abrinq.

  • Saiba identificar os sinais de uma vítima de violência sexual infantil

    Saiba identificar os sinais de uma vítima de violência sexual infantil

    O cenário da violência sexual infantil no Brasil é preocupante. Segundo dados públicos compilados pela Fundação Abrinq, atualmente, 3 em cada 4 casos de abuso acontecem com crianças ou adolescentes. Além disso, em cerca de 70% das vezes, a violação acontece dentro da própria casa da vítima.

    Acesse esta matéria para saber mais sobre os números da violência sexual infantil no Brasil.

    A diminuição dos casos de abuso no país só será possível com a mobilização de toda a sociedade: cada um precisa fazer a sua parte. Para o cidadão comum, isso envolve identificar quando uma criança ou um adolescente está sofrendo abuso e denunciar para as autoridades competentes, por meio do Disque 100, por exemplo.

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    Isso acontece porque, na infância e adolescência, as pessoas não têm condições plenas de se defender dos abusos sofridos, muitas vezes nem de falar para um adulto sobre o assunto. Assim, é muito importante conhecer os sinais que uma vítima geralmente emite quando está sofrendo uma violência sexual. Confira abaixo:

    • Mudanças de comportamento repentinas;
    • Tentativas de suicídio;
    • Hematomas;
    • Automutilação;
    • Infecções urinárias de repetição (recorrente);
    • Infecções sexualmente transmissíveis;
    • Transtornos alimentares;
    • Distúrbios do sono;
    • Alteração no rendimento escolar;
    • Conhecimentos e atitudes sexuais incompatíveis com a idade;
    • Masturbação frequente e compulsiva ou brincadeiras que possibilitem a manipulação genital.

    As informações acima foram retiradas do guia Passo a passo para o atendimento dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, escrito e divulgado pelo coletivo Futuro Brilhante. Para saber mais informações sobre a temática, não deixe de acessar a publicação.

    O coletivo Futuro Brilhante é um grupo periférico de Belém – PA, com foco na proteção das crianças e dos adolescentes à violência sexual. Desde 2023, está conveniado à Fundação Abrinq por meio do Projeto Coletivos, recebendo repasses financeiros mensais e tendo a oportunidade de troca de experiência com outros grupos semelhantes espalhados por todo o país.

  • Dentes tortos: as consequências e como prevenir

    Dentes tortos: as consequências e como prevenir

    Os dentes tortos representam um desafio muito grande no campo da odontologia pediátrica. Essa condição, que afeta uma grande parcela de crianças e adolescentes, envolve o alinhamento inadequado dos dentes e pode variar desde um leve desarranjo até casos mais severos que requerem intervenções ortodônticas complexas.

    Comumente, usa-se o termo dentes tortos para se referir a dentes que estão girados, e dentes apinhados para falar sobre os que estão sobrepostos ou que crescem em posições erradas. A condição acontece quando não há espaço adequado dentro da boca para os dentes crescerem, levando ao seu aparecimento em outros lugares disponíveis, sendo esta causa, muitas vezes, genética.

    Geralmente, o problema começa a se manifestar durante a infância e a adolescência, períodos em que os dentes permanentes estão substituindo os dentes de leite. Confira abaixo também mais informações sobre as suas consequências, a sua prevenção e o seu tratamento.

    Consequências dos dentes tortos e como prevenir

    Os impactos dos dentes tortos vão além da estética do sorriso, embora esse aspecto também seja importante para a autoestima das crianças e dos adolescentes. Sem confiança em si mesmos, essas pessoas podem ter dificuldades para conseguirem um desenvolvimento pleno, principalmente no que diz respeito ao lado social.

    Além disso, dentes mal alinhados podem complicar a higiene bucal, dificultando a limpeza adequada e aumentando o risco de problemas como a cárie dentária e doenças periodontais. O problema também pode causar desgaste irregular dos dentes, dificuldades na fala e na mastigação, bem como dores relacionadas ao estresse nos músculos da mandíbula.

    A prevenção de dentes tortos começa com a observação cuidadosa dos hábitos na infância e na adolescência. Pais, mães ou responsáveis devem monitorar e, se necessário, limitar o uso de chupetas e mamadeiras, que podem influenciar o desenvolvimento dentário e da arcada. Costumes como chupar o dedo e respirar pela boca também podem contribuir para o aparecimento do problema.

    Vale ressaltar que visitas regulares ao dentista pediátrico permitem uma avaliação contínua do crescimento dentário da criança, possibilitando a detecção precoce de qualquer anomalia.

    Qual o tratamento para dentes tortos?

    Quando a prevenção não é suficiente para evitar o desenvolvimento de dentes tortos, a ortodontia entra em cena. O tratamento pode envolver o uso de aparelhos fixos ou removíveis, alinhadores transparentes e, em casos extremos, intervenções cirúrgicas, durando, na maioria dos casos, de 12 a 36 meses.

    O objetivo dos procedimentos é corrigir o alinhamento dos dentes e garantir o correto desenvolvimento da arcada dentária, proporcionando não só um sorriso esteticamente agradável, mas também uma função bucal ótima. O tratamento funciona melhor durante a infância e adolescência, pois os tecidos do corpo ainda estão em fase de desenvolvimento, mas também pode ser feito na fase adulta.

    A Fundação Abrinq e a saúde bucal infantil

    Diante dos desafios que muitas famílias brasileiras enfrentam para acessar tratamentos odontológicos especializados, a Fundação Abrinq desenvolve o Programa Adotei um Sorriso, que viabiliza o acesso gratuito aos serviços de saúde bucal e atendimento psicológico para crianças e adolescentes atendidos pelas organizações da sociedade civil integrantes do programa por meio de voluntários.

    A iniciativa é fundamental, pois oferece acesso a tratamentos que muitas vezes são considerados caros e fora do alcance para famílias de baixa renda. Ao fazer isso, a Fundação Abrinq não apenas melhora a saúde bucal das crianças, mas também promove uma maior igualdade no acesso à Saúde.

    Desde que foi criado em 1997, o Programa Adotei um Sorriso já contou com mais de 4,8 mil voluntários, beneficiando 297 mil crianças e adolescentes. Saiba mais sobre esta e outras iniciativas da Fundação Abrinq aqui.

    É dentista e quer fazer a diferença também? Cadastre-se para ser um voluntário aqui!

  • Veja os números da violência sexual infantil no Brasil

    Veja os números da violência sexual infantil no Brasil

    A violência sexual infantil é um problema preocupante: suas consequências para a vítima são profundas, com efeitos que atrapalham o pleno desenvolvimento das crianças e dos adolescentes e podem se estender durante toda uma vida. Apesar da gravidade da situação, os casos no Brasil infelizmente continuam com números que aumentam ano após ano.

    Em março, a Fundação Abrinq lançou o Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2025, publicação atualizada anualmente com dados públicos que refletem a realidade das crianças e dos adolescentes no país, incluindo aqueles relacionados à violência sexual. Confira abaixo os principais indicadores divulgados sobre a temática e entenda mais sobre a atual situação brasileira.

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    O cenário da violência sexual infantil no Brasil

    De acordo com os dados obtidos pela Fundação Abrinq, a violência sexual no país é um problema que afeta maioritariamente as crianças e os adolescentes. Em 2023, por exemplo, das 78.537 notificações recebidas, mais de 57,6 mil tinham como vítima pessoas com menos de 19 anos de idade. A proporção corresponde a 73,5% – isto é: em média, a cada quatro casos de violência sexual no Brasil, em três a vítima é criança ou adolescente.

    Veja os números da violência sexual infantil no Brasil

    O Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2025 também identificou que, entre as notificações de violência sexual ocorrida contra crianças e adolescentes, a maioria das vítimas são do sexo feminino. Em 2023, foi constatado que as meninas abusadas corresponderam a 87,1% dos casos de violação ocorridos no país.

    Além disso, a publicação verificou dados interessantes sobre a localidade em que a violência ocorre: em 67,4% dos casos, ou seja, na maior parte, o abuso ocorreu no ambiente residencial. Outros locais relevantes são a escola e as vias públicas, que figuraram em 4,3% e 5,5% das notificações em 2023, respectivamente.

    Como a Fundação Abrinq combate o problema

    Para combater a violência sexual infantil no país, a Fundação Abrinq conta com o Programa Nossas Crianças, por meio do qual fortalece organizações da sociedade civil que realizam atendimento direto e gratuito a crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade social, repassando recursos financeiros e oferecendo assessoramento técnico e administrativo.

    Ao longo da história do programa, muitas organizações estiveram conveniadas a partir de projetos que visavam o combate e a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes. Para o ciclo 2024-2025, são oito as que abordam a temática:

    • Ação Social Esperança e Vida – Pesqueira – PE;
    • Associação de Assistência à Infância e a Juventude de Altinho – Altinho – PE;
    • Associação Sul Brasileira de Educação e Assistência Social – Vitória da Conquista – BA;
    • Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral – Fazenda Rio Grande – PR;
    • Instituto Educacional Duque de Caxias – Ponta Grossa – PR;
    • Instituto Socioeducativo Fabiano de Cristo – Colina do Tocantins – TO;
    • Movimento República de Emaús – Belém – PA;
    • Sistema de Apoio à Saúde São Rafael – Maringá – PR.

    Além disso, a Fundação Abrinq possui a campanha Pode Ser Abuso, cujo objetivo é conscientizar a população sobre o problema da violência sexual infantil e incentivar o seu combate. A iniciativa é atualizada todos os anos na época do 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

    Acesse aqui o site oficial da campanha, fique informado, baixe os materiais e, em casos de violação, denuncie!